Férias

Ao sabor do vento e das vontades, (con)ceder desejos à pequenada, deitar tarde,  acordar sem sentir o peso da “rotina”, das obrigações e sem despertador, ignorar quase por completo os famosos trabalhos de férias da pequenada e livros de atividades (sem qualquer tipo de peso na consciência e/ou preocupação), apreciar muitos e bons livros, observando que pimpolha mais velha sofre do mesmo “mal”, negociar com o pequeno do meio, que não se sente de todo, muito pelo contrário, atingido por este “mal”, incentivando-o a ler histórias à mais nova ou estipulando um número de páginas por dia de um dos livros que escolheu para as férias, o moço revoltar-se todos os dias mas cumprindo, e apreciando, sem nunca o confessar, jogar ao keims, ao peixinho, ao burro e ao uno, ver desenhos animados como se não houvesse amanhã, mesmo que sejam em inglês e sem legendas, brincar na areia, fazer castelo, mergulhar no mar, como se fosse a 1ª vez, descobrir os encantos e as potencialidades de um prancha de bodyboard, especialmente com o mar “agitado”, atravessar a ria a pé na maré baixa e observar as centenas de caranguejos a  esconderem-se, à nossa passagem, nos seus buraquinhos, num belo final de tarde, apanhar conquilhas  e apreciar o petisco “desenterrado”, apreciar o por do sol na praia e sermos os últimos a abandonar, caminhar à beira mar numa praia deserta observando as gaivotas bebés e apanhando conchas, dar um mergulho na piscina, no regresso da praia, livrando-nos do o sal e refrescando a pele quente, observar pimpolha mais pequena a transformar-se numa verdadeira peixinha na água, observar as corridas na piscina e os mergulhos malucos, subir à serra e apreciar o silêncio dos sítios recônditos, observando o mar lá em baixo e as terras em volta, conhecer sítios com História e da História, sentir um tremor de terra debaixo dos pés, e os animais marinhos na palma das mãos, o deslumbramento de explorar novos locais e viver novas experiências, tudo regado com muito alvoroço, guerras, gritos, beijos, abraços, peles douradas com cheirinho a praia e mar, sardas a despontar, muitas desarrumação onde a culpa parece sempre morrer solteira, onde a loucura parece estar sempre à beira e o silêncio nunca impera a não ser no momento em que se apaga a luz “Até amanhã! Bons sonhos” mas, com um brilho no olhar, à sempre um dos pequenos que diz “Amanhã, podemos fazer …” e outro que acrescenta mais qualquer coisa. Afinal, férias são férias, e, no final, dar muito valor aos momentos vividos, às memórias que perduram e como coração cheio pensar “Somos uns felizes sortudos!”. Para animar, nada como começar já a planear as próximas férias 🙂

Nota: ao longo do tempo, não sei quanto nem quando, publicaremos alguns dos bonitos sítios por onde andámos!

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