Refilona

Distraída, com a cabeça não sei bem onde, caminhava, com propósito, a bom ritmo para me afastar o mais depressa possível das burocracias, papéis e mais papéis, pormenores, preciosismos e miudezas que me irritam sempre na escola, e ouço alguém chamar “Ó refilona!”. Um “apelido” que segundo alguns dos meus professores, me assentava como uma luva, e ao qual, uma determinada pessoa no seio familiar, achou muita piada, talvez por ser extremamente adequado, e, desde então, não perde nenhuma oportunidade de mo relembrar em certas e determinadas ocasiões (se calhar deveria dizer muitas :). Não resisti, com um sorriso nos lábios, voltei-me para trás para averiguar quem era a alma a quem se destinava o termo que, há muito anos, não ouvia “fora de casa”, demonstrando a solidariedade de quem conhece, demasiado bem, o efeito e a razão do “apelido”! Para meu espanto, dou de caras com um colega, um “companheiro” em muitos conselhos de turma e reuniões na escola, que entre risos me diz “Chamei-te 5 vezes pelo nome, nunca te voltaste, assim que chamei refilona, foi quase imediato!”. Ri-me, meio espantada, pois na escola nunca ninguém me “apelidou” de refilona, temendo que tivesse interpretado mal acrescentou “És bem amada pelos colegas mas não deixas escapar uma, a ninguém! Não mudes miúda… refilona!” Caraças, se isto não me aqueceu o coração e não me deu ânimo no fim de uma dia, especialmente, aborrecido e me trouxe à memória alguns dos meus professores!

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