Co sleeping

Co sleeping – um tema controverso e da moda, onde muitos se esquecem que, por vezes, não é uma opção, é uma necessidade.
Quando há horários para cumprir e o bebé/criança acorda 2, 3, 4 vezes por noite para mamar, com cólicas, porque lhe estão a nascer os dentes, porque está doente ou simplesmente porque sim, e o processo se repete noite após noite, semanas a fio, e no dia seguinte é necessário estar fresco e fofo para enfrentar mais um dia de trabalho e as rotinas do dia a dia da pequenada, a sanidade mental parece que nos escapa por entre os dedos num piscar de olhos e o co sleeping torna-se uma realidade para tentar minimizar/controlar os “estragos” de muitas noites mal dormidas.
Há quem aponte muitas estratégias para o bebé não acordar tantas vezes e … pardais ao ninho, também não faltam os avisos soberanos de “Ao fazerem isso, o bebé nunca mais vai aprender a dormir sozinho! Estão feitos!”. No entanto, essas pessoas não têm que dormir em nossa casa com um bebé a acordar de 30 em 30 minutos, todas as noites e se as convidarem a testar as suas teorias, in loco, aposto,por experiência própria, que nenhuma aceitará.
Pimpolha mais pequena, por todas as razões citadas e mais algumas que só ela desconhecerá, foi assim nos seus primeiros 2 anos e meio, e a partir de determinada altura, passou assumidamente, sem remorsos, e com mais algumas horas de sono e descanso, a ser presença assídua na nossa cama pela noite dentro, embora adormecesse sozinha na sua cama e lá permanecesse até à 1 ou 2 da manhã, hora em que começava o calvário. Quando a mudámos para a sua cama de “crescidos”, o tormento terminou, deixou de acordar de hora a hora, e gradualmente, passou a dormir a noite inteira na sua caminha, por volta dos 3 anos. Neste momento,e já lá vão 2 anos, dos três é a que menos procura o aconchego da nossa cama quando a manhã se aproxima, enquanto que os manos, que nunca gozaram do co sleeping, volta e meia dão um ar da sua graça. Cada um faz o que entende ser melhor para o seu bem estar e do seu bebé, e, às vezes, é uma questão de instinto de sobrevivência, apesar das muitas teorias, pareceres, conselhos e “condenações”…   Portanto, relativamente, ao co sleeping, como opção voluntária porque fortalece os laços e o blábláblá dessas cenas de maternidade fofinha e positiva, nunca a consideraria, por necessidade, dada a privação de sono e descanso, compreendo-a e aconselho-a, na plenitude!

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