Bits and pieces (das nossas férias)

Tal e qual peixinhos dourados deram muitos mergulhos no mar e na areia, descobriram as conquilhas e a imensidão de caranguejos da Ria, que atravessámos a pé várias vezes na maré baixa, o por do sol encontrou-nos sempre na praia ou junto à ria, andorinhas bebé, praias pacíficas onde é possível manter a distância de segurança, elevada, em relação aos “vizinhos”.

Centro de Ciência Viva do Algarve, onde sentimos o chão a tremer debaixo dos nossos pés, o equivalente a um terramoto de grau 7 na escala de richter, um bocadinho assustador. A pequenada adorou o apalpário onde poderam pegar, mexer e fazer festinhas às espécies mais comuns da Ria Formosa: estrelas, ouriços e pepinos do mar, caranguejos e alguns peixinhos. Ficámos ainda a saber que os pepinos do mar são muito procurados pelos chineses, para usos terapêutico e culinários, como são fáceis de apanhar, teme-se uma diminuição brusca, e preocupante, do seu número, uma vez que são vendidos para o mercado chinês a cerca de 200€/kg. Visitámos ainda a exposição das aranhas e escorpiões onde vimos aranhas grandes e peludas, as suas carapaças, e aprendemos que, apesar do seu aspeto e tamanho, são “praticamente” inofensivas comparadas com a viúva negra, a mais pequena mas mais letal de todas elas!

Câmara obscura de Tavira e vestígios de uma aldeia romana na Pousada de Tavira. O princípio da câmara obscura atribui-se a esse génio e visionário que foi Leonardo DaVinci e está na origem da fotografia. Basicamente, é utiliza uma lente direcionável, um espelho, ou seja tipo um periscópio, que “atravessados” pela luz natural, projeta as imagens em tempo real da cidade, num prato parabólico. Um conceito simples com um “resultado” muito interessante. Situada no antigo depósito de água de Tavira, no coração do centro histórico da cidade, junto às muralhas do castelo e da Pousada de Tavira, de onde podemos avistar a lente da câmara obscura, visitar a Pousada e os vestígios romanos encontrados por baixo da Pousada nas últimas obras recuperação.

Palácio de Estoi e Ruínas Romanas de Milreu, a poucos km de Faro. O Palácio é agora uma Pousada de Portugal mas todos o piso térreo e os jardins podem ser visitados gratuitamente. Muito bem recuperado e muito bonito. As Ruínas Romanas são pequeninas mas bem conservadas.

Passeio na Serra Algarvia -Parque da Fonte Férrea. Subimos até ao alto da serra, em direção a Moncarrapacho, ao longo do caminho, não se vê vivalma, várias quintas salpicam a serra, isoladas de tudo e todos, ouvem-se os sons da natureza e ao longe avista-se Tavira, Olhão e Faro.  À saída de Moncarrapacho, encontra-se o Parque da Fonte Férrea, pois a água que por lá corre, em tempos utilizada para tratamentos termais, contém alto teor de ferro, um sítio agradável com muita vegetação, uma piscina gratuita e um bar de apoio. Uma tarde diferente…

Zoomarine, fomos fora do pico da época, num dia muito calmo, sem filas nem confusões. Assistimos a todos os espetáculos (golfinhos, leões marinhos, piratas, aves tropicais e aves de rapina), visitámos o aquário, os habitats, andámos de roda gigante, de montanha russa e no rapid river, que não tem muito de rápido, mas o que fez mesmo sensação, na parte das diversões, foi o Hirakiri, a pequenada repetiu a emoção uma meia dúzia de vezes, não aproveitámos as piscinas, pois mesmo no dia calmo, tinham muita gente para o nosso gosto, a pequenada adorou os repuxos. Um dia em cheio num espaço que vale a pena visitar fora da época alta!

 

FIESA 2016 – O tema das construções na areia deste ano era a Música. Impressionante: os pormenores, a minúcia e o preciosismo. Pequenada ficou surpreendida com esta pequena “cidade”, cheia de personagens conhecidos!

Aljezur e a Costa Vicentina. Adorámos Aljezur, uma terra pequenina mas muito arranjadinha e repleta de estrangeiros e malta do surf, com um belo castelo, o último a ser conquistado aos Mouros, representado num dos 7 castelos da bandeira portuguesa. A pequenada adorou a experiência e o ambiente/convívio descontraído do Hostal Amazigh, onde ninguém falava português, nem as pessoas do Hostal, à exceção de nós e outro casal com 3 filhos e onde havia um terraço para lavar e guardar as pranchas de surf. Percorremos toda a estrada em terra batida junto à costa partindo da Praia do Amado e passámos pela Carrapteira, Arrifana, Montes Clérigos, Amoreira e Odeceixe. Recomendamos vivamente, muito pacífico e bonito, praias surpreendentes.

No regresso, junto à Zambujeira do Mar, pacífico, no meio de um descampado, os resquícios da realização do MeoSudoeste.

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