Os estereótipos podem ser tramados!

“Eu sou maior que o R. mas como os meninos são sempre maiores que as meninas, vou desenhá-lo maior que eu!” diz pimpolha mas pequena enquanto faz um desenho para o R. “Nem sempre os meninos são maiores que os meninas! Podes desenhar-te mais alta que o R.” acrescento meio pasmada com a sua observação. “NÃO! O pai é maior que tu, os avôs são mais altos que as avós, os tios são maiores que as tias!” diz-me ela bastante irritada “Sim, isso é verdade. Mas também conheces casos ao contrário. Ora pensa lá!”  e dei-lhe uma ajuda para enumerar tantos casos como os que ela tinha enumerado. E ela conclui, pouco convencida “Sim mas, hoje, vou desenhar assim na mesma, para a próxima logo se vê!”; dar o braço a torcer não está na sua natureza, claramente!

“Os menino não se podem inscrever no ballet?” pergunta pequeno do meio. “Porquê? Gostavas de andar no ballet?” pergunto-lhe. “Não, não quero ir para o ballet. É só porque é estranho, na escola, não haver nenhum rapaz no ballet! É esquisito serem só raparigas, não é?” acrescenta ele e pimpolha mais velha refere “Na dança jazz também não há nenhum rapaz! Acho que eles gostam mais do futebol e do judo!” e pequeno do meio remata “Sim, mas há raparigas no judo e no futebol”. Acrescentei, para ambos, que as atividades devem ser escolhidos de acordo com os interesses de cada menino, que o tempo, e os €€€€, não chegam para tudo e que, por vezes, é preciso fazer opções, e escolher o que se gostaria mais de praticar. E pensei, para comigo, muito bem, resposta politicamente correta, e pela qual tendemos a gerir-nos, mas, na generalidade dos casos, não serão os pais a escolher as atividades dos filhos e/ou limitar as suas escolhas, estabelecendo “zonas proibidas”?

Lembrei-me destas pequenas conversas cá por casa, a 1ª mais recente do que a 2ª, ao ler este interessante, e pertinente, artigo, do Expresso, “Porque que é que os meninos não devem brincar com bonecas?”  As crianças constroem os seus estereótipos com base no que lhes é transmitido mas também com base no seu elevado poder de observação, às vezes, sem que nós adultos, sequer nos apercebamos que eles ponderam e registam o(s) assunto(s) em questão!

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