Pregando

Eu dando sermão e missa cantada aos  peixes meus alunos, face à apatia e falta de trabalho generalizada de malta cuja reação é a mesma se eu disser que 2+3=5  ou que 2>3.
“Vivem rodeados de tecnologias, não vivem sem ela! No entanto, há 50 anos atrás era impensável conceber o que hoje em dia temos à nossa disposição. Sabem o que está por detrás do deslizar do vosso dedo para aceder a todo e qualquer tipo de informação? Muita programação, matemática, física, eletrónica, entre outras, mas para isso teve que haver quem experimentasse, errasse, voltasse a tentar, equacionasse novas e melhores opções, questionasse, PENSASSE! Onde estaremos daqui a 50 anos se nos continuarmos a recusar a questionar, a pensar, tudo requer treino e trabalho, a mente é como os músculo quando não a utilizamos atrofia. Olhando para a vossa atitude, de quem tem tudo na ponta dos dedos mas de quem nada questiona, a quem nada parece suscitar a atenção, a de corpo presente mas mente ausente, devo dizer que o futuro preocupa-me, aliás, assusta-me muito, também por mim, mas essencialmente por vocês!”

O silêncio reina até que uma aluna diz “Nunca tinha pensado nisto nessa perspetiva. Interessante”

Para ver se abrem a pestana, vou mostrar-lhe a Ted Talk em baixo! Se despertar 1 ou 2 mentes já não é mau!

E esta problemática prolifera (falta de sentido crítico, interesse, estudo, etc) e começa a manifestar-se no ensino superior, inclusive entre os melhores dos melhores, supostamente, os alunos de medicina (ver artigo “Futuros médicos falham no corpo humano”).
Curiosa a estratégia de resolução da faculdade, baixar a fasquia, onde é que eu já vi isto? São futuros médicos! Mas desde que sejam felizes e tenham uma formação estruturante (anatomias à parte), está tudo bem. Caramba, se isto não é aterrador a todos os níveis!
Recordo as pautas da faculdade, a abarrotar de chumbos, mas na altura era “Ou estudas ou estudas. Se não vens cá as vezes que for preciso!” Agora, pois agora, reprovar “traumatiza as crianças, , não trás nada de bom pois o aluno não vai aprender mais nem melhor, blábláblá, conversa… reprovar um aluno sai caro, e aí é que bate o ponto. Ele saber ou não, isso é um pormenorzito de somenos importância, um pormenorzito que pagaremos bem caro no futuro.

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