9 anos e mais um bolo de cenoura

Tem sempre mil ideias a fervilhar na sua linda mente, muitas delas pouco recomendáveis, tem um nível de energia e espírito de aventura difícil de acompanhar, é destemido, adora toda e qualquer atividade ao ar livre, faz trinta por uma linha quando confinado entre 4 paredes (bem, e fora delas também), é teimoso como ninguém, nunca tem dúvidas e raramente se engana, seguríssimo no seu saber e ser, caminha, age e vive com a determinação e autoridade de um super herói, considerando-se invencível, poderoso e no topo de toda e qualquer “cadeia”, é bem disposto, brincalhão, gozão, provocador, testa a paciência de todos à sua volta, não perdoa brechas na armadura, seja de quem for, e investe  sempre para vencer. Não se move pela comida e passa horas intermináveis à mesa, a não ser que tenha um compromisso que lhe desperte o alento e, por osmose, o apetite, ou o almoço seja salsichas ou pizza, o que raramente acontece. Lê apenas o obrigatório e indispensável, e, muitas vezes, fá-lo na diagonal, tirando umas por outras, às vezes não corre muito bem, livros não é com ele, escreve textos deliciosos e inventa brincadeiras e jogos mirabolantes, tudo fruto da sua prodigiosa e fértil imaginação; os números e os problemas são a sua praia “Canja de galinha”, como costuma apelidá-los! Sente-se, muitas vezes, injustiçado: refila, esperneia, grita e chora, em geral, quando alguém, ou a experiência, lhe mostram por a+b que: não é um super herói, não sabe nem domina tudo, o seu desejo/vontade, frequentemente, não prevalece, nem sempre está certo, as suas ideias e atitudes, às vezes, não são boas e /ou corretas. Irrita-se, profundamente, quando a vida, ou alguém, lhe mostra que nem tudo se faz a brincar, com muito humor e alguma provocação, e que é necessário empenho e trabalho sobretudo naquilo que não se gosta, que nem sempre se pode vencer ou ser o melhor e, às vezes, basta apenas dar o seu melhor. “Não é justo!” é a frase que aplica sempre que alguém, ou algo, o obriga faz assentar os pés no chão, lhe põe travão à criatividade e rebeldia, em excesso ou descontrolada, ou quando tira do sério uns quantos, especialmente a malta cá de casa, com a sua atitude altamente desafiadora, determinação desmesurada a que junta o seu ar de gozo maroto e a confiança extrema de um otimista nato. Gosta de perceber com funcionam as coisas e as engenhocas, anda sempre à caça de pilhas para experimentar em qualquer maquineta ou da caixa de ferramentas de excelentíssimo esposo, vai abrindo gavetas a ver ser se as encontra (escondemo-las estão sempre em sítio diferentes) mas regra geral encontra sempre, nas suas persistentes buscas, qualquer outra coisa que desperta a sua curiosidade, com pilhas ou sem pilhas,… é raro termos gavetas arrumados cá por casa! Tem um quarto só para si mas escolhe, todas as noites, dormir no quarto com as manas, onde há sempre conversa e emoção antes de todos adormecerem, o seu quarto é a sede das brincadeiras, e onde há sempre peças de Legos, no chão, pois, na hora de os apanhar, parecem-lhe sempre infinitos e, os malandros, fogem e escondem-se dele, e azar dos azares, ainda tem os TPC (que abomina e adia até não mais poder) por fazer e só naquele preciso momento se apercebeu que o seu timing está a terminar. Apesar de ser um verdadeiro pestinha, que nos faz questionar muitas das nossas (re)ações, e equacionar novas, tem uma grande perspicácia e sensibilidade que nos surpreende e emociona em variadíssimas ocasiões. É o rapaz entre as 2 miúdas, é o nosso pequeno do meio, desengane-se quem julga que é assim por ser o irmão do meio, o moço sempre foi assim, desde cedo mostrou a sua fibra, não é defeito, é feitio.
Invariavelmente, escolhe sempre como bolo de aniversário, um bolo de cenoura, embora não seja grande apreciador de nenhum bolo…

Ingredientes
Bolo
6 ovos
8 cenouras
2 chávenas de óleo
4 chávenas de açúcar
4 chávenas de farinha
1 colher de sopa de fermento

Cobertura
1 pacote de natas
1 tablete de chocolate de culinária
1 colher de sopa e manteiga

Preparação
Descascar e cortar as cenouras às rodelinhas. Levar a cozer com 2 paus de canela. Depois de cozidas e escorridas, retirar o pau de canela e triturar bem com a varinha mágica. Deixar arrefecer. Num taça, bater bem os ovos com o açúcar. Juntar o óleo e a cenoura, mexendo bem. Por fim, adicionar a farinha e o fermento, envolvendo bem. Levar ao forno, pré aquecido a 180ºC, numa forma retangular, forrada com papel vegetal, cerca de 1 hora (fazer o teste do palito pois fica um bolo grande). Para a cobertura, levar ao lume o chocolate e a manteiga. Adicionar as natas e mexer, até obter um creme brilhante.

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