Belver e o Museu do Sabão

Num dia cinzento e ventoso, fomos até Belver conhecer o Museu do Sabão, o seu castelo e respetivo Centro interpretativo, apreciar o belo ver e passear pelas suas ruas.
O Museu do Sabão, não é um museu interativo como agora parece estar na moda e, segundo alguns, dos quais discordo, só assim despertando o interesse da pequenada, é um museu repleto de informações históricas interessantes e com amostras de produtos de outros tempos que nos avivam a memória. Procura preservar e mostrar a arte de fazer sabão das gentes da terra, numa época, em que ali esteve instalada uma saboaria. Um sabão mole, nada semelhante aos que conhecia, feito com cal, água, borras de azeite e cinzas. A evolução, ao longo do tempo, dos processos de fabrico ao comércio de sabão, sabonetes e afins, as marcar dominantes, na Europa e em Portugal, bem como o contexto histórico e as várias restrições a que esteve sujeita o seu fabrico. Por exemplo, no início do século XVII, a Inglaterra era o país com maior consumo de sabão: a rainha Elisabete II institui o hábito de tomar banho com regularidade (de 4 em 4 semanas), continuando, no entanto, o sabão a ser considerado um produto exclusivo e taxado com tal. Durante quase cinco séculos a produção de sabão esteve sobre domínio régio, sendo punido severamente quem produzisse sabão apenas para consumo doméstico, ou para venda ilegal; estas medidas repressivas conduziram a inúmeras revoltas da população. É um museu simpático, pequeno mas cheio de história(s). Não têm estacionamento, convém deixar o carro no centro da vila, por exemplo no largo da igreja.
Depois rumámos ao castelo, muito bem preservado com excelentes vistas: o vale onde corre o rio Tejo, a praia do Alamal, a barragem de Belver, a Central Termoelétrica do Pego e, ao longe, no cimo do monte, Abrantes. Independentemente, para que lado se olhe, o ver é sempre belo e o Centro de Interpretação, na Torre de Menagem, é bastante interessante.

Estávamos com o tempo contado e ficou por fazer uma versão light do percurso pedestre Arribas do Tejo: começando na igreja de Belver, passando pela Fonte Velha(fotos), onde em muros antigos encontramos arte moderna, descer até à ponte de Belver e junto à ponte visitar o Museu das Mantas e seguir pelos passadiço junto ao Tejo até à praia do Alamal (o passadiço já percorremos em tempos). Numa próxima visita, com mais tempo, não faltará, de qualquer das formas fica a sugestão.

O que visitar em Belver (de onde retirei a fotografia da Fonte Velha, todas as outras são de nossa autoria)

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