Memórias que prevalecem!

Naquele tempo em que se brincava na rua, sem medos, com quem como nós por lá andasse, onde todos os dias se conheciam amigos novos sempre prontos a encetar novas aventuras. A sede aperta, num dia em que o calor sufoca, e a casa mais perto é a da avó. Corremos até lá e depois de matar a sede, deambulamos pela casa, e encontramos umas revistas da moda, que folheamos com avidez. Depressa nos cansamos e voltamos ao reboliço da brincadeira na rua até ao sol se por. No dia seguinte, o ritual repete-se mas chega o repto da companheira de brincadeira dos dias anteriores “Só brinco contigo e sou tua amiga, se me deres aquelas revistas que vimos ontem na casa da tua avó!”. Voltei para casa, sem olhar para trás, a avó estranhou “Já aí vens? Zangaste-te com a tua nova amiga?” e disse apenas “Ela não é minha amiga!”. Depois de alguma insistência, acabei por contar o sucedido e a avó disse apenas “Se quiseres, podes dar-lhe as revistas todas! Não fazem cá falta!” e eu disse apenas “NÂO!”. Devia ter na altura 8 ou 9 anos e passados tantos anos, é deste episódio que me lembro sempre que, muito esporadicamente, avisto, ao longe, esta moça da minha idade!

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