Torres Vedras e as suas Linhas

Passeámos pelo centro da cidade e visitámos o Museu Municipal Leonel Trindade antes de começar as nossas explorações para termos uma noção melhor do terreno. O nome do museu é um homenagem ao arqueólogo torriense que “descobriu” Castro Zambujal – um povoado fortificado, perto de de Torres Vedras, cujas origens remontam ao 3º miliénio a.C. e que terá sido um grande centro de comércio e fundição de minério.
A 1ª sala deste museu é inteiramente dedicado ao achados históricos encontrados na zona de Castro Zambujal bem como todo o trabalho de arqueologia realizado na zona.
A 2º sala do museu é dedicada à Guerra Peninsular – invasões franceses, dando especial relevo, à 3ª invasão francesa, onde Torres Vedras e as suas linhas defensivas desempenharam um papel crucial para que as tropas francesas abandonassem Portugal.
Com a família real exilada no Brasil, depois dos espanhóis se terem juntado aos franceses, permitindo a passagem das tropas napoleónicas para invadirem Portugal, Portugal alia-se a Inglaterra e o exército inglês vem em nosso auxílio. À data na Europa, só Inglaterra, Suécia e Portugal não estavam sobre domínio francês, a Inglaterra era a grande potência que Napoleão visava abater, isolando-a.
Com a 1ª e a 2ª invasão, o país foi alvo de violência, saque e destruição mas sobre o comando de Arthur Wellesley, futuro Duque de Wellington, dá-se início à construção das Linhas de Torres – um sistema defensivo, aproveitando o terreno acidentado, cujo principal objetivo era impedir as tropas francesas de alcançar Lisboa, criando 3 linhas defensivas do Tejo ao Atântico. Torres Vedras integrava a 3ª linha defensiva. Ao longo das linhas, foram construídos, em sítios estratégicos e de difícil acesso, e poucos distanciado, pequenas fortificações. A comunicação entre fortificações era feita através de um sistema ótico, já utilizados pelo exército inglês. Sete minutos era o tempo que levava a mensagem  do Tejo ao Atlântico, desde o momento em que era “colocada” num dos 9 “postos telegráficos”, repetida no posto seguinte, e assim sucessivamente, até poder ser avistada no último forte da linha. Muito interessante este pequeno museu repleto de informações.

De seguida, fomos comprar uns deliciosos, e típicos, pastéis de feijão, na tradicional Havaneza, que foram a cereja no topo do bolo do nosso piquenique no bonito parque do Choupal.

De barriguinha cheia, recordámos outros tempos, no Atelier do Brinquedo para depois subirmos até ao Castelo de Torres Vedras de onde se tem uma bela vista e se vislumbra o Forte de São Vicente, um dos maiores e mais importantes fortes da Linhas de Torres, que chegou a ter 2000 soldados. Seguimos a marcha até ao Forte de São Vicente onde impressiona o seu enorme fosso e área que abrange.

Após os momentos culturais/históricos, pequenada estava com desejos de ir “praiar” e, assim nos dirigimos para a Praia de Santa Cruz mas antes fizemos um pequeno desvio, para desespero do moços,mas que valeu a pena, para ir conhecer in loco Castro Zambujal, ponto de passagem de vários percursos pedestres.
Chegados a Santa Cruz, o vento soprava forte e avisei a tripulação da possibilidade de não estar bom para “praiar” mas sim para vestir um casaco e passear na marginal! Que não, que não, que praia é que era, diziam eles, até porem o pé fora do carro e serem assoprados, envergaram satisfeitos os seus aconchegantes casacos e fomos passear. Muito arranjadinha e simpática. Deliciámos-nos com os crepes gigantes do Belga.

Aproveitando os dias longos, ao sabor do vento e da vontade e com os pequenos quase de férias escolares, esticámos o dia e fomos mergulhar os pés na areia na “capital” do surf – Ribeira de Ilhas! Rumámos à Ericeira, onde é sempre tão bom voltar! Aqui, os pequenos sobre o nosso olhar atento e de um casal inglês, contemplando a bela paisagem, apanharam um valente susto enquanto exploravam e saltavam distraídos sobre rochas, a uma distância de segurança, quando um onda lhes ribombou ao ouvido e foi vê-los aos gritos e a fugir a sete pés. Nem um salpico os atingiu mas daquele som não se vão esquecer tão depressa, nem das nossas gargalhadas e das do casal de ingleses! É sempre bom reconhecer, respeitar e acautelar a força da natureza. Momentos bons!!!

Mais um belo dia de passeio!

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