Coisas que eu não percebo!

Reunião de pais, observando os testes de pequeno do meio, veio-me à memória uma observação sua sobre uma questão que tinha bem no teste de Matemática mas que a professora tinha colocado errado. Não liguei e, na altura, disse-lhe algo do género “Deves ter visto mal!”.
Folheando o seu teste de Matemática reparo que só poderia ser aquela a tal questão que ele referiu. Hesitei, pergunto, não pergunto, pergunto, não pergunto e… perguntei! “Porque tinham que contar todos e ver quantos estavam pintados… porque fizemos um igual na aula e eu disse-lhes que era assim que queria que fizessem… porque foi assim que eu lhes ensinei… Porque não queria frações equivalentes”.
Eu ouvi tudo, sem interromper, conhecendo-me, provavelmente, com um ar um pouco incrédulo, e respondi apenas “Sim, mas a resposta ao que é perguntado está certa e o raciocínio é válido!” ao que concluiu, dizendo “Sim, eu sei mas não era essa a resposta que eu queria que eles dessem!”.
Atenção, ela não ensinou, nem ensina mal, muito pelo contrário, e não é isso que está em questão, mas a avaliação das respostas não deve ser feita em função do que queremos mas do que pedimos. Não é pelos pontos, nem pelo estar certo ou errado, isso, para mim, é o que tem menos importância. A forma de “estar, ver e sentir” a matemática, subjacente à sua argumentação é que me desiludiu! Fiquei ainda mais triste por ter de dizer a pequeno do meio, quando ele me perguntou, “Sim, tinhas razão, a tua resposta estava correta!” e ele deu de ombros e disse apenas “Pois…”.

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