O poder da imagem

26 de setembro de 1960, EUA, em plena campanha para as presidenciais, os candidatos John F. Kennedy, um jovem senador, e Nixon, o experiente vice presidente do EUA, são os protagonistas do que viria a ser considerado um marco histórico nas campanhas eleitorais, o 1º debate político a ser transmitido na televisão.
JFK apresentou-se calmo, confiante e com boa cor, já Nixon, pálido e muito magro, devido a uma recente hospitalização, parecia em baixo de forma e um pouco transpirado.
No final, quem ouviu no rádio, foi unânime em considerar que a vitória, no debate, tinha sido de Nixon; quem viu o debate na televisão, que foi a larga maioria – 88% da população já tinha TV – atribuiu a vitória a JFK.
Muitos dizem que JFK ganhou as eleição naquela noite, o debate foi o ponto de viragem, tendo o próprio reconhecido o papel decisivo e o impacto que o debate teve no resto da sua campanha. No entanto, Nixon, esteve bastante melhor, também em aparência, nos debates seguintes, mas a imagem que prevaleceu foi a do 1º debate.
JFK ganhou a Nixon por uma unha negra e muitos acreditam que foi graças aquele 1º debate.
O debate que mudou a forma de fazer campanha eleitoral, reconhecido/constatado que foi o papel/potencial da televisão na mesma, que até então era encarada apenas com um “objeto” dedicado ao entretenimento.
Dizem que muito devido ao receio dos candidatos, só 16 anos mais tarde se voltou a realizar, um debate presidencial transmitido pela televisão nos EUA!
Impressionante, a importância e o papel da imagem! O grosso desta história, que desconhecia, foi-me contado por pimpolha mais velha quando lhe perguntei “O que achaste mais interessante na visita guiada, que fizeste com a escola, ao NewsMuseum?”. Fui investigar… e a moça tinha percebido e contado quase tudo direitinho. Sempre a aprender… com pimpolha mais velha!
Fiquei a pensar no papel da imagem, nos dias que correm, e penso que (pre)domina! Faz falta ouvir mais, olhar e julgar muito menos!
Por exemplo, como teria sido ouvir Salvador Sobral, sem o vermos? Teria gerado tanto comentário depreciativo acerca da sua pessoa…? Não creio, as críticas seriam apenas dirigidas à sua música… seríamos tão melhores pessoas! Quem diz o Salvador Sobral diz outros, ocorreu-me este exemplo, talvez devido às “correntes de ar” geradas… novamente, sempre acompanhadas de cheiro mas não o seu! O que nos leva a outro tema que dava pano para mangas: A imagem e a diferença (que incomoda muitos!)

Artigos interessantes sobre o tema aqui e aqui.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s