Passeio na zona da Lourinhã

Primeira paragem, no Vimeiro, uma pequena aldeia onde se encontra o bem cuidado, informativo, bonito e gratuito – Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro, onde salta à vista, de imediato, o enorme vidro que permite observar o campo da batalha que decretou o fim da 1ª invasão francesa. Um belo enquadramento dos factos e cheio de história(s) e do papel de Junot e do comandante de Wellesley na Guerra Penisular. Foi aqui que aprendemos a origem de várias expressões, provérbios que utilizamos e que tiveram origam na 1ª invasão francesas, cá ficam elas, retiradas da brochura do Centro:

“Ficar a ver navios!”
Aquando da 1ª invasão francesa, o comandante Junot trazia ordens de Napoleão para capturar a família real portuguesa que partiu na época para o Brasil. Reza a lenda que quando Junot chegou a Lisboa ainda viu os navios da armada real na linha do horizonte, pelo que se diz que ficou a ver navios.

“Ir para o Maneta”
Os franceses invadiram Portugal em novembro de 1807 e permaneceram em Portugal durante longos meses. Quando os portugueses começam a revoltar-se, Junot mandou dispersar pelo país os seus generais. Um desses generais chamava-se Henri Loisson e era particularmente cruel, massacrando os revoltosos. Este general não tinha um braço pelo que todos lhe chamavam Maneta. Assim, quando alguém ia com ele dizia-se, aquele foi para o maneta!!

“Viver à grande e à francesa!”
Quando Junot chegou a Lisboa, instalou-se no Palácio do Barão da Quintela onde vivia faustosamente a expensas do proprietário. Entre festas e banquetes, Junot vivia à grande e à francesa!

“Ir embora de armas e bagagens”
Após a Batalha do Vimeiro, os ingleses assinaram um acordo com os franceses, segundo o qual estes poderiam voltar para casa com tudo aquilo que tinham roubado em Portugal, pelo que se diz que os franceses foram embora de armas e bagagens.

Uma Recriação histórica da batalha do Vimeiro tem lugar todos os anos no 2º fim de semana de julho, portanto começa hoje mesmo, fica a sugestão!!

Segunda paragem, para retemperar energias, depois da expedição histórica e cultura – Parque da Fonte Lima, situada numa pequena aldeia perto do Vimeiro para quem segue em direção à Lourinhã. Um espaço verde muito agradável onde fizemos o piquenique da praxe.

Terceira paragem – uma interessante visita guiada ao Museu da Lourinhã. Primeira parte da visita, explorou os achados pré-históricos encontrados na região e as antigas profissões e a visita a uma casa saloia (onde há um osso de baleia que era usado como superfície para cortar carne, surpresa: na zona “pescou-se” durante muitos anos baleias daí o nome da terra Atouguia da Baleia). A segunda parte da visita é então dedicada aos famosos dinossauros, um espólio que contém exemplares únicos de várias espécies, ninhos de ovos, contendo embriões de dinossauro. As espécies encontrados, unicamente nesta zona, devem-se ao facto de a Iberia se ter afastado e separado da América do Norte durante o Jurássico, formando um arquipélago, no Cretácico, os dinossauros evoluíram e adaptaram-se as condições do seu novo habitat e por isso apresentam características únicas, não presentes nos seus “familiares” não insulares. Têm nomes característicos da zona dados pelos investigadores que apresentaram a sua descoberta à Academia das Ciências: Lourinhanisaurus antunesi e Dinheirosaurus Lourinhanensis. Outra informação interessante: os dinossauros à semelhante das suas “primas” galinhas, comiam pedras, os gastrólitos, pedras encontradas juntos aos fósseis e nada enquadradas no meio envolvendo, permitiram aos cientista tirar esta conclusão, era cá com cada calhau! Uma cabeça de T-Rex atrai a atenção da pequenada mas afinal mais uma surpresa nos aguarda quando o guia nos informa que não era um T-Rex pois destes nunca foram encontrados vestígios na Europa, apenas na América mas era sim um seu familiar distante, descoberto na Lourinhã, e que foi apelidado de Torvosaurus gurneyi. Curiosamente, quando esta nova espécie do Torvosaurus pisou terras da Lourinhã, o seu primo distante T-Rex já era um fóssil há 80 milhões de anos. Com o estudo dos dinossauros, o tempo e a sua passagem ganha toda uma outra dimensão, dos milhares aos milhões é um saltinho!

E a Lourinhã é efetivamente a capital dos dinossauros, estamos sempre a encontrá-los!

Quarta paragem – Forte do Paimogo – numa bela estrada que, parte da Praia da Areia Branca, segue sempre junto ao mar, e de onde se avista Peniche, o Cabo Carvoeiro, as Berlengas e as arribas onde forma encontrados muitos dos fósseis que vimos no Museu da Lourinhã.

 

Mais um rico e colorido dia ;)!

 

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