Controvérsia do momento

Como é que vê a hipótese de um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer, como alegadamente foi o caso de Cristiano Ronaldo?
Considero um crime grave. É degradante, uma tristeza. O Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma.

(…)

Duas pessoas do mesmo sexo não podem amar-se?
Ouçam, é uma coisa simples: o mundo tinha acabado. Para que o mundo exista tem de haver homens e mulheres. Trato-os como a qualquer doente e estou-me nas tintas se são isto ou aquilo… Não vou tratar mal uma pessoa porque é homossexual, mas não aceito promovê-la. Se me perguntam se é correto? Acho que não. É uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam.

A MENSAGEM DE GENTIL MARTINS NA ÍNTEGRA

Face à minha entrevista ao Jornal Expresso e dada a celeuma, que nunca desejaria que tivesse acontecido, gostaria desde já esclarecer que me limitei a responder a perguntas directas dos entrevistadores do Expresso.

Quanto a Ronaldo não ser exemplo, referia-me exclusivamente à escolha por “Barrigas de Aluguer”, permitidas por lei, mas das quais discordo totalmente, quer como Pediatra quer como Ser Humano. Isso nada tem a ver com os excepcionais méritos desportivos de Ronaldo, nem com a sua generosidade para com Instituições Sociais e crianças com dificuldades.

Por outro lado nunca foi minha intenção ofender a Mãe de Ronaldo, pessoa que não conheço pessoalmente.

Quanto à homossexualidade, lamento quem sofra com essa questão, que continuo a considerar anómala, sem no entanto deixar de respeitar os Seres Humanos que são.

Independentemente, de concordar ou não com a sua opinião e/ou com a forma como a expressou, a controvérsia gerada em torno apenas destas 2 perguntas de uma longa lista, suscitou-me algumas dúvidas:
Questão 1: Só podemos ou devemos expressar a nossa opinião se ela for politicamente correta, a que outros desejam/esperam ouvir ou se esta seguir  a “norma”?
Questão 2: O que é e representa a tão apregoada liberdade de expressão?
Questão 3: Aplica-se a todos ou apenas a alguns? Em todos os momentos e em todas as temáticas?
Questão 4: Quem dá entrevistas e/ou é um figura pública, não deve dar o “corpo às balas”, defendendo as suas ideias, deve antes inibir-se, limitando-se a esquivar-se com meias respostas, ou respostas inócuas, a perguntas polémicas? É isso que pretendemos numa sociedade que apelidamos de democrática?
Questão 5:  O que é isso de viver em democracia? Enquadra o linchamento público assim que alguém manifesta uma opinião contrária à veiculada e aceite pela “maioria”? Não contempla o direito e o respeito pela diferença (neste caso de opiniões)?
Questão 6: Não valerá a pena meditar seriamente sobre algumas temáticas que abordou cruamente?
Hipocrisia, histerismos, falso moralismo e demagogia é o que alimenta estas e outras polémicas e, infelizmente, a sociedade! É caso para dizer, utilizando uma expressão brasileira, “Me engana, que eu gosto!”.
Um excelente pequeno vídeo, sobre a temática,”Não chamem a polícia por causa do Gentil Martins”

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