#Mais de quarenta

A mulher, a passagem dos anos, a idade, a imagem, a beleza, e o que realmente é esta amálgama de coisa que muitos mulheres têm alguma dificuldade em (di)gerir, é o que procuram mostrar e desmitificar estes retratos de mulheres com mais de quarenta – um projeto de Cristina Nobre Soares e Mário Pires.

Dedicado a todas a minhas amigas quarentonas :), em breve, vos apanho, não temeis, bem com a todas as mulheres!

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Outono

Um outono invulgarmente quente e incendiário!
Um país que acima do Tejo ardeu praticamente de lés a lés, entre junho e este negro fim de semana de outubro.
Um tempo pautado por muita falta de tento na língua, sentido de oportunidade, bom senso, racionalidade, responsabilidade e sensibilidade a quem lhe compete e, por outro lado, uma sede de “sangue” que não compreendo, no imediato, que vantagens trará para os principais visados, os que tudo perderam e se veem rodeados de nada, para além do negrume e das cinzas, e para restabelecer as nossas florestas e evitar novas desgraças!
Sim, o sistema voltou a falhar, os meios voltaram a ser poucos e sabia-se que o risco era elevado! Se deveria ter acontecido depois do que se verificou em Pedrogão, Mação e por aí em diante, certamente que não!
Quatro meses decorridos, o que teria sido possível mudar naquilo que falhou em Pedrogão? E atenção ao verbo que utilizei: “teria sido” e “não deveria”, que faz toda a diferença.
Para tudo, há burocracias, contratos, concursos, protocolos, prazos, interesses e cenas e coisas a cumprir. Infelizmente, a máquina estatal é lenta, disso eu tenho a certeza! Mas fico contente, por a ignorância ser apenas da minha parte, porque todos parecem saber o que poderia ter sido feito em 4 meses, em cá acho que tenho apenas uma pequena noção do que deveria ter sido feito!
Um dos melhores apontamento, para todos nós, sobre este negro verão/outono.

“Quando é que foi a última vez em que repararam naquele eucaliptal a caminho da terra dos vosso pais? Sim, aquele aonde não levam os miúdos por estar cheio de mato, que eles ainda se aleijam e sujam todos. Quando é que foi a última vez que apanharam pinhas em vez de as comprarem no supermercado? Quando é foi a última vez que sentaram à sombra de um carvalho? A floresta faz muita decoração, é verdade, o verde enche muito olho, é ele e o azul do mar. Diz até que faz bem ao ar que a gente respira. Mas precisa que se torne parte da nossa vida para que possa existir. Sem isso é coisa para arder facilmente.”
Cristina Nobre Soares

Vivências

Conversa entre duas adolescentes no whatsapp:
X – “Já cozinhas?”
Y – “Hummm, às vezes, quer dizer não!”
X – “Acho que com a tua idade já cozinhava!”
X – “Vês a telenovela da TVI?
Y – “Não. Não vejo a TVI!”
X – “Buuuu, com a tua idade já via há bué!”
Y – “Tens facebook?”
X – “Nop! Só mail. Também não tenho telemóvel, só tablet, às vezes!”
Y – “Bem podre! Com a tua idade já tinha isso tudo!”
E a conversa continuava com Y, a cada nova pergunta, sublinhando a ideia que, com a idade de X, já fazia tudo e um par de botas.
Poderiam ter uma grande diferença de idades mas apenas as separam 10 meses e um ano de escolaridade! Ocorre-me apenas dizer caganeirices dos tempos modernos!

Catequese e as cadernetas de cromos

Todos muito compenetrados e afinadinhos na missa de acolhimento da catequese mas o melhor estava para chegar.
No final, senhor padre dá vários recados ao (in)fiéis: a catequese não tem como função ocupar as crianças ou ser um espaço de babysitter, as catequistas desempenham o seu papel voluntariamente em prole da formação de uma nova geração cristã, não sendo por isso criadas dos papás ou de estar sujeitas aos seus desejos e horários, a catequese é para frequentar com assiduidade e não só quando se encaixe nas milhares de afazeres das crianças de hoje em dia. O discurso deixou parte da plateia adulta estupefacta e eu pensei “Dá-lhes com força que ainda mexe!”. A pequenada não mostrou sequer ter ouvido as suas palavras de tão a leste do paraíso que estavam mas o brilho e entusiasmo voltaram de imediato quando o senhor padre anunciou “Este ano, na catequese, vamos ter uma caderneta de cromos. Hoje vão receber todos 3 cromos e, ao longo da vossa caminhada, irão recebendo os restantes!”.
Foi vê-los a correr para o altar, de mãos estendida, para receber a caderneta e os 3 cromos do dia.
Riu-me, ao ouvir uma mãe atrás de mim dizer “Oh não, agora que acabámos a do Pingo Doce, começa a saga de nova, agora com os da catequeses!”.
Pensando cá para mim”Tempos modernos estes em que até na catequese há cromos. É capaz de ser bem eficaz para angariar seguidores assíduos. Desconfio que só vai fazer a 1ª comunhão quem tiver a caderneta completa! Será que há cromos repetidos? Quais serão os cromos difíceis?” Tudo um novo leque de perguntas e interpretações me suscita esta caderneta da catequese, à qual, devo confessar, estou a achar um piadão, é capaz de nos ensinar coisas bem interessantes, não necessariamente, as pensadas pelos seus criadores e pelo Criador.
Uma caderneta de cromos a guardar religiosamente, no verdadeiro sentido da palavra!!!

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A não perder!

  • A exposição “Debaixo do seu nariz”, para assinalar os 15 anos na Operação Nariz Vermelho (“15 anos a receitar alegria”), que realça o conceito de humor, riso e palhaços.
    A exposição fotográfica “15 anos, 15 olhares” – a Operação Nariz Vermelha vista através da perspectiva e da lente de 15 fotógrafos.
    Entre 14 de outubro e 19 de novembro, têm um programa diversificado de atividades, dedicada aos mais pequenos, desde a hora do conto, a workshops, consultório dos Dr. Palhaços, espetáculos com os Dr. Palhaços (toda a programação aqui), entre outras.

Sempre apreciei a Operação Nariz Vermelho, é a eles que quando preenchemos o nosso IRS, damos uns trocos, apesar de, felizmente, a nossa pequenada nunca tenha visto os Dr Palhaços. É um “serviço” louvável em prole, e dedicado, às crianças que vivem tempos intermináveis nos hospitais cujo cheiro, tão característico, lhes fica impregnado na pele, entre muitos outros menos bons, onde aprendem a gerir a dor, a desilusão, o não ser como os outros, etc., coisas difíceis para gente tão pequena. Vale a pena acarinhar esta causa, até porque não conhecemos o dia de amanhã, e é bom que a pequenada se aperceba que nem todas as crianças são saudáveis, nem todas podem ir ao parque ou brincar na terra, ajuda-os a perceber o valor, a importância e a liberdade de ser saudável.

Facebook no seu melhor!!

E eles, os senhores as máquinas do facebook, insistem em escrever-me, desta vez, a incentivar-me a promover (€€€) um post meu que, aparentemente, está a ter mais sucesso que os restantes. A missiva é-me conhecida e volta e meia lá me caí uma no mail, a ver se, desta vez, pega, pensarão eles. O caricato nesta situação é que o post (Do que se alimenta o FB?)que o facebook me convida, agora, a promover, é aquele em que, basicamente, digo mal deles! Está certo, há que respeitar este senhores pela imparcialidade e a promoção da liberdade de expressão… ou então não, é só um dos “problemas” de alguns sistemas serem controlados por máquinas!

Coscuvilhice (e tramas) dos tempos modernos

é falar, em simultâneo, com várias amigas, no Whatsapp, e depois fazer printscreen do ecrã da conversa com X, e colá-lo, no “mural” da Y e da Z, e cascar comentar avidamente o que X disse. Isto quando podiam estar todas a comunicar no mesmo grupo de amigas que têm no Whatsapp.
Coisas e tramas de gajas adolescentes e modernas! Assim que me apercebi desta maravilhosa e edificante técnica, no whatsapp de pimpolha mais velha que, para bem de todos, é o meu whatsapp (uiiii as coisas que eu tenho aprendido, ignorado e corrigido), disse-lhe “Anda cá minha linda, senta-te aqui à minha beira, que te vou contar umas coisitas!”. Tivemos uma bela conversa de pé de orelha sobre os princípios, desenvolvimentos e fins da amizade, do recíproco e da integridade. Assunto esclarecido.

Do que se alimenta o Facebook?!

Sempre que a minha veia da escrita não está devidamente oxigenada, os senhores do facebook enviam-me um mail, de incentivo, para que a máquina comece a bombear devidamente, porque afinal há gente que gosta da página e está à minha espera!
Este é o segredo desta, e, provavelmente, de muitas outras redes sociais, fazer-nos crer que somos importante e que o que partilhamos é de extrema relevância para os outros, alimentar-nos o ego, portanto… só que não!
Somos realmente, não virtualmente (aí são às centenas), importantes para uma pequena minoria, certamente, suscitaremos a curiosidade, boa, má e invejosa, de alguns com os conteúdos que partilhamos, daí a ser relevante, vai um grande passo! Mas lá que estes senhores têm a máquina bem oleada e a psicologia toda, lá isso têm!
Nunca deixa de me admirar e assustar, o poder astronómico desta máquina e dos seus post patrocinado, parece que foi assim que o Trump conseguiu ganhar as eleições (um artigo muito interessante “Facebook wins, democracy loses”) e quem o tenha tentado também por cá nas autárquicas. Uma cena perigosa esta… nunca esquecer!
Estão pensando, sim mas resultou, o facebook encheu-te o ego! Publicaste! Ganhou! Só que não… E quem pensar que sim, desconhece por completo o que me inspira e move estes blogue, independentemente de gostar da página e ser meu amigo no facebook, hilariante e caricata esta era global, não?!!!

Insólito, macabro ou apenas falta de jeito!

Será impressão minha ou é uma escolha infeliz de nome para este ramo de negócio. Ressalvo que é na Calçado da Ajuda, na zona da Boa Hora, de qualquer das formas com tanta opção de escolha… Não compõe um quadro bonito para quem passa e não sabe o nome da zona onde deambula!

Amigos amigos, telemóveis à parte!

Durante um jantar entre amigos de longa data, um deles refere que os telemóveis são as nossas caixas negras, que “guardamos” tudo lá dentro, observação refutada pela maioria dos presentes. Então este sugere que todos coloquem os telemóveis em cima da mesa de forma a partilhar com todos, falando e lendo em alta voz todas as chamadas e mensagens que cheguem para cada um.
O resultado foi surpreendente pois afinal… todos temos segredos e o telemóvel, efetivamente, “esconde” muitos deles, os nossos amigos nem sempre são aquilo que parecem ou nos fazem crer!
Vale a pena ver, rir e meditar. O nome deste filme traduzido à letra é “Perfeitos estranhos!”, diria muito adequado… indeed!
O trailer em baixo e o filme completo aqui.

A Mafalda sabe!

Ao observar a encomenda, e o tamanho do caixote, que continha os livros escolares da pequenada, para este ano letivo, ocorreu-me logo esta tira da Mafalda. Não é brincadeira: 14,6kg de livros! Em contas redondas dá cerca de 5kg de conhecimento para cada um dos pequenos… e 15 metros de papel autocolante para proteger tanto conhecimento.

Mães avós

Uma nova vaga de mariquices e frescuras, muito reveladora, que começa a surgir:
“Se ele chora a mudar a fralda, ou não lhe muda a fralda, espera que eu chegue, ou então tem que lhe mudar a fralda em pé. As crianças não podem chorar na escola! Ele, em casa, nunca chora!”. E se for uma sala de 1 ano cheia de pais com o mote “O choro não pode existir na sala!”, é caso para deixar qualquer educadora à beira de um ataque de nervos.
Esta preocupação e proteção excessiva com os rebentos diz-se associada a esta nova vaga que alguns educadores denominam de mãe avós (mães com idade quase de ser avós). Será?
Ora eu que tive filhas, que em bebés, choravam grande parte do dia, com saudades da mãe e do pai, durante meses, na escola, sabendo eu perfeitamente bem que eram bem cuidadas e acarinhadas. É tão só e apenas uma questão de confiar no local e nas pessoas com quem deixamos os nossos filhos, de sabe-los bem entregues. Segue, aguenta e cara alegre que logo lhes passa, e passa mesmo, são adaptações e fases e o choro faz parte. Haja paciência para estes novos velhos pais que as crianças não têm culpa nenhuma!

Uma relíquia?!

Em outros tempos, era um objeto imprescindível e existia uma, mais ou menos xpto, junto ao telefone de cada casa. Hoje em dia com os telemóveis e as suas agendas, os dados móveis e as sincronizações, as agendas telefónicas passaram a ser digitais, e poucos serão os que mantém uma agenda telefónica em papel.
Atire a primeira pedra, quem antes desta nova geração de telemóveis, os que ainda não guardavam todos os contactos no cartão, e por avaria ou porque perdeu o telemóvel,  não ficou totalmente desconcertado quando se viu sem nenhum dos seus contactos. Um pequeno incidente que rapidamente se tornava numa verdadeira dor de cabeça e uma aventura desconcertante de recuperação dos contactos, para quem, já nessa altura, tinha abolido as agendas telefónicas.
Esta agenda telefónica tem, numa letra bonita, imensos contactos e, como antigamente, encontra-se junto ao telefone fixo cá de casa mas bom, bom é que este facto se deve tão só e apenas a pimpolha mais velha, é a SUA agenda telefónica (exemplar único cá em casa). Há coisas que não mudam, ela sabe de cor 6 ou 7 números, aqueles para os quais mais liga, algo que eu, agora não me posso gabar mas com a idade dela :). Quando não se tem um telemóvel à disposição, independentemente da idade, voltamos aos métodos infalíveis de outros tempos, métodos que não devemos desprezar, nunca se sabe se um dia as tecnologias nos pregam uma partida, por qualquer razão, deixando-nos na mão. É sempre bom saber como se fazia e conhecer as alternativas.

Clarice Lispector, mochilas e antiprincesas

Chamou-me a atenção esta pequena, mas pesada, passagem do livro dedicado a Clarice Lispector, na coleção Antiprincesas.
Seguindo o exemplo do pai de Clarice Lispector (1928/9), por cá, agora, corríamos o risco, nós pais, de reter as nossas crianças, no 4ºano, por não sei bem quantos anos.
A partir do 5º ano, dado o número de disciplinas, a organização dos horários, os lobies das editoras e afins, num dia mais “carregado”, as mochilas das crianças podem chegar a pesar cerca de 6 a 7 kg.
Segundo indicações da Organização Mundial de Saúde, o peso carregado não deve ser superior a 10% do peso da própria criança. O peso médio de um criança de 10 anos é cerca de 32 kg logo a sua mochila “carregada” nunca deverá exceder os  3,2 kg (ora se a criança for de “raça” pequena…a situação torna-se ainda mais “pesada”).
Uma ideia: comprar só os manuais digitais e repudiar os em papel (uma favor que faríamos à porto editora, lá que seria uma ótima retribuição, seria, ehehehe, e a nossa carteira, essa sim, agradeceria). Contra: estudar com o livro na mão é bem mais agradável e, dizem os estudos publicados, mais eficaz na “quantidade e qualidade” do que é apreendido e retido!
Em vez de petições, cenas e coisas virtuais, esta questão dos pesos das mochilas já merecia um protesto a sério, não? Meditemos-nos, pois então, na atitude do pai de Clarice Lispector.

“Que pena quando se pactua com a comodidade da alma”

Citação de Clarice Lispector, mãe de dois filhos, formada em Direito, escritora, jornalista, casado com um diplomata, teria tudo para ter a vida de princesas com que muitos sonhariam. Nunca abandonou a sua paixão pela escrita. Mas abandonou o marido, a quem tinha que acompanhar nas suas inúmeras viagens, e o que muitos denominavam de uma vida de sonho para voltar, ao país que sentia como seu – o Brasil, e dedicar-se, de alma e coração, à escrita e aos filhos.

Manuais escolares: intrujices

Como vem sendo hábito, por esta altura do ano, costumo proceder à encomenda dos manuais escolares da pequenada, para o próximo ano letivo, utilizando para isso o site da Porto Editora ou da Wook. É rápido, eficaz e cómodo.
A sua aplicação é xpto e user friendly: escolhemos o distrito, o concelho, selecionamos a escola, de seguida as disciplinas das quais queremos adquirir o manual, e pronto, aparecem as imagens dos livros e/ou blocos pedagógicos, o valor de cada um, o valor total da encomenda, adicionamos ao carrinho de compras e seguimos para o checkout para pagar, já quase a sentir o cheirinho a livros novos com a chegada do carteiro. E é no checkout que se dá a surpresa desagradável, não presente nos anos anteriores, pois só aí temos acesso à lista discriminada de todos os itens do bloco pedagógico/livro e o seu valor. Observando com atenção percebemos que no preço indicado, para cada manual, está incluído o acesso ao manual digital e é cobrado 5,35€. O manual digital não é obrigatório, é de aquisição opcional, logicamente não deve ser incluído no preço indicado, à partida, para o manual, a não ser que o comprador indique a sua vontade expressa em comprá-lo [o que em anos anteriores não acontecias].
Mas não… o dito cujo manual digital aparece lá e temos de os apagar, um a um, da lista, apesar de não termos optado pela sua compra, num processo moroso, pois por cada um que apagamos aparece a sugestão de aderirmos à escola virtual, que temos que dizer sim ou não, para só depois podermos voltar à lista original e discriminada dos livros. Pode-se retirar os ditos cujos também alterando a quantidade para zero mas o site só atualiza se carregarmos na seta para a frente em cada manual, caso contrário continuam a figurar na lista.
Quando se compra vários muitos manuais, com é o nosso caso, este anos para 3 alminhas, esta pequena grande intrujice acresce 60€ ao preço que custariam apenas os tradicionais manuais que, afinal de contas, era o que pretendíamos adquirir.
Ao constatar isto, passei-me da marmita e fazendo jus à minha veia de refilona, mandei um mail para os ditos senhores que rezava assim:

Gostaria de realçar o meu enorme desagrado ao constatar que ao escolher as disciplinas em que pretendemos adquirir manuais ou blocos pedagógicos, ao fazer o checkout e confirmando a lista detalhada, incluem os manuais digitais, quando eu não selecionei a sua compra em passo nenhum e estes não são obrigatórios. Pode induzir em erro os mais incautos e não me parece nada ético, num serviços que se quer claro e transparente e acrescenta 5€ a cada manual adquirido. Não ponho em causa a utilidade e a venda do manual digital mas a forma com o estão a “impingir” e penso que poderá/merecerá ser alvo de uma queixa mais séria junto das entidades competentes. Há que ter cuidado e respeito pelo comprador. Por tudo o descrito anteriormente, denoto algum tristeza e desagrado e começo a ter algumas dúvidas na qualidade do serviço que seria esperado da vossa parte. Grata pela atenção. Cumprimentos”

e pensei daqui a uma semana talvez me respondam mas afinal não, bastaram duas horas e a resposta foi a seguinte:

“Recebemos o seu e-mail, o qual mereceu a nossa melhor atenção.
Em resposta, gostaríamos de agradecer o seu contacto, bem como as suas observações.
Para a Porto Editora é extremamente gratificante poder contar com a sua opinião, pois é essencial para a melhoria da qualidade dos nossos serviços.
No que diz respeito á observação que remete em relação á seleção automática dos blocos pedagógicos com acesso digital no processo de encomenda através do nosso site, de facto, tal situação é intencional, uma vez que verificamos um aumento exponencial na procura por este material e tal seleção, foi a forma encontrada pelos nossos serviços de facilitar o processo para a maioria dos nossos clientes. Contudo, ressalvamos que apesar dessa situação, no primeiro passo do processo de encomenda onde aparece a lista dos blocos pedagógicos de cada disciplina selecionada, no campo ?ver componentes do BP? é possível ao clicar nos botões + ou -, adicionar ou remover os vários componentes do bloco, isto é, através desse mecanismo é dada a opção de adicionar ou remover tanto o acesso digital como o caderno de atividades ou mesmo manual, por exemplo, selecionando assim apenas os componentes pretendidos, e em seguida prosseguir para a finalização da encomenda.
Estamos ao dispor para qualquer esclarecimento adicional.
Com os nossos melhores cumprimentos”

Ao que me ocorre apenas dizer “Está bem abelha!ZZZZZZZ” ou “Morde aqui a ver se eu deixo”. Quem me respondeu, cumpre funções, o problema está em quem desenha o esquema e isto, meus caros, é um verdadeiro esquema de fazer dinheiro.

Considero esta forma de “fazer negócio” no mínimo danosa, vergonhosa, condenável, entre muitas outras coisas, como tal, penso que seria importante mostrar a estes senhores, que são literalmente os donos do mercado de livros escolares, o poder da internet e do passar palavra. Partilhem esta informação, da forma que melhor entenderem, pelos vossos contactos, especialmente com os que têm filhos em idade escolar e que possam ser potenciais utilizadores do serviço, para que não caiam na esparrela. Vamos lá dar-lhes a provar do seu próprio remédio, mostrando-lhes, utilizando, as suas palavras “aumento exponencial” do meio digital!

Cenas engarrafada, o peixe e o ambiente

1 milhão de garrafas vendidas por minuto em todo o mundo.
Das cerca de 16 000 mil garrafas produzidas por segundo, em 2016, mais de metade não forma recicladas e as que foram apenas 7% deram origem a novas garrafas.
A maioria das garrafas de plástico produzidas são depositadas em terrenos abandonados e/ou acabam por ir parar ao mar, entrando assim na cadeia alimentar; vários são os estudo científicos que comprovam que resquícios da sua composição vêm parar ao nosso prato quando ingerimos peixe.
Um estudo recente afirma que cerca de 1/3 do pescado, do Reino Unido, contém vestígios de microplástico. A European Food Safety Authority afirma ser urgente estudar os efeitos desta “nova ameaça” para a saúde humana.
As grandes marcas de bebidas recusam-se a usar plástico reciclável, porque a embalagem não é brilhante e totalmente transparente, o que pode mudar a perceção que o consumidor tem do seu produto e afetar as vendas.
A coca-cola é responsável por cerca de 1/5 de produção anual de garrafas.
A maioria das garrafas de plástico usadas são de água engarrafada, provavelmente, devido à procura de um estilo de vida mais saudável, à desconfiança da qualidade da água da rede e ao medo das águas contaminadas nos subsolos.
Uma garrafa de plástico demora cerca de 450 anos a decompor-se.
Os números e a realidade que transparecem podem ter este efeito avassalador, assim com a história da água engarrafada

Fonte

Rolos de cozinha

“A tua conversa está a faz-me lembrar o meu rolo de cozinha!” digo, em tom de brincadeira e a pessoa olhou para mim com um ar “Lá está ela na parvoeira! Again…”. Mostrei-lhe a prova do crime e rimo-nos um bom bocado! Os novos rolos de cozinha da Renova são muito espirituosos!
Mas, nesta onda, a melhor foi uma vez, em casa de um familiar, perguntei-lhe “Não tens rolo de cozinha? É mais prático para orientar a pequenada à refeição!”. Olhou-me com um ar espantado, um pouco preocupado, de quem conhece o perfil ruim da pequenada para comer. Começou a remexer em gavetas cheias de utensílio de cozinha e pensei “Mas que raio… o que é está à procura!” e, de repente, fez-se-me luz. Perdida de riso, esclareci “Não é o rolo da massa, embora às vezes vontade não me falte, é mesmo o de papel para ver se não se sujam todos e a tua bela toalha!”. O seu alívio foi notório e visível, ficou por pronunciar algo do género “Ufa, ufa, grande maluca!”.
Eu e os rolos de cozinha há anos a causar boas impressões… espera, espera, sou só mesmo EU!

Gosto tanto da nossa imprensa

“Correção do exame de Matemática de 9º ano tem um erro, denunciam professores”

Primeiro não é a correção mas quanto muito os critérios de correção!
Segundo não são os professores é a SPM (Sociedade Portuguesa de Matemática) no seu parece sobre a prova: “A SPM lamenta verificar que, nos critérios de correção publicados pelo IAVE, no item 14 seja atribuída 75% da cotação a uma resposta integralmente errada.”

Terceiro, os critério não consideram esta resposta como certa, tanto que não lhe  é atribuída a cotação máxima.

Quarto, podemos concordar ou discordar dos critérios de correção mas a resposta em questão revela algum conhecimento dos casos notáveis e da fatorização de polinómios. É notório que quem escreveu o artigo não percebe um boi do que está em questão. Para que conste é isto

Quem trabalha com os alunos sabe que é recorrente este seu erro de não colocar parênteses. Se eu o classificaria assim, provavelmente não, se me choca esta pontuação, não, de todo, em anos anteriores já houve critérios bem mais difíceis de engolir!

Em quinto, é a SPM a dar azo a um feudo antigo que mantém com governos PS, não obstando que, no rigor matemática têm 4 pontos mas no conhecimento do trabalho com alunos devem ter perto de zero, caso contrário não se espantariam, nem estranhariam este critério. Lobby, feudos, cenas e coisas que a APM também faz questão de manter com os governos PSD, bem com os conhecidos entre APM e SPM.

Por último, o IAVE, já veio esclarecer, e muito bem, os doutores da SPM, senhores jornalistas e outros de mais!

Sem paciência para estas tricas e miudezas até porque gostei do exame, aliás, como regra geral, acontece.