Jogo de lápis e papel

Com medo de me esquecer disse para pequeno do meio “Logo lembra-me para vos ensinar um jogo novo que encontrei!”.
“Envolve ecrãns?” pergunta-me o rapaz desconfiado/esperançado.
“Não!” respondo-lhe.
“Imaginei que não. Aviso já que não vou gostar!” remata pequeno do meio. Os meus filhos têm muita fé em mim mas não lhes dou muitas hipóteses neste tipo de coisas!
Não só jogou como gostou e irritou-se porque as manas (as duas) lhe ganharam e o moço não tem bom perder!

É um jogo simples, entretem a malta miúda e graúda e puxa pela cabecinha.
Numa folha de papel, desenhar 6 pontos não colineares ( tipo vértices de um hexágono).

Cada jogador escolhe uma cor e, alternadamente, cada jogador desenha um segmento de reta que una dois dos pontos marcados.
Para os mais pequenos é mais fácil desenhar a tracejado o hexágono e as suas diagonais e depois, à vez, cada um dos jogador passa com a sua cor por cima da linha desejada.

Perde quem primeiro, desenhar um triângulo da sua cor (pode ser grande se os seus vértices coincidirem com os pontos marcados ou pequeno se apenas 2 vértices coincidirem com os pontos marcados).
Alguns exemplos

Experimentem, é fácil, rápido e entretem. Uma ideia para viagens longas se a malta não tiver tendência para enjoar.

Vídeo e explicação mais detalhada, passo a passo, do jogo

Saltar à corda

Pimpolha mais pequena na última semana de aula descobriu, pela mão e corda de uma amiga, o seu enorme interesse e gosto em saltar à corda.
Porquê?
A amiga levou uma corda para a escola e todo o santo recreio praticavam, praticavam!
Perfeito, uma excelente brincadeira!
Curioso, curioso, e eu sou má língua, foi o timing! Esta ideia maravilhosa surgiu logo a seguir a ser anunciado o ralatório das provas de aferição de 2º ano que dizia, em letras gordas, e que chocou muita gente, que os meninos não sabiam saltar à corda.
Ri-me sozinha, mas com vontade, da minha maldicência e desta coincidência tão curiosa na forma e no timing.
Uma mãe prevenida, uma vez que no próximo ano, caberá à sua filha, e à minha por arrasto, ter um bom desempenho na prova de Expressão Físico Motora do 2ºano.
Uma mãe empreendedora e que decidiu atalhar e tomar o assunto em mãos ou mais precisamente colocá-lo nas mãos da filha.
Os senhores do IAVÉ, e outros que tais, lá saberão os desígnios a avaliar no próximo ano mas desconfio que não será o saltar à corda, essa coisa corriqueira e badalada!
Outros interesses e apontamentos se levantarão dependendo para que lado puxa a corda.
Resumindo, é ver pimpolha mais pequena a saltar energicamente à corda, de pés juntos, com um pé à frente e outro atrás e/ou a correr, com as faces coradinhas que dá gosto.
Prova superada, valeu, como dizem os nosso amigos espanhóis( será que por lá também avaliam o salto à corda?)!

Nota: Depois de observar vários espécies, ocorreu-me a dúvida: saltar à corda a pés juntos, like a pro e como deve ser, ou com um pé à frente e outro atrás, para despachar e facilitar, será esta um questão de géneros?
Saltem à corda, observem e concluam!

Top, top!

Jonas Blue, um DJ, inglês, e produtor musical, em ascensão, atuou, este anos, na semana académica de Lisboa. Aproveitou a sua estadia em terras lusas e filmou um videoclip da sua nova música “Rise” nas ruas da nossa capital, e este rapidamente chegou aos tops no Reino Unido. Passado um mês da sua publicação, no youtube, já tem  mais de 32 milhões de visualizações.
Lá fora, a música já é um sucesso, há quem diga mesmo que é o hit deste verão, por cá já passa nas rádios.
De realçar, que no vídeo, da Mouraria ao Skate Park do Parque das Nações, pouco se vê o sol, prevalece um céu macambúzio quando, até este verão, eramos conhecidos pelo nosso clima, sol e luminosidade maravilhosa… isso também parece estar a mudar!
Relativamente à letra da música retrata bem o espírito da malta jovem e a forma com encaram a vida, o futuro e a sua relação com os pais e as preocupações e dúvidas destes face à descontração, às deambulações e a ausência de perspectivas de futuro! Basta atentar na letra, que diz algo que imagino todos os pais de adolescentes (até aos 30 anos ou mais) ouçam com frequência dos seus rebentos:
“They think we’re just drop-outs
Living at our mom’s house
Parents must be so proud
They know it all
No, they don’t speak our language
They say we’re too savage, yeah
No, no we don’t give a… anymore”

Lisboa está na moda e os seus residentes esperam que rapidamente se volte à normalidade, parafraseando a letra da música, ironia das ironias:
“We’re gonna ri-ri-ri-ri-rise ‘til we fall
This time we got no no no no future at all…”
O aeroporto está rebentar pelas costuras com tanto turista e os problemas e reclamações sucedem-se, pela 1ª vez, em pleno verão, as taxas de ocupação hoteleira de Lisboa são superiores às do Algarve, os transportes públicos, os passeios e as zonas históricas da cidade estão invadidas de estrangeiros e fervilham os preços da restauração e não só, os preços das casas em Lisboa dispararam e são, neste momento, proibitivos para o comum português, o que se refletiu na entrada de Lisboa, recentemente, para o top 100 das capitais mais caras do mundo, na cauda da lista, é certo, mas com uma subida de mais de 40 lugares, os esquemas e as estratégias levadas da breca para “desalojar” os residentes das zonas mais pretendidas multiplicam-se, assim como as histórias dos maravilhosos vistos gold.
Quando passar a febre, restará alguma coisa para os alfacinhas poderem prosseguir com a sua vidinha tipica e modestamente portuguesa?

Ao Ar Livre 2018

Destinado a crianças e jovens, um grande Ato Coletivo com oficinas, performances, espetáculos, instalações, um jantar comunitário e um baile – um até já no último Ao Ar Livre!
Ao Ar Livre 2018 – Dia 14 de julho, das 15h00 às 22h00, no Bairro de Alvalade, na Rua Bulhão Pato e no Jardim do Bairro das Estacas.
O seu rico e variado programa pode ser consultado aqui.

“O Teatro Maria Matos está a mudar. A partir de setembro de 2018, será arrendado a agentes culturais privados e passará a apresentar teatro para o grande público. A missão desenvolvida pelo Maria Matos Teatro Municipal será continuada noutros espaços da cidade, o LU.CA – Teatro Luís de Camões e o Teatro do Bairro Alto. Para continuarem a par das novidades, inscrevam-se nas novas newsletters clicando no link.”

De uma crise anunciada a um presságio?!

Segundo a pequenada da casa não podemos ir lado nenhum sem que eu encontre alguém conhecido e converse, e converse, enquanto eles… desesperam. Gente muito atarefada e apressada, estes meus filhos!
Entre o cheiro do manjericos, da sardinha assada e um pézinho de dança, há sempre tempo para dois dedos ou um arraial de conversa, especialmente quando a pequenada anda entretidas com os seus amigos.
Vem à baila a greve dos professores “É muito justa! Espero que dê frutos! Porque nós, militares, infelizmente, não podemos fazer greve! Mas se vocês ganharem, nós, que estamos na mesma situação, também beneficiamos.” diz-me a mãe de um amigo da pequenada.
Volvidas apenas duas semanas acesas e quentes nas escolas, recebidas com um silêncio sepulcral do ministério e do ministro, que foi para a Rússia ver a bola, apesar das notas informativas emitidas pelo ME, como forma de coação pouco disfarçada e repletas de ilegalidades a chegar às escolas e o visível aumendo a tensão e a revolta de muitos professores; a opinião pública forte e habilmente manipulada por uma comunicação social, que enfim e uns opinion makers encomendados, os pais que não sabiam que notas iriam ter os filhos (onde andaram todo o ano, pergunto eu?) e as “correntes e subcorrentes”, de gente sem espinha e brio, estranhas de alguns diretores, sindicatos e colegas coniventes com o regime, em vésperas de S. Pedro, confessei que, apesar de ser para continuar, tinha muitassss dúvidas que a greve nos trouxesse o desejado e merecido!
“Eu sabia, eu sabia! Eu tive um sinal quando isto tudo começou. Estava eu grávida, de final de tempo, do meu mais novo, quando ouvi o Passos Coelho a anunciar o congelamento das carreiras por causa da crise! Ora eu que nunca tinho tido contrações, os meus filhos nasceram todos de cessarianas programadas, fiquei logo cheias delas. Respirei fundo, desliguei a televisão, fui dobrar meias para me acalmar e disse para a minha barriga: nem penses em nascer agora, estás ouvir, ainda por cima por causa deste homem! Levei aquele dia todo a pensar logo agora que decidi ter outro filho é que este me vem anunciar isto, vai ser bonito, vai!” relata divertida e o seu riso é contagiante.
“E isto não foi nada, foi só o começo! No dia em que tinha a cessariana marcada, no hospital, dou de caras, novamente, com o Pedro Passos Coelho na televisão, ele e as suas maravilhosas medidas para a nossa bolsa. O meu médico observa-me e diz, com ar de gozo, “Então que nome vai dar ao seu rapaz?”. E eu respondo, resignada e  entre dentes “Sabe muito bem que é Pedro…”. O médico ri-se e continua “Mas tem a certeza? Olhe lá para o que este Pedro se prepara para nos fazer! Tem mesmo a certeza? Vai dormir descansada? Pode ser uma presságio!”. “Pedro, será Pedro… O pai do Pedro Passos Coelho não disse que, às vezes, se zangava com o filho! Se calhar terei que fazer o mesmo…!”. E o médico remata com “Seja mas não diga que não avisei!”.
Assim, com a sombra e imagem de um malvado Pedro, uma mãe deu à luz um outro Pedro!

 

Bugiando até à Quinta Real de Caxias

Distraídos, à conversa, escapou-nos a saída indicada pelo GPS. Porquê? Observávamos a paisagem, o rio, o mar, a costa, o Forte do Bugio e perguntava eu à pequenada na altura “O que é aquilo ali no meio, sabem?”. E zás, falhei totalmente no papel de co piloto, o que é frequente, e mandei-nos, literalmente, bugiar! Eheheh… a ironia da cena e do termos bem aplicado!
10  minutos depois, e mais uns quilómetros percorridos do que os inicialmente previsto, não fosse o “enamoramento” pelo Forte do Bugio, chegámos ao nosso destino – mesmo em frente à estação de comboio de Caxias, mas que passa bastante despercebido – a Quinta Real de Caxias.
Um jardim muito arranjadinho, a fazer lembrar os jardins de Versalhes, em ponto pequeno, mas onde não faltam os repuxos, arbustros com bonitas disposição geométrica, ai a bela da simetria, e uma incontornável cascata cujo lago já foi adornado por estátuas em terracota da escola de Machado de Castro (retratavam uma cena mitológica com a Deusa Diana e o seu amado adormecido numa das grutas). É possível subir ao cimo da cascata, um excelente miradouro (sobre o jardim, Caxias e a zona) e passear pela várias galerias comunicante por detrás da mesma, fazer búuuuuu e pregar uma valente susto a quem se passeia nas galerias inferiores (EUUUU, quase que me ia dando uma coisinha má!).
Este jardim está inserido no Paço Real de Caxias, onde uma da fachadas repleta de azulejos semelhantes aos do Palácio de Queluz, anuncia que este foi uma antiga, não tão sumptuosa, residência de férias da família real (século XVIII e XIX). O Paço Real encontra-se completamente ao abandono, muito destruído e vandalizado.
O jardim, que tem entrada livre, está a cargo da Câmara Municipal de Oeiras e vale a pena uma visita.

À chegada, ao explicar por que nos tinha mandado a todos bugiar por Caxias, é lançada a pergunta “Será que a expressão vai bugiar tem alguma coisa a ver com o Forte do Bugio?”
Ninguém fazia a mais pequena ideia e prometi investigar.
A palavra bugio, no século XIII, era utilizada para designar uma vela feita de sebo.
No século XVI, passou também a ser utilizada para designar um macaco. Por exemplo, Gil Vicente utiliza no seus escritos a expressão bugiar, como uma conotação semelhante ao nosso “pentear macacos”.
Bugio era também o nome de um instrumento, género de martelo, que servia para pregar estacas em terrenos alagadiços. Foi instrumento fundamental na reconstrução do Terreiro do Paço, um trabalho duro e pouco desejado, sendo “atribuído em convite “forçado e irrecusável” criminosos e vadios. Nesta época, o “vai bugiar” assumui um sentido mais pejorativo!
O Forte do Bugio é um pequeno farol, situado na foz do rio Tejo, a “meio caminho” entre Cova do Vapor – Trafaria  e Oeiras, no único banco de areia situado sempre acima da linha das marés. Várias fonte consideram que o seu nome – “Bugio” tem origem no vocábulo francês bougie (que significa vela) e à semelhança da sua estrutura e função, com uma vela acesa num castiçal.
A expressão “Vai bugiar” parece, originalmente, ter sido coisa de, ou para, macacos; com a reconstrução do Terreiro do Paço, depois do Terramoto de 1755, passou a ser coisa de malandros e/ou maltrapilhos. Mandar, uns e outros, a nado, em busca da “luz”, para o “Bugio” que “alumia” e auxília a navegação, há séculos, não me parece mal pensado, seria um “Vai bugiar” na plenitude, contemplando os vários significados do termo.
Just saying…que eu percebo pouco disto!

Com ou sem acordo ortográfico

É um ERRO grave… bem como a palavara 🙂 !
Patente em todos os outdoors, equipamentos  e merchandising!
Podemos ser radicais mas… não tanto!
Podemos voar mas sempre em bom português 😀
Páraquedismo???!!!!!
Acentuação na 1ª sílaba de 5 não vale, ok? Acentos só até à antepenúltima sílaba, certo?
De nada, sim? Bem sei que tenho mau feitio e sou picuinhas!!!

De paraquedas

Ao longo do anos, perdi a conta ao número de vezes que excelentíssimo esposo referiu, desgostoso, que apesar de ter assistido a todas as aulas e aprendido a dobrar o paraquedas (dos antigos), não ter efetuado nenhum salto por ser menor, na altura, que o seu pai fez o curso.

Para colmatar esse seu grande desgosto/desejo de adolescência, e como não me ocorreu nada mais original, decidi que, no seu aniversário, o brindaríamos com um salto tandem.
Não percebendo nada do assunto, com a ajuda preciosa do Dr Google, pareceu-me que escolha acertada seria o salto tandem 4200m (o ideal para desfrutar em pleno e sentir a adrenalina a bombar).
Comprar um voucher todo janota na Skydive Portugal foi o passo seguinte.
Pequenada aprovou, entusiasmada, a ideia!
Reação de excenlitíssimo esposo ao abrir a sua prenda foi de estupefação  “Uauuuuuu… isto é muito à frente! Não sei se estou preparado para isto!”
“Depois de tanta conversa, finalmente vais experimentar! Tenho a certeza que vais estar à altura… literalmente :D!” rematei, surpreendida com a sua hesitação e nervosismo.
O tempo foi passando e nada de marcar o salto, havia sempre um compromisso ou o tempo não estava favorável ou… whatever.
Com o voucher a expirar, depois de alguma insistência, afastando e contornando as desculpas a agenda, lá se arranjou um buraco na agenda e o moço marcou o salto.
No dia da liberdade, eheheh, não deixa de ser curiosamente emblemático, rumámos a Évora, para excelentíssimo esposo, de um plano superior, observar e vertiginosamente “planar” sobre as suas belas planícies.
Estava expectante, aparentemente, calmo mas um pouco apreensivo!
À chegada, a pequenada fica espantada com os que “caem” dos céus e aterram elegantemente à sua frente.
Assim que pimpolha mais pequena se apercebeu que o seu querido pai também ia desabar dos céus como os que tinha acabado de ver, deixou de achar aquilo tão engraçado. Não mais lhe largou a mão. Assistiu ao vestir do fato e à parefernália de “atilhos” e outros que tais.  Tirou mil e uma fotografias, sempre de mão dado ou ao colo do pai, Assistiu, atenta, ao briefing, cada vez com uma expressão mais carregada e de poucos amigos.

Durante o compasso de espera para o salto, o instrutor com quem excelentíssimo esposo ia saltar “às costas”, com duas GoPro presas ao pulso, fez uma pequena entrevista à família: quem tinha oferecido, porquê e outras coisitas mais (+50€ pela reportagem pro).
Diz-me o instrutor “Com que então foi a esposa? E também já lhe tinha oferecido a do mergulho? Está farta de tentar!!!! 50€,  não se fala mais no assunto e, lá em cima, resolvo o seu problema. Não precisa de tentar mais nada de radical!”.
“Epa, agora já não dá! Temos testemunhas! Para a próxima, fazemos isto mais discretamente!” respondo, entrando no espiríto.
“Então e a esposa não vem saltar também porquê?” atazana-me o instrutor.
“Humm… com três filhos, alguém tem que ter os pés assentes na terra! O meu voo é outro!” rematei.
Entretanto, para o filme e fotografia, excelentíssimo esposo fez, naquele espaço de tempo mais” thumbs up”, copiando o instrutor do que o vi fazer desde que o conheço. Desconfio que faz parte da estratégia e do processo de mentalização 😀 , “Cool! Sou muita fixe! Tá-se bem!”.

55 segundo em queda livre e cerca de 4 minutos a pairar na segurança de um paraquedas aberto depois excelentíssimo esposo e o instrutor aterram suave e elegantemente mesmo à nossa frente.
Pimpolha mais pequena arregala os olhos, observando todo o processo e dinâmica com muita atenção. “Ufa! Surpreendente, chegou inteirinho!” diz cheia de contente e espantada enquanto a nuvem negra que pairava  sobre ela desaparece.
“Vamos outra vez? É que era já.” desafia o meu mano, com um sorriso de orelha a orelha, companheiro de voo e aventura de excelentíssimo esposo.
“Outra vez? Agora? Fica para a próxima! Isto é adrenalina pura, em doses excessivas é capaz de não fazer muito bem a gente da minha idade.” diz excelentíssimo esposo.
Avaliação final “Muito fixe! O oposto do mergulho onde predomina o silêncio, uma certa paz e contemplação. Ali, é alucinante e vertiginosa a sensação de queda livre, dos 55 segundo mais longos da minha vida! Valeu a pena!”
Desde então, nunca mais o ouvi falar de paraquedismo 🙂 O meu mano já marcou o próximo salto, excelentíssimo esposo recusou o convite, por ter compromissos inadiáveis obviamente 😉

Em Évora, aproveitámos para passear no centro, Praça do Giraldo, Templo de Diana e visitar a Capela dos Ossos.

 

Alta costura

by Dior ou by Bihor?

For years, big fashion houses have been using inspiration from local cultures. Lately, this has turned into a global phenomenon, with names like Tory Burch, Valentino or Louis Vuitton presenting original traditional designs from all over the world as new items in their collections.
And right here in Romania, there are multiple examples. Just last year, Dior included a Romanian jacket from Bihor in their couture collection. And sold it for 30.000 euro.
While it makes sense for inspiration to happen, we think it’s a bit unfair that nothing returns in terms of money or even PR to the community that’s struggling to keep traditions alive. As a result, these traditions are dying.
So, in Romania, the very first steps are being taken.
Beau Monde, the fashion magazine with 100% original Romanian content, wants to step in and support authentic Romanian design.
Bihor Couture is an authentic Romanian brand with local craftsmen as designers. It was created to help local creators sell their clothes and continue their craft.
Take a look at some of the pieces from Bihor and be mindful that the majority of them take a lot of time to make- so they are only available on pre-order.
Good luck shopping the Romanian way!

A Rainha Pirata

Esqueçam o Barba Azul, o Jack Sparrow e outros que tais, o maior pirata de todos os tempos e mares, com uma disciplina, frota e estratégia de fazer inveja aos militares e marinha da altura, foi… uma mulher com imensa visão de jogo e muito jogo de cintura, em vários campos!?

Vídeo descoberto num canal repleto de História e estórias curiosas e engraçadas, que constituem um apelativo recurso e forma de conhecer  vários “capítulos” e personagens importantes da história mundial para a criançada. São mais de 200 “episódios”, com 10 minutos de duração, divididos em várias temporadas (Roma, as cruzadas, a 2ª guerra mundial, etc).

O futebol, o mundial… e sexo?!

Há inquéritos, estudos, comparações e ilações para todos os gostos, o El Mundo publicou hoje um artigo sobre o futebol e o seu “papel” nas relações sexuais. Hummm… diria que é uma associação um pouco forçada em determinados parâmetros.
Os dados de vendas são o que são, não deixam de ser curiosos… just saying and wondering! As pessoas são “bichos” estranhos!

Vida madrasta

“Então o que queres no Natal?” pergunta o pai ao menino.
“Uma wii. Eu pedi à mãe mas ela diz que não pode ser! Que é muito cara!” diz o menino, de 8 anos, esperançoso.
“Prometo que vou pensar nisso.” diz o pai, não se comprometendo.
No Natal, o menino não recebeu a Wii, nem da mãe nem do pai. Ficou um pouco desiludido mas, com os pais recentemente separados, teve mais presentes que o habitual e, rapidamente, descobriu novos brinquedos e interesses, esquecendo a wii.
“Querem jogar wii?” pergunta o irmão adolescente “herdado” ao menino e à sua mana, durante o primeiro fim de semana que passam com o pai depois do Natal. O menino gosta dos fins de semana com o pai, tem muitas saudades suas mas a sua mana, com 11 anos, não gosta nada e está sempre a dizer à mãe que não quer ir.
“Claro que sim! Não sabia que tinham uma wii. Da última vez que cá estivemos ainda não a tinham pois não?” diz o menino mal contendo o seu entusiasmo e com os olhos procura a irmã que parece quase tão entusiasmada como ele.
“Não, não tinhamos! Foi o teu pai que nos ofereceu no Natal.” esclarece o seu “irmão” herdado.
Incrédulo, abismado, o menino olha desamparado, em busca de conforto e de guia para a sua mana enquanto as lágrimas lhe escorrem pela cara abaixo. Triste, inconsolável, desiludido… preterido!
O irmão “herdado” observa a cena intrigado, não percebendo o que poderá ter provocado aquela mudança drástica e dramática no menino e na sua irmã.
“Odeio-o, odeio-o! Juro que é desta que eu o mato!” explode a mana pré-adolescente do menino, abraçando-o.

A Feira do Livro

Um jardim separa as duas maiores editores, frente a frente, nas duas “avenidas” principais” do Parque Eduardo VII, Porto Editora e a Leya, bem ao centro, abarcam quase metade de cada uma das avenidas, linhas de caixas tipo fnac, detetores e segurança à entrada e à saída, grandes, e simpáticos, espaços para receber os grandes escritores nacionais constantes na sua linha editorial; gosto e atraem-me, particularmente, por várias razões, todas as que à sua volta pululam – as outras – as pequenas editoras e algumas bancas com jogos didáticos e de raciocínio lógico para miúdos de todas as idades.
Muitas analogias e metáforas se poderiam fazer acerca desta distribuição e do meu gosto, em particular… fica para outra altura.
Vários livros despertam a atenção de Pimpolha mais velha. Estudo as suas opções, analisando a sinopse, o número de páginas e o tamanho da letra, estimando, automaticamente, “quanto” durariam nas suas mãos, maioria 2 a 3 horas. Bem sei, peco e sou injusta,  um livro não se “mede” de todo assim mas dado o ritmo, o número e a vontade de “ter e ler” da miúda, há necessidade de colocar um travão e este é um critério rápido e fácil de aplicar.
Dei comigo a fazer e a dizer, exatamente, o mesmo que a minha mãe me disse quando tinha a sua idade “Ao ritmo que tu lês, despachas esse em 2 horas. Não há dinheiro que chegue nem carteira que aguente. É um ótimo livro para requisitares nesse ótimo, e amigo, sítio que é a biblioteca!”.
Depois de analisadas as várias hipóteses, chegamos a um acordo: eu e pimpolha mais velha. Resultado da nossa visita à feira do livro: 3 livros para ela, 1 para pequeno do meio e 1 para mim. Pimpolha mais pequena ainda não está bem nesta onda, tudo a seu tempo Curiosidade: nenhum deles foi comprado nas 2 grandes editoras (eheheheh). Pimpolha mais velha despachou os 3 em 2 dias, zás! Pequeno do meio, vai a mais de meio do seu. Eu, pois eu, sou a que vai mais atrasada mas não perde pela demora!

“Cruzámo-nos” com muita figura conhecida a “confraternizar” com os seus ávidos leitores: António Lobo Antunes (sempre com ar de poucos amigos), Rodrigo Guedes de Carvalho (com um ar snob importante e compenetrado), Alice Vieira (com um ar simpático e sorridente), Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada (com um ar verdadeiramente enfadado), Nuno Caravela (em amena e animada cavaqueira com um fã do seu Bando das Cavernas), Mário Augusto a fazer uma entrevista e a quem reconhecemos pela voz, ainda antes do ver, Francisco Moita Flores a passear na “Avenida da Leya”.
Surpreendeu-me, desiludiu-me, aquele ar enjoado, pouco amistoso e convidativo a dois dedos de conversa com a pequenada, ou simplesmente o pedir o autografo, precisamente, naquelas que foram as escritoras cujos livros devorei na minha infância juvenil da série “Uma aventura”, às “Viagens no tempo” e muitos outros… e sim, muitos fui requisitá-los à biblioteca (foi com um livro delas na mão que a minha mãe, rapidamente, me explicou, na altura, a questão dos € versus horas de leitura).
Comento, com uma amiga que também leu os livros de Ana Maria Magalhãe e Isabel Alçada, tão ou mais avidamente que eu, esta minha impressão (podia estar eu a ver mal ou a interpretar erradamente os sinais) e eis quando ela me diz “Deixa lá, o ano passado, a minha pequena comprou um livro delas e, nesse dia, estava cá a Ana Maria Magalhães. A rapariga foi lá, toda entusiasmada, pedir-lhe um autografo e comentou com ela que já tinha lido muitos livros dela porque a sua mãe gostava muito dos seus livros e tinha muitos. Sabes o que é que ela respondeu à miúda? Disse-lhe “Tens que dizer à mãe para te comprar uns novos, esses já têm o papel amarelo e cheiram a velho!”
E a minha alma ficou parva (mais ainda) e incrédula… Com tanto coisa que poderia ter dito: louvar os livros que atravessam gerações e continuam a ser atuais e a despertar o interesse dos mais novos, que é um feito, um mérito, seu; elogiar e agradecer o gosto pela leitura da sua obra por mãe e filha e incentivar que continuassem a partilhar livros e histórias, o legado familiar e dos livros, sei lá… tanta coisa bonita e vai-se a ver, o que lhe ocorreu foi os € que estava a perder e poderia vir a ganhar! Pode ter sido apenas uma observação infeliz num dia menos bom, acontece a todos mas…
Confesso que ando há uns dias a pensar na sua infeliz resposta e em como ela traduz na perfeição a sociedade atual e a forma como esta lida com os seus “velhos”, sejam ele livros, outros objetos e/ou, principalmente, as pessoas idosas. Parece ter desaparecido a  necessidade de  estimar, valorizar a experiência e o passado, o sentimentalismo, o apego, o carinho, a estima e isto é profundamente triste. Por outro lado, e numa vertente completamente diferente e pessoal, o gostar de ler o que alguém escreve(u), com quem de, certa forma, passámos bons momentos (através da sua escrita) e com quem sentimos alguma afinidade,  e que, de repente, defrauda as nossas expectativas, e passamos a ver de outra forma. No extremo, a prova que quem escreve, pode fazê-lo com uma sensibilidade  esplendorosa e fazê-lo magnificamente bem, ser soberbo na sua arte, mas uma besta quadrada enquanto pessoa e ser humano, e alguém que não consegue escrever uma frase, ser uma excelente pessoa, que receberíamos de braços abertos sem hesitações. Ironias da vida… estar a escrever isto, tipo besta quadrada!

20 anos – Expo 98

O deslumbramento foi tal que depois de usufruir, logo nos primeiros dias, do nosso bilhete de 1 dia, comprado com algum ceticismo, próprio dos jovens estudantes, investimos num passe de 3 dias, sem hesitações.
O espaço, o ambiente, os espetáculos na Praça Sony, os espetáculos de luzes e água, as exposições originais dos vários países, o Oceanário, o fantástico pavilhão da realidade virtual, o espantoso pavilhão da utopia e o bonito pavilhão da água, despertaram a vontade de voltar, desfrutar e aproveitar ao máximo.
O espanto e a admiração, seguiram de mãos dadas com o orgulho desemesurado, de algo tão bonito, funcional e organizado ter sido concebido e realizado pelas nossas gentes… até as fardas dos funcionários e voluntários eram bonitas (desenhadas por Maria Gambina e José Luís Tenente)
Subordinada ao tema dos Oceanos, e comemorando os 500 anos dos Descobrimentos, a Expo 98 foi em si uma verdadeira descoberta reveladora da nossa excelente capacidade organizadora, criativa e de implementação. Um desafio superado no antes, no durante e no após! Ganhámos em várias frentes!
20 anos passaram, voaram… num instante! Com eles muitas coisas novas e diferentes surgiram mas os Oceanos são agora uma tema muito mais crucial do que na altura se adivinhava!
Para assinalar e recordar, os 20 anos decorridos sobre a Expo 98, fomos dar a conhecer à pequenada uma minúscula parte do que foi esse enorme feito português.
Foi bonito, pá!
Recordar é viver!
E a malta tinha saudades… não fossemos nós portugueses, esse nobre povo, dado a festas e excelente organizador de eventos!

RGPD: o problema não és tu, sou eu!

A malta é persistente e insiste na importância que é manter o contacto com a pessoa, sempre na privacidade e recatez que tão bem apregoa o RGPD.
Eu sigo ignorando a largar maioria dos seus pedidos, na esperança que se esqueçam de mim e me deixem de melgar contactar, com ou sem, RGPD. Estou por tudo… (Des)larguem-me…!
Nesta segunda ronda de tentativas, graças ao RGPD, o óscar para a mais original pertence, mais uma vez, à Newsletter da ViaVerde.

Nota – não recebo pontos, nem nenhum desconto, embora dessem jeito, com este post, apenas aprecio malta com espiríto e que me faz (sor)rir.
Novamente, quem recebeu o mail foi excelentíssimo esposo. Não fosse a mensagem do mail que recebeu personalizado (com o seu nome e número de pontos acumulados) estar escarrapachada no site da ViaVerde e estaria seriamente precupada relação tão intíma!

Bela separação!

Quis o destino, a conversa e o convívio, que só à 1h00 da manhã de um sábado, iniciássemos o regresso a casa, para logo nos vermos a avançar muito lentamente, numa via de sentido único e apertadinha, atrás de um camião de recolha de lixo.
Observámos, atentamente e na linha da frente, incrédulos a recolha do lixo.
De caixote em caixote, amarelo, azul e cinzento, o destino era o mesmo: o habitual camião de lixo indiferenciado.
Primeiro achámos que estávamos a ver mal, dado o avançado da hora, mas nos cerca de 5 minutos que estivemos retidos, observámos abismados o processo demasiadas vezes, para perceber que a cor do caixote nenhum importância tinha, era pegar e despejar, o destino era todo o mesmo!
E assim se deita, literalmente, para o lixo, a reciclagem dos residentes… uma separação e um tratamento de lixo supereficientes.
Valeu-nos pequenada estar a dormitar no banco de trás e não se ter apercebido desta tristeza, como exemplos práticos desta natureza torna-se difícil sensibilizar para o que quer que seja…!

RGPD: Não sei viver sem ti!

Os mails e mensagens chegam em catadupa, nunca vi, como na última semana, tanta gente preocupada com a minha privacidade e em não perder o contacto comigo.
Ignorei-os a quase todos e pensei é desta que me livro destas melgas.
Nesta onda, o óscar vai sem sombra de dúvidas para a Via Verde. Sem dúvida a melhor, que me deixou, inicialmente, a pensar se não devia estar preocupada Há malta com espírito e muito original, ora atentem na mensagem que excelentíssimo esposo recebeu da equipa da newsletter da Via Verde.
A referência ao RGPD mais desadequada e absurda que ouvi, foi na missa quando o padre disse que só o fotógrafo “oficial” é que podia fotografar as crianças e a assembleia porque só ele estava autorizado e os restantes amadores podiam ter problemas.
COMO?
A assembleia não é dele, nenhum dos presentes cedeu, nem a ele nem ao fotógrafo “oficial”, direito sobre a sua imagem nem dos seus.
Pensei “Queres ver que agora à entrada da missa temos que assinar de cruz também para o direito de imagem?”.
Detesto, abomino, padres que pensam que vivem na idade média, se comportam como abades no seu trono, donos e senhores da sua assembleia e que favorecem descaradamente os seus feudos. Os tempos mudaram… e cada vez mais o segredo está nos padres com espírito, vivacidade e na forma com que transmitem a mensagem à sua assembleia!