Uma relíquia?!

Em outros tempos, era um objeto imprescindível e existia uma, mais ou menos xpto, junto ao telefone de cada casa. Hoje em dia com os telemóveis e as suas agendas, os dados móveis e as sincronizações, as agendas telefónicas passaram a ser digitais, e poucos serão os que mantém uma agenda telefónica em papel.
Atire a primeira pedra, quem antes desta nova geração de telemóveis, os que ainda não guardavam todos os contactos no cartão, e por avaria ou porque perdeu o telemóvel,  não ficou totalmente desconcertado quando se viu sem nenhum dos seus contactos. Um pequeno incidente que rapidamente se tornava numa verdadeira dor de cabeça e uma aventura desconcertante de recuperação dos contactos, para quem, já nessa altura, tinha abolido as agendas telefónicas.
Esta agenda telefónica tem, numa letra bonita, imensos contactos e, como antigamente, encontra-se junto ao telefone fixo cá de casa mas bom, bom é que este facto se deve tão só e apenas a pimpolha mais velha, é a SUA agenda telefónica (exemplar único cá em casa). Há coisas que não mudam, ela sabe de cor 6 ou 7 números, aqueles para os quais mais liga, algo que eu, agora não me posso gabar mas com a idade dela :). Quando não se tem um telemóvel à disposição, independentemente da idade, voltamos aos métodos infalíveis de outros tempos, métodos que não devemos desprezar, nunca se sabe se um dia as tecnologias nos pregam uma partida, por qualquer razão, deixando-nos na mão. É sempre bom saber como se fazia e conhecer as alternativas.

Clarice Lispector, mochilas e antiprincesas

Chamou-me a atenção esta pequena, mas pesada, passagem do livro dedicado a Clarice Lispector, na coleção Antiprincesas.
Seguindo o exemplo do pai de Clarice Lispector (1928/9), por cá, agora, corríamos o risco, nós pais, de reter as nossas crianças, no 4ºano, por não sei bem quantos anos.
A partir do 5º ano, dado o número de disciplinas, a organização dos horários, os lobies das editoras e afins, num dia mais “carregado”, as mochilas das crianças podem chegar a pesar cerca de 6 a 7 kg.
Segundo indicações da Organização Mundial de Saúde, o peso carregado não deve ser superior a 10% do peso da própria criança. O peso médio de um criança de 10 anos é cerca de 32 kg logo a sua mochila “carregada” nunca deverá exceder os  3,2 kg (ora se a criança for de “raça” pequena…a situação torna-se ainda mais “pesada”).
Uma ideia: comprar só os manuais digitais e repudiar os em papel (uma favor que faríamos à porto editora, lá que seria uma ótima retribuição, seria, ehehehe, e a nossa carteira, essa sim, agradeceria). Contra: estudar com o livro na mão é bem mais agradável e, dizem os estudos publicados, mais eficaz na “quantidade e qualidade” do que é apreendido e retido!
Em vez de petições, cenas e coisas virtuais, esta questão dos pesos das mochilas já merecia um protesto a sério, não? Meditemos-nos, pois então, na atitude do pai de Clarice Lispector.

“Que pena quando se pactua com a comodidade da alma”

Citação de Clarice Lispector, mãe de dois filhos, formada em Direito, escritora, jornalista, casado com um diplomata, teria tudo para ter a vida de princesas com que muitos sonhariam. Nunca abandonou a sua paixão pela escrita. Mas abandonou o marido, a quem tinha que acompanhar nas suas inúmeras viagens, e o que muitos denominavam de uma vida de sonho para voltar, ao país que sentia como seu – o Brasil, e dedicar-se, de alma e coração, à escrita e aos filhos.

Manuais escolares: intrujices

Como vem sendo hábito, por esta altura do ano, costumo proceder à encomenda dos manuais escolares da pequenada, para o próximo ano letivo, utilizando para isso o site da Porto Editora ou da Wook. É rápido, eficaz e cómodo.
A sua aplicação é xpto e user friendly: escolhemos o distrito, o concelho, selecionamos a escola, de seguida as disciplinas das quais queremos adquirir o manual, e pronto, aparecem as imagens dos livros e/ou blocos pedagógicos, o valor de cada um, o valor total da encomenda, adicionamos ao carrinho de compras e seguimos para o checkout para pagar, já quase a sentir o cheirinho a livros novos com a chegada do carteiro. E é no checkout que se dá a surpresa desagradável, não presente nos anos anteriores, pois só aí temos acesso à lista discriminada de todos os itens do bloco pedagógico/livro e o seu valor. Observando com atenção percebemos que no preço indicado, para cada manual, está incluído o acesso ao manual digital e é cobrado 5,35€. O manual digital não é obrigatório, é de aquisição opcional, logicamente não deve ser incluído no preço indicado, à partida, para o manual, a não ser que o comprador indique a sua vontade expressa em comprá-lo [o que em anos anteriores não acontecias].
Mas não… o dito cujo manual digital aparece lá e temos de os apagar, um a um, da lista, apesar de não termos optado pela sua compra, num processo moroso, pois por cada um que apagamos aparece a sugestão de aderirmos à escola virtual, que temos que dizer sim ou não, para só depois podermos voltar à lista original e discriminada dos livros. Pode-se retirar os ditos cujos também alterando a quantidade para zero mas o site só atualiza se carregarmos na seta para a frente em cada manual, caso contrário continuam a figurar na lista.
Quando se compra vários muitos manuais, com é o nosso caso, este anos para 3 alminhas, esta pequena grande intrujice acresce 60€ ao preço que custariam apenas os tradicionais manuais que, afinal de contas, era o que pretendíamos adquirir.
Ao constatar isto, passei-me da marmita e fazendo jus à minha veia de refilona, mandei um mail para os ditos senhores que rezava assim:

Gostaria de realçar o meu enorme desagrado ao constatar que ao escolher as disciplinas em que pretendemos adquirir manuais ou blocos pedagógicos, ao fazer o checkout e confirmando a lista detalhada, incluem os manuais digitais, quando eu não selecionei a sua compra em passo nenhum e estes não são obrigatórios. Pode induzir em erro os mais incautos e não me parece nada ético, num serviços que se quer claro e transparente e acrescenta 5€ a cada manual adquirido. Não ponho em causa a utilidade e a venda do manual digital mas a forma com o estão a “impingir” e penso que poderá/merecerá ser alvo de uma queixa mais séria junto das entidades competentes. Há que ter cuidado e respeito pelo comprador. Por tudo o descrito anteriormente, denoto algum tristeza e desagrado e começo a ter algumas dúvidas na qualidade do serviço que seria esperado da vossa parte. Grata pela atenção. Cumprimentos”

e pensei daqui a uma semana talvez me respondam mas afinal não, bastaram duas horas e a resposta foi a seguinte:

“Recebemos o seu e-mail, o qual mereceu a nossa melhor atenção.
Em resposta, gostaríamos de agradecer o seu contacto, bem como as suas observações.
Para a Porto Editora é extremamente gratificante poder contar com a sua opinião, pois é essencial para a melhoria da qualidade dos nossos serviços.
No que diz respeito á observação que remete em relação á seleção automática dos blocos pedagógicos com acesso digital no processo de encomenda através do nosso site, de facto, tal situação é intencional, uma vez que verificamos um aumento exponencial na procura por este material e tal seleção, foi a forma encontrada pelos nossos serviços de facilitar o processo para a maioria dos nossos clientes. Contudo, ressalvamos que apesar dessa situação, no primeiro passo do processo de encomenda onde aparece a lista dos blocos pedagógicos de cada disciplina selecionada, no campo ?ver componentes do BP? é possível ao clicar nos botões + ou -, adicionar ou remover os vários componentes do bloco, isto é, através desse mecanismo é dada a opção de adicionar ou remover tanto o acesso digital como o caderno de atividades ou mesmo manual, por exemplo, selecionando assim apenas os componentes pretendidos, e em seguida prosseguir para a finalização da encomenda.
Estamos ao dispor para qualquer esclarecimento adicional.
Com os nossos melhores cumprimentos”

Ao que me ocorre apenas dizer “Está bem abelha!ZZZZZZZ” ou “Morde aqui a ver se eu deixo”. Quem me respondeu, cumpre funções, o problema está em quem desenha o esquema e isto, meus caros, é um verdadeiro esquema de fazer dinheiro.

Considero esta forma de “fazer negócio” no mínimo danosa, vergonhosa, condenável, entre muitas outras coisas, como tal, penso que seria importante mostrar a estes senhores, que são literalmente os donos do mercado de livros escolares, o poder da internet e do passar palavra. Partilhem esta informação, da forma que melhor entenderem, pelos vossos contactos, especialmente com os que têm filhos em idade escolar e que possam ser potenciais utilizadores do serviço, para que não caiam na esparrela. Vamos lá dar-lhes a provar do seu próprio remédio, mostrando-lhes, utilizando, as suas palavras “aumento exponencial” do meio digital!

Cenas engarrafada, o peixe e o ambiente

1 milhão de garrafas vendidas por minuto em todo o mundo.
Das cerca de 16 000 mil garrafas produzidas por segundo, em 2016, mais de metade não forma recicladas e as que foram apenas 7% deram origem a novas garrafas.
A maioria das garrafas de plástico produzidas são depositadas em terrenos abandonados e/ou acabam por ir parar ao mar, entrando assim na cadeia alimentar; vários são os estudo científicos que comprovam que resquícios da sua composição vêm parar ao nosso prato quando ingerimos peixe.
Um estudo recente afirma que cerca de 1/3 do pescado, do Reino Unido, contém vestígios de microplástico. A European Food Safety Authority afirma ser urgente estudar os efeitos desta “nova ameaça” para a saúde humana.
As grandes marcas de bebidas recusam-se a usar plástico reciclável, porque a embalagem não é brilhante e totalmente transparente, o que pode mudar a perceção que o consumidor tem do seu produto e afetar as vendas.
A coca-cola é responsável por cerca de 1/5 de produção anual de garrafas.
A maioria das garrafas de plástico usadas são de água engarrafada, provavelmente, devido à procura de um estilo de vida mais saudável, à desconfiança da qualidade da água da rede e ao medo das águas contaminadas nos subsolos.
Uma garrafa de plástico demora cerca de 450 anos a decompor-se.
Os números e a realidade que transparecem podem ter este efeito avassalador, assim com a história da água engarrafada

Fonte

Rolos de cozinha

“A tua conversa está a faz-me lembrar o meu rolo de cozinha!” digo, em tom de brincadeira e a pessoa olhou para mim com um ar “Lá está ela na parvoeira! Again…”. Mostrei-lhe a prova do crime e rimo-nos um bom bocado! Os novos rolos de cozinha da Renova são muito espirituosos!
Mas, nesta onda, a melhor foi uma vez, em casa de um familiar, perguntei-lhe “Não tens rolo de cozinha? É mais prático para orientar a pequenada à refeição!”. Olhou-me com um ar espantado, um pouco preocupado, de quem conhece o perfil ruim da pequenada para comer. Começou a remexer em gavetas cheias de utensílio de cozinha e pensei “Mas que raio… o que é está à procura!” e, de repente, fez-se-me luz. Perdida de riso, esclareci “Não é o rolo da massa, embora às vezes vontade não me falte, é mesmo o de papel para ver se não se sujam todos e a tua bela toalha!”. O seu alívio foi notório e visível, ficou por pronunciar algo do género “Ufa, ufa, grande maluca!”.
Eu e os rolos de cozinha há anos a causar boas impressões… espera, espera, sou só mesmo EU!

Gosto tanto da nossa imprensa

“Correção do exame de Matemática de 9º ano tem um erro, denunciam professores”

Primeiro não é a correção mas quanto muito os critérios de correção!
Segundo não são os professores é a SPM (Sociedade Portuguesa de Matemática) no seu parece sobre a prova: “A SPM lamenta verificar que, nos critérios de correção publicados pelo IAVE, no item 14 seja atribuída 75% da cotação a uma resposta integralmente errada.”

Terceiro, os critério não consideram esta resposta como certa, tanto que não lhe  é atribuída a cotação máxima.

Quarto, podemos concordar ou discordar dos critérios de correção mas a resposta em questão revela algum conhecimento dos casos notáveis e da fatorização de polinómios. É notório que quem escreveu o artigo não percebe um boi do que está em questão. Para que conste é isto

Quem trabalha com os alunos sabe que é recorrente este seu erro de não colocar parênteses. Se eu o classificaria assim, provavelmente não, se me choca esta pontuação, não, de todo, em anos anteriores já houve critérios bem mais difíceis de engolir!

Em quinto, é a SPM a dar azo a um feudo antigo que mantém com governos PS, não obstando que, no rigor matemática têm 4 pontos mas no conhecimento do trabalho com alunos devem ter perto de zero, caso contrário não se espantariam, nem estranhariam este critério. Lobby, feudos, cenas e coisas que a APM também faz questão de manter com os governos PSD, bem com os conhecidos entre APM e SPM.

Por último, o IAVE, já veio esclarecer, e muito bem, os doutores da SPM, senhores jornalistas e outros de mais!

Sem paciência para estas tricas e miudezas até porque gostei do exame, aliás, como regra geral, acontece.

9º Festival Internacional de Gigantes no Pinhal Novo

Fomos a primeira vez ao FIG, há dois anos, e foi surpreendente, gostámos muito! Tanto que prometemos divulgar e voltar como se deve fazer com as coisas boas que há por aí!
Este ano o FIG está de volta de 7 a 9 de julho. Todas as atividades do FIG são gratuitas e decorrem no centro da localidade do Pinhal Novo, muito perto umas das outras. Workshops variados para a pequenada, teatro de rua, novo circo, espetáculos, música e o desfile dos famosos cabeçudos, tudo regado com boa disposição e um ótimo ambiente. Fica a sugestão e o programa do FIG 2017 (podem fazer download aqui se o link anterior não funcionar).

Tá-se, Tá-se!

Está explicado o lapso dos D.A.M.A, fazem surf na praia da Areia Branca e este é o seu bar de eleição! Tudo explicado, foram induzidos em erro!
Poucos se podem gabar de não dar erros ortográficos ou de nunca ter tido dúvidas como se escreve determinada palavra, eu cá às vezes até invento palavras, mas são poucas as figuras públicas que se podem dar ao luxo de tamanha arrogância e escapar incólumes! E vida, Às vezes, tem destas coisas… ironias do destino 🙂

Século XXI ?!

Aborrece-me constatar que, no nosso dia a dia, nos cruzemos com malta ocidental, nova, onde as mulheres têm de pedir autorização ao namorado/marido para cortar o cabelo (e este é que decide o estilo e/ou o tamanho do corte e este dá lá um salto só para ter a certeza que está tudo nos conformes) ou que tenham que pedir autorização para gastar do seu, dela, dinheiro, independentemente, de pretender gastar 1€, 10€ ou 1 milhão e, no final, havendo autorização para gastar, têm que apresentar todas as faturas. Tudo me pareceria tão bem e normal, seja lá o que isso for, se em vez de autorização, buscassem apenas a opinião, ao género de uma parceria onde predomina a confiança, o respeito e a igualdade de direitos e deveres.

 A rapariga contempla-se longamente no espelho, visivelmente satisfeita com a imagem que este lhe devolve – o seu lindo e longo cabelo, cheio de madeixas, habilmente penteado, uma perfeição os efeitos e as suas unhas de gel e a maquilhagem realça a cor dos seus olhos – e pensa que o outro que apregoa que “Ela é linda sem makeup”, não sabe o que diz, ou se calhar até sabe, ela é que não se lembrou da música que mais se adequa a este seu momento:“Ela é linda, ela é special… Ela parte-me o pescoço”.
Olha impaciente para a sua mãe que está quase pronta, faltam os últimos pormenores. Os seus lindo vestidos longos, como é da praxe em qualquer gala ou festa que se preze, aguardam-nas. Não podem chegar atrasadas, é a sua festa de finalista, no próximo ano letivo, já vai para o 5ºano. Uma mulher portanto…

As coisas que se aprendem numa ida, rápida, ao cabeleireiro! Qualquer uma destas cenas de mulheres, e protótipos, me impressiona… e não é pela positiva!

“Treino da mente para gente ocupada”

“Sabes, recebi um mail sobre uma nova formação online gratuita dos mesmo dos Emails efetivos! Inscrevi-me…” comento com excelentíssimo esposo, ao final de uma dia de trabalho. Ele sorri e diz “Recebi o mesmo mail e… também me inscrevi!”. Sintonia…!!!
“Treino da mente para gente ocupada”  é o nome do novo curso que funcionará de forma semelhante ao dos “emails efetivos”, (onde aprendi umas coisas), através do nosso mail recebemos um documento pdf, que podemos abrir quando desejarmos com a lição do dia! Fácil, rápido, indolor e aprende-se sempre! Inscrições até dia 12 de junho, basta indicar o vosso mail e esperar que a lição chegue! Todas as informações aqui

Nota: se não se inscreveram mas estão inscritos, provavelmente é porque alguém considerou que seria benéfico 🙂

As ventoinhas da vida

A sala está à pinha, máquinas fotografias e de filmar a postos, os artistas estão em pulgas, esperando que o pano suba e que se inicie, o culminar de um ano de trabalho, a sua peça de teatro. Está um dia abafado, típico dos dias de trovoada, na sala, não climatizada, a humidade e o calor ambiente e humano colam as roupas ao corpo, tudo pega, a ansiedade de uns e outro é grande. Lá bem no cimo, oito ventoinhas rodam em alta velocidade, cumprindo a sua missão (impossível): refrescar uma enorme sala, num dia quente, numa sala cheia de gente onde as luzes e todas as atenções estão focada no palco. Por detrás do pano, surge a professora de teatro e faz as apresentações e recomendações habituais. No final do seu discurso, ouve-se um grande estrondo num dos cantos da sala. O silêncio é sepulcral e todos olham em busca da razão de tamanho barulho. Alguém grita “Desliguem as ventoinhas imediatamente!”. No chão, aos pés de uma avó, jaz uma das enormes ventoinhas com um das suas pás amolgada. A avó esfrega a nuca, meio atordoada, e vai respondendo ao que lhe vão perguntando, enquanto, calmamente, é encaminhada para a saída, procurando o ar fresco e à espera da ambulância, que alguém previdente chamou de imediato, e vai dizendo “Estou bem, foi só o susto! Acho que nem a cabeça parti! Ainda bem que acertou em mim e não, nos meninos!”. A senhora seguiu para o hospital, onde, felizmente, se veio a confirmar, que, efetivamente, estava tudo bem, à parte da dor de cabeça, e imperou a máxima “The show must go on!”; o espetáculo seguiu o seu curso, deliciando a assistência e deixando imensamente felizes o pequenos atores.
A vida é feita de contratempos, às vezes, nas situações e alturas que menos esperamos, como esta ventoinha que, sem aviso prévio, saltou desalmada do seu eixo de rotação. O que tinha todo o potencial de correr seriamente mal, constatou-se não passar de um pequeno incidente. Se nos esqueceremos deste episódio com a ventoinha? Claro que não e procuraremos, consciente ou inconscientemente, não nos sentar debaixo de nenhuma nos próximos tempos, a pequenada tomou logo essa providência, mantendo-nos, no entanto, suficientemente perto para sentir as suas lufadas de ar fresco. No nosso caminho, todos os dias haverá ventoinhas, candeeiros, buracos no passeio, atravessar da estrada e mil e uma outras coisas que, normalmente, correm bem e que, por uma razão ou outra, num determinado dia/momento podem correr seriamente mal e alterar drasticamente o nosso curso de vida de um momento para o outro. É um medo consciente com qual nos debatemos todos os dias mas não é por isso que deixamos de viver! Recordaremos, certamente, o bonito e divertido espetáculo que assistimos, apesar do incidente com a ventoinha, não esquecendo que a sorte, o tempo e a esperança, no meio dos azares e percalços da vida, está sempre à espreita, é só uma questão de perspetiva e de olhar na direção da máxima “Carpe Diem”, no sentido do “The show must go on!” e com a intensidade de quem faz o melhor que pode e sabe todos os dias. Essencialmente, praticar algo benéfico a todos: descomplicar e deixar de remoer nos “ses” da vida, vivendo um dia de cada de vez, aproveitando o que ele nos trás, sempre com os olhos postos, e não os pés, no dia de amanhã!

Folhados, vegans ou afins, crianças e modas!!!

Cinco anos acabados de fazer, na sua festa, o aniversariante deliciando-se com um folhado de salsicha, oferece um ao seu amigo que lhe responde, usando a sua sabedoria de cinco anos de vida, “Não quero! Isso tem animais mortos dentro!”. “Não! São salsichas!” diz o aniversariante, olhando para o adulto mais próximo, assim como quem diz “Ora explica-lhe lá tu que ele está para aqui com história de animais mortos no meu folhado!”
Parabéns V.,  continua a apreciar os folhados e ensina-lhes como se faz!!!!

#Diz Olá

Cartazes que podem ser encontrados espalhados em várias paragens de autocarro da capital. Uma iniciativa gira, um apelo a uma comunicação real com quem está, literalmente, ao nosso lado e o poder de um simples “Olá” despertar um sorriso ou o ar macambúzio na vida atribulada e acelerada de muitos, um repto ao uso da boa educação e a ver, realmente, o outro! GOSTEI :)!!!

Emails efetivos

Relativamente à formação “Escreva emails efetivos” tenho a confessar que aprendi várias coisas/truques que desconhecia. Fica o agradecimento a quem me inscreveu. Rápido, indolor e útil.

Por ser prático e acreditar que seja verdadeiramente útil para muitos todos, partilho “Escreva emails efetivos em 6 licões” da autoria de Ana Relvas – Objetivo Lua

School at Sea

6 meses, 34 companheiros/estudantes (14 aos 17 anos), de várias nacionalidade/culturas, 5 professores, cerca de 1o tripulantes, um navio à vela, 13 países (na rota de Amesterdão até às Caraíbas e regresso), sobre o mote “You sail, you learn”, tudo isto, e muito mais, no School at Sea. Rotinas: uma dia de “escola” (conteúdo e objetivos a definir, de acordo, com as indicações da escola de proveniência, sobre a supervisão/acompanhamento dos professores do navio), um dia de vigia (navegação e as suas tarefas inerente, all about sailing), ao que se juntam várias expedições e saídas de campo pelo vários sítios onde vão passando. “Natural Learning” e o “conhecimento do mundo” estão subjacente ao lema do projeto, responsabilidade, autonomia e o saber lidar/trabalhar em conjunto em prole de um objetivo comum. Cerca de 21 000€ é o custo por aluno, por esta experiência única de 6 meses, onde o School at Sea estimula e ensina os alunos a arranjar “patrocinadores” para suportar os custos da propina.

Para aventureiros e impróprio para Pais galinhas, ou então não! Agrada-me muito, muito este projeto e acho que proporciona aos miúdos uma forma de ver o mundo, gerir emoções, vários tipos de aprendizagem, VALORIZAR os esforços e as realizações de uma forma extraordinária. Uma experiência de vida, certamente, capaz de centrar objetivos/metas! Fica a ideia e o bichinho… vamos ver se daqui uns anos, que não são assim tanto, ainda mexe! Gostava… e os pequenos será que sim? Hummm … ainda é cedo! Consigo prever/vislumbrar algumas surpresas no candidato menos provável e no mais provável! Caixinha de surpresa…

Coisas simples

É curioso como há coisas simples que observamos os outros fazer, ouvimos, atentamente, a sua argumentação, defendendo/elogiando a sua causa, e reconhecemos as vantagens e a aplicação prática do que nos demonstram. Pensamos faz sentido, ao ouvi-los e vê-los, no entanto há qualquer coisa, talvez a preguiça, o conforto nas nossas rotinas ou os velhos hábitos, que nos faz ignorar e a não dar o devido valor aos conselhos/parecer da sua prática. Até ao dia, em que experimentamos, e nos rendemos às evidências do “bem” que tantas vezes nos tinham apregoado, tornando-nos, nós, os apologistas/ defensores convictos. Ora podia estar a falar de algo extremamente profundo, inteligente, sábio mesmo, mas não, estou apenas a referir-me ao facto de me ter rendido, depois de alguma resistência, típica do objeto e do seu dono, ao prático que é ter e utilizar um jarro elétrico. Bem sei, bem sei, um pormenor de somenos importância mas que me veio poupar muito tempo, energia, e €, na cozinha, para fazer o arroz, a massa, a sopa, etc mas acima de tudo porque agora, regra geral, há sempre um bule cheio de chá pela manhã, e a pequenada, por vezes, também alinha no chá ao pequeno almoço. Os sabores vão variando, nunca utilizamos saqueta, sempre o produto natural: lúcia lima, príncipe, perpétuas roxas, limão (se na véspera temperei algo com limão, tiro a casca e reservo) e afins. Ao longo do dia, vamos bebendo o chá, ora quente, ora frio, dependendo do gosto ou da vontade, geralmente sem açúcar, uma boa forma de beber mais água, neste caso com sabor, por dia. Uma coisa tão simples e que simplificou/modificou algumas das nossas rotinas. Cenas e coisas simples.

Os cinco…falsificados! Weird stuff!

Passeando na livraria, na zona infanto/juvenil, procurando uns livros que pimpolha mais velha desejava, excelentíssimo esposo dá de caras com os título acima! “Five go gluten free”, “Five give up the booze” e “Five go parenting”, com a famosa assinatura de Enid Blyton, e pensei “Que é isto? O mundo está perdido!”. Confesso que fiquei um pouco chocada mas, numa análise mais detalhada percebemos que o texto era de Bruno Vincent e apenas utilizava as personagens do cinco com mais uns aninhos de idade. Mas permanecia a questão, o que estava lá a fazer o nome Enid Blyton, em grande, e no sítio onde costuma estar o autor?
Uma pesquisa rápida,na internet, revelou que este tipo de livros “falsos” está a fazer furor em Inglaterra, a malta gosta de ver os seus heróis de infância crescer e passar pelos seus, deles, problemas (deixar o álcool e o gluten, aprender a ser pais), os ingleses chamam-lhes livros de paródia, pudera… Enfim… weir stuff é o que é! Ah… apesar de na livraria estarem na secção de livros juvenis, em inglês, este livros são para adultos, segundo vários artigo ingleses. Opssss…alguém não anda a prestar atenção nas livrarias portuguesas!

Planeamento e organização das refeições semanais

 Um post pormenorizado sobre uma admirável, útil e prática, forma de planear/organizar as refeições semanais de uma família. É aquilo que chamo capacidade, e vontade, de organização culinária semanal, embora não faça bem o meu género, requer muita antecipação, por aqui vive-se mais no momento, um dia de cada vez. O nosso planeamento é mental, sempre sujeito a alterações e desejos de uns e outros, e tudo, ou quase, arranjado e feito na hora! São estilos… não deixa de ser um post útil e cheio de ideias para a organização e economia da casa, como é típico do blogue Economia cá de casa, recomendo a visita e leitura frequente!