Lógico!

De tempos a tempos, mas, especialmente, nas últimas semanas de aulas, costumo desafiar os meus alunos com uns simples, antigos e conhecidos, problemas lógicos: o lobo, a ovelha e a couve; os missionários e os canibais; os pais, mães, filhos, o prisioneiro e o polícia.
Invariavelmente, há sempre dois ou três alunos que respondem “Professora, isso é muito fácil!”, seguros de si pois já ouviram falar dos problema ou tentaram/conseguiram ou viram a solução dos mesmos.
A 1ª tentativa para resolver o problema mais simples é atribuída, de imediato, a um destes 2 ou 3 alunos cheios de confiança. Aquele a que eu chamo o meu voluntário forçado.
Ele/a segue contente,  cheio de confiança, prestes a fazer um brilharete perante os colegas e a professora.
Eu sorrio-lhe!
Apresento o problema a todos e explico as premissas do mesmo, ou seja as regras do jogo. Começamos sempre com o problema mais simples o da ovelha, da cabra e do lobo.
“Let the games begin! O computador é todo seu!” anuncio.
O voluntário pensa, hesita, avança e… falha, redondamente, na 1ª tentativa e olha para mim frustado e os colegas olham-no espantados, desiludidos porque afinal aquilo também lhes parece ser muito simples
Eu sorrio e sei que na minha expressão está estampado um verdadeiro e prazeiroso “Eu avisei!”, a maioria das vezes, não me contenho, e verbalizo-o.
Regra geral, um dos dois que não foi eleito voluntário forçado diz, entre risos, “Fogo! A professora não perdoa!”.
O voluntário frustado, sente a necessidade de provar que é capaz, que aquilo foi apenas uma distração (e muitas vezes foi) e tenta novamente sobre o olhar atento e avaliador dos colegas.
A experiência diz-me que muito raramente conseguem fazer na primeira tentativa. Alguns conseguem na 2ª tentativa, a maioria, consegue à 3ª tentativa… isto no problema mais simples e elementar.
Aproveito sempre esta experiência para enfatizar que mesmo o que parece ser elementar e simples, é preciso analisar com cuidado, pensar, colocar as engrenagens a funcionar, que, às vezes, estão mal oleadas ou não estão “bem alinhadas”. Errar, 1, 2 , 3  ou várias vezes, faz parte do processo, chama-se aprimorar a técnica, ou perceber a mecânica do jogo ou do raciocínio, com as regras do jogo bem interiorizadas, tudo segue com mais rapidez e fluidez, o importante é não desistir.
Passamos para o problema seguinte, grau de dificuldade um bocadinho maior, há vários voluntários, aqui as tentativas são muitas, face aos sucessivos erros, os palpites e sugestões são mais que muitas, vários tentam e cometem, exatamente, os mesmos erros que criticaram nos colegas que tentaram, anteriormente, alguns enervam-se “Não estás a ver que tens que fazer assim?” dizem para o colega mas quando tentam e não conseguem… enervam-se ainda mais “Professora, isto é impossível!”.
É uma dinâmica engraçada de observar.
Quando a coisa empanca, dou uma dica discretamente, eles processam, tentam e avançam! E assim vamos avançando de problema em problema, aumentando sempre o grau de dificuldade e com alguns alunos, não necessariamente os melhores, avançamos pelo intervalo a dentro.
O engraçado é que se, uns meses mais tarde, lhes apresentar um problema similar, cometem, na 1ª abordagem, os mesmo erros! Eles e… eu 🙂 , eu sou estou mais habituada ao processo!
Nada com experimentar e dar a conhecer à vossa pequenada! (Cada imagem corresponde a um dos “jogos” e estão ordenados por grau de dificuldade)

PordataKids

Muito interessante e apelativo o site da PordataKids para miúdos e graúdos.
Uma excelente fonte de informação variada e curiosa para os miúdos explorarem e/ou utilizaram em trabalhos escolares e/ou sobre estatísitca! Observando, atenta e comparativamente, permite ver sobre outra luz o “nosso mundo” e o “Mundo”.
Muito interessante e apelativo o site da PordataKids para miúdos e graúdos. Vale a pena explorá-lo com olhos de ver.

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Observando os dados relativamente ao lixo e à reciclagem constata-se que:
(A) Lixo separado em 2016: 775 695 toneladas
(B) Lixo reciclado, em 2016: 675 732 toneladas
(A)-(B)= 99 963 toneladas
Provavelmente, sou eu que estou a ver e/ou a interpretar mal mas desconfio que esta diferença se deve também a isto, digo eu, que sou má língua e tenho mau feito mas que gosto de observar números, entre outras coisas.

“Açores, o segredo mais bem guardado do Atlântico”

“Açores, o segredo mais bem guardado do Atlântico”, é um pequeno documentário de 19 minutos, que resultou de uma expedição científica, realizada em 2016, às ilhas de São Miguel e Santa Maria e aos ilhéus das Formigas, organizada pela Fundação Oceano Azul e pela Fundação Waitt.
A Fundação Oceano Azul com vários parceiros prepara-se para realizar uma numa nova expedição, durante três semanas, à volta das ilhas do Corvo e das Flores, em busca de novos habitats e quantificar a biodiversidade que dará origem a um documentário da National Geographic.

Livros de Stephen Hawking para miúdos e graúdos

Prevendo que, nas próximas semanas, os livros de Stephen Hawking voltarão a ser falados, a estar na berra, e, quiça, voltarão aos tops, deixo-vos uma sugestão mais ligth do que a sua “Breve história do tempo”, os livros juvenis que Lucy e Stephen Hawking (filha e pai) escreveram (os tais livros que ela menciona no vídeo que partilhei no post sobre o Stephen Hawking).
Todos os livros retratam as aventuras de 1 menino, o George, e um 1 menina, a Annie, filha de um físico, e um computador muito poderoso o Cosmos,  que nos conduzem a uma chuva de asteróides, aos buracos negros, às conspirações do universo, à procura de extraterrestres e um sem fim de aventuras, e aprendizagens, sobre o universo, com desenhos, imagens reais e termos e conceitos chaves do estudo do Universo.
A leitura é entusiasmante e suscita a curiosidade, leva-os a fazer perguntas e a formular teorias, sempre engraçadas de ouvir e de imaginar – todos os ingredientes que um bom livro tem mas mais…
A sua leitura é uma forma divertida e envolvente, acompanhando as aventuras, descobertas e azares da Annie e do George, de ir aprendendo muitas coisas sobre o espaço sem nos darmos conta.
Os livros são A chave Secreta do Universo, Caça ao Tesouro no Espaço, George e o Big Bang, George e o código secreto  e George e a lua azul. Os primeiros quatro integram o Plano Nacional de Leitura, o último ainda não, talvez por ter sido publicado recentemente.
Cá por casa pimopolha mais velha já leu os três primeiro e gostou e aprendeu imenso, eu confesso, que não resisti e também li, adorei e também aprendi/recordei muita coisa.
Fica a sugestão de leitura de vários livros de pai e filho Hawking para miúdos e graúdos.

Stephen Hawking

Stephen Hawking desafiou os timings, diagnósticos e limitações que a medicina conhecia sobre a sua doença incapacitante, usou a tecnologia como ferramenta para “substituir” algumas faculdades que a doença lhe foi roubando ao longo de 5 décadas, nunca deixou de contemplar e estudar o céu, as estrelas, o universo e os seus buracos negros, de investigar e partilhar as suas descobertas (ensinando, escrevendo livros, dando conferências, etc). Deixa um enorme e valioso legado na física e nos estudo do universo mas, essencialmente, ensinou a todos uma lição da forma mais poderosa e eficiente, pelo exemplo – uma doença, por mais debilitante que seja, não nos define, embora possa ser a  nossa imagem, não mata a nossa essência, embora nos tire faculdade, se encontrarmos, em nós, a força de vontade e os meios necessários para aprender a viver com ela, tirando partido da vida (que pode ser grande – aos 21 anos os médicos disseram-lhe que não tinha mais que 2 anos de vida… morreu aos 76 anos) e das nossas capacidades. Não tenho dúvidas nenhumas que o cérebro é o mais poderoso dos orgãos… mesmo que tudo o resto possa estar “avariado” no nosso corpo, ele “comanda”, é a chave, o que define o nosso “bem estar” psicológico… anossa atitude!
O universo não dorme, há quem diga que conspira… Morreu no dia em que outro grande físico nasceu, Albert Einstein, e que é também o dia do Pi. Nasceu a 8 de janeiro de 1942, no dia em que se assinalava, os 300 anos do falecimento de Galileu Galilei.
Um bonito tributo, recordando a vida e obra de Stephen Hawking, feito pela sua filha Lucy.

 

Nascente do Alviela

De barriguinha cheia, depois de um piquenique e passeio na bonita praia fluvial dos Olhos de Água, Alviela, pusemos os pés ao caminho e fomos fazer o percurso pedestre da Nascente do Alviela, que é um pouco acidentado mas faz-se bem e em menos de 1 hora (ida e volta). Para finalizar com chave de ouro e compreender melhor os fenómenos naturais observados no percurso, terminámos o dia no Centro de Ciência Viva do Alviela – Carsoscópio, onde a “viagem” no simulador e o quiroptário fazem sempre sucesso entre a pequenada.

A primeira paragem é em frente à gruta da Lapa da Canada, uma das mais importantes maternidade de morcegos de Portugal, onde cerca de 5000 morcegos, principalmente fêmeas, de 12 espécies diferentes, 9 das quais em extinção, se abrigam entre os meses de abril e setembro, para terem as suas crias. Esta gruta é uma janela cársica – uma depressão de abatimento do teto da gruta – se observarmos com atenção podemos espreitar e ouvir a ribeira dos Amiais a correr, lá em baixo, subterraneamente e observar muitas outras galerias, onde outrora passou a água e que agora servem de refúgio às colónias de morcegos. Nos meses de verão, a Ciência Viva dinamiza a atividade gratuita “A noite dos Morcegos” que recomendamos, no Carsocópio também existe uma sala toda ela dedicada aos Morcegos – o Quiroptário.

No planalto de Santo António, um planalto calcário – Carso, é raro ver água e rios à superfície, pois estes infiltram-se através das fissuras do calcário, o que ao longo de milhares de anos, deu origem a centenas de complexas rede de galerias subterrâneas e grutas existentes na zona, formadas pela dissolução da rocha.
Seguindo caminho, um pouco mais à frente, encontramos um dos mais interessantes fenómenos flúvio-cársicos do nosso país, o desaparecimento da ribeira dos Amiais, que até aí corre à superficíe, no interior da rocha através de uma gruta – Perda – construída à custa da erosão provocada pela passagem de água ao longo de milhares de anos, para percorrer cerca de 250 m de leito subterrâneo.

Para observar a ribeira dos Amiais voltar a ver a luz do dia –  Ressurgência – bast fazer o caminho de regresso e seguir as indicações que dizem Canhão fluvial. O canhão é impressionante, conduz a ribeira dos Amiais até à  foz, o Alviela, cerca de 200m, ladeada de grandes escarpas cuja origem se deve ao abatimento de uma cavidade subterrânea onde em tempos a ribeira passou. É também neste local, do lado esquerdo na margem da ribeira, que podemos observar o rio Alviela a correr subterraneamente e que “extravassa” quando chove muito, uma nascente temporário do rio Alviela. Por essa razão, foi construído no local um dique para evitar a que as águas do Alviela se misturem com as das ribeira dos Amiais antes do seu ponto de captação para abastecimento da rede pública.

A nascente do Alviela , ou os Olho de Água, nasce na base de uma escarpa, resultante das infiltrações da chuva no planalto de Santo António, é uma das mais importantes nascentes do nosso país, constituiu a maior ou a 2ª maior reserva de água doce do país, estima-se que a da Serra da Arrábida seja semelhante. Durante dezenas de anos, foi fonte de abastecimento de água para consumo público de Lisboa e de outras localidades da região, daí a importância, desde muito cedo, de separar as águas da nascente do Alviela e da ribeira dos Amiais, antes da captação pois, por vezes, esta última está “contaminada”.
As “saídas” de nível – exsurgências – as nascentes temporárias do Alviela, como o Poço Escuro e outra facilmente observável no final do canhão fluvial mesmo junto à nascente do Alviela só ocorrem em anos em que chove muito, podendo dar origem a caudais torrenciais e às magníficas “cascatas” que aparecem nos postais dos Olhos de Água. Em 2017, houve apenas 6 dias, mas dessse 3 dias na saída de nível mais alta, em que estas nascentes temporárias estiveram ativa, em anos anteriores foi bem superior – a seca e a sua falta de esplendor.
O Carsoscópio foi um excelente e divertido complemento para perceber e ver com outros olhos o que tinha acabado de ver. O Maciço Calcário Estremenho abrange uma vasta área de 180 km2, todos os “despejos” nele feitos contaminam uma das nossas maiores reservas de água doce… um dos nossos tesouros, nos tempos que correm, que deve ser bem preservado e respeitado!

2077 – 10 segundos para o futuro

Uma excelente série, com 4 episódios, da RTP, sobre como será a vida em 2077. É simplesmente genial, cheio de testemunhos de alguns hot shots das ciências, da tecnologia, da filosofia e de quem trabalha na investigação de ponta.
Muito, muito interessante, abordando uma variedade de temas, sobre várias perspetivas, dos avanços da tecnologia e o seu papel na “evolução” da medicina, à esperança de vida e de como isso alterará a nossa perceção da morte, aos carros autónomos e voadores, aos comboio supersónicos, à “colonização” de Marte e a exploração do espaço, à inteligência artificial, às alterações climatéricas, às energias renováveis, às guerras, à escassez de água e de alimento, às decisões e caminhos que teremos que tomar, no campo da ética, da inteligência artificial, da distribuição de riqueza, do “ser” e não “ter” – uma existência mais frugal mas com mais tempo para usufruir.
As principais inovações vão sendo apresentadas em cada episódio por uma personagem fictícia que vive em 2077. Uma viagem reveladora do imenso que teremos, iremos, ou poderemos, evoluir em 60 anos, uma evolução avassaladora e assustadora, o mundo onde viverão os nossos filhos e netos, e do qual nós esperamos ainda ter um vislumbre.
Vale mesmo a pena ver e meditar sobre o assunto!
Episódio 1 – Mutação
Episódio 2 – Estranhamente Global
Episódio 3 – Novos Nómadas
Episódio 4 – Uma sede insaciável

Centro de Ciência Viva de Constância e outros passeios na zona centro

Num ponto alto, à saída da vila de Constância, podemos encontrar o seu Centro de Ciência Viva.
Tem um pequeno planetário, com uma sessão muito interessante e adequada aos mais pequeno (foi aqui que pequeno do meio fez as pazes com o planetário)  em termos de linguagem e interesse.
Há também um “hangar de voo” onde é feita uma pequena resenha histórica sobre a vontade do homem de voar, as várias tentativas e técnicas e algumas experiências simples sobre os factores que influenciam o voo onde mesmo ao nosso lado podemos ver um avião t-33 cedido pela Força Área Portuguesa, onde se pode subir para observar o cockpit e mexer no seu “volante” e aprender a funcionalidade dos flaps, o que fez as delícias da pequenada. Depois podemos ainda entrar no estúdio onde foi realizado um dos filme sobre as instruções de segurança, para os passageiros, da TAP, em que os protagonistas eram crianças. E a cereja no topo do bolo, experimentar a sensação que os astronautas têm no espaço, num aparelho semelhante aquele em que os astronautas treinam antes de ir para o espaço que deixa a pequenada em êxtase.
No espaço exterior, podemos encontrar uma réplica do nosso sistema solar feita à escala, um relógio solar, um globo terrestre com 2m de diâmetro entre outras coisas.  Têm também vários observatórios onde todos os sábados à noite se podem observar os astros a partir das 20h30 mas não esquecer de ir bem agasalhado, a zona é muito ventosa e fria. Tudo isto acompanhados por uns guias experientes, simpáticos e cheios de vontade de partilhar o seu conhecimento e esclarecer as dúvidas dos mais pequenos (e dos maiores também).
Passámos lá numa bela manhã de verão com a pequenada, no final da visita a pedir “Podemos voltar amanhã, podemos, podemos?”, não há melhor recomendação para uma visita do que esta.

A bonita vila de Constância, onde o rio Zêzere se junta ao rio Tejo, também conhecida como a vila poema por ter sido um local de eleição para alguns poetas de renome nacional e onde terá vivido, durante algum tempo, o poeta mais famoso do reino, Luís de Camões, só por si merece uma visita. Vale a pena passear junto ao Tejo e ao Zêzere e nas estreitas ruas da vila, deliciar-se com um piteú ribatejano ou açoreano no Remédio D´Alma, visitar o jardim horto camoniano e o fantástico Parque Ambiental de Santa Margarida e o seu Borbeletário tropical, para os mais aventureiros, há os desportos naúticos como a descida do Zêzere. A uma dezena de quilómetro, no meio do Tejo prantado, o bonito Castelo de Almourol e um pouco mais à frente o  Parque de Esculturas ao Ar Livre da Barquinha e o Centro de Ciência Viva da Barquinha e o Museu do Ferroviário que também merecem um visita.
Depois temos a cidade de Abrantes com o seu castelo altaneiro, que tem uma vista de fazer inveja a muitos, e o seu bonito jardim, as suas ruas estreitas adornadas com as obras do 180 Creative Camp, o bonito Parque de São Lourenco e os doces tradicionais: a bela palha de Abrantes e as verdadeiras tigeladas e ainda a cidade de Tomar com o afamado Convento de Cristo, o Parque do Mouchão a Mata dos Sete Montes e as suas doces fatias. O que não faltam são razões para visitar a bonita região centro, e estamos apenas a falar de um raio de 15 a 20 km de Constância, caso contrário haveria muito mais… Venham mas venham com tempo porque há muito para explorar e deslumbrar!

Exposição do Escher

Declaração de intereses – Sou suspeita para falar pois há muito que sou fã da obra do Escher, utilizo-a e dou-a a experimentar, aos meus alunos, as suas pavimentações, para que rapidamente descobram que é difícil reproduzir e imitá-lo, mesmo conhecendo a sua técnica; só alguém com um enorme talento, criatividade, visualização do espaço e imaginação poderia alguma vez ter produzido tamanha beleza, unindo,indiscutível e elegantemente, a matemática e a arte.
Tendo visitado o seu museu em Haia, achei que a exposição sobre a sua vida em obra que estará no Museu da Arte Popular, em Lisboa, até finais de maio de 2108, não acrescentaria muito ao que por lá tinha visto e fui aprendendo ao longo dos anos, enganei-me redondamente. É sempre bom sentir e observar as obras de Escher, há sempre um pormenor, ou vários que nos escaparam, mas o principal motivo da visita à exposição era, especialmente, dá-lo a conhecer melhor à pequenada da casa, que também já tinha visto algumas coisas dele, motivados pelos trabalhos dos meus alunos que viram.
Com expectativas elevadas e ânimos leve, numa tarde bastante fria de dezembro, rumámos à exposição do Escher.
Trinta minutos na fila para comprar o bilhete e poder entrar, a exposição estava superlotada, e depois foi o admirável mundo novo, andámos por lá mais de duas horas, acompanhados de audioguias (incluídos no preço mas não esquecer de pedir no balcão ao lado da bilheteira). Primeiramente, deixámos a pequenada andar à vontade e eles entretiveram-se sozinhos a observar e a ouvir as explicações dadas pelo audioguia, fazendo as experiência que foram aparecendo, vibraram.  Depois, numa segunda abordagem, explorámos em conjunto as litografias mais importantes, chamando a atenção para determinados detalhes e transformações e explicamos-lhes os “resultados” e a sua razão das experiências realizados, entrámos na sala dos espelos e vimo-nos até ao infinito, uma canseira de nós, portanto… Os miúdos vibraram e ficaram verdadeiramente surpreendidos com a Exposição do Escher. Não deixem de visitar porque vale muitooooo a pena mas como comecei por dizer: eu sou suspeita na matéria.

Para aguçar a curiosidade e a vontade de visitá-la ao vivo, aqui fica um pequeno registo fotográfico e não só.

Escher no início da carreira

Imagens do 1º livro – ilustrações de alguns ditados holandeses

O seu fascínio por Itália, destino que visitou e com amigos, e onde viveu durante uns tempos com a mulher, primeiro em Roma, onde se dedicou a observar e desenhar os monumentos à noite. Mais tarde, o sul de Itália e as suas paisagens retém grande parte do seu interesse

A música de Bach e obra de Escher

De visita a Espanha, encantou-se com os azulejos cheios de padrões do Allambra e da Catedral de Córdova. A partir daí começa a dedicar muito do seu tempos ao estudo da divisão do plano e às suas famosas pavimentação, repletas de “objetos da natureza”

Reflexões e simetrias

Metamorfose: uma das suas maiores litografias e a mais famosa (Foi a única litografia, das mais famosas a que tirámos fotografia pois nas restantes de tão embrenhados que estávamos nem nos lembrámos mas estão lá todas expostas: Belvedere, Dia e a noite,…)

As experiências interativas

O IKEA tem espírito: publicidade a movéis e cadeira inspirada nos objetos impossíveis de Escher; para alguns a montagens dos movéis do IKEA são mesmo impossíveis.

O Escher e as capas de discos de vinil.
Em 1969, Escher recusou fazer a capa do disco dos Rolling Stones, alegando falta de tempo, apesar de já ter feito várias capas para outros artistas e bandas de renome. Dizem as más línguas que Escher não apreciou a forma familiar e bajuladora como Mick Jagger se lhe dirigiu, “Caro Mauritius”, na carta que continha o pedido dos Rolling Stones. Solicitou ao seu agente para recusar o pedido, pedindo-lhe que transmitisse que, para eles, ele não era “Mauritius” mas sim “M.C. Escher”. O respeitinho é bom e o Escher apreciava-o ao que parece!

O Escher nos filmes, nas bandas desenhadas e na mítica série dos Simpson

Escher sob outra luz

Escher na música

Nas proximidades: um bonito por de sol

Hour of code

Sugestão da semana para crianças e adultos de todas as idades: vamos programar com a Hour of Code?
Experimentem, não custa nada, vão ver que os mais pequenos, assim como os adultos, apreciarão: é uma boa forma de passar um bom bocado utilizando as novas tecnologias, discutindo estratégias e soluções, umas mais elegantes ou práticas que outras, mas todas elas recorrendo a algo precioso que precisa de ser exercitado com frequências: as cabecinhas pensadoiras e não só as pontas dos dedos! Em alternativa às atividades do Hour of Code também têm as dinamizadas pela FCT no âmbito do Codemove Portugal que decorrem esta semana e tem o seu terminus dia 10, domingo, no Pavilhão do Conhecimento, com muitas atividades e workshops para os mais novos.
Give it a try and have fun. Enjoy :). Nós já experimentámos e ficámos fãs!

Espaço Dòing

Dòing é o nome da Oficina Aumentada que podemos encontrar em alguns Centros de Ciência Viva (o 1º sítio onde vimos foi no Expolab e depois no Pavilhão do Conhecimento) que, rapidamente, se tornou num espaço de eleição para a pequenada da casa.Não é uma exposição, é um espaço DIY (do it yourself), é um espaço criativo e experimental onde a ideia é criar algo que funcione.
Há para todos os gostos: construir circuitos elétricos que acendem luzes, rodam motores, acionam campainhas; construir objetos que voem num túnel de vento, numa parede vertical construir com tubos, funis, colher de pau, molas, pauzinhos, um caminho para o berlinde chegar ao chão, construir aviões de papel aerodinâmico, construir acessórios com sacos de plásticos, construir uma máquina de fazer rabisco são apenas algumas das coisas que se podem por lá encontrar.
“Isto é tudo muito difícil, não consigo fazer nada!” disse, muito aborrecida, pimpolha mais pequena, ao fim de 10 minutos, na nossa 1ª incursão num espaço Dòing, ao ver os manos superentusiasmados cada um com o seu projeto mirabolante em curso. Da experiementação, à descoberta e à criação: o processo nem sempre é simples nem linear, apresenta muitas vezes constrangimentos e complicações, é preciso não desistir, ajustar, tentar de novo e voltar a falhar e quando, finalmente, se consegue, é uma verdadeira vitória, celebrada aos pulos e aos gritos, foi esta a lição que pimpolha mais pequena aprendeu naquele dia e todos os que navegam pelo mundo das ciências sentem ou sentiram a sua dificuldade em determinados momentos, faz parte do processo. Escusado será dizer que tivemos que arrancá-los, literalmente, do espaço Dòing, para conseguirmos ver o que nos faltava do Expolab!
Passem por lá, experimentem e não desistam à primeira, faz parte do processo de criação e do método científico! Seguem-se algumas fotografias do Espaço Dòing no Expolab, as do Pavilhão do Conhecimento podem ver aqui

Science of Stupid

Science of Stupid é um programa da National Geographic que é simplesmente fantástico e hilariante. Uma mistura de “Isto só vídeo” ou apanhados (do género daqueles em que a malta tenta malabarismos e falha redondamente) e que explica, através das leis da física, a razão pela qual a experiência não correu com esperado e “ensina” com se deve fazer a coisa bem. Uma ciência cheia de humor e divertimento, vale a pena ver, rir e depois aprender, pelo menos, a teoria subjacente à técnica. Muito bom, do melhor que já vi dentro do género, o que eu já me ri e aprendi…  e curiosamente, a pequenada também aprecia ver!

Angry Birds no Pavilhão do Conhecimento

A nova exposição dos Angry Birds, no Pavilhão do Conehcimento, foi, talvez, uma das atividades que a pequenada mais apreciou nos últimos tempos, de 1 a 10, os três deram dez, já os adultos acharam engraçado mas esperavam mais (gente exigente esta, pensando talvez na física envolvida: direções, trajetórias, forças, etc.). Com a emoção e a atividade nem houve tempo para tirar grandes fotografias.
Fica a sugestão para uma tarde fria e chuvosa (venha ela e rapidamente que bem precisamos), os pequenos estão desertos de voltar e como temos o cartão Circuitos Ciência Viva , desconfio que em breve, não nos escaparemos lá estaremos.

Um passeio, ao género de cronologia, matemático

“Feitos” na área Matemática dos finais do século XX e XXI encontrados no Jardim do Campo Grande, em frente à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
A minha má língua levou-me a questionar, mas não tive tempo de verificar, se haveria algo do semelhante, ou de que outro género poderia ser, do outro lado do Jardim, em frente à Universidade Lusófona. Enfim… cenas parvas que me ocorrem… ou então não!
Mas é, sem dúvida, um belo e elucidativo passeio matemático, bem conseguido. Andei por lá uns 10 minutos a mirar o chão atentamente, a reavivar a memória e interirar-me de alguns factos que desconhecia e a malta que passava a olhar para mim do tipo, “Ele há gente mesmo estranha”. Nada de novo portanto…!

Charlie Brown e o cancro

Vídeo que me foi dado a conhecer pela pequenada da casa, que, por sua vez, lhes foi mostrado pelas suas professoras, na semana em que a sua escola recebeu uma menina com leucemia e “careca”.
Um vídeo que vi outra mãe, cujo filho também teve leucemia, elogiar, e enaltecer a ideia das professoras, e recomendar vivamente para intorduzir o tema entre as crianças.
Trouxe-me à memória, uma entrevista interessante que li, no verão, com o presidente da liga portuguesa contra o cancro em que este referia, resumindo por palavras minhas, algo do género: é preciso acabar com este preconceito, estigma e negativismo em relação ao cancro, é uma doença cada vez mais comum e que tem de ser encarada como outra qualquer, e há outras doenças complicadísimas e não tão estudadas; muito se evolui e descobriu nos últimos tempos, a tecnologia aliada à investigação tem produzidos resultados e avanços fantásticos, são conhecidas muitas formas de cancro perfeitamente curáveis e/ou tratáveis. Essencialmente, as pessoas têm que aceitar, com “normalidade” a doença, pois é um facto que 50% desta nova geração vai ter uma ou outra forma de cancro contra os 25% de afetados na geração anterior.

Vira-casacas ao nível unicelular!

“Os sentimentos, aquilo que sentimos, são o resultado de ver uma pessoa que se ama, ou ouvir uma peça musical ou ter um magnífico repasto num restaurante. Todas essas coisas nos provocam emoções e sentimentos. Essa vida emocional e sentimental que temos como pano de fundo da nossa vida são as provocadoras da nossa cultura. (…)
Por exemplo, as bactérias não têm sistema nervoso nem mente mas sabem que uma outra bactéria é prima, irmã ou que não faz parte da família. Perante uma ameaça, como um antibiótico, as bactérias têm de trabalhar solidariamente e a maioria trabalha em prol do mesmo fim, mas também há bactérias que não trabalham. Quando as bactérias trabalhadoras se apercebem que há bactérias vira-casaca, viram-lhes as costas! Estas reacções são ao nível de algo que possui uma só célula, não tem mente e não tem uma intenção, ou seja, nada disto tem a ver com consciência. (…)
Há uma colecção de comportamentos – de conflito ou de cooperação – que é a base fundamental e estrutural de vida”.
António Damásio na apresentação do seu novo livro “A Estranha Ordem das Coisas”

O impacto ambiental da forma como escolhemos secar as mão

Árvores versus brisa. Muito interessante, vale a pena pensar nisto! Mãos ao ar e ao vento, expostas e secas pelos elementos da natureza.
Encontrado na casa de banho do Centro de Investigação e Monotorização das Furnas ao lado do secador de mãos.

Curiosidades de São Miguel

  • As hortenses, imagem de marca dos Açores, não são uma espécie endémica mas sim proveniente do Japão e da China, são consideradas uma espécie invasora que ameaça a flora nativa, apesar de agradar, e muito, ao turista.
  • O único mamífero endémico dos Açores é o morcego. Todos os restantes foram introduzidos pelo homem. Os peixes que agora existem nas inúmeras lagoas também foram introduzidos pelo homem.
  • Todas as ilhas dos Açores são de origem vulcânica. Sim, Santa Maria é de origem vulcânica e foi a primeira ilha a formar-se, esteve submersa a seguir à sua formação e por estas razões já apresenta vestígios de sedimentação e fosseis, o que não se verifica nas outras ilhas. É devido à sedimentação que a sua areia não é tão escura como nas outras ilhas do arquipélago. Dado comprovado, no Observatório Vulcanológico dos Açores, com areia do continente, de São Miguel e Santa Maria e um íman, apenas a do continente não era atraída pelo ímam por não ter vestígios minerais.
  • Os túneis de lava, da gruta do carvão em Ponta Delgada, estende-se até ao mar, muitos deles encontrando-se sobre terrenos de cultivo, apresentando infiltrações e por isso as parede da gruta são húmidas. No entanto, não há formação de estalactites pois a água não é calcária. Parte dos túneis de lava abateram com a construção da via rápida e um plano de urbanização e interesses económicos que não se coadunam com caprichos seculares da natureza.
  • Os Açores são considerados um livro de vulcões pois tem todos os tipos mas são os Havaianos que dominam a cena e que deram o nome a muitos dos termos vulcanológicos: lava aa, lava pãhoehoe entre outros.
  • A pedra pomes é uma rocha vulcânica que, embora não seja tão abundante como o basalto na ilha, também se encontra amiúde.
  • Há imensos vulcões em São Miguel mas apenas três estão ativos: Furnas, Lagoa do Fogo e Congro.
  • Na subida para a Lagoa do Fogo há uma central geotérmica, o vapor de água é levado por condutas que têm ângulos retos, alternando entre a horizontal e a vertical, para absorver as dilatações.
  • Junto às Caldeiras de Ribeira Grande, existem zonas de desgaseificação, onde se registam elevados níveis de CO2, perigosos para o ser humano, e a encosta está repleta de avisos. Nas casas, existem detetores de CO2 (junto ao chão) porque o CO2 é mais pesado que o ar. Em caso de dúvida, e numa primeira abordagem, se alarme disparar, é subir para cima de uma cadeira (brincadeirinha). Aqui, como nas Furnas, a água também borbulha, também se sente o cheiro a enxofre e também se faz o tal cozido das entranhas da terra.
  • As plantações de chá foram introduzidas como uma produção alternativa, na ilha, após no final do século XIX, uma praga ter devastada a produção de laranja. Apenas subsiste a mais antiga e a única plantação de chá na Europa – Gorreana, que tem um gerador próprio de energia elétrica movido por um curso de água, razão pela qual foi a única das várias plantações de chá que persistiu.
  • A maioria das lagoas estão interditas a banhos, algumas contaminados com os adubos, outros não sei bem porquê.
  • Os sacos de plásticos nos Açores têm um custo bastante inferior aos do continente, 4 cêntimos, mas são feitos de um plástico menos resistente e forte e por isso bem mais fácil de reciclar.

Azulejos didáticos

Supõe-se que, provavelmente, eram centenas, embora apenas se conheçam 23, datam de meados do século XVII, feitos em Portugal, contém proposições e demonstrações matemáticas contidas nos primeiros livros dos Elementos de Euclides e “ilustradas e reproduzidas” por Tacquet (padre jesuíta). Tudo indica que estiveram expostos em salas de aula de matemática num colégio da Companhia de Jesus (jesuíta), de Coimbra, por volta de 1692 até 1759 (ano em que os jesuítas foram expulsos de Portugal).
No século XVI e XVII, houve bastantes Jesuítas, espalhados pelo mundo, com um papel importante no estudo da Matemática e da Ciências mas, em Portugal, (pre)dominava a corrente filosófica. Talvez este facto esteja na origem das indicações do Geral da Companhia de Jesus, Tirso Gonzales, que, em  1692, enviou para Portugal as Ordenações para estimular e promover o estudo da Matemática na Província Lusitana, onde se pode ler:

“Quinto: Procurem primeiro os Superiores dos colégios de Coimbra e Évora que cada um dos nossos filósofos tenha necessariamente para seu uso os seis primeiros livros dos Elementos de Euclides que contêm os elementos de geometria plana. São muito convenientes os que compôs o P. Andreas Tacquet […]. Na escola, ou em qualquer outro lugar destinado às demonstrações deve ser exposto um quadro das figuras principais, maior e mais amplo, que será comum a todos, e a que se deve adaptar um compasso para a demonstração das figuras […].”

Declarações que podem estar na origem, justificar a existência e os fins a que se destinavam estes azulejos, os azulejos que ensinam, ou didáticos como ficaram conhecidos. Os azulejos didáticos foram “eliminados” das salas de aula com a Reforma Pombalina, altura em que surgiu, em Inglaterra, uma outra edição dos Elementos de Euclides, com figuras e construções diferentes das de Tacquet, tendo muitos deles sido destruídos e entulhados. Nos dias de hoje, encontram-se espalhados por diversos museus nacionais e por colecções particulares mas não há duvidas que foram um género de powerpoint do século XVII e XVIII e ensinaram ciência nos colégios jesuítas em Coimbra.

Referências, fontes e imagens

Em Lisboa, no que hoje é o Hospital de São José, funcionou, desde o século XVI e durante cerca de 170 anos, o Colégio de Santo Antão (pertencente também aos Jesuítas).
A “Aula Esfera”, do Colégio de Santo Antão, é criada, por ordem e poder real do monarca D. Sebastião, através do cardeal D. Henrique, com a condição que nela se lecionasse Matemática e matérias de desenvolvimento e aprofundamento científico.
Entre finais do século XVI e meados do século XVIII, a “Aula Esfera” foi a mais importante instituição de ensino e prática científica de Portugal, onde depressa chegavam, através da “rede de comunicação” dos Jesuístas, os estudos feitos em outras parte do mundo. A “Aula Esfera” teve um papel crucial no estudo da astronomia e cosmografia num país de navegantes. Por exemplo, em 1612, na “Aula Esfera” já se estudavam as leis de Galileu e construíam telescópio.
Durante o século XVII, a “Aula Esfera” teve em média 2000 alunos anualmente. Durante o seu período de funcionamento, cerca de 300 cientistas, 1/3 estrangeiros, e estudioso, alguns figuras proeminentes da época, lecionaram na “Aula Esfera”. É inegável a enorme importância da “Aula Esfera” no estudo das Ciências e das Matemáticas e do seu papel na história da ciência em Portugal.
A “Aula Esfera” também estava repleta de azulejos alusivos às matérias ali estudadas e abordadas, contendo várias referências à matemática e à astronomia. A “Aula Esfera” funcionava, no espaço que hoje é o auditório do Hospital de São José, vários azulejos emblemáticos das atividades desenvolvidos no Colégio de Santo Antão podem ser encontrados na Biblioteca do Hospital de São José. Azulejos muitos semelhantes podem ser encontrados, em Évora, nas salas de aula do Colégio Espírito Santo.

Para saber muito mais sobre a “Aula Esfera”, fontes e imagens

Cenas engarrafada, o peixe e o ambiente

1 milhão de garrafas vendidas por minuto em todo o mundo.
Das cerca de 16 000 mil garrafas produzidas por segundo, em 2016, mais de metade não forma recicladas e as que foram apenas 7% deram origem a novas garrafas.
A maioria das garrafas de plástico produzidas são depositadas em terrenos abandonados e/ou acabam por ir parar ao mar, entrando assim na cadeia alimentar; vários são os estudo científicos que comprovam que resquícios da sua composição vêm parar ao nosso prato quando ingerimos peixe.
Um estudo recente afirma que cerca de 1/3 do pescado, do Reino Unido, contém vestígios de microplástico. A European Food Safety Authority afirma ser urgente estudar os efeitos desta “nova ameaça” para a saúde humana.
As grandes marcas de bebidas recusam-se a usar plástico reciclável, porque a embalagem não é brilhante e totalmente transparente, o que pode mudar a perceção que o consumidor tem do seu produto e afetar as vendas.
A coca-cola é responsável por cerca de 1/5 de produção anual de garrafas.
A maioria das garrafas de plástico usadas são de água engarrafada, provavelmente, devido à procura de um estilo de vida mais saudável, à desconfiança da qualidade da água da rede e ao medo das águas contaminadas nos subsolos.
Uma garrafa de plástico demora cerca de 450 anos a decompor-se.
Os números e a realidade que transparecem podem ter este efeito avassalador, assim com a história da água engarrafada

Fonte