O impacto ambiental da forma como escolhemos secar as mão

Árvores versus brisa. Muito interessante, vale a pena pensar nisto! Mãos ao ar e ao vento, expostas e secas pelos elementos da natureza.
Encontrado na casa de banho do Centro de Investigação e Monotorização das Furnas ao lado do secador de mãos.

Anúncios

Curiosidades de São Miguel

  • As hortenses, imagem de marca dos Açores, não são uma espécie endémica mas sim proveniente do Japão e da China, são consideradas uma espécie invasora que ameaça a flora nativa, apesar de agradar, e muito, ao turista.
  • O único mamífero endémico dos Açores é o morcego. Todos os restantes foram introduzidos pelo homem. Os peixes que agora existem nas inúmeras lagoas também foram introduzidos pelo homem.
  • Todas as ilhas dos Açores são de origem vulcânica. Sim, Santa Maria é de origem vulcânica e foi a primeira ilha a formar-se, esteve submersa a seguir à sua formação e por estas razões já apresenta vestígios de sedimentação e fosseis, o que não se verifica nas outras ilhas. É devido à sedimentação que a sua areia não é tão escura como nas outras ilhas do arquipélago. Dado comprovado, no Observatório Vulcanológico dos Açores, com areia do continente, de São Miguel e Santa Maria e um íman, apenas a do continente não era atraída pelo ímam por não ter vestígios minerais.
  • Os túneis de lava, da gruta do carvão em Ponta Delgada, estende-se até ao mar, muitos deles encontrando-se sobre terrenos de cultivo, apresentando infiltrações e por isso as parede da gruta são húmidas. No entanto, não há formação de estalactites pois a água não é calcária. Parte dos túneis de lava abateram com a construção da via rápida e um plano de urbanização e interesses económicos que não se coadunam com caprichos seculares da natureza.
  • Os Açores são considerados um livro de vulcões pois tem todos os tipos mas são os Havaianos que dominam a cena e que deram o nome a muitos dos termos vulcanológicos: lava aa, lava pãhoehoe entre outros.
  • A pedra pomes é uma rocha vulcânica que, embora não seja tão abundante como o basalto na ilha, também se encontra amiúde.
  • Há imensos vulcões em São Miguel mas apenas três estão ativos: Furnas, Lagoa do Fogo e Congro.
  • Na subida para a Lagoa do Fogo há uma central geotérmica, o vapor de água é levado por condutas que têm ângulos retos, alternando entre a horizontal e a vertical, para absorver as dilatações.
  • Junto às Caldeiras de Ribeira Grande, existem zonas de desgaseificação, onde se registam elevados níveis de CO2, perigosos para o ser humano, e a encosta está repleta de avisos. Nas casas, existem detetores de CO2 (junto ao chão) porque o CO2 é mais pesado que o ar. Em caso de dúvida, e numa primeira abordagem, se alarme disparar, é subir para cima de uma cadeira (brincadeirinha). Aqui, como nas Furnas, a água também borbulha, também se sente o cheiro a enxofre e também se faz o tal cozido das entranhas da terra.
  • As plantações de chá foram introduzidas como uma produção alternativa, na ilha, após no final do século XIX, uma praga ter devastada a produção de laranja. Apenas subsiste a mais antiga e a única plantação de chá na Europa – Gorreana, que tem um gerador próprio de energia elétrica movido por um curso de água, razão pela qual foi a única das várias plantações de chá que persistiu.
  • A maioria das lagoas estão interditas a banhos, algumas contaminados com os adubos, outros não sei bem porquê.
  • Os sacos de plásticos nos Açores têm um custo bastante inferior aos do continente, 4 cêntimos, mas são feitos de um plástico menos resistente e forte e por isso bem mais fácil de reciclar.

Azulejos didáticos

Supõe-se que, provavelmente, eram centenas, embora apenas se conheçam 23, datam de meados do século XVII, feitos em Portugal, contém proposições e demonstrações matemáticas contidas nos primeiros livros dos Elementos de Euclides e “ilustradas e reproduzidas” por Tacquet (padre jesuíta). Tudo indica que estiveram expostos em salas de aula de matemática num colégio da Companhia de Jesus (jesuíta), de Coimbra, por volta de 1692 até 1759 (ano em que os jesuítas foram expulsos de Portugal).
No século XVI e XVII, houve bastantes Jesuítas, espalhados pelo mundo, com um papel importante no estudo da Matemática e da Ciências mas, em Portugal, (pre)dominava a corrente filosófica. Talvez este facto esteja na origem das indicações do Geral da Companhia de Jesus, Tirso Gonzales, que, em  1692, enviou para Portugal as Ordenações para estimular e promover o estudo da Matemática na Província Lusitana, onde se pode ler:

“Quinto: Procurem primeiro os Superiores dos colégios de Coimbra e Évora que cada um dos nossos filósofos tenha necessariamente para seu uso os seis primeiros livros dos Elementos de Euclides que contêm os elementos de geometria plana. São muito convenientes os que compôs o P. Andreas Tacquet […]. Na escola, ou em qualquer outro lugar destinado às demonstrações deve ser exposto um quadro das figuras principais, maior e mais amplo, que será comum a todos, e a que se deve adaptar um compasso para a demonstração das figuras […].”

Declarações que podem estar na origem, justificar a existência e os fins a que se destinavam estes azulejos, os azulejos que ensinam, ou didáticos como ficaram conhecidos. Os azulejos didáticos foram “eliminados” das salas de aula com a Reforma Pombalina, altura em que surgiu, em Inglaterra, uma outra edição dos Elementos de Euclides, com figuras e construções diferentes das de Tacquet, tendo muitos deles sido destruídos e entulhados. Nos dias de hoje, encontram-se espalhados por diversos museus nacionais e por colecções particulares mas não há duvidas que foram um género de powerpoint do século XVII e XVIII e ensinaram ciência nos colégios jesuítas em Coimbra.

Referências, fontes e imagens

Em Lisboa, no que hoje é o Hospital de São José, funcionou, desde o século XVI e durante cerca de 170 anos, o Colégio de Santo Antão (pertencente também aos Jesuítas).
A “Aula Esfera”, do Colégio de Santo Antão, é criada, por ordem e poder real do monarca D. Sebastião, através do cardeal D. Henrique, com a condição que nela se lecionasse Matemática e matérias de desenvolvimento e aprofundamento científico.
Entre finais do século XVI e meados do século XVIII, a “Aula Esfera” foi a mais importante instituição de ensino e prática científica de Portugal, onde depressa chegavam, através da “rede de comunicação” dos Jesuístas, os estudos feitos em outras parte do mundo. A “Aula Esfera” teve um papel crucial no estudo da astronomia e cosmografia num país de navegantes. Por exemplo, em 1612, na “Aula Esfera” já se estudavam as leis de Galileu e construíam telescópio.
Durante o século XVII, a “Aula Esfera” teve em média 2000 alunos anualmente. Durante o seu período de funcionamento, cerca de 300 cientistas, 1/3 estrangeiros, e estudioso, alguns figuras proeminentes da época, lecionaram na “Aula Esfera”. É inegável a enorme importância da “Aula Esfera” no estudo das Ciências e das Matemáticas e do seu papel na história da ciência em Portugal.
A “Aula Esfera” também estava repleta de azulejos alusivos às matérias ali estudadas e abordadas, contendo várias referências à matemática e à astronomia. A “Aula Esfera” funcionava, no espaço que hoje é o auditório do Hospital de São José, vários azulejos emblemáticos das atividades desenvolvidos no Colégio de Santo Antão podem ser encontrados na Biblioteca do Hospital de São José. Azulejos muitos semelhantes podem ser encontrados, em Évora, nas salas de aula do Colégio Espírito Santo.

Para saber muito mais sobre a “Aula Esfera”, fontes e imagens

Cenas engarrafada, o peixe e o ambiente

1 milhão de garrafas vendidas por minuto em todo o mundo.
Das cerca de 16 000 mil garrafas produzidas por segundo, em 2016, mais de metade não forma recicladas e as que foram apenas 7% deram origem a novas garrafas.
A maioria das garrafas de plástico produzidas são depositadas em terrenos abandonados e/ou acabam por ir parar ao mar, entrando assim na cadeia alimentar; vários são os estudo científicos que comprovam que resquícios da sua composição vêm parar ao nosso prato quando ingerimos peixe.
Um estudo recente afirma que cerca de 1/3 do pescado, do Reino Unido, contém vestígios de microplástico. A European Food Safety Authority afirma ser urgente estudar os efeitos desta “nova ameaça” para a saúde humana.
As grandes marcas de bebidas recusam-se a usar plástico reciclável, porque a embalagem não é brilhante e totalmente transparente, o que pode mudar a perceção que o consumidor tem do seu produto e afetar as vendas.
A coca-cola é responsável por cerca de 1/5 de produção anual de garrafas.
A maioria das garrafas de plástico usadas são de água engarrafada, provavelmente, devido à procura de um estilo de vida mais saudável, à desconfiança da qualidade da água da rede e ao medo das águas contaminadas nos subsolos.
Uma garrafa de plástico demora cerca de 450 anos a decompor-se.
Os números e a realidade que transparecem podem ter este efeito avassalador, assim com a história da água engarrafada

Fonte

Brilliant

Brilliant – é um belo site repleto de desafios divididos em 12 tópicos das áreas da Matemática, Ciência e Engenharia! Bom para exercitar e entreter a mente, rever e aprofundar conceitos.
Subscrevendo, todos os dias, nos enviam um mail com um desafio (várias opções de resposta em que só um está certa) sobre qualquer um dos tópicos e, de tempos a tempos, os challenges do “Keep the streak alive!” que apresenta mais 5 problemas sobre um determinado tópico, acertando vai-se “subindo” de nível e passando aos problemas mais difíceis! Gosto muito, recomendo para “cabecinhas pensadoiras”!!!

Cosmos Discovery – A exposição

As várias missões, as cápsulas, os alimentos, os veículos lunares, os fatos dos astronautas, a sua “casa de banho”, a estações espaciais, a evolução da técnica e da tecnologia, os problemas técnicos, os robots de exploração, os vestígios dos meteoritos de marte (peso por grama entre 300 a 1000€), tudo isto e muito mais pode ser visto de perto nesta interessante exposição. São tudo réplicas, não se pode entrar nem tocar em nada mas fica-se com uma noção bem diferente e mais precisa do que é e envolve a exploração espacial, do espaço e de espaço. Gostámos e aprendemos muito. A “casa de banho” dos astronautas intrigou a pequenada mas onde vibraram mesmo foi na experiência de realidade virtual (não incluída no bilhete, 2€/pessoas  – 5 minutos) em torno da Estação Internacional Espacial.

Para terminar o dia, pequenada tomou de assalto o Maat que é 3 passos do Cosmos Discovery! Não visitámos mas é um espaço bem agradável à beira rio com uma estrutura…diferente, interessante!

Suspeito…

“Água suspeita” num fontanário em frente à Universidade da Beira Interior. Não bastava só o “Imprópria para beber” ou “Água não potável” para se perceber a mensagem. Numa das ruas principais da Covilhã, em frente à UBI, acho que merecia, sei lá, qualquer coisa mais científico que o título “Água suspeita”.

Jardins, praças e água de Lisboa

Fomos conhecer um pouco da história associada à água e aos jardins da 7ª colina do Jardim Botânico, ao jardim do Príncipe Real, do Reservatório da Patriacal, à galeria do Loreto e ao jardim de São Pedro de Alcântara. Muito interessante constatar que, no início do século XIX, Lisboa era uma cidade muito fechada, repleta de conventos e mosteiros, sem espaços de convívio público, onde eram raras as mulheres vistas a circular pela cidade, ruas não pavimentadas e com condições higiénicas duvidosas. Em meados do século XIX, tudo muda com a recolha do lixo, a pavimentação das ruas, nas fachadas dos edifícios predominam os azulejos dando um colorido diferente à cidade, tornando-a mais luminosa, a construção de jardins, verdadeiros locais de convívio público, onde ao centro existia sempre um lago, alimentado pela água canalizada, proveniente do aqueduto das águas livres, que circulava nas galerias subterrâneas (onde ainda hoje se podem observar as várias placas que indicam a direção das condutas de água).
Uma visita muito interessante com organização, em parceria, do Museu da História Natural e da Ciência e o Museu da Água.

Papilas gustativas

As crianças são muito mais sensíveis à diversidade de sabores dos alimentos que os adultos, entre outros fatores, porque têm um maior número de papilas gustativas. O número de papilas gustativas numa criança, num adulto ou num idoso não é igual, estas diminuem com o passar dos anos.
Aos 8 anos, uma criança tem, aproximadamente, 10 000 papilas gustativas, uma adulto de 50 anos tem cerca de 5000.
Talvez por isso, alguns idoso, percam o interesse pela comida e/ou sintam a necessidade de a condimentar mais. Pode também justificar o facto de algumas comida que não gostamos em pequenos, aprendamos a gostar, e muito, na idade adulta. Um exemplo que muito adultos referem como gosto adquirido só em adulto é as favas! É também uma facto que os bebés/crianças preferem os sabores adocicados, por se assemelharem mais ao sabor do leite materno, enquanto que os idosos preferem os sabores mais intensos, associados ao picante e ao sal.
Talvez por sentirem tão intensamente os sabores, os dois pequenos mais novos sejam o cargo dos trabalhos para comer mas sendo assim há esperança, é esperar que o tempo passe (muito dele à mesa, obviamente)!

Há tempos li, não me lembro bem onde, um artigo científico sobre esta questão e achei curioso mas foi o comentário de pimpolha mais velha ao encontrar a referência a isto no “Fantástico livro do corpo humano” que me avivou a memória. Recomendamos, a miúdos e graúdos, a leitura do Fantástico livro do corpo humano, de Adam Frost, é muito interessante, cheio de curiosidades, sentido de humor e ilustrações apelativas. Para os mais crescido, partilho um post sobre a alimentação e as crianças muito interessante!

Reações em cadeia

Decidimos dar uso aos cubinhos dos puzzles que havia cá por casa, aos elásticos, que nos restam da moda das pulseiras de elásticos, e à versão de pauzinhos de gelado para trabalhos manuais e fazer uma experiência de reações em cadeia. Simples e rápido de montar e a explosão, super rápida, arranca uns quantos “UAUUUU” e risos da pequenada e estimula a tentar novos “designs”, pequeno do meio teve umas quantas ideias. Inspirámo-nos aqui (mais uma excelente site de atividades para fazer com a pequenada)

E agora um vídeo mais profissional e em slow motion

“Era uma vez os inventores”

Da mesma coleção, e com as mesmas personagens, do “Era uma vez a vida” descobrimos, por mero acaso, o “Era uma vez os inventores”. Esta série é sobre cientistas e várias descobertas científicas importantes e é simplesmente excecional, sem entrar em grandes detalhes e pormenores técnicos e científicos, transmite na perfeição o conceito, o impacto e o papel de cada cientista e ou descoberta, situando-a no tempo e contextualizando a mesma. Recomendamos, temos todos, miúdos e graúdos, aprendido umas coisas, são 24 episódios desde as descobertas dos chineses, muita à frente no seu tempo, aos gregos, passando pelo Infante D. Henrique, Galileu, Leonardo Da Vinci, Newton, Einstein e muitos outros. Genial! Não me lembro nada destes episódios no meu tempo, foi pena! A pequenada adora! A série completa pode ser vista aqui

Invasoras

São originárias da Austrália, são bonitas, vistosas, cheirosas, amarelinhas, nesta época do ano, fazendo lembrar a ansiada chegada da primavera, adornam as nossas serras, as beiras das estradas e tudo o que possam povoar, são extremamente resistentes, mesmo ao fogo, enchem o subsolo de sementes, têm muitas raízes, não servem de alimento a nenhum dos nossos animais, não têm predadores naturais no nosso país, alteram o ph dos nossos solos, condicionando/impedindo as nossas espécies de vingar, é difícil controlar a sua “propagação” e muito difícil exterminá-las, são uma planta invasora, são uma praga, são as acácias e basta observar com atenção para perceber que elas estão por todo o lado!

Deitar peixinhos dourados pela sanita também pode criar sérios problemas/desequilíbrios no ecossistema!

Circuitos Ciência Viva

1 cartão, válido para 1 casal e filhos (menores de 17 anos), dá acesso aos 20 Centros de Ciência Viva do país, o número de vezes que se quiser, ao longo de 1 ano, pela módica quantia de 50€. O cartão tem um livrinho com itinerários cheios de sugestões de atividades  culturais, gastronómicas, desportivas, etc, de exploração da zona envolvente a cada um dos Centros de Ciência Viva com várias durações (meio dia, 1 dia ou dois dias), 18 circuitos, 54 percursos. Os circuitos estão disponíveis para consulta no site e também numa app para telemóveis, onde se pode ir registando a nossa exploração, guardar fotografias e responder a desafios.

Uma situação win-win, espero eu, os Centros de Ciência Viva recebem mais visitas, tornando-os ainda mais dinâmicos e viáveis, as famílias desfrutam e aprendem, com mais frequência, gastando menos dinheiro. 50€ é mais barato que visitar três vezes , o Pavilhão do Conhecimento (20€ é o preço do bilhete de família), sítio onde a nossa pequenada está sempre mais do que desejosa de voltar, podemos voltar as vezes que quisermos aos Centros de Ciência Viva da nossa preferência durante o ano!!! Ahhh e ainda dá direito a vales de desconto da Galp, na CP, na SATA e em outros 100 parceiros (Exemplos: Oceanário,  monumentos e unidades de alojamentos)

Já visitámos a maioria dos Centros de Ciência Viva mas face a esta inovação, a pequenada  da casa já está a fazer o programa dos Centros que deseja revisitar porque, nas suas palavras “São buéeee da fixes!”

O cartão pode ser adquirido online ou em qualquer Centro de Ciência Viva. Vamos lá? Nós vamos!!!!

Movimento Código Portugal

Uma ação de sensibilização das crianças, jovens e população em geral para a programação de computadores. Qualquer um pode participar, independentemente, da sua escola estar inscrita ou não.

É muito fácil: a atividade desenvolvida pelo Movimento Código Portugal é uma sequência de 10 problemas simples, pedagogicamente adaptados a cada um dos ciclos do Ensino Básico e disponibilizados de forma aberta na internet. Este evento permite aos participantes construir de forma divertida pequenos programas através da combinação de blocos simples de código. Estes comandam um monstro faminto e ajudam-no a chegar ao seu objetivo: iluminar uma árvore de Natal que poderá ver no Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva.

Aqui em casa, os nossos pequenos estão fãs depois de terem feito quase todos os tutoriais da Hour of Code, abraçaram este novo desafio, apesar da sua escola não estar inscrita. Pequeno do meio, já realizou os desafios para o 1º ciclo e adorou. Amanhã, é a vez da pimpolha mais velha tentar os do 2º ciclo!

Participem e divulguem. Vão ver que os pequenos vão gostar!

Minas do Lousal

Aproveitando esta bela promoção da Via Verde (pontos), fomos conhecer o Centro de Ciência Viva do Lousal, o Museu Mineiro e a Galeria Waldemar, recomendamos a visita guiada (sem custos adicionais).
O Centro de Ciência Viva está muito voltado para a pequenada e até tem uma “exploração” para mineirinhos, o que fez muita sensação por estes lados, para além das “experiências típicas”.

No Museu Mineiro, antiga central elétrica da mina, para além de toda a estrutura, maquinaria, utensílios, muito pesados, necessários para a  manutenção do espaço, maquetes da  mina e objetos relevantes para a época e atividade, podemos observar algumas maquetes, provenientes de uma universidade alemã, cedidas pelo IST ao museu, que reconstituem a estrutura das minas do século XIX/XX.

Na visita à galeria, fizemos um pequeno percurso terrestre passando pelos “edifícios” principais para o funcionamento à mina e ainda junto às lagoas ácidas, enquanto ficamos a conhecer a história da mina, a vida dos mineiros e da aldeia mineira do Lousal.
A Galeria Waldemar encontra-se a 30 metros de profundidade, mas nem nos apercebemos deste facto, e tem cerca de 300m de comprimento. Em busca de pirite, para extrair o enxofre e utilizar na produção de adubos químicos, a exploração chegou a ter galerias a 500m de profundidade; 1 ano e meio depois do fecho da mina, em 1988, todos as galerias ficaram submersas com exceção desta que era a que se encontrava mais à superfície, o que mostra a importância das bombas de extração de água que funcionavam em qualquer mina 24 sobre 24 horas. Conhecemos os paióis, onde eram guardados os explosivos, a Santa Bárbara, padroeira dos mineiros e presente à entrada de qualquer mina, o sistemas das chapinhas numeradas onde cada mineiro tinha uma, intransmissível, e devia colocá-la no chapeiro antes de entrar na mina e retirá-la no final do seu turno, era uma forma de controlar se todos tinham voltado em segurança do seu turno, caso contrário, alguém estava em apuros, um sistema eficaz que ainda hoje é usado nas minas. Alguns dados curiosos, a madeira de eucalipto que “sustenta” a estrutura da galeria ainda é a original; os ratos eram grandes amigos dos mineiros, estes alimentavam-nos, pois quando ouviam os seus “guinchos”, significava que estava prestes a ocorrer um desmoronamento, pois como estes circulavam, regra geral,  nas estruturas superiores da mina, começavam a sentir a compressão que anunciava uma derrocada.

Na década de 40/50, com a concessão da exploração da mina, a ser atribuída à família belga Velge, a mina do Lousal torna-se uma das mais modernas do país e as condições de trabalho e de vida dos mineiros melhoram consideravelmente. É criada, por Frédéric Velge, uma estrutura de apoio social à mina: uma escola, uma maternidade, um mercado, consultórios médicos, etc, a aldeia do Lousal nasce e gira em torno da mina e das suas estruturas. Nos tempos áureos, o Lousal chegou a ter 1350 habitantes, 800 dos quais trabalhavam na mina. As mulheres trabalhavam  à superfície, fazendo a selecção do minério extraído, pois, na época, havia a superstição de que as mulheres não podiam entrar/trabalhar na mina, sem que ocorressem uma série de desgraças. A escola d0 Lousal chegou a ser frequentada por cerca de 300 crianças. Dizia-se que as pessoas só precisavam de sair do Lousal para tirar o bilhete de identidade e para ser sepultadas. No Lousal, podemos observar também as diferenças de estratos sociais pela casa atribuída: nas mais pequeninas viviam os mineiros, depois havia a casas dos pessoal técnico (eletrcistas, etc) um pouco maiores, depois as dos engenheiros e a casa senhorial que pertencia ao diretor da mina.
Junto a algumas infraestruturas da mina ainda se sente o cheiro a enxofre, resultado de 100 anos de exploração e de uma escombreira enorme a céu aberto, que deu origem a um do maior problemas da zona, atualmente: a contaminação das águas do subsolo (em processo de resolução com a instalação de alguns tanques de purificação).
As minas do Lousal foram encerradas devido à inviabilidade económica da exploração: foram descobertas a céu aberto, na China, locais de extração de enxofre e, por outro lado, o enxofre passou a ser uma subproduto barato da exploração petrolífera, como tal deixou de compensar este tipo de extração bem mais dispendiosa. A nível social, o encerramento da mina foi um duro golpe para os habitantes do Lousal. Atualmente, vivem no Lousal cerca de 350 habitantes, a família Velge continua a ter a concessão de todos os terrenos do Lousal, todas as casas e estruturas pertencem, ainda, à família Velge. Uma nova dinâmica está ser construída no Lousal com a casa do Diretor da Mina convertida em turismo rural, a instalação do Centro de Ciência Viva, da Galeria e do Museu do Minério, um núcleo de artesanato e o Armazém (da mina) – um simpático e acolhedor restaurante com pratos alentejano onde ao fim de semana se pode ouvir, à hora do almoço, cantares alentejanos pela voz de grupo de ex-mineiros, que encantou pimpolha mais pequena.

Um dia muito bem passado, cheio de história(s) e experiências novas e divertidas que a pequenada apreciou à brava.

No regresso, parámos na pequena aldeia piscatória da Carrasqueira, perto da Comporta, para observar as suas casas típicas e os últimos raios de sol a incidir no seu belo porto palafítico.

Experiência colorida para fazer com a pequenada

Simples, rápida e que arranca uns quantos UAU´s à pequenada. Não tinhamos m&m´s, remediámos com o que havia cá por casa, minismarties: não têm cores tão garridas, como são bem mais pequenos, não provocam um efeito tão glamouroso como neste vídeo. É importante que a mesa não oscile, esta foi a parte mais dificil cá por casa, com a excitação “Quero ver melhor!” “Desvia-te, não estou a ver bem!”, não conseguimos evitar!

Material necessário
m&m´s
3 colheres de sopa de água bem quente

Experiência
Dispor os m&m´s, em círculo, juntinhos, num prato. No centro do prato, deitar a água quente. Aguardar uns segundo e observar!

Nota: Obrigada à prima G. pela sugestão 🙂

Bruxismo

Podia estar a referir-me a algo relacionado com o Halloween, uma vez que a febre já paira no ar mas não é de todo o caso, até porque não sou grande fã dessa americanice. O bruxismo é algo que se apodera do pequeno do meio de tempos a tempos, não, também não me refiro ao facto de andar sempre a fazer das suas. O bruxismo é o termo médico utilizado para designar o ranger dos dentes, muito comum nas crianças durante o sono (com maior ou menor intensidade, afeta cerca de 80% a 90% das crianças). Para saber mais consultar aqui.