Um castigo com frutos inesperados e surpreendentes

“O Robison Crusoé não é assim uma história que cative muito” diz pimpolha mais velha para excelentíssimo esposo.
“Como não? É tão giro, tem todos os elementos de uma boa história.” diz-lhe ele.
Pimpolha mais velha diz que não com a cabeça, assim como quem diz, não percebes nada disto e surpresa das surpresas pequeno do meio, o tal moço dos Legos e averso a leituras, intervém:
“A história é engraçada, eu também gostei!” afirma pequeno do meio convicto
“És mesmo parecido com o pai.” remata pimpolha mais velha, olhando para mim, mas eu estava centrada num outro ponto da conversa muito além da guerrilha do que é ou não um bom livro.
“Então e o que é que acontece na história do Robison Crusoé?” pergunto a pequeno do meio. Para meu espanto, e de todos os presentes, o moço começa a descrever com pormenor, tudo batia certo, e pensei “Oh lá, querem ver?”
“Como é que sabes isso tudo? Leste a história ou a mana contou-te?” pergunto-lhe
“Li o livro num dia que fiquei de castigo no quarto da mana. Sabes que três horas é muito tempo, tinha que arranjar alguma coisa para fazer, como a capa do livro me pareceu interessante, decidi lê-lo! É giro, eu gostei! Bem, quer dizer, houve umas poucas páginas que eu saltei quando aquilo não me estava a parecer muito interessante, não tenho muita paciência, mas gostei do livro, sim senhor!” esclarece-nos, sorrrindo, pequeno do meio com o seu ar condescendente ao género “Encaixem lá esta!”.
Excelentíssimo esposo ficou todo contente, pimpolha mais velha sentenciou “Vocês os dois não percebem nada de livros, é o que é!”.
Ocorreu-me apenas acrescentar, para pequeno do meio, “Tens que ficar mais vezes de castigo no quarto da mana assim sempre lês qualquer coisita” e pimpolha mais velha rematou com um “Tenho lá o livro “Piratas”” para ler no 2º período! Não me parece grande coisa mas tu e o pai devem gostar!”. Terminamos todos a rir e a pensar que há castigos que conseguem efeitos inesperados!

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O comentário do avô a “Leituras de casa de banho”

Merece ser registado o comentário maravilhoso que o avô, meu caríssimo pai, fez, no livro das caras, ao post “Leituras de casa de banho” sobre o facto da sua neta, pimpolha mais velha, ler os  livros que ele tem na casa de banho e sobre a mãe, eu, que antes de entrar para a escola já atirava umas para o ar a ver se colavam, eheheh, desde lá foi sempre a piorar, desconfio!

“Já me tinha acontecido a senhora que nos ajuda nas limpezas da casa perguntar: “depois de ler o livro tal pode emprestar-mo?” Normalmente, livro de mesa de cabeceira. Mas nunca me tinha passado pela cabeça que alguém prestasse atenção ao livro que está na casa de banho. São sempre livros que não exigem grande esforço (de leitura, entenda-se) e com cortes fáceis para não perder o fio à meada.
Nunca me passaria pela cabeça que a minha neta prestasse atenção aos livros. Mas, para mim, o mais delicioso é a argumentação dela. A mãe, se meter a mão na consciência, não terá grande autoridade para a repreender. Como em muitas outras matérias os pais limitam-se a «cumprir» o dever de ralhar, quando lhes apetece rir com o que a memória lhe oferece na ocasião. Neste caso, a mãe, antes de ir para a escola, já ia de livro para o café e justificava-se porque o pai e a mãe também iam. Assim começou a adquirir os primeiros livros. Mas o poder argumentativo depressa se estendeu a outros domínios. Numa ocasião, pedimos os nossos cafés e ela queria que lhe comprássemos pastilhas. Como pais, lá fizemos o discurso pedagogicamente correcto. “Não pode ser porque ….” e ela remata: “já tiveram o vosso prazer de beber café. Eu também tenho direito a ter o meu prazer. Quero uma pastilhas. O meu fica mais barato que o vosso!”

Wonderland

Tem uma pista de gelo enorme e ecológica mas que tem uma fila interminável de gente, desistimos logo à chegada. Tem dois carrosséis que segundo a pequenada “São giros mas isso é para bebés!”, a aldeia do Natal segundo eles “É assim fraquinha!”, tem um street food que lhes agradou com muitas possibilidade de escolha: telepiza, burguer ranch, cachorros quentes, pregos, crepes, tripas de aveiro, pipocas e algodão doce. As barraquinhas de artesanato não dizem muito à pequenada mas têm coisas engraçadas e típicas deste género de mercados de Natal. O que lhes encheu o olho e as medidas foi mesmo a roda gigante. Depois da barriguinha alimentada, com o nariz tipo rena Rodolfo, estava um frio de rachar, lá fomos dar uma volta na roda gigante (2,5€ por pessoa e a volta demora cerca de 3 minutos), a fila era grande mas despacha rápido, esperámos cerca de 15 minutos. Adoraram embora pimpolha mais pequena se tenha assustado um bocado “Isto abana muito” e lá no cima com pequeno do meio a fazer a coisa baloiçar de propósito para a atormentar, a rapariga ressentiu-se mas cá em baixo, já com os pés bem assentes no chão conclui “Foi bem fixe!”
Não sendo nada de especial e tendo muita gente, vale a pena dar lá um saltinho com a pequenada, eles gostam sempre!

 

Leituras de casa de banho

À hora da refeição, notando a ausência demorada e recorrente (nos últimos dias) de pimpolha mais velha, excelentíssimo esposo diz-me “Aposto contigo que pimpolha mais velha foi à casa de banho para ler!, ri-me e pé ante pé, fomos investigar e, pumba, verificou-se.
Apanhada em flagrante delito, a miúda justificou-se “Ó pá, não me digam nada! Eu não aguento, isto é tão emociante que eu tenho mesmo de ler isto, não posso esperar nem mais um minuto!” Então e que livros é que andam a captar de tal forma, que não pode esperar, o seu interesse: “A minha vida fora de série” de Paula Pimenta.
Sempre atenta às leituras que encontra, também nas casas de banho que não a sua, há tempos disse-me “O avô lê coisas estranhas! Sabes há sempre um livro na casa de banho na casa da avó certo? Então eu costumo lê-lo enquanto lá estou. Uma vez era um livro sobre Física, até percebi umas coisas. Depois apareceu lá um sobre Fátima, esse era estranho, não gostei muito! Também já li uns contos… ” E continuou a lista do que por lá tinha encontrado e lido e terminou assim “Eram todos muito diferentes… não percebi qual era o estilo de leitura do avô!”.  Leitura abrangente e diversificada!

Árvore(s) de natal

Ao tirar os enfeites de Natal dos sacos onde estiveram guardados desde o último Natal, pimpolha mais pequena exclama “UAU, que fixe! Temos tantos enfeites de Natal! Olha, muitos fomos nós que fizemos e são bem giros! O que é que vamos fazer este ano?”
“Pumba”, pensei, “Já foste!” ou como diriam os meus alunos “Caçadaaaaaa!”, uma pessoa não pode defraudar assim as expectativas da pequendada.
Enveredámos por decorar árvores de Natal cuja base é um cone de esferovite, uma com pedacinhos de cartolinas com padrões e outra com fita colas do Natal.
Pequenada aprovou e ficou satisfeita com o resultado. Elegeram como a mais gira, porque até brilha, a das fita colas, curiosamente, também é a mais rápida e fácil de fazer.

Hour of code

Sugestão da semana para crianças e adultos de todas as idades: vamos programar com a Hour of Code?
Experimentem, não custa nada, vão ver que os mais pequenos, assim como os adultos, apreciarão: é uma boa forma de passar um bom bocado utilizando as novas tecnologias, discutindo estratégias e soluções, umas mais elegantes ou práticas que outras, mas todas elas recorrendo a algo precioso que precisa de ser exercitado com frequências: as cabecinhas pensadoiras e não só as pontas dos dedos! Em alternativa às atividades do Hour of Code também têm as dinamizadas pela FCT no âmbito do Codemove Portugal que decorrem esta semana e tem o seu terminus dia 10, domingo, no Pavilhão do Conhecimento, com muitas atividades e workshops para os mais novos.
Give it a try and have fun. Enjoy :). Nós já experimentámos e ficámos fãs!

Diga?

Nos último tempos, sempre que chamava pimpolha mais velha, ela respondia-me, invariavelmente, “Diga?”.
A primeira vez não disse nada, mas pensei queres ver que agora tenho uma filha com tiques de tia de Cascais, à segunda comecei-me a irritar, à terceira não me contive “Diga???? Mas que raio, é diz, diz, DIZ!”.
Ela levantou as mãos, em sinal de paz, eu estava um bocadinho aborrecida, “Já percebi mas é por uma questão de respeito!. Expliquei-lhe, calmamente, “Minha linda, aqui e entre nós, o respeito não se mede, nem nunca medirá assim. Sempre foi diz e assim continuará a ser”.
Repetiu o “Diga?” muitas várias vezes e de todas as vezes reclamei, acho que rugi mesmo, e a rapariga lá interiorizou. Há pouco esclareceu-me, associou e fez o click ,”Os professores dizem que não devemos dizer “Hã?” mas sim “Diga?” , que é uma questão de educação e acho que me habituei”. Fiquei a olhar para ela estarrecida, pois também eu digo muitas vezes isto aos meus alunos, tomei nota, e rematei “Nunca falha se responderes apenas com um “Sim?””. A rapariga sorriu e disse “Bem pensado!”. Suspirei de alívio, afinal não era mais um dos seus tiques e/ou manias de adolescente rebelde, apenas uma grande interiorização de regras, ou assim eu espero…

Ursinho Paddington

A primeira vez que vi e ouvi falar do ursinho Paddington foi, há mais de uma dezena de anos, quando encontrámos uma loja e/ou banca já não me recordo, cheia destes ursinhos, em Londres, na estação de metro e comboio com o mesmo nome. Depois disso a pequenada cá da casa instrui-me sobre os seus desenhos animados e o filme e parece que o 2º filme vai estrear esta semana.
O autor, Michael Bond, das histórias que relatam as inúmeras aventuras e desventuras, deste simpático e bem educado ursinho, que adora marmelada e está sempre metido em sarilhos, apesar de se esforçar muito para fazer tudo bem, inspirou-se num ursinho que encontrou sozinho nas prateleiras de uma loja na estação de Paddington, na véspera do Natal de 1956 e que comprou para oferecer à sua esposa.
O ursinho Paddington é considerado um clássico na literatura infantil no Reino Unido, é um personagem muito estimada na cultura britância, foi o primeiro item/personagem de fição escolhida para atravessar o túnel no canal que liga o Reino Unido a França.
Inspirados no blogue Red Ted Art decidimos tantar fazer um ursinho Paddington e ficou tão fofinho!

Sons e recordações da minha infância

Concerto de ano novo foi a última vez que nos encontrámos, cada um muito bem acompanhado das suas caras metades e respetiva pequenada. Conversa puxa conversa e diz-me ele “Então e já ensinaste os teus filhos a cantar a Bicicleta?” ao que eu respondi “Já me ouviram cantá-la, inclusivamente, quando eram bebés e eu ainda não tinha o repertório que tenho hoje em dia mas ensiná-los, ensiná-los, não!”. Entre risos, diz-me “Isso é que é uma grande falha, como é que é possível? Tens que remediar isso!”. Lembrei-me então de perguntar, inocentemente, “Então e tu já a ensinaste aos teus?”. Ele olhou para mim, sorriu, e acrescentou “Agora apanhaste-me! Reparo agora nesta minha enorme falha. Também eu ainda não ensinei a música da Bicicleta aos meus!” Retruco “Bem, que grande falha senhor maestro!” e ele responde-me “Olha quem fala senhora solista”. E assim nos despedimos com mais um ano a começar e a promessa, não verbalizada, de cada um ensinar aos seus a famosa música da Bicicleta.
Quis o destino, e as voltas da vida, que só nos reencontrassemos volvidos 2 anos, e diz-me ele “Que grande murro no estômago me deste naquele dia mas fica sabendo que já ensinei a música da bicicleta os meus filhos!”. Ri-me retribuindo um “Eheheheh e eu aos meus!”.
Memórias felizes de tempos passados de pessoas que serão sempre importantes, uma referência, que acompanha determinada fase da nossa vida e por isso, não estando presentes, farão sempre parte das nossa vida e das nossas aprendizagens, porque nos viram crescer e que, por sua vez, também vimos crescer, quem recordamos com carinho e com quem é sempre um enorme prazer, por breves instantes, voltar a ter a idade que os meus pequenos têm agora, voltar a estar nos estrados do coro, repletos de malta fixe da minha idade, sempre pronta para cantar (e desafinar), num convívio animado e saudável e muito mais, sobre a batuta de um ótimo maestro, um tipo bem disposto, porreiro e que fazia umas funny faces a cantar (por causa da importância da respiração, disse-nos ele), que, para nós, do coro, é, e será, sempre o Miguel.
Ora então para recordar a música “Uma Bicicleta” pelas vozes desafinadas da malta cá de casa, (não estavas cá Miguel, foi o melhor que conseguimos!). Dedicado, em primeiro lugar, ao grande Miguel, à Rita e a todos os meus companheiros do orfeão pois juntos cantámos esta música vezes sem fim e a sua letra é, ou deveria ser, intemporal!

Se não me falha a memória, a letra da “bicicleta” foi escrita pela Rita Colaço, que também andava no coro, e musicada pelo Miguel, o nosso maestro, fazia parte do repertório de todos os concertos e a solista começou por ser, obviamente, a Rita.
A Rita que conheço desde pequena e que não vejo, se calhar, há mais de duas dezenas de anos (fogo que uma pessoa está velha), mas que, com 6 ou 7 anos, me lembro, enquanto brincávamos, de ouvir dizer, agarrada a um microfone que estava ligado a um leitor/gravador de cassetes (brinquedo muito à frente para a época), “Eu quero ser jornalista e vou ser, vais ver!”. Talvez, nessa idade, se sentisse inspirada pelas experiências piratas, e não só, do seu pai na área ou, porque afinal, corria e corre-lhe nas veias o mesmo sangue ou, simplesmente, porque sim ou porque quem sai aos seus não degenera.
A Rita correu atrás do seu sonho de menina e, hoje em dia, é uma jornalista da Antena 1 com vários prémios ganhos. A imagem que retenho dela será sempre a da menina de microfone em riste que queria ser jornalista, que escreveu/cantou a Bicicleta e das brincadeiras com ela e com o João enquanto os nossos pais conversavam animadamente (o 1º sonho, doce de natal, que comi e apreciei foi na casa dos seus pais, ele há coisas e memórias, senhores!)

“Uma bicicleta
para qualquer miúdo
pode não ser nada
mas para mim é tudo

Pela estrada fora
sempre em linh reta
quem é que não gosta
de uma bicicleta”

Espaço Dòing

Dòing é o nome da Oficina Aumentada que podemos encontrar em alguns Centros de Ciência Viva (o 1º sítio onde vimos foi no Expolab e depois no Pavilhão do Conhecimento) que, rapidamente, se tornou num espaço de eleição para a pequenada da casa.Não é uma exposição, é um espaço DIY (do it yourself), é um espaço criativo e experimental onde a ideia é criar algo que funcione.
Há para todos os gostos: construir circuitos elétricos que acendem luzes, rodam motores, acionam campainhas; construir objetos que voem num túnel de vento, numa parede vertical construir com tubos, funis, colher de pau, molas, pauzinhos, um caminho para o berlinde chegar ao chão, construir aviões de papel aerodinâmico, construir acessórios com sacos de plásticos, construir uma máquina de fazer rabisco são apenas algumas das coisas que se podem por lá encontrar.
“Isto é tudo muito difícil, não consigo fazer nada!” disse, muito aborrecida, pimpolha mais pequena, ao fim de 10 minutos, na nossa 1ª incursão num espaço Dòing, ao ver os manos superentusiasmados cada um com o seu projeto mirabolante em curso. Da experiementação, à descoberta e à criação: o processo nem sempre é simples nem linear, apresenta muitas vezes constrangimentos e complicações, é preciso não desistir, ajustar, tentar de novo e voltar a falhar e quando, finalmente, se consegue, é uma verdadeira vitória, celebrada aos pulos e aos gritos, foi esta a lição que pimpolha mais pequena aprendeu naquele dia e todos os que navegam pelo mundo das ciências sentem ou sentiram a sua dificuldade em determinados momentos, faz parte do processo. Escusado será dizer que tivemos que arrancá-los, literalmente, do espaço Dòing, para conseguirmos ver o que nos faltava do Expolab!
Passem por lá, experimentem e não desistam à primeira, faz parte do processo de criação e do método científico! Seguem-se algumas fotografias do Espaço Dòing no Expolab, as do Pavilhão do Conhecimento podem ver aqui

O presépio

Pimpolha mais pequena sentou-se no chão, contemplando a árvore de natal e o nosso presépio, de folha e lápis na mão e disse “Vou desenhá-lo”. Ao fim de algum tempo já estava deitada e ia dizendo “Está a ficar horrendo, mesmo horrendo!”, decidimos, todos, não importuná-la na criação da sua obra, não espreitando nem opinando.
No final, estava orgulhosa, do altos dos seus 6 anos, quando conclui o desenho, e deu-nos a conhecer a sua legenda “Os reis magos estão pequeninos porque ainda vêm muito longe e ao seu lado estão os presentes deles. O menino Jesus também ainda não devia estar lá porque ainda não nasceu mas pronto! Tás a ver o quadrado onde desenhei o burro e a vaca? É o curral!”.
Dezembro, o mês do Natal, chegou, que seja um mês aconchegante e sem surpresas!

“Se eu fosse…”

Pimpolha mais pequena a completar uma ficha de TPC  que se intitulava “Se eu fosse…”, rapariga preencheu-a da seguinte forma:
“Se eu fosse um animal seria uma borboleta”
“Se eu fosse um desenho animado seria a Minnie”
“Se eu fosse uma cor seria cor de rosa”
“Se eu fosse um planta seria uma papoila”
“Se eu fosse um brinquedo seria um livro de desenhar/pintar com lápis de cor”
E a cereja no topo do bolo e bastanta reveladora da personagem
“Se eu fosse um instrumento musical seria um microfone”
Bate certo, sim senhora! Confrontada com o facto de o microfone não ser um instrumento musical a sua reação foi “Ok, vou apagar o desenho mas é que era mesmo um microfone! Hummm… então pode ser a flauta mas não sei se a sei desenhar!”

Achando curioso este TPC e os seus resultados, decidi estender o questionário aos manos. Pequeno do meio respondeu assim
“Se eu fosse um animal seria um tigre”
“Se eu fosse um desenho animado seria uma tartaruga ninja”
“Se eu fosse uma cor seria verde”
“Se eu fosse um planta seria uma romanzeira”
“Se eu fosse um brinquedo seria um Lego”
“Se eu fosse um instrumento musical seria uma guitarra de rock”

E estas foram as resposta de pimpolha mais velha
“Se eu fosse um animal seria uma raposa”
“Se eu fosse um desenho animado seria a Alice no País das Maravilhas”
“Se eu fosse uma cor seria roxo”
“Se eu fosse um planta seria uma cerejeira”
“Se eu fosse um brinquedo seria um livro interessante”
“Se eu fosse um instrumento musical seria um piano”

Giro, giro, foi que eles não ouviram as respostas uns dos outros mas, no final, todos quiseram saber as respostas dos manos. Sorriram, acharam engraçadas as suas respostas mas não pareceram surpreendidos, com se estivessem a confirmar apenas as suas suposições, não deu aso a comentários parvos e depreciativos, como por vezes acontece e gostaram, verdadeiramente, do “Se eu fosse…”. Curioso, muito curioso isto… nem tudo vai “mal” no reino desta pequenada!

Pimpolha mais velha e a dança

“Estou a gostar bué de Educação Física! Estamos a fazer dança! Mas devo ser da únicas, eles gostam é de jogar futebol!” diz pimpolha mais velha
“Então e que danças andam a aprender? É a pares?” pergunto eu
“Claro que não, é cada um por si! Isso de dançar a pares é bem podre. Fogo, chegou-me o ano passado e no 4º ano. Detestei! Tinhamos que dançar com um rapaz. Meu Deus, nem gosto de me lembrar. A professora, no 4º ano, achou tão engraçado que até fez um filme!”
“Olha que pena, nós nunca termos visto esse filme! Devia ser bem giro!” acrescentamos, nós, os adultos
“As professoras acharam mesmo hilariante, já nós, nem por isso, aquilo era grande seca!” esclarece ela
Prossiga a dança que desconfio que, em breve, será bem diferente a sua perspetiva sobre a temática. Just saying…

Animais feitos com jornal

Inspiradas nos “Big trash animals” de Bordalo II e na sua exposição Attero, decidimos, eu e pimpolha mais nova, fazer uns small animals com jornais velhos, copiando as ideias que encontrámos neste blogue (cheio de coisas giras para fazer com a pequenada).
Começámos muito bem as duas, terminámos comigo a trabalhar e pimpolha mais pequena a tratar de muitos assuntos em simultâneo, a mandar bitaites de braços cruzados, dando uso ao seu olho clínico, enquanto dizia “Está giro mas ainda falta…”. Esta miúda é muito forte!

Obras dos artistas da casa

Pimpolha mais nova parece ter feito o click no que diz respeito à junção letras e à leitura de sílabas e palavras, ao fim 2 meses no 1º ano, as vogais, os ditongos e meia dúzia de consoantes aprendidas, é vê-la com um papel na mão a tentar escrever palavras que se lembra.
No outro dia queria escrever abacaxi, fruta que estava a comer, mas que ainda não aprendeu nenhuma das consoantes que compõe a palavra, pormenores, mesmo assim aquilo até lhe correu relativamente bem, a miúda anda francamente entusiasmada :). Depois contempla-me com estes belos e maravilhosos miminhos poliglotas. Passo a traduzir, melhor a elucidar: 1º A LAVO – traduzindo I love you e por baixo deve ler-se Amo-te. No 3º, caso não tenham percebido, Atortete – quer dizer adoro-te. A miúda tem potencial, reparem na evolução, ó fazzzz favoreeeeee 🙂

Depois temos pequeno do meio na sua especialidade, que mais parece uma obsessão nos últimos tempos, Legos por todos lado e a toda a hora, colocando-a em uso para outros fins, os carinhosos! O artista realçou ainda, na 2ª imagem “Reparam ali, somos nós a dar as mãos (a “faixa”)! Bem giro, hã?”! Sempre modesto este miúdo!

Pimpolha mais velha encontrou uma nova área de interesse e são vários os porta chaves e obras de arte com que me, e nos, presenteia e há sempre um, ou vários, trabalhos em curso.

Cenas e coisas que retratam bem as suas diferentes personalidades e interesses. Sempre engraçado constatar, e não esquecer, os tais pormenores de grande importância!

Ainda bem porque o mundo é grande!

“Então onde é que querem ir nas próximas férias de verão?” pergunto, auscultando a malta.
“Aos Açores!” respondem, simultaneamente, pimpolha mais velha e pequeno do meio.
Sorrio, pensando “Ora aí está, quase no ponto!”, relembrando a sua reação, não muito positiva, no ano passado quando decidimos ir aos Açores.
Pimpolha mais velha apercebendo-se da minha reação, sorri, arqueando as sobrancelhas, que uma pessoa não pode dar parte de fraca, acrescentando “Quer dizer tinhamos pensado que era giro ir aos Açores mas o Algarve também é muito fixe!”.
Pequeno do meio diz que sim com a cabeça dando o seu assentimento.
Pimpolha mais pequena segue, tipo bola de pingpong, a conversa, esperando, como é seu hábito para ter a última palavra, ao género de sentença.
“Acho que podemos ir conhecer as outras ilhas mas quero sempre passar por São Miguel!” diz pequeno do meio. Esta ideia esteve sempre subjacente em conversas anteriores, que o ouvi a ter, com a mana mais velha sobre as férias.
“Então parece que está decidido, Açores será!” rematamos nós, os adultos satisfeitos.
“Pode ser” diz pimpolha mais pequena, na dúvida se acrescenta mais qualquer coisa mas face ao “Yeah!” dos manos mais velhas, queda-se muda (eheheh!)

Pequeno do meio – o realizador!

Um “filme” da Lego, ao género polícias e ladrões, concebido e realizado por pequeno do meio (tudo, tudo da sua autoria). Vá, precisa de treinar a focar as fotografias mas para uma 1ª tentativa não está mau mas, mais importante que tudo, foi o que o moço se divertiu e o orgulhoso que ficou.

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Angry Birds no Pavilhão do Conhecimento

A nova exposição dos Angry Birds, no Pavilhão do Conehcimento, foi, talvez, uma das atividades que a pequenada mais apreciou nos últimos tempos, de 1 a 10, os três deram dez, já os adultos acharam engraçado mas esperavam mais (gente exigente esta, pensando talvez na física envolvida: direções, trajetórias, forças, etc.). Com a emoção e a atividade nem houve tempo para tirar grandes fotografias.
Fica a sugestão para uma tarde fria e chuvosa (venha ela e rapidamente que bem precisamos), os pequenos estão desertos de voltar e como temos o cartão Circuitos Ciência Viva , desconfio que em breve, não nos escaparemos lá estaremos.

Pegadas na areia

Pimpolha mais velha vinha muito entusiasmada da catequese, aliás como é seu hábito. Trazia na mão um marcador com um texto e dizia a moça “Este texto que lemos hoje, é tão mas tão bonito! Adorei, gostei mesmo bué! Ora lê lá!”
Não sendo bem o meu género de literatura, o texto é efetivamente bonito e profundo.
Para que pimpolha mais velha não se esqueça dele, caso um dia lhe venha a ser “útil”, sendo que agora se encontra na sua mesinha de cabeceira, cá fica.

PEGADAS NA AREIA
“Sonhei que estava andando na praia
com o Senhor
e no céu passavam cenas de minha vida.
Para cada cena que passava,
percebi que eram deixados dois pares
de pegadas na areia:
um era meu e o outro do Senhor.
Quando a última cena da minha vida
passou diante de nós, olhei para trás,
para as pegadas na areia,
e notei que muitas vezes,
no caminho da minha vida,
havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu
nos momentos mais difíceis
e angustiantes da minha vida.
Isso aborreceu-me deveras
e perguntei então ao meu Senhor:
– Senhor, tu não me disseste que,
tendo eu resolvido te seguir,
tu andarias sempre comigo,
em todo o caminho?
Contudo, notei que durante
as maiores tribulações do meu viver,
havia apenas um par de pegadas na areia.
Não compreendo por que nas horas
em que eu mais necessitava de ti,
tu me deixaste sozinho.
O Senhor me respondeu:
– Meu querido filho.
Jamais te deixaria nas horas
de prova e de sofrimento.
Quando viste na areia,
apenas um par de pegadas,
eram as minhas.
Foi exactamente aí,
que te carreguei nos braços.”
Margaret Fishback Powers

Charlie Brown e o cancro

Vídeo que me foi dado a conhecer pela pequenada da casa, que, por sua vez, lhes foi mostrado pelas suas professoras, na semana em que a sua escola recebeu uma menina com leucemia e “careca”.
Um vídeo que vi outra mãe, cujo filho também teve leucemia, elogiar, e enaltecer a ideia das professoras, e recomendar vivamente para intorduzir o tema entre as crianças.
Trouxe-me à memória, uma entrevista interessante que li, no verão, com o presidente da liga portuguesa contra o cancro em que este referia, resumindo por palavras minhas, algo do género: é preciso acabar com este preconceito, estigma e negativismo em relação ao cancro, é uma doença cada vez mais comum e que tem de ser encarada como outra qualquer, e há outras doenças complicadísimas e não tão estudadas; muito se evolui e descobriu nos últimos tempos, a tecnologia aliada à investigação tem produzidos resultados e avanços fantásticos, são conhecidas muitas formas de cancro perfeitamente curáveis e/ou tratáveis. Essencialmente, as pessoas têm que aceitar, com “normalidade” a doença, pois é um facto que 50% desta nova geração vai ter uma ou outra forma de cancro contra os 25% de afetados na geração anterior.