#Mais de quarenta

A mulher, a passagem dos anos, a idade, a imagem, a beleza, e o que realmente é esta amálgama de coisa que muitos mulheres têm alguma dificuldade em (di)gerir, é o que procuram mostrar e desmitificar estes retratos de mulheres com mais de quarenta – um projeto de Cristina Nobre Soares e Mário Pires.

Dedicado a todas a minhas amigas quarentonas :), em breve, vos apanho, não temeis, bem com a todas as mulheres!

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Outono

Um outono invulgarmente quente e incendiário!
Um país que acima do Tejo ardeu praticamente de lés a lés, entre junho e este negro fim de semana de outubro.
Um tempo pautado por muita falta de tento na língua, sentido de oportunidade, bom senso, racionalidade, responsabilidade e sensibilidade a quem lhe compete e, por outro lado, uma sede de “sangue” que não compreendo, no imediato, que vantagens trará para os principais visados, os que tudo perderam e se veem rodeados de nada, para além do negrume e das cinzas, e para restabelecer as nossas florestas e evitar novas desgraças!
Sim, o sistema voltou a falhar, os meios voltaram a ser poucos e sabia-se que o risco era elevado! Se deveria ter acontecido depois do que se verificou em Pedrogão, Mação e por aí em diante, certamente que não!
Quatro meses decorridos, o que teria sido possível mudar naquilo que falhou em Pedrogão? E atenção ao verbo que utilizei: “teria sido” e “não deveria”, que faz toda a diferença.
Para tudo, há burocracias, contratos, concursos, protocolos, prazos, interesses e cenas e coisas a cumprir. Infelizmente, a máquina estatal é lenta, disso eu tenho a certeza! Mas fico contente, por a ignorância ser apenas da minha parte, porque todos parecem saber o que poderia ter sido feito em 4 meses, em cá acho que tenho apenas uma pequena noção do que deveria ter sido feito!
Um dos melhores apontamento, para todos nós, sobre este negro verão/outono.

“Quando é que foi a última vez em que repararam naquele eucaliptal a caminho da terra dos vosso pais? Sim, aquele aonde não levam os miúdos por estar cheio de mato, que eles ainda se aleijam e sujam todos. Quando é que foi a última vez que apanharam pinhas em vez de as comprarem no supermercado? Quando é foi a última vez que sentaram à sombra de um carvalho? A floresta faz muita decoração, é verdade, o verde enche muito olho, é ele e o azul do mar. Diz até que faz bem ao ar que a gente respira. Mas precisa que se torne parte da nossa vida para que possa existir. Sem isso é coisa para arder facilmente.”
Cristina Nobre Soares

Catequese e as cadernetas de cromos

Todos muito compenetrados e afinadinhos na missa de acolhimento da catequese mas o melhor estava para chegar.
No final, senhor padre dá vários recados ao (in)fiéis: a catequese não tem como função ocupar as crianças ou ser um espaço de babysitter, as catequistas desempenham o seu papel voluntariamente em prole da formação de uma nova geração cristã, não sendo por isso criadas dos papás ou de estar sujeitas aos seus desejos e horários, a catequese é para frequentar com assiduidade e não só quando se encaixe nas milhares de afazeres das crianças de hoje em dia. O discurso deixou parte da plateia adulta estupefacta e eu pensei “Dá-lhes com força que ainda mexe!”. A pequenada não mostrou sequer ter ouvido as suas palavras de tão a leste do paraíso que estavam mas o brilho e entusiasmo voltaram de imediato quando o senhor padre anunciou “Este ano, na catequese, vamos ter uma caderneta de cromos. Hoje vão receber todos 3 cromos e, ao longo da vossa caminhada, irão recebendo os restantes!”.
Foi vê-los a correr para o altar, de mãos estendida, para receber a caderneta e os 3 cromos do dia.
Riu-me, ao ouvir uma mãe atrás de mim dizer “Oh não, agora que acabámos a do Pingo Doce, começa a saga de nova, agora com os da catequeses!”.
Pensando cá para mim”Tempos modernos estes em que até na catequese há cromos. É capaz de ser bem eficaz para angariar seguidores assíduos. Desconfio que só vai fazer a 1ª comunhão quem tiver a caderneta completa! Será que há cromos repetidos? Quais serão os cromos difíceis?” Tudo um novo leque de perguntas e interpretações me suscita esta caderneta da catequese, à qual, devo confessar, estou a achar um piadão, é capaz de nos ensinar coisas bem interessantes, não necessariamente, as pensadas pelos seus criadores e pelo Criador.
Uma caderneta de cromos a guardar religiosamente, no verdadeiro sentido da palavra!!!

!

Do que se alimenta o Facebook?!

Sempre que a minha veia da escrita não está devidamente oxigenada, os senhores do facebook enviam-me um mail, de incentivo, para que a máquina comece a bombear devidamente, porque afinal há gente que gosta da página e está à minha espera!
Este é o segredo desta, e, provavelmente, de muitas outras redes sociais, fazer-nos crer que somos importante e que o que partilhamos é de extrema relevância para os outros, alimentar-nos o ego, portanto… só que não!
Somos realmente, não virtualmente (aí são às centenas), importantes para uma pequena minoria, certamente, suscitaremos a curiosidade, boa, má e invejosa, de alguns com os conteúdos que partilhamos, daí a ser relevante, vai um grande passo! Mas lá que estes senhores têm a máquina bem oleada e a psicologia toda, lá isso têm!
Nunca deixa de me admirar e assustar, o poder astronómico desta máquina e dos seus post patrocinado, parece que foi assim que o Trump conseguiu ganhar as eleições (um artigo muito interessante “Facebook wins, democracy loses”) e quem o tenha tentado também por cá nas autárquicas. Uma cena perigosa esta… nunca esquecer!
Estão pensando, sim mas resultou, o facebook encheu-te o ego! Publicaste! Ganhou! Só que não… E quem pensar que sim, desconhece por completo o que me inspira e move estes blogue, independentemente de gostar da página e ser meu amigo no facebook, hilariante e caricata esta era global, não?!!!

Extinção por falta de sexo?!!!

No Japão, um elevado número jovens não mostra grande ou qualquer interesse em relacionamentos, intimidade e sexo – dizem não ser uma prioridade, é uma escolha de vida consciente. O Japão tem uma das mais baixas taxas de natalidade de natalidade do mundo, aliado a esta forma de ser e estar das novas gerações, é coisa para se tornar uma  verdadeira preocupação social, dentro em breve, para aquelas bandas, digo eu!
Na América, os estudo dizem que os jovens fazem 6 vezes menos sexo do que os nascido na época de 30. Razão: a falta de tempo e o entretimento proporcionado pelas redes sociais e afins. Há ainda quem diga que desde que o iphone saiu, em 2007, modificou muito, e radicalmente, o relacionamento e interesse dos jovens e o intitule de – o destruidor de uma geração
Há ainda quem coloque a pertinente questão “Quem é o seu amante?” porque é preciso namorar a vida e, não necessariamente, passar a vida a namorar.
Cada fação terá a sua teoria, provavelmente, todas com alguma razão. O segredo e a resposta, a esta, como a outras questões, deve estar no meio termo, desconfio.
Face a tudo que li e citei anteriormente, assola-me apenas uma dúvida simples: caminharemos para uma extinção natural da raça humana, muito antes do previsto por todas as teorias do aquecimento global, previsões da ciência e afins, por uma decisão consciente dos ritmos e estilos de vida moderna (seja isso lá o que for)? Ah, espera, lembrei-me agora, teremos sempre a África e a Índia, onde tudo flui ao ritmo do costume, e de antigamente, que se conservem, e nos conservem, assim!

 

 

Contos de fadas – algumas questões pertinentes!

Nas férias, li um excelente artigo sobre os contos de fadas que levantava uma série de questões bastante pertinentes.
“Porque razão há tão poucas mães nos contos de fadas?” – uma excelente questão que nunca me tinha ocorrido. Ainda mais estranho parece, agora que penso nisso, sabendo que naquela época, a dos contos de fadas, eram as mães as grandes contadoras de histórias e responsáveis pela educação dos filhos.
Os contos vão sendo contados e repetidos de geração em geração, alguns com centenas, milhares de anos, e embora as histórias não sejam reais, há sempre alguma verdade ou mensagem subjacente aos mesmos, um facto aceite e reconhecido por crianças e adultos. Segundo a autora, dado a “antiguidade” dos contos de fadas, há poucas mães, nos mesmos, pois os tempos não eram fáceis para as mulheres (as doenças, os partos, a violência, as violações, etc) e as mães estavam a preparar os filhos, mais precisamente as filhas, para a possibilidade de terem de viver sem ela e alertar/preparar para as dificuldades e dissabores presentes na vida de uma mulher, na eventualidade, de estas as virem a afligir também a elas. E, em certa medida, estes avisos ainda fazem algum sentido e são verdadeiro segundo a autora porque, às vezes, o lobo aparece sem ser convidado, bonito e perigoso, e o mundo, as pessoas, a vida nem sempre são um conto de fadas, é preciso estar alerta e conhecer os perigos!
Termino com uma citação da autora bastante reveladora e com a recomendação de leitura pois o artigo é muito, muito interessante.

“I’ve been asked in interviews, in classrooms and by audiences, if I think fairy tales are feminist. I think they are, but not by our modern definition of feminism. Traditional fairy tales were created long before any such notion existed, and I’d say they help women, rather than lift up women. They warn, rather than extol. They’re useful, which is a much older kind of feminism.”

 

Amigos amigos, telemóveis à parte!

Durante um jantar entre amigos de longa data, um deles refere que os telemóveis são as nossas caixas negras, que “guardamos” tudo lá dentro, observação refutada pela maioria dos presentes. Então este sugere que todos coloquem os telemóveis em cima da mesa de forma a partilhar com todos, falando e lendo em alta voz todas as chamadas e mensagens que cheguem para cada um.
O resultado foi surpreendente pois afinal… todos temos segredos e o telemóvel, efetivamente, “esconde” muitos deles, os nossos amigos nem sempre são aquilo que parecem ou nos fazem crer!
Vale a pena ver, rir e meditar. O nome deste filme traduzido à letra é “Perfeitos estranhos!”, diria muito adequado… indeed!
O trailer em baixo e o filme completo aqui.

A Mafalda sabe!

Ao observar a encomenda, e o tamanho do caixote, que continha os livros escolares da pequenada, para este ano letivo, ocorreu-me logo esta tira da Mafalda. Não é brincadeira: 14,6kg de livros! Em contas redondas dá cerca de 5kg de conhecimento para cada um dos pequenos… e 15 metros de papel autocolante para proteger tanto conhecimento.

O impacto ambiental da forma como escolhemos secar as mão

Árvores versus brisa. Muito interessante, vale a pena pensar nisto! Mãos ao ar e ao vento, expostas e secas pelos elementos da natureza.
Encontrado na casa de banho do Centro de Investigação e Monotorização das Furnas ao lado do secador de mãos.

Porrajmos

Um livro que li, recentemente, chamou-me a atenção para alguns dados sobre a II Guerra Mundial que nunca antes tinha relacionado: ciganos e os nazis. Estranho? Pois parece que não, os ciganos foram perseguidos pela polícia nazi, proibidos de deixar os seus acampamentos, utilizados como escravos em várias indústrias alemãs, remetidos para campos de concentração e as suas câmaras de gás, cobaias em experiências científicas, desterrados para locais sem qualquer hipótese de sobrevivência, vítimas de ações de extermínios/fuzilamento em antigo território soviético. Antes do regime nazistas, já havia algum preconceito legislado contra a sua etnia: proibidos de casar com elementos da raça ariana, esterilizados para não se poderem reproduzir, entre outros.
A população de ciganos, na Europa, antes do início da Guerra, estima-se que fosse cerca de 1 milhão , teram morrido, durante a II Guerra Mundial, cerca de 500 000 a 600 000 ciganos.
Porrajmos é a palavra, em romani, que designa o extermínio de ciganos levado a cabo pelos nazis.
Devo ter estado muito distraída nas aulas de História ou então não nos me contaram a história toda. São estas, e outras, histórias que nos ajudam a ver sobre outro prisma a história e o viver de um povo.

Sala de 1º ano – outra perspetiva

A maioria dos meninos têm um banquinho para colocar os pés, pois não chegam com eles ao chão e os estudos indicam que é mau para a postura e concentração. Esta é a uma perspectiva da sala da pimpolha mais pequena. Tendo em conta que apenas 6 ou 7 não usam o banquinho, surgem-me algumas questões: “Estarão as carteiras e cadeiras mal dimensionadas?”, “Serão as crianças, destas sala apenas, mais pequenas do que a maioria?” ou será que “Começam esta fase cedo demais?”. Ou um misto das três? Tendo em conta que pimpolha mais velha decidiu que precisava de um banquinho e é percentil 95% na altura, das duas uma, ou há aqui algo profundamente mal dimensionado ou a rapariga não quis fugir à regra e adotou o banco! Dá que pensar…
Nota: Ao fundo vislumbram-se as famosas caixas transparentes e os maravilhosos dossiers verdes claros (lado direito) – a uniformização em todo o seu esplendor!!! Lado esquerdo, a explosão de cores e diversidade de dossiers – são os da disciplina de Inglês!!!

#Luso por ti

Bebendo uma água do luso para matar a sede num dia quente diz-me a mãe “Já reparaste na frase que está na tua garrafa? Todos têm e são sempre engraçadas!”. E, foi assim, que eu e pimpolha mais velha encetámos, literalmente, uma caça às frases #Luso por ti, fomos alvo, diz excelentíssimo esposo entre risos, de alguns olhares estupefactos de malta que ao vermos, no supermercado, virando garrafas pensou de certeza “Mas o que é que elas tanto observam e viram garrafas de água!”. São inúmeras frases “Bem giras!” diz pimpolha mais velha, não poderia estar mais de acordo! Curiosamente, constato que poucas são as pessoas que reparam nas frases e quando espreito e lhes chamo a atenção todas sorriem! Olhai, pois então, para o rótulo das vossas garrafas de àgua do luso com olhos de ver outros olhos e sorriam que faz bem à alma e aos músculos faciais! Uma pequena amostra do que nos fez sorrir mas há muitas mais!

Azulejos didáticos

Supõe-se que, provavelmente, eram centenas, embora apenas se conheçam 23, datam de meados do século XVII, feitos em Portugal, contém proposições e demonstrações matemáticas contidas nos primeiros livros dos Elementos de Euclides e “ilustradas e reproduzidas” por Tacquet (padre jesuíta). Tudo indica que estiveram expostos em salas de aula de matemática num colégio da Companhia de Jesus (jesuíta), de Coimbra, por volta de 1692 até 1759 (ano em que os jesuítas foram expulsos de Portugal).
No século XVI e XVII, houve bastantes Jesuítas, espalhados pelo mundo, com um papel importante no estudo da Matemática e da Ciências mas, em Portugal, (pre)dominava a corrente filosófica. Talvez este facto esteja na origem das indicações do Geral da Companhia de Jesus, Tirso Gonzales, que, em  1692, enviou para Portugal as Ordenações para estimular e promover o estudo da Matemática na Província Lusitana, onde se pode ler:

“Quinto: Procurem primeiro os Superiores dos colégios de Coimbra e Évora que cada um dos nossos filósofos tenha necessariamente para seu uso os seis primeiros livros dos Elementos de Euclides que contêm os elementos de geometria plana. São muito convenientes os que compôs o P. Andreas Tacquet […]. Na escola, ou em qualquer outro lugar destinado às demonstrações deve ser exposto um quadro das figuras principais, maior e mais amplo, que será comum a todos, e a que se deve adaptar um compasso para a demonstração das figuras […].”

Declarações que podem estar na origem, justificar a existência e os fins a que se destinavam estes azulejos, os azulejos que ensinam, ou didáticos como ficaram conhecidos. Os azulejos didáticos foram “eliminados” das salas de aula com a Reforma Pombalina, altura em que surgiu, em Inglaterra, uma outra edição dos Elementos de Euclides, com figuras e construções diferentes das de Tacquet, tendo muitos deles sido destruídos e entulhados. Nos dias de hoje, encontram-se espalhados por diversos museus nacionais e por colecções particulares mas não há duvidas que foram um género de powerpoint do século XVII e XVIII e ensinaram ciência nos colégios jesuítas em Coimbra.

Referências, fontes e imagens

Em Lisboa, no que hoje é o Hospital de São José, funcionou, desde o século XVI e durante cerca de 170 anos, o Colégio de Santo Antão (pertencente também aos Jesuítas).
A “Aula Esfera”, do Colégio de Santo Antão, é criada, por ordem e poder real do monarca D. Sebastião, através do cardeal D. Henrique, com a condição que nela se lecionasse Matemática e matérias de desenvolvimento e aprofundamento científico.
Entre finais do século XVI e meados do século XVIII, a “Aula Esfera” foi a mais importante instituição de ensino e prática científica de Portugal, onde depressa chegavam, através da “rede de comunicação” dos Jesuístas, os estudos feitos em outras parte do mundo. A “Aula Esfera” teve um papel crucial no estudo da astronomia e cosmografia num país de navegantes. Por exemplo, em 1612, na “Aula Esfera” já se estudavam as leis de Galileu e construíam telescópio.
Durante o século XVII, a “Aula Esfera” teve em média 2000 alunos anualmente. Durante o seu período de funcionamento, cerca de 300 cientistas, 1/3 estrangeiros, e estudioso, alguns figuras proeminentes da época, lecionaram na “Aula Esfera”. É inegável a enorme importância da “Aula Esfera” no estudo das Ciências e das Matemáticas e do seu papel na história da ciência em Portugal.
A “Aula Esfera” também estava repleta de azulejos alusivos às matérias ali estudadas e abordadas, contendo várias referências à matemática e à astronomia. A “Aula Esfera” funcionava, no espaço que hoje é o auditório do Hospital de São José, vários azulejos emblemáticos das atividades desenvolvidos no Colégio de Santo Antão podem ser encontrados na Biblioteca do Hospital de São José. Azulejos muitos semelhantes podem ser encontrados, em Évora, nas salas de aula do Colégio Espírito Santo.

Para saber muito mais sobre a “Aula Esfera”, fontes e imagens

Controvérsia do momento

Como é que vê a hipótese de um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer, como alegadamente foi o caso de Cristiano Ronaldo?
Considero um crime grave. É degradante, uma tristeza. O Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma.

(…)

Duas pessoas do mesmo sexo não podem amar-se?
Ouçam, é uma coisa simples: o mundo tinha acabado. Para que o mundo exista tem de haver homens e mulheres. Trato-os como a qualquer doente e estou-me nas tintas se são isto ou aquilo… Não vou tratar mal uma pessoa porque é homossexual, mas não aceito promovê-la. Se me perguntam se é correto? Acho que não. É uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam.

A MENSAGEM DE GENTIL MARTINS NA ÍNTEGRA

Face à minha entrevista ao Jornal Expresso e dada a celeuma, que nunca desejaria que tivesse acontecido, gostaria desde já esclarecer que me limitei a responder a perguntas directas dos entrevistadores do Expresso.

Quanto a Ronaldo não ser exemplo, referia-me exclusivamente à escolha por “Barrigas de Aluguer”, permitidas por lei, mas das quais discordo totalmente, quer como Pediatra quer como Ser Humano. Isso nada tem a ver com os excepcionais méritos desportivos de Ronaldo, nem com a sua generosidade para com Instituições Sociais e crianças com dificuldades.

Por outro lado nunca foi minha intenção ofender a Mãe de Ronaldo, pessoa que não conheço pessoalmente.

Quanto à homossexualidade, lamento quem sofra com essa questão, que continuo a considerar anómala, sem no entanto deixar de respeitar os Seres Humanos que são.

Independentemente, de concordar ou não com a sua opinião e/ou com a forma como a expressou, a controvérsia gerada em torno apenas destas 2 perguntas de uma longa lista, suscitou-me algumas dúvidas:
Questão 1: Só podemos ou devemos expressar a nossa opinião se ela for politicamente correta, a que outros desejam/esperam ouvir ou se esta seguir  a “norma”?
Questão 2: O que é e representa a tão apregoada liberdade de expressão?
Questão 3: Aplica-se a todos ou apenas a alguns? Em todos os momentos e em todas as temáticas?
Questão 4: Quem dá entrevistas e/ou é um figura pública, não deve dar o “corpo às balas”, defendendo as suas ideias, deve antes inibir-se, limitando-se a esquivar-se com meias respostas, ou respostas inócuas, a perguntas polémicas? É isso que pretendemos numa sociedade que apelidamos de democrática?
Questão 5:  O que é isso de viver em democracia? Enquadra o linchamento público assim que alguém manifesta uma opinião contrária à veiculada e aceite pela “maioria”? Não contempla o direito e o respeito pela diferença (neste caso de opiniões)?
Questão 6: Não valerá a pena meditar seriamente sobre algumas temáticas que abordou cruamente?
Hipocrisia, histerismos, falso moralismo e demagogia é o que alimenta estas e outras polémicas e, infelizmente, a sociedade! É caso para dizer, utilizando uma expressão brasileira, “Me engana, que eu gosto!”.
Um excelente pequeno vídeo, sobre a temática,”Não chamem a polícia por causa do Gentil Martins”

Mundurukus

“Pica é linguista (…) e está ao serviço do Centro Nacional de Investigação Científica francês. Durante os últimos dez anos o alvo do seu trabalho têm sido os mundukuru, um grupo indígena de cerca de 700 pessoas que vive na Amazónia brasileira, que são caçadores-recoletores que vivem em pequenas aldeias espalhadas (…). O que interessa a Pica é a linguagem dos munduruku, a qual não tem tempos diferenciados, nem plurais, nem palavras para números superiores a cinco.
(…)
Mais de um mês após ter partido de Paris, Pica estava finalmente a aproximar-se do seu destino. Como era inevitável, eu quis saber quanto tempo demorava a chegar de Jacareacanga às aldeias.
Mas Pica já estava visivelmente impaciente com a minha linha de inquérito:
– É a mesma resposta para tudo: isso depende!
Mantive-me firme. Quanto tempo demorara desta vez
Ele gaguejou:
– Não sei. Creio que… talvez… dois dias… um dia e uma noite…
Quanto mais eu insistia com Pica em busca de factos e de números, mais relutante ele se mostrava em mos fornecer. (…)
– Quando regresso da Amazónia perco o sentido do tempo e o sentido do número, e talvez o sentido do espaço-, disse-me ele. Esquece-se dos encontros combinados. Fica desorientado com simples indicações. (…)
A incapacidade de Pica para me fornecer dados quantitativos fazia parte do seu choque de culturas. Passara tanto tempo entre gente que mal sabe contar, os munduruku, que perdera a capacidade de descrever o mundo em termos de números.
(…)
Achei estranho que os números superiores a cinco não surgissem de todo na vida quotidiana da Amazónia. Perguntei a Pica como é que um índio responderia (…) Se perguntássemos a um munduruku que tivesse seis filhos, “Quantos filhos tem?”
– Ele diria “Não sei”. É algo impossível de exprimir
No entanto, Pica acrescentou que era uma questão cultural. (…) Por que quereria um munduruku adulto contar os seus filhos? pergunta Pica. As crianças são cuidadas por tos os adultos da comunidade, disse-me ele, e ninguém conta quem pertence a quem.
(…)
Alguns mundurukus que vivem nas margens do seu território aprenderam português (…)
– Eles sabem contar um, dois, três até às centenas – disse Pica – A seguir perguntamos-lhes “Já agora, quanto é cinco menos três?”. Eles não fazem a mínima ideia.
(…)
O estudo das capacidades matemáticas de pessoas que somente dispõem da capacidade de contar por uma das mãos tem por objetivo descobrir a natureza das nossas intuições numéricas básicas. Pica pretende saber o que é universal a todos os humanos, e o que é configurado pela cultura.
(…)
Numa das suas experiências mais fascinantes, Pica examinou o entendimento espacial que os índios tinham dos números. Como visualizavam os números dispostos ao longo de uma linha? (…)
Os resultados foram espantosos. Em geral considera-se ser uma verdade óbvia que os números estejam espaçados de modo igual. Aprendemos isso na escola e aceitamo-lo facilmente. É a base de toda a medida e de toda a ciência. No entanto os munduruku não vêem o mundo assim. Eles visualizam as magnitudes de uma forma muito diferente.
Quando os números estão dispostos a espaços iguais numa régua, a escala chama-se linear. Quando os números se aproximam à medida que aumentam, a escala chama-se logarítmica. Sucede que a aproximação logarítmica não é exclusiva dos índios da Amazónia. Ao nascer, todos nós concebemos os números deste modo.
(…)
Por que pensam os índios e as crianças que os números maiores estão mais juntos do que os menores? (…)Imaginemos que um munduruku é confrontado com cinco pontos. Ele irá estudá-los de perto e ver que cinco pontos são cinco vezes maiores que um ponto só, mas que dez pontos são apenas duas vezes maiores do que cinco pontos. Os munduruku e as crianças parecem efetuar as suas decisões acerca do local adequado para os números por meio da estimativa das relações entre quantidades. Ao considerarem as relações, é lógico que as distâncias entre cinco e um é muito maior do que a distância entre cinco e dez. E quando se avaliam as quantidades fazendo uso das relações, produz-se sempre uma escala logarítmica.
Pica acredita que compreender as quantidades aproximadamente em termos de estimativa de relações é uma intuição universal humana. (…) Por contraste, compreender as quantidades em termos de números exatos não é uma intuição universal; é um produto da cultura. (…) Pica sugere dever-se ao facto de as relações serem muito mais importantes para a sobrevivência na natureza do que a capacidade de contar. Perante um grupo de adversários brandindo lanças, precisávamos de saber instantaneamente se haveria mais deles do que dos nossos. Quando víamos duas árvores precisávamos de saber qual delas tinha mais frutos pendentes. (…)
A escala logarítmica  também é fiel ao modo como as distâncias são percebidas, o que é um possível motivo para ela ser tão intuitiva. Leva em consideração a perspetiva. Por exemplo, se virmos uma árvore a 100 metros e uma outra 100 metros atrás dessa, os segundos 100 metros parecem mais pequenos. Para um munduruku, a ideia de cada 100 metros representarem uma distância igual é uma distorção do modo como ele percebe o seu ambiente.
(…)
Vivemos em simultâneo com uma compreensão linear e logarítmica da quantidade. Por exemplo, a nossa compreensão da passagem do tempo é muitas vezes logarítmica. Lembro-me dos anos da minha juventude decorrerem muito mais devagar do que os anos que agora parecem voar.(…) O nosso instinto logarítmico profundamente enraizado emerge com nitidez quando se trata em pensar sobre números grandes. Por exemplo, todos nós podemos compreender a diferença entre um e dez. (…) Mas qual é a diferença entre mil milhões de dez mil milhões de litros de água? (…) os termos milionário e bilionário são usados a esmo praticamente como sinónimos (…). No entanto, um bilionário é mil vezes mais rico que um milionário. Quanto mais altos são os números, mais próximos entre si eles nos parecem.
(…)
Pica disse que a investigação dele e de outras pessoas sobre as nossas intuições matemáticas poderá ter sérias consequências no ensino da Matemática – tanto na Amazónia como no mundo desenvolvido. Exigimos uma compreensão da linha dos números lineares para se funcionar na sociedade moderna – ela é a base da medida e facilita os cálculos. Porém, na nossa dependência da linearidade talvez tenhamos levado longe de mais a supressão das nossas intuições logarítmicas. Talvez, disse Pica, seja essa a razão por que tantas pessoas acham a matemática difícil. Talvez devêssemos prestar mais atenção à avaliação das relações do que à manipulação dos números exatos. Do mesmo modo, talvez seja errado ensinar os munduruku a contar como nós o fazemos, já que isso poderá privá-los das intuições ou conhecimentos matemáticos que são necessários à sobrevivência deles.”  

in “Alex no País dos Números” de Alex Bellos

Manuais escolares: intrujices

Como vem sendo hábito, por esta altura do ano, costumo proceder à encomenda dos manuais escolares da pequenada, para o próximo ano letivo, utilizando para isso o site da Porto Editora ou da Wook. É rápido, eficaz e cómodo.
A sua aplicação é xpto e user friendly: escolhemos o distrito, o concelho, selecionamos a escola, de seguida as disciplinas das quais queremos adquirir o manual, e pronto, aparecem as imagens dos livros e/ou blocos pedagógicos, o valor de cada um, o valor total da encomenda, adicionamos ao carrinho de compras e seguimos para o checkout para pagar, já quase a sentir o cheirinho a livros novos com a chegada do carteiro. E é no checkout que se dá a surpresa desagradável, não presente nos anos anteriores, pois só aí temos acesso à lista discriminada de todos os itens do bloco pedagógico/livro e o seu valor. Observando com atenção percebemos que no preço indicado, para cada manual, está incluído o acesso ao manual digital e é cobrado 5,35€. O manual digital não é obrigatório, é de aquisição opcional, logicamente não deve ser incluído no preço indicado, à partida, para o manual, a não ser que o comprador indique a sua vontade expressa em comprá-lo [o que em anos anteriores não acontecias].
Mas não… o dito cujo manual digital aparece lá e temos de os apagar, um a um, da lista, apesar de não termos optado pela sua compra, num processo moroso, pois por cada um que apagamos aparece a sugestão de aderirmos à escola virtual, que temos que dizer sim ou não, para só depois podermos voltar à lista original e discriminada dos livros. Pode-se retirar os ditos cujos também alterando a quantidade para zero mas o site só atualiza se carregarmos na seta para a frente em cada manual, caso contrário continuam a figurar na lista.
Quando se compra vários muitos manuais, com é o nosso caso, este anos para 3 alminhas, esta pequena grande intrujice acresce 60€ ao preço que custariam apenas os tradicionais manuais que, afinal de contas, era o que pretendíamos adquirir.
Ao constatar isto, passei-me da marmita e fazendo jus à minha veia de refilona, mandei um mail para os ditos senhores que rezava assim:

Gostaria de realçar o meu enorme desagrado ao constatar que ao escolher as disciplinas em que pretendemos adquirir manuais ou blocos pedagógicos, ao fazer o checkout e confirmando a lista detalhada, incluem os manuais digitais, quando eu não selecionei a sua compra em passo nenhum e estes não são obrigatórios. Pode induzir em erro os mais incautos e não me parece nada ético, num serviços que se quer claro e transparente e acrescenta 5€ a cada manual adquirido. Não ponho em causa a utilidade e a venda do manual digital mas a forma com o estão a “impingir” e penso que poderá/merecerá ser alvo de uma queixa mais séria junto das entidades competentes. Há que ter cuidado e respeito pelo comprador. Por tudo o descrito anteriormente, denoto algum tristeza e desagrado e começo a ter algumas dúvidas na qualidade do serviço que seria esperado da vossa parte. Grata pela atenção. Cumprimentos”

e pensei daqui a uma semana talvez me respondam mas afinal não, bastaram duas horas e a resposta foi a seguinte:

“Recebemos o seu e-mail, o qual mereceu a nossa melhor atenção.
Em resposta, gostaríamos de agradecer o seu contacto, bem como as suas observações.
Para a Porto Editora é extremamente gratificante poder contar com a sua opinião, pois é essencial para a melhoria da qualidade dos nossos serviços.
No que diz respeito á observação que remete em relação á seleção automática dos blocos pedagógicos com acesso digital no processo de encomenda através do nosso site, de facto, tal situação é intencional, uma vez que verificamos um aumento exponencial na procura por este material e tal seleção, foi a forma encontrada pelos nossos serviços de facilitar o processo para a maioria dos nossos clientes. Contudo, ressalvamos que apesar dessa situação, no primeiro passo do processo de encomenda onde aparece a lista dos blocos pedagógicos de cada disciplina selecionada, no campo ?ver componentes do BP? é possível ao clicar nos botões + ou -, adicionar ou remover os vários componentes do bloco, isto é, através desse mecanismo é dada a opção de adicionar ou remover tanto o acesso digital como o caderno de atividades ou mesmo manual, por exemplo, selecionando assim apenas os componentes pretendidos, e em seguida prosseguir para a finalização da encomenda.
Estamos ao dispor para qualquer esclarecimento adicional.
Com os nossos melhores cumprimentos”

Ao que me ocorre apenas dizer “Está bem abelha!ZZZZZZZ” ou “Morde aqui a ver se eu deixo”. Quem me respondeu, cumpre funções, o problema está em quem desenha o esquema e isto, meus caros, é um verdadeiro esquema de fazer dinheiro.

Considero esta forma de “fazer negócio” no mínimo danosa, vergonhosa, condenável, entre muitas outras coisas, como tal, penso que seria importante mostrar a estes senhores, que são literalmente os donos do mercado de livros escolares, o poder da internet e do passar palavra. Partilhem esta informação, da forma que melhor entenderem, pelos vossos contactos, especialmente com os que têm filhos em idade escolar e que possam ser potenciais utilizadores do serviço, para que não caiam na esparrela. Vamos lá dar-lhes a provar do seu próprio remédio, mostrando-lhes, utilizando, as suas palavras “aumento exponencial” do meio digital!

Cenas engarrafada, o peixe e o ambiente

1 milhão de garrafas vendidas por minuto em todo o mundo.
Das cerca de 16 000 mil garrafas produzidas por segundo, em 2016, mais de metade não forma recicladas e as que foram apenas 7% deram origem a novas garrafas.
A maioria das garrafas de plástico produzidas são depositadas em terrenos abandonados e/ou acabam por ir parar ao mar, entrando assim na cadeia alimentar; vários são os estudo científicos que comprovam que resquícios da sua composição vêm parar ao nosso prato quando ingerimos peixe.
Um estudo recente afirma que cerca de 1/3 do pescado, do Reino Unido, contém vestígios de microplástico. A European Food Safety Authority afirma ser urgente estudar os efeitos desta “nova ameaça” para a saúde humana.
As grandes marcas de bebidas recusam-se a usar plástico reciclável, porque a embalagem não é brilhante e totalmente transparente, o que pode mudar a perceção que o consumidor tem do seu produto e afetar as vendas.
A coca-cola é responsável por cerca de 1/5 de produção anual de garrafas.
A maioria das garrafas de plástico usadas são de água engarrafada, provavelmente, devido à procura de um estilo de vida mais saudável, à desconfiança da qualidade da água da rede e ao medo das águas contaminadas nos subsolos.
Uma garrafa de plástico demora cerca de 450 anos a decompor-se.
Os números e a realidade que transparecem podem ter este efeito avassalador, assim com a história da água engarrafada

Fonte

O poder da imagem

26 de setembro de 1960, EUA, em plena campanha para as presidenciais, os candidatos John F. Kennedy, um jovem senador, e Nixon, o experiente vice presidente do EUA, são os protagonistas do que viria a ser considerado um marco histórico nas campanhas eleitorais, o 1º debate político a ser transmitido na televisão.
JFK apresentou-se calmo, confiante e com boa cor, já Nixon, pálido e muito magro, devido a uma recente hospitalização, parecia em baixo de forma e um pouco transpirado.
No final, quem ouviu no rádio, foi unânime em considerar que a vitória, no debate, tinha sido de Nixon; quem viu o debate na televisão, que foi a larga maioria – 88% da população já tinha TV – atribuiu a vitória a JFK.
Muitos dizem que JFK ganhou as eleição naquela noite, o debate foi o ponto de viragem, tendo o próprio reconhecido o papel decisivo e o impacto que o debate teve no resto da sua campanha. No entanto, Nixon, esteve bastante melhor, também em aparência, nos debates seguintes, mas a imagem que prevaleceu foi a do 1º debate.
JFK ganhou a Nixon por uma unha negra e muitos acreditam que foi graças aquele 1º debate.
O debate que mudou a forma de fazer campanha eleitoral, reconhecido/constatado que foi o papel/potencial da televisão na mesma, que até então era encarada apenas com um “objeto” dedicado ao entretenimento.
Dizem que muito devido ao receio dos candidatos, só 16 anos mais tarde se voltou a realizar, um debate presidencial transmitido pela televisão nos EUA!
Impressionante, a importância e o papel da imagem! O grosso desta história, que desconhecia, foi-me contado por pimpolha mais velha quando lhe perguntei “O que achaste mais interessante na visita guiada, que fizeste com a escola, ao NewsMuseum?”. Fui investigar… e a moça tinha percebido e contado quase tudo direitinho. Sempre a aprender… com pimpolha mais velha!
Fiquei a pensar no papel da imagem, nos dias que correm, e penso que (pre)domina! Faz falta ouvir mais, olhar e julgar muito menos!
Por exemplo, como teria sido ouvir Salvador Sobral, sem o vermos? Teria gerado tanto comentário depreciativo acerca da sua pessoa…? Não creio, as críticas seriam apenas dirigidas à sua música… seríamos tão melhores pessoas! Quem diz o Salvador Sobral diz outros, ocorreu-me este exemplo, talvez devido às “correntes de ar” geradas… novamente, sempre acompanhadas de cheiro mas não o seu! O que nos leva a outro tema que dava pano para mangas: A imagem e a diferença (que incomoda muitos!)

Artigos interessantes sobre o tema aqui e aqui.

Tá-se, Tá-se!

Está explicado o lapso dos D.A.M.A, fazem surf na praia da Areia Branca e este é o seu bar de eleição! Tudo explicado, foram induzidos em erro!
Poucos se podem gabar de não dar erros ortográficos ou de nunca ter tido dúvidas como se escreve determinada palavra, eu cá às vezes até invento palavras, mas são poucas as figuras públicas que se podem dar ao luxo de tamanha arrogância e escapar incólumes! E vida, Às vezes, tem destas coisas… ironias do destino 🙂