Azulejos didáticos

Supõe-se que, provavelmente, eram centenas, embora apenas se conheçam 23, datam de meados do século XVII, feitos em Portugal, contém proposições e demonstrações matemáticas contidas nos primeiros livros dos Elementos de Euclides e “ilustradas e reproduzidas” por Tacquet (padre jesuíta). Tudo indica que estiveram expostos em salas de aula de matemática num colégio da Companhia de Jesus (jesuíta), de Coimbra, por volta de 1692 até 1759 (ano em que os jesuítas foram expulsos de Portugal).
No século XVI e XVII, houve bastantes Jesuítas, espalhados pelo mundo, com um papel importante no estudo da Matemática e da Ciências mas, em Portugal, (pre)dominava a corrente filosófica. Talvez este facto esteja na origem das indicações do Geral da Companhia de Jesus, Tirso Gonzales, que, em  1692, enviou para Portugal as Ordenações para estimular e promover o estudo da Matemática na Província Lusitana, onde se pode ler:

“Quinto: Procurem primeiro os Superiores dos colégios de Coimbra e Évora que cada um dos nossos filósofos tenha necessariamente para seu uso os seis primeiros livros dos Elementos de Euclides que contêm os elementos de geometria plana. São muito convenientes os que compôs o P. Andreas Tacquet […]. Na escola, ou em qualquer outro lugar destinado às demonstrações deve ser exposto um quadro das figuras principais, maior e mais amplo, que será comum a todos, e a que se deve adaptar um compasso para a demonstração das figuras […].”

Declarações que podem estar na origem, justificar a existência e os fins a que se destinavam estes azulejos, os azulejos que ensinam, ou didáticos como ficaram conhecidos. Os azulejos didáticos foram “eliminados” das salas de aula com a Reforma Pombalina, altura em que surgiu, em Inglaterra, uma outra edição dos Elementos de Euclides, com figuras e construções diferentes das de Tacquet, tendo muitos deles sido destruídos e entulhados. Nos dias de hoje, encontram-se espalhados por diversos museus nacionais e por colecções particulares mas não há duvidas que foram um género de powerpoint do século XVII e XVIII e ensinaram ciência nos colégios jesuítas em Coimbra.

Referências, fontes e imagens

Em Lisboa, no que hoje é o Hospital de São José, funcionou, desde o século XVI e durante cerca de 170 anos, o Colégio de Santo Antão (pertencente também aos Jesuítas).
A “Aula Esfera”, do Colégio de Santo Antão, é criada, por ordem e poder real do monarca D. Sebastião, através do cardeal D. Henrique, com a condição que nela se lecionasse Matemática e matérias de desenvolvimento e aprofundamento científico.
Entre finais do século XVI e meados do século XVIII, a “Aula Esfera” foi a mais importante instituição de ensino e prática científica de Portugal, onde depressa chegavam, através da “rede de comunicação” dos Jesuístas, os estudos feitos em outras parte do mundo. A “Aula Esfera” teve um papel crucial no estudo da astronomia e cosmografia num país de navegantes. Por exemplo, em 1612, na “Aula Esfera” já se estudavam as leis de Galileu e construíam telescópio.
Durante o século XVII, a “Aula Esfera” teve em média 2000 alunos anualmente. Durante o seu período de funcionamento, cerca de 300 cientistas, 1/3 estrangeiros, e estudioso, alguns figuras proeminentes da época, lecionaram na “Aula Esfera”. É inegável a enorme importância da “Aula Esfera” no estudo das Ciências e das Matemáticas e do seu papel na história da ciência em Portugal.
A “Aula Esfera” também estava repleta de azulejos alusivos às matérias ali estudadas e abordadas, contendo várias referências à matemática e à astronomia. A “Aula Esfera” funcionava, no espaço que hoje é o auditório do Hospital de São José, vários azulejos emblemáticos das atividades desenvolvidos no Colégio de Santo Antão podem ser encontrados na Biblioteca do Hospital de São José. Azulejos muitos semelhantes podem ser encontrados, em Évora, nas salas de aula do Colégio Espírito Santo.

Para saber muito mais sobre a “Aula Esfera”, fontes e imagens

Controvérsia do momento

Como é que vê a hipótese de um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer, como alegadamente foi o caso de Cristiano Ronaldo?
Considero um crime grave. É degradante, uma tristeza. O Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma.

(…)

Duas pessoas do mesmo sexo não podem amar-se?
Ouçam, é uma coisa simples: o mundo tinha acabado. Para que o mundo exista tem de haver homens e mulheres. Trato-os como a qualquer doente e estou-me nas tintas se são isto ou aquilo… Não vou tratar mal uma pessoa porque é homossexual, mas não aceito promovê-la. Se me perguntam se é correto? Acho que não. É uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam.

A MENSAGEM DE GENTIL MARTINS NA ÍNTEGRA

Face à minha entrevista ao Jornal Expresso e dada a celeuma, que nunca desejaria que tivesse acontecido, gostaria desde já esclarecer que me limitei a responder a perguntas directas dos entrevistadores do Expresso.

Quanto a Ronaldo não ser exemplo, referia-me exclusivamente à escolha por “Barrigas de Aluguer”, permitidas por lei, mas das quais discordo totalmente, quer como Pediatra quer como Ser Humano. Isso nada tem a ver com os excepcionais méritos desportivos de Ronaldo, nem com a sua generosidade para com Instituições Sociais e crianças com dificuldades.

Por outro lado nunca foi minha intenção ofender a Mãe de Ronaldo, pessoa que não conheço pessoalmente.

Quanto à homossexualidade, lamento quem sofra com essa questão, que continuo a considerar anómala, sem no entanto deixar de respeitar os Seres Humanos que são.

Independentemente, de concordar ou não com a sua opinião e/ou com a forma como a expressou, a controvérsia gerada em torno apenas destas 2 perguntas de uma longa lista, suscitou-me algumas dúvidas:
Questão 1: Só podemos ou devemos expressar a nossa opinião se ela for politicamente correta, a que outros desejam/esperam ouvir ou se esta seguir  a “norma”?
Questão 2: O que é e representa a tão apregoada liberdade de expressão?
Questão 3: Aplica-se a todos ou apenas a alguns? Em todos os momentos e em todas as temáticas?
Questão 4: Quem dá entrevistas e/ou é um figura pública, não deve dar o “corpo às balas”, defendendo as suas ideias, deve antes inibir-se, limitando-se a esquivar-se com meias respostas, ou respostas inócuas, a perguntas polémicas? É isso que pretendemos numa sociedade que apelidamos de democrática?
Questão 5:  O que é isso de viver em democracia? Enquadra o linchamento público assim que alguém manifesta uma opinião contrária à veiculada e aceite pela “maioria”? Não contempla o direito e o respeito pela diferença (neste caso de opiniões)?
Questão 6: Não valerá a pena meditar seriamente sobre algumas temáticas que abordou cruamente?
Hipocrisia, histerismos, falso moralismo e demagogia é o que alimenta estas e outras polémicas e, infelizmente, a sociedade! É caso para dizer, utilizando uma expressão brasileira, “Me engana, que eu gosto!”.
Um excelente pequeno vídeo, sobre a temática,”Não chamem a polícia por causa do Gentil Martins”

Mundurukus

“Pica é linguista (…) e está ao serviço do Centro Nacional de Investigação Científica francês. Durante os últimos dez anos o alvo do seu trabalho têm sido os mundukuru, um grupo indígena de cerca de 700 pessoas que vive na Amazónia brasileira, que são caçadores-recoletores que vivem em pequenas aldeias espalhadas (…). O que interessa a Pica é a linguagem dos munduruku, a qual não tem tempos diferenciados, nem plurais, nem palavras para números superiores a cinco.
(…)
Mais de um mês após ter partido de Paris, Pica estava finalmente a aproximar-se do seu destino. Como era inevitável, eu quis saber quanto tempo demorava a chegar de Jacareacanga às aldeias.
Mas Pica já estava visivelmente impaciente com a minha linha de inquérito:
– É a mesma resposta para tudo: isso depende!
Mantive-me firme. Quanto tempo demorara desta vez
Ele gaguejou:
– Não sei. Creio que… talvez… dois dias… um dia e uma noite…
Quanto mais eu insistia com Pica em busca de factos e de números, mais relutante ele se mostrava em mos fornecer. (…)
– Quando regresso da Amazónia perco o sentido do tempo e o sentido do número, e talvez o sentido do espaço-, disse-me ele. Esquece-se dos encontros combinados. Fica desorientado com simples indicações. (…)
A incapacidade de Pica para me fornecer dados quantitativos fazia parte do seu choque de culturas. Passara tanto tempo entre gente que mal sabe contar, os munduruku, que perdera a capacidade de descrever o mundo em termos de números.
(…)
Achei estranho que os números superiores a cinco não surgissem de todo na vida quotidiana da Amazónia. Perguntei a Pica como é que um índio responderia (…) Se perguntássemos a um munduruku que tivesse seis filhos, “Quantos filhos tem?”
– Ele diria “Não sei”. É algo impossível de exprimir
No entanto, Pica acrescentou que era uma questão cultural. (…) Por que quereria um munduruku adulto contar os seus filhos? pergunta Pica. As crianças são cuidadas por tos os adultos da comunidade, disse-me ele, e ninguém conta quem pertence a quem.
(…)
Alguns mundurukus que vivem nas margens do seu território aprenderam português (…)
– Eles sabem contar um, dois, três até às centenas – disse Pica – A seguir perguntamos-lhes “Já agora, quanto é cinco menos três?”. Eles não fazem a mínima ideia.
(…)
O estudo das capacidades matemáticas de pessoas que somente dispõem da capacidade de contar por uma das mãos tem por objetivo descobrir a natureza das nossas intuições numéricas básicas. Pica pretende saber o que é universal a todos os humanos, e o que é configurado pela cultura.
(…)
Numa das suas experiências mais fascinantes, Pica examinou o entendimento espacial que os índios tinham dos números. Como visualizavam os números dispostos ao longo de uma linha? (…)
Os resultados foram espantosos. Em geral considera-se ser uma verdade óbvia que os números estejam espaçados de modo igual. Aprendemos isso na escola e aceitamo-lo facilmente. É a base de toda a medida e de toda a ciência. No entanto os munduruku não vêem o mundo assim. Eles visualizam as magnitudes de uma forma muito diferente.
Quando os números estão dispostos a espaços iguais numa régua, a escala chama-se linear. Quando os números se aproximam à medida que aumentam, a escala chama-se logarítmica. Sucede que a aproximação logarítmica não é exclusiva dos índios da Amazónia. Ao nascer, todos nós concebemos os números deste modo.
(…)
Por que pensam os índios e as crianças que os números maiores estão mais juntos do que os menores? (…)Imaginemos que um munduruku é confrontado com cinco pontos. Ele irá estudá-los de perto e ver que cinco pontos são cinco vezes maiores que um ponto só, mas que dez pontos são apenas duas vezes maiores do que cinco pontos. Os munduruku e as crianças parecem efetuar as suas decisões acerca do local adequado para os números por meio da estimativa das relações entre quantidades. Ao considerarem as relações, é lógico que as distâncias entre cinco e um é muito maior do que a distância entre cinco e dez. E quando se avaliam as quantidades fazendo uso das relações, produz-se sempre uma escala logarítmica.
Pica acredita que compreender as quantidades aproximadamente em termos de estimativa de relações é uma intuição universal humana. (…) Por contraste, compreender as quantidades em termos de números exatos não é uma intuição universal; é um produto da cultura. (…) Pica sugere dever-se ao facto de as relações serem muito mais importantes para a sobrevivência na natureza do que a capacidade de contar. Perante um grupo de adversários brandindo lanças, precisávamos de saber instantaneamente se haveria mais deles do que dos nossos. Quando víamos duas árvores precisávamos de saber qual delas tinha mais frutos pendentes. (…)
A escala logarítmica  também é fiel ao modo como as distâncias são percebidas, o que é um possível motivo para ela ser tão intuitiva. Leva em consideração a perspetiva. Por exemplo, se virmos uma árvore a 100 metros e uma outra 100 metros atrás dessa, os segundos 100 metros parecem mais pequenos. Para um munduruku, a ideia de cada 100 metros representarem uma distância igual é uma distorção do modo como ele percebe o seu ambiente.
(…)
Vivemos em simultâneo com uma compreensão linear e logarítmica da quantidade. Por exemplo, a nossa compreensão da passagem do tempo é muitas vezes logarítmica. Lembro-me dos anos da minha juventude decorrerem muito mais devagar do que os anos que agora parecem voar.(…) O nosso instinto logarítmico profundamente enraizado emerge com nitidez quando se trata em pensar sobre números grandes. Por exemplo, todos nós podemos compreender a diferença entre um e dez. (…) Mas qual é a diferença entre mil milhões de dez mil milhões de litros de água? (…) os termos milionário e bilionário são usados a esmo praticamente como sinónimos (…). No entanto, um bilionário é mil vezes mais rico que um milionário. Quanto mais altos são os números, mais próximos entre si eles nos parecem.
(…)
Pica disse que a investigação dele e de outras pessoas sobre as nossas intuições matemáticas poderá ter sérias consequências no ensino da Matemática – tanto na Amazónia como no mundo desenvolvido. Exigimos uma compreensão da linha dos números lineares para se funcionar na sociedade moderna – ela é a base da medida e facilita os cálculos. Porém, na nossa dependência da linearidade talvez tenhamos levado longe de mais a supressão das nossas intuições logarítmicas. Talvez, disse Pica, seja essa a razão por que tantas pessoas acham a matemática difícil. Talvez devêssemos prestar mais atenção à avaliação das relações do que à manipulação dos números exatos. Do mesmo modo, talvez seja errado ensinar os munduruku a contar como nós o fazemos, já que isso poderá privá-los das intuições ou conhecimentos matemáticos que são necessários à sobrevivência deles.”  

in “Alex no País dos Números” de Alex Bellos

Manuais escolares: intrujices

Como vem sendo hábito, por esta altura do ano, costumo proceder à encomenda dos manuais escolares da pequenada, para o próximo ano letivo, utilizando para isso o site da Porto Editora ou da Wook. É rápido, eficaz e cómodo.
A sua aplicação é xpto e user friendly: escolhemos o distrito, o concelho, selecionamos a escola, de seguida as disciplinas das quais queremos adquirir o manual, e pronto, aparecem as imagens dos livros e/ou blocos pedagógicos, o valor de cada um, o valor total da encomenda, adicionamos ao carrinho de compras e seguimos para o checkout para pagar, já quase a sentir o cheirinho a livros novos com a chegada do carteiro. E é no checkout que se dá a surpresa desagradável, não presente nos anos anteriores, pois só aí temos acesso à lista discriminada de todos os itens do bloco pedagógico/livro e o seu valor. Observando com atenção percebemos que no preço indicado, para cada manual, está incluído o acesso ao manual digital e é cobrado 5,35€. O manual digital não é obrigatório, é de aquisição opcional, logicamente não deve ser incluído no preço indicado, à partida, para o manual, a não ser que o comprador indique a sua vontade expressa em comprá-lo [o que em anos anteriores não acontecias].
Mas não… o dito cujo manual digital aparece lá e temos de os apagar, um a um, da lista, apesar de não termos optado pela sua compra, num processo moroso, pois por cada um que apagamos aparece a sugestão de aderirmos à escola virtual, que temos que dizer sim ou não, para só depois podermos voltar à lista original e discriminada dos livros. Pode-se retirar os ditos cujos também alterando a quantidade para zero mas o site só atualiza se carregarmos na seta para a frente em cada manual, caso contrário continuam a figurar na lista.
Quando se compra vários muitos manuais, com é o nosso caso, este anos para 3 alminhas, esta pequena grande intrujice acresce 60€ ao preço que custariam apenas os tradicionais manuais que, afinal de contas, era o que pretendíamos adquirir.
Ao constatar isto, passei-me da marmita e fazendo jus à minha veia de refilona, mandei um mail para os ditos senhores que rezava assim:

Gostaria de realçar o meu enorme desagrado ao constatar que ao escolher as disciplinas em que pretendemos adquirir manuais ou blocos pedagógicos, ao fazer o checkout e confirmando a lista detalhada, incluem os manuais digitais, quando eu não selecionei a sua compra em passo nenhum e estes não são obrigatórios. Pode induzir em erro os mais incautos e não me parece nada ético, num serviços que se quer claro e transparente e acrescenta 5€ a cada manual adquirido. Não ponho em causa a utilidade e a venda do manual digital mas a forma com o estão a “impingir” e penso que poderá/merecerá ser alvo de uma queixa mais séria junto das entidades competentes. Há que ter cuidado e respeito pelo comprador. Por tudo o descrito anteriormente, denoto algum tristeza e desagrado e começo a ter algumas dúvidas na qualidade do serviço que seria esperado da vossa parte. Grata pela atenção. Cumprimentos”

e pensei daqui a uma semana talvez me respondam mas afinal não, bastaram duas horas e a resposta foi a seguinte:

“Recebemos o seu e-mail, o qual mereceu a nossa melhor atenção.
Em resposta, gostaríamos de agradecer o seu contacto, bem como as suas observações.
Para a Porto Editora é extremamente gratificante poder contar com a sua opinião, pois é essencial para a melhoria da qualidade dos nossos serviços.
No que diz respeito á observação que remete em relação á seleção automática dos blocos pedagógicos com acesso digital no processo de encomenda através do nosso site, de facto, tal situação é intencional, uma vez que verificamos um aumento exponencial na procura por este material e tal seleção, foi a forma encontrada pelos nossos serviços de facilitar o processo para a maioria dos nossos clientes. Contudo, ressalvamos que apesar dessa situação, no primeiro passo do processo de encomenda onde aparece a lista dos blocos pedagógicos de cada disciplina selecionada, no campo ?ver componentes do BP? é possível ao clicar nos botões + ou -, adicionar ou remover os vários componentes do bloco, isto é, através desse mecanismo é dada a opção de adicionar ou remover tanto o acesso digital como o caderno de atividades ou mesmo manual, por exemplo, selecionando assim apenas os componentes pretendidos, e em seguida prosseguir para a finalização da encomenda.
Estamos ao dispor para qualquer esclarecimento adicional.
Com os nossos melhores cumprimentos”

Ao que me ocorre apenas dizer “Está bem abelha!ZZZZZZZ” ou “Morde aqui a ver se eu deixo”. Quem me respondeu, cumpre funções, o problema está em quem desenha o esquema e isto, meus caros, é um verdadeiro esquema de fazer dinheiro.

Considero esta forma de “fazer negócio” no mínimo danosa, vergonhosa, condenável, entre muitas outras coisas, como tal, penso que seria importante mostrar a estes senhores, que são literalmente os donos do mercado de livros escolares, o poder da internet e do passar palavra. Partilhem esta informação, da forma que melhor entenderem, pelos vossos contactos, especialmente com os que têm filhos em idade escolar e que possam ser potenciais utilizadores do serviço, para que não caiam na esparrela. Vamos lá dar-lhes a provar do seu próprio remédio, mostrando-lhes, utilizando, as suas palavras “aumento exponencial” do meio digital!

Cenas engarrafada, o peixe e o ambiente

1 milhão de garrafas vendidas por minuto em todo o mundo.
Das cerca de 16 000 mil garrafas produzidas por segundo, em 2016, mais de metade não forma recicladas e as que foram apenas 7% deram origem a novas garrafas.
A maioria das garrafas de plástico produzidas são depositadas em terrenos abandonados e/ou acabam por ir parar ao mar, entrando assim na cadeia alimentar; vários são os estudo científicos que comprovam que resquícios da sua composição vêm parar ao nosso prato quando ingerimos peixe.
Um estudo recente afirma que cerca de 1/3 do pescado, do Reino Unido, contém vestígios de microplástico. A European Food Safety Authority afirma ser urgente estudar os efeitos desta “nova ameaça” para a saúde humana.
As grandes marcas de bebidas recusam-se a usar plástico reciclável, porque a embalagem não é brilhante e totalmente transparente, o que pode mudar a perceção que o consumidor tem do seu produto e afetar as vendas.
A coca-cola é responsável por cerca de 1/5 de produção anual de garrafas.
A maioria das garrafas de plástico usadas são de água engarrafada, provavelmente, devido à procura de um estilo de vida mais saudável, à desconfiança da qualidade da água da rede e ao medo das águas contaminadas nos subsolos.
Uma garrafa de plástico demora cerca de 450 anos a decompor-se.
Os números e a realidade que transparecem podem ter este efeito avassalador, assim com a história da água engarrafada

Fonte

O poder da imagem

26 de setembro de 1960, EUA, em plena campanha para as presidenciais, os candidatos John F. Kennedy, um jovem senador, e Nixon, o experiente vice presidente do EUA, são os protagonistas do que viria a ser considerado um marco histórico nas campanhas eleitorais, o 1º debate político a ser transmitido na televisão.
JFK apresentou-se calmo, confiante e com boa cor, já Nixon, pálido e muito magro, devido a uma recente hospitalização, parecia em baixo de forma e um pouco transpirado.
No final, quem ouviu no rádio, foi unânime em considerar que a vitória, no debate, tinha sido de Nixon; quem viu o debate na televisão, que foi a larga maioria – 88% da população já tinha TV – atribuiu a vitória a JFK.
Muitos dizem que JFK ganhou as eleição naquela noite, o debate foi o ponto de viragem, tendo o próprio reconhecido o papel decisivo e o impacto que o debate teve no resto da sua campanha. No entanto, Nixon, esteve bastante melhor, também em aparência, nos debates seguintes, mas a imagem que prevaleceu foi a do 1º debate.
JFK ganhou a Nixon por uma unha negra e muitos acreditam que foi graças aquele 1º debate.
O debate que mudou a forma de fazer campanha eleitoral, reconhecido/constatado que foi o papel/potencial da televisão na mesma, que até então era encarada apenas com um “objeto” dedicado ao entretenimento.
Dizem que muito devido ao receio dos candidatos, só 16 anos mais tarde se voltou a realizar, um debate presidencial transmitido pela televisão nos EUA!
Impressionante, a importância e o papel da imagem! O grosso desta história, que desconhecia, foi-me contado por pimpolha mais velha quando lhe perguntei “O que achaste mais interessante na visita guiada, que fizeste com a escola, ao NewsMuseum?”. Fui investigar… e a moça tinha percebido e contado quase tudo direitinho. Sempre a aprender… com pimpolha mais velha!
Fiquei a pensar no papel da imagem, nos dias que correm, e penso que (pre)domina! Faz falta ouvir mais, olhar e julgar muito menos!
Por exemplo, como teria sido ouvir Salvador Sobral, sem o vermos? Teria gerado tanto comentário depreciativo acerca da sua pessoa…? Não creio, as críticas seriam apenas dirigidas à sua música… seríamos tão melhores pessoas! Quem diz o Salvador Sobral diz outros, ocorreu-me este exemplo, talvez devido às “correntes de ar” geradas… novamente, sempre acompanhadas de cheiro mas não o seu! O que nos leva a outro tema que dava pano para mangas: A imagem e a diferença (que incomoda muitos!)

Artigos interessantes sobre o tema aqui e aqui.

Tá-se, Tá-se!

Está explicado o lapso dos D.A.M.A, fazem surf na praia da Areia Branca e este é o seu bar de eleição! Tudo explicado, foram induzidos em erro!
Poucos se podem gabar de não dar erros ortográficos ou de nunca ter tido dúvidas como se escreve determinada palavra, eu cá às vezes até invento palavras, mas são poucas as figuras públicas que se podem dar ao luxo de tamanha arrogância e escapar incólumes! E vida, Às vezes, tem destas coisas… ironias do destino 🙂

As ventoinhas da vida

A sala está à pinha, máquinas fotografias e de filmar a postos, os artistas estão em pulgas, esperando que o pano suba e que se inicie, o culminar de um ano de trabalho, a sua peça de teatro. Está um dia abafado, típico dos dias de trovoada, na sala, não climatizada, a humidade e o calor ambiente e humano colam as roupas ao corpo, tudo pega, a ansiedade de uns e outro é grande. Lá bem no cimo, oito ventoinhas rodam em alta velocidade, cumprindo a sua missão (impossível): refrescar uma enorme sala, num dia quente, numa sala cheia de gente onde as luzes e todas as atenções estão focada no palco. Por detrás do pano, surge a professora de teatro e faz as apresentações e recomendações habituais. No final do seu discurso, ouve-se um grande estrondo num dos cantos da sala. O silêncio é sepulcral e todos olham em busca da razão de tamanho barulho. Alguém grita “Desliguem as ventoinhas imediatamente!”. No chão, aos pés de uma avó, jaz uma das enormes ventoinhas com um das suas pás amolgada. A avó esfrega a nuca, meio atordoada, e vai respondendo ao que lhe vão perguntando, enquanto, calmamente, é encaminhada para a saída, procurando o ar fresco e à espera da ambulância, que alguém previdente chamou de imediato, e vai dizendo “Estou bem, foi só o susto! Acho que nem a cabeça parti! Ainda bem que acertou em mim e não, nos meninos!”. A senhora seguiu para o hospital, onde, felizmente, se veio a confirmar, que, efetivamente, estava tudo bem, à parte da dor de cabeça, e imperou a máxima “The show must go on!”; o espetáculo seguiu o seu curso, deliciando a assistência e deixando imensamente felizes o pequenos atores.
A vida é feita de contratempos, às vezes, nas situações e alturas que menos esperamos, como esta ventoinha que, sem aviso prévio, saltou desalmada do seu eixo de rotação. O que tinha todo o potencial de correr seriamente mal, constatou-se não passar de um pequeno incidente. Se nos esqueceremos deste episódio com a ventoinha? Claro que não e procuraremos, consciente ou inconscientemente, não nos sentar debaixo de nenhuma nos próximos tempos, a pequenada tomou logo essa providência, mantendo-nos, no entanto, suficientemente perto para sentir as suas lufadas de ar fresco. No nosso caminho, todos os dias haverá ventoinhas, candeeiros, buracos no passeio, atravessar da estrada e mil e uma outras coisas que, normalmente, correm bem e que, por uma razão ou outra, num determinado dia/momento podem correr seriamente mal e alterar drasticamente o nosso curso de vida de um momento para o outro. É um medo consciente com qual nos debatemos todos os dias mas não é por isso que deixamos de viver! Recordaremos, certamente, o bonito e divertido espetáculo que assistimos, apesar do incidente com a ventoinha, não esquecendo que a sorte, o tempo e a esperança, no meio dos azares e percalços da vida, está sempre à espreita, é só uma questão de perspetiva e de olhar na direção da máxima “Carpe Diem”, no sentido do “The show must go on!” e com a intensidade de quem faz o melhor que pode e sabe todos os dias. Essencialmente, praticar algo benéfico a todos: descomplicar e deixar de remoer nos “ses” da vida, vivendo um dia de cada de vez, aproveitando o que ele nos trás, sempre com os olhos postos, e não os pés, no dia de amanhã!

Museu do Aljube

Fomos ver o espetáculo infantil deste ano do La Féria,” A Pequena Sereia”,  a pequenada gosta sempre dos seus espetáculos, embora como diria o nosso Salvador Sobral “To much fireworks!”, mas vale a pena. Desta vez, tivémos a benesse de não estar lá o próprio, aos berros, como é seu costume, a vender programas autografados à saída ou à entrada do espetáculo, “técnica” que abomino.
Passeámos na Baixa, vagueámos na feira de artesanato na Praça da Figueira, onde me ri com um dos artesãos quando este falou para mim em inglês “É o mais comum, menina, já nem pensamos!”, apreciando o quão turística está a nossa bonita capital, visitámos a Sé de Lisboa e fomos conhecer o Museu do Aljube.
Aljube – palavra de origem árabe que significa “poço sem água”, “prisão”. O edifício onde se situa o museu foi até ao século XIX um prisão eclesiástica (talvez por ficar mesmo junto à sé, digo eu) para depois se transformar numa prisão de mulheres e, a partir de 1928, passou a ser uma prisão da polícia política associada ao regime. É um museu repleto de informações e testemunhos do que foi viver na época da ditadura: oposição e clandestinidade, os tribunais políticos, a resistência, os presos políticos, as técnicas de tortura, o isolamento, o colonialismo e a revolução dos cravos. No Aljube, existiam 14 “gavetas”, “curros”, compartimentos com 1mx2m, sem luz e condições, onde os presos podiam permanecer por tempo longo e indeterminado, e onde eram sujeitos a uma forte pressão física e psicológica, sempre que o telefone tocava no corredor, tudo ficava ainda mais tenso, era para chamar alguém para ser interrogado. O telefone tem um som estridente e à porta de um dos “curros” parece que ainda agora a tensão é palpável, a pequenada apercebeu-se perfeitamente deste facto e os “curros” impressionaram-nos verdadeiramente. Um museu “forte”, um repositório e tributo à memória de um país e das vítimas do sistema ditatorial que lutaram pela liberdade e pela democracia. Uma visita aconselhável, com tempo, uma mais valia para perceber a importância dos valores democráticos! Gostámos muito, não deixa ninguém indiferente (ou não deveria) mesmo para quem, como nós, nasceu depois da época retratada!

#Diz Olá

Cartazes que podem ser encontrados espalhados em várias paragens de autocarro da capital. Uma iniciativa gira, um apelo a uma comunicação real com quem está, literalmente, ao nosso lado e o poder de um simples “Olá” despertar um sorriso ou o ar macambúzio na vida atribulada e acelerada de muitos, um repto ao uso da boa educação e a ver, realmente, o outro! GOSTEI :)!!!

Suspeito…

“Água suspeita” num fontanário em frente à Universidade da Beira Interior. Não bastava só o “Imprópria para beber” ou “Água não potável” para se perceber a mensagem. Numa das ruas principais da Covilhã, em frente à UBI, acho que merecia, sei lá, qualquer coisa mais científico que o título “Água suspeita”.

“Houve luz e trovões, mas era só Nossa Senhora”

“150 crianças de três escolas católicas de Fátima vão receber o Papa na Capelinha das Aparições, esta sexta-feira. Os alunos do Centro de Estudos de Fátima estão a preparar-se para um dia “emocionante”. Explicam, à sua maneira, o que aconteceu há 100 anos na Cova da Iria e o que é isso de “ficar santo”.

Muito engraçada esta reportagem da Renascença, vale a pena ver o vídeo! As crianças são… acima de tudo genuínas!!! Delicioso 🙂

Em branco…

“Estava aqui revendo as minhas fotos da neve! Adorei, stôra! Cheguei a Portugal, em Outubro, no Brasil, não há neve, nunca tinha visto. Quando ouvimos que havia neve cá na Serra da Estrela, fomos até lá para conhecer! Amei, amei! Tinha nevado no dia anterior, mas não estava frio, não estava ventando! Aí, quando eu contei pra os meus colegas onde tinha ido, descobri que eles nunca tinham ido até lá, nem tinham curiosidade! E aí, eu pensei, é a um pulinho daqui, como é possível? Me explica isso, stôra, por favor!”

A felicidade, a primavera e o dia do pai – uma verdadeira mixórdia de temáticas!

Dia 20 de março, respiramos fundo e suspiramos sentindo no ar a chegada da primavera, pelo menos oficialmente, é também o dia em que se comemora o dia da felicidade, nesta moda instaurada de que tudo tem um dia. Foi também o dia que ficámos a saber que segundo um estudo recente, Portugal ocupa no ranking a posição 89 entre 155 países, onde, mais uma vez, os nórdicos lideram a tabela, somos o quarto país menos feliz da Europa.

O sol que nos aquece a pele, e o coração, na maioria dos dias, boas paparocas que nos enchem a barriguita e consolam a alma, um país de uma beleza surpreendente, de cortar a respiração, queiramos nós explorá-lo e aproveitar o que tem para nos oferecer, um país seguro, apesar dos gatunos, aparentemente inocentes, que nos roubam milhões, um país de gente calma e pacífica, especialista em queixumes e lamentos, o país onde existem mais telemóveis per capita, onde os centros comerciais e as grandes superfícies comerciais proliferam, onde, por ano, os seus cidadãos investem mais em cápsulas de café Nespresso do que em livros, onde se valoriza o ter em detrimento do ser, onde se escolhe ostentar em vez de vivenciar… Temos tudo isto e muito mais, no entanto, o problema não foi só a crise que nos toldou o entendimento mas a mentalidade e a forma como escolhemos viver/encarar a vida: entre reclamar por tudo e por nada, conscientemente, sabendo que nada faremos para modificar a realidade que tanto criticamos, ou deitar mãos à obra e tirar o melhor partido do que se tem, apreciando e dando valor a cada momento, mesmo os maus, a cada aprendizagem, mesmo as dolorosas, a cada sorriso, aos genuínos mas, principalmente, aos esforçados, descartando de imediato os cínicos, sabendo rir de si próprio e fazendo sorrir os outros, não perdendo nunca o sentido de humor e o poder de encaixe; o que será que a grande maioria escolhe?

Dou comigo a sorrir ao (re)ler um artigo do presidente e fundador do Happiness Research Institute, quando esteve em Portugal, a promover o seu livro intitulado “O Livro do Hygge — O segredo dinamarquês para ser feliz“. Um dinamarquês cheio de espírito, sentido de humor e que tem um discurso bastante interessante e que até me ensinou uma palavra nova “hygge” para algo que, em certa medida, há muito pratico, ou pelo menos tento, ou então vivo só na ilusão de… whatever! Não, não comprei, não li e não tenciono ler o seu livro mas não deixa de ser um entrevista que vale a pena ler. Alguns excertos abaixo

E porque foi, oficialmente, dia do pai, partilho, um tema que não faz bem o meu género, mas cuja letra, de forma simples, bonita, verdadeira, espelha na perfeição o que qualquer pai, e mãe, deseja para os seus filhos, e curiosamente, sobre estar bem com a vida, ser feliz.

Ao(s) meu(s) pai(s),

“I love my life
I am powerful
I am beautiful
I am free
I love my life
I am wonderful
I am magical
I am me
(…)And finally
I’m where I wanna be “
And all of this
thanks to you
I love my life
and I´m grateful
for all the things you
have taught me
and done for me
and above all,
I love you
(acrescento eu :))

À pequenada cá de casa, dedico esta parte, que eles tão bem conhecem na prática…

“Tether your soul to me

I will never let go completely
One day your hands will be
Strong enough to hold me
I might not be there for all your battles
But you’ll win them eventually
I’ll pray that I’m giving you all that matters
(…)
I am not my mistakes
And God knows I’ve made a few
I started to question the angels
And the answer they gave was you
I cannot promise there won’t be sadness
I wish I could take it from you
But you’ll find the courage to face the madness
And sing it because it’s true
(…)
Find the others
With hearts
Like yours
Run far, run free
I’m with you”

School at Sea

6 meses, 34 companheiros/estudantes (14 aos 17 anos), de várias nacionalidade/culturas, 5 professores, cerca de 1o tripulantes, um navio à vela, 13 países (na rota de Amesterdão até às Caraíbas e regresso), sobre o mote “You sail, you learn”, tudo isto, e muito mais, no School at Sea. Rotinas: uma dia de “escola” (conteúdo e objetivos a definir, de acordo, com as indicações da escola de proveniência, sobre a supervisão/acompanhamento dos professores do navio), um dia de vigia (navegação e as suas tarefas inerente, all about sailing), ao que se juntam várias expedições e saídas de campo pelo vários sítios onde vão passando. “Natural Learning” e o “conhecimento do mundo” estão subjacente ao lema do projeto, responsabilidade, autonomia e o saber lidar/trabalhar em conjunto em prole de um objetivo comum. Cerca de 21 000€ é o custo por aluno, por esta experiência única de 6 meses, onde o School at Sea estimula e ensina os alunos a arranjar “patrocinadores” para suportar os custos da propina.

Para aventureiros e impróprio para Pais galinhas, ou então não! Agrada-me muito, muito este projeto e acho que proporciona aos miúdos uma forma de ver o mundo, gerir emoções, vários tipos de aprendizagem, VALORIZAR os esforços e as realizações de uma forma extraordinária. Uma experiência de vida, certamente, capaz de centrar objetivos/metas! Fica a ideia e o bichinho… vamos ver se daqui uns anos, que não são assim tanto, ainda mexe! Gostava… e os pequenos será que sim? Hummm … ainda é cedo! Consigo prever/vislumbrar algumas surpresas no candidato menos provável e no mais provável! Caixinha de surpresa…

Os cinco…falsificados! Weird stuff!

Passeando na livraria, na zona infanto/juvenil, procurando uns livros que pimpolha mais velha desejava, excelentíssimo esposo dá de caras com os título acima! “Five go gluten free”, “Five give up the booze” e “Five go parenting”, com a famosa assinatura de Enid Blyton, e pensei “Que é isto? O mundo está perdido!”. Confesso que fiquei um pouco chocada mas, numa análise mais detalhada percebemos que o texto era de Bruno Vincent e apenas utilizava as personagens do cinco com mais uns aninhos de idade. Mas permanecia a questão, o que estava lá a fazer o nome Enid Blyton, em grande, e no sítio onde costuma estar o autor?
Uma pesquisa rápida,na internet, revelou que este tipo de livros “falsos” está a fazer furor em Inglaterra, a malta gosta de ver os seus heróis de infância crescer e passar pelos seus, deles, problemas (deixar o álcool e o gluten, aprender a ser pais), os ingleses chamam-lhes livros de paródia, pudera… Enfim… weir stuff é o que é! Ah… apesar de na livraria estarem na secção de livros juvenis, em inglês, este livros são para adultos, segundo vários artigo ingleses. Opssss…alguém não anda a prestar atenção nas livrarias portuguesas!

O nosso Diário de Bordo

Bilhetes, panfletos dos sítios por onde passávamos, era o que não faltava cá por casa, especialmente, por iniciativa da pimpolha mais velha que gosta de ficar com tudo… para mais tarde recordar!

Ocorreu-me então que talvez fosse engraçado ter um diário de bordo, onde guardassemos estas recordações dos navegadores, escrito pelas suas mão e nas suas palavras. Começámos em novembro a registar, nem sempre temos coisas para registar e os registos são diversos: atividades que realizámos em casa e em família, de locais que visitámos e as nossas impressões e sentimentos em determinadas ocasiões. Normalmente, é a pequenada que escreve na presença de todos os membros da família, comparamos pontos de vista, impressões e meditamos sobre o que aprendemo e há sempre alguém que tem alguma coisa a acrescentar, é um exercícios bastante interessante. Nos períodos de férias, em que “acumulamos” atividades e cansaço, por vezes, é difícil manter o diário atualizado e, para não deixar nada para trás,  os papás ajudam a fazer o registo mas não deixa de ser interessante deixar passar uns tempos antes de fazer o registo!

Uma ideia simples que recomendamos por todos os motivos e mais algum! Excelentíssimo esposo diz brincando, “É como ter um blogue em papel! Estás a treiná-los?”. Mas é muito mais do que isso…

img_8502“We travel not to escape life, but for life not to escape us”

“Write down your dreams and turn then in to goals”

As duas citações vinham inscritas na 1ª página do nosso diário de bordo! Perfect fit!

Mails efetivos

Recebi um mail, ver imagem acima, a confirmar a minha inscrição numa formação online  “Escreva mails efetivos”. WHAT???
Como não fui eu que me inscrevi (não estou assim tão louca que não me lembre, penso eu de que..) resta-me concluir que alguém dos meus contactos acha, certamente e talvez com razão, que estou a precisar de escrever mails mais efetivos, sou mais dada aos afetivos, provavelmente. Vamos a isso, sempre pronta a aprender!

Ora espreitem que a formação é online e gratuita, pode ser que vos seja útil!