Brigada da reciclagem

Cruzámo-nos com vários trios de jovens de caixote do lixo amarelo às costas, no recinto do Wonderland, para que as pessoas, ao longo da sua deambulação, podessem depositar os seus copos, garrafas etc. Uma ideia engraçada e fácil de implementar, gostei! No chão não havia garrafas nem copos de plástico aos montes como é hábito neste tipo de eventos, ou estamos a ficar mais civilizados ou a brigada da reciclagem é poderosa ou então foi pura coincidências, as duas primeiras conjugadas seriam um sucesso estrondoso!

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Exposição do Escher

Declaração de intereses – Sou suspeita para falar pois há muito que sou fã da obra do Escher, utilizo-a e dou-a a experimentar, aos meus alunos, as suas pavimentações, para que rapidamente descobram que é difícil reproduzir e imitá-lo, mesmo conhecendo a sua técnica; só alguém com um enorme talento, criatividade, visualização do espaço e imaginação poderia alguma vez ter produzido tamanha beleza, unindo,indiscutível e elegantemente, a matemática e a arte.
Tendo visitado o seu museu em Haia, achei que a exposição sobre a sua vida em obra que estará no Museu da Arte Popular, em Lisboa, até finais de maio de 2108, não acrescentaria muito ao que por lá tinha visto e fui aprendendo ao longo dos anos, enganei-me redondamente. É sempre bom sentir e observar as obras de Escher, há sempre um pormenor, ou vários que nos escaparam, mas o principal motivo da visita à exposição era, especialmente, dá-lo a conhecer melhor à pequenada da casa, que também já tinha visto algumas coisas dele, motivados pelos trabalhos dos meus alunos que viram.
Com expectativas elevadas e ânimos leve, numa tarde bastante fria de dezembro, rumámos à exposição do Escher.
Trinta minutos na fila para comprar o bilhete e poder entrar, a exposição estava superlotada, e depois foi o admirável mundo novo, andámos por lá mais de duas horas, acompanhados de audioguias (incluídos no preço mas não esquecer de pedir no balcão ao lado da bilheteira). Primeiramente, deixámos a pequenada andar à vontade e eles entretiveram-se sozinhos a observar e a ouvir as explicações dadas pelo audioguia, fazendo as experiência que foram aparecendo, vibraram.  Depois, numa segunda abordagem, explorámos em conjunto as litografias mais importantes, chamando a atenção para determinados detalhes e transformações e explicamos-lhes os “resultados” e a sua razão das experiências realizados, entrámos na sala dos espelos e vimo-nos até ao infinito, uma canseira de nós, portanto… Os miúdos vibraram e ficaram verdadeiramente surpreendidos com a Exposição do Escher. Não deixem de visitar porque vale muitooooo a pena mas como comecei por dizer: eu sou suspeita na matéria.

Para aguçar a curiosidade e a vontade de visitá-la ao vivo, aqui fica um pequeno registo fotográfico e não só.

Escher no início da carreira

Imagens do 1º livro – ilustrações de alguns ditados holandeses

O seu fascínio por Itália, destino que visitou e com amigos, e onde viveu durante uns tempos com a mulher, primeiro em Roma, onde se dedicou a observar e desenhar os monumentos à noite. Mais tarde, o sul de Itália e as suas paisagens retém grande parte do seu interesse

A música de Bach e obra de Escher

De visita a Espanha, encantou-se com os azulejos cheios de padrões do Allambra e da Catedral de Córdova. A partir daí começa a dedicar muito do seu tempos ao estudo da divisão do plano e às suas famosas pavimentação, repletas de “objetos da natureza”

Reflexões e simetrias

Metamorfose: uma das suas maiores litografias e a mais famosa (Foi a única litografia, das mais famosas a que tirámos fotografia pois nas restantes de tão embrenhados que estávamos nem nos lembrámos mas estão lá todas expostas: Belvedere, Dia e a noite,…)

As experiências interativas

O IKEA tem espírito: publicidade a movéis e cadeira inspirada nos objetos impossíveis de Escher; para alguns a montagens dos movéis do IKEA são mesmo impossíveis.

O Escher e as capas de discos de vinil.
Em 1969, Escher recusou fazer a capa do disco dos Rolling Stones, alegando falta de tempo, apesar de já ter feito várias capas para outros artistas e bandas de renome. Dizem as más línguas que Escher não apreciou a forma familiar e bajuladora como Mick Jagger se lhe dirigiu, “Caro Mauritius”, na carta que continha o pedido dos Rolling Stones. Solicitou ao seu agente para recusar o pedido, pedindo-lhe que transmitisse que, para eles, ele não era “Mauritius” mas sim “M.C. Escher”. O respeitinho é bom e o Escher apreciava-o ao que parece!

O Escher nos filmes, nas bandas desenhadas e na mítica série dos Simpson

Escher sob outra luz

Escher na música

Nas proximidades: um bonito por de sol

Made in china ou talvez não!

Estava eu, na fila para pagar, na loja do chinês aqui do bairro, quando o senhor à minha frente pergunta ao chinês dono “Tem aqui uma bela loja, sim senhora! Grande e cheia de coisas, vem tudo da China, não é?”.
E o dono, o chinês mor, sorrindo-se esclareceu naquela sua fala muito característica “A maioria dos produtos que encontra aqui na loja são produzidos em Portugal, em Espanha e na Alemanha!”.
Fiquei, tão ou mais, surpreendida que o senhor e o dono riu-se ao ver a nossa cara de espanto, acrescentando “Toda a gente acha que na loja do chinês, tudo vem da china mas não é assim!”
Por curiosidade, quando cheguei a casa fui consultar as etiquetas dos produtos que tinha comprado na loja do chinês do bairro. Surpresa das surpresas, dos 12, nenhum era made in china, e a grande maioria era proveniente de Portugal e de Espanha e uma pequena minoria da Alemanha. E esta hein?

Filme: “O Substituto”

Um filme duro, pesado, triste, sem final feliz, não deixando, no entanto, de ser um excelente filme.
É um filme ao qual é impossível ser indiferente, leva-nos a meditar sobre a imensidão de temas que em 1h30 abrange deliberada e/ou disfarçadamente.
Muito elucidativo sobre a compexidade da mente humana: o papel e a forma como lida com experiências/vivências passadas, transportando e revivendo-as no presente e temendo não conseguir evitar a sua influência e viver com elas no futuro.
Retrata bastante bem que, independentemente, da profissão, cada um de nós tem uma vida pessoal e um bagagem emocional que transporta consigo sempre, embora procure protegê-la, ocultando-a no decorrer do exercício da sua profissão, através de um deliberada indiferença; no entanto, ela está lá sempre presente e constitui uma linha orientadora em muitas das opções e intervenções que escolhemos ter ou fazer, por muito que o tentemos evitar ou esconder.
O nome original do filme é “Detachment” que pode ser, grosseiramente, traduzido por desapego, e é exatemente essa falta de sentimento de conexão que o personagem principal, representado por Adrien Brody (do Pianista), enverga, no seu dia a dia, como um escudo, mas o interesse e a preocupação pelo que o rodeia pautam a sua discreta mas presente e interveniente ação, contrariando a tal indiferença que apregoa. Talvez porque, no fundo, não perdeu a esperança de fazer a diferença na vida de alguém, o que faz dele tudo menos indiferente, colocando-o na linha da frente da batalha, algo que desejava evitar a todo o custo.
A vida não é um mar de rosas e há algumas cravadas de muitos espinhos em que, difícl e infelizmente, conseguimos fazer a diferença ou se fazemos, por vezes, ficamos na dúvida se terá sido para melhor. E sim, isto mexe e tira o sono a uma pessoa, é muito mais fácil assobiar para o lado, apregoando a tal indiferença, do que carregar nos ombros a responsabilidade de tentar/poder fazer a diferença, sem saber se é para melhor, uma lição que aprendi da maneira mais difícil mas que ainda não me tirou a esperança de poder, em alguns casos, fazer a diferença.
Vale mesmo a pena ver este filme, com uma abordagem totalmente diferente do que é habitual e meditar sobre tantas coisas que lá se passam e falam mas também no que não é verbalizado e nas ações!
Gostei muito deste filme que ainda estou a digerir (bom sinal!) e agradeço à Catarina, do blogue (in)sensatez, a sugestão.

Attero de Bordallo II

Uma exposição que vale a pena a visitar, para todos e por todos, desperta a curiosidade dos mais pequenos e a consciência dos mais velhos, e com ela a transmissão e a chamada de atenção do papel que escolhemos ter na mudança, que passará indiscutivelmente pelas gerações mais novas.
É simplesmente magnífica e espetacular em vários aspectos apesar do tempo de espera, dada a enorme afluência. É gratuita e esta patente numa espécie de edíficio devoluto da CML, que o artista transformou em estúdio para compor as obras de arte expostas. Pode ser visitada até dia 3 de dezembro de 4ª a domingo das 14h00 às 20h00, na Rua de Xabregas nº49, pertinho, pertinho do Teatro Ibérico e da Marítima de Xabregas.
Para abrir o apetite logo ali na esquina da Rua da Manutenção, encontramos uma enorme e colorido sapo da autoria de Bordallo II. Antes de entrarmos no edifício, onde decorre a exposição, somos saudados por um enorme e simpático macaco dependurado, e, enquanto se aguarda a vez de entrar, fica a sugestão para o observar com atenção e perceber de que materiais é feito e começar logo ali uma viagem surpreendente. Na Avenida 24 de julho, diz que há uma cativante e amistosa raposa também de Bordallo II.

Toda a tónica da exposição é colocada na enorme quantidade de lixo urbano produzida por todos nós, a matéria prima de todas as suas obras, os perigos que elas representam para o planeta e o papel importante da reciclagem e da necessidade urgente de mudança da nossa parte face a esta realidade inegável.
Numa 1ª sala, temos aquilo que o artista chama de realidade invertida, uma troca de papéis, uma sátira , ou verdadeira crítica, social para que nos possamos colocar no papel do nosso planeta doente, da natureza, dos animais e Homem morto vivo, tudo representado recorrendo a restos de madeira, cerâmica, circuitos integrados, telemóveis, etc. Muito interessante, vale a pena observar os pormenores com atenção, meditar um pouco sobre o seu significado, lendo o título sugestivo e elucidativo que deu a cada uma das obras.

Na 2ª sala, temos uma sala repleta de animais fofinhos todos feitos essencialmente à base de metais e objetos do nosso dia a dia (calculadores, telemóveis, circuitos elétricos, espanadores, escovas, sapatos e sei lá que mais), mais uma vez fica a dica de observar os títulos das obras. A minha preferida a “A cabra calculista”.

A 3ª sala, começa com animais fofinhos em que uma das suas metade é feita com plásticos (brinquedos, funis, etc) e outra com metais. Um efeito curioso e colorido na parte plástica e um mais parecido com a imagem que temos do animal na metade de metal. Esta conceção despertou a curiosidade da pequenada, talvez pelo facto de verem lá alguns dos seus brinquedos: uma mão do mickey, uma pá da praia, entre outros. Termina com animais feitos total com resíduos plásticos, dá uma ar espalhafatoso, colorido e pouco feroz aos animais retratados.

Na 4ª sala, começamos por ver dois vídeos de uma caveira e uma tartaruga a flutuar no mar feitos de lixo plástico recolhido junto à costa de Lisboa por Bordallo II e depois devolvidos ao mar nesta nova forma procurando chamar a atenção dos frequentadores do local e alertar a sua consciência.  Um espaço correspondente ao seu estúdio de trabalho repleto de “lixo” e um quadro que retrata o mesmo. Para finalizar, um enorme e colorido rinocerante  feito de resíduos plásticos.

De seguida, passamos num corredor que retratada o fundo do mar, com a particularidade de que todo ele é feito com resíduos plásticos.

E a mensagem final, bofetada de luva branca, igualmente potente e letal, desta vez sem animais fofinhos apenas com o Homem e o seu papel, ou falta dele, na preservação da Mãe Terra nas suas várias vertentes.

Um espanto, um verdadeiro lavar e abrir de olhos regado com muita criatividade e sentido crítico, caracterísitcas de todos os grandes artistas.
Recomendamos vivamente!

#Mais de quarenta

A mulher, a passagem dos anos, a idade, a imagem, a beleza, e o que realmente é esta amálgama de coisa que muitos mulheres têm alguma dificuldade em (di)gerir, é o que procuram mostrar e desmitificar estes retratos de mulheres com mais de quarenta – um projeto de Cristina Nobre Soares e Mário Pires.

Dedicado a todas a minhas amigas quarentonas :), em breve, vos apanho, não temeis, bem com a todas as mulheres!

Outono

Um outono invulgarmente quente e incendiário!
Um país que acima do Tejo ardeu praticamente de lés a lés, entre junho e este negro fim de semana de outubro.
Um tempo pautado por muita falta de tento na língua, sentido de oportunidade, bom senso, racionalidade, responsabilidade e sensibilidade a quem lhe compete e, por outro lado, uma sede de “sangue” que não compreendo, no imediato, que vantagens trará para os principais visados, os que tudo perderam e se veem rodeados de nada, para além do negrume e das cinzas, e para restabelecer as nossas florestas e evitar novas desgraças!
Sim, o sistema voltou a falhar, os meios voltaram a ser poucos e sabia-se que o risco era elevado! Se deveria ter acontecido depois do que se verificou em Pedrogão, Mação e por aí em diante, certamente que não!
Quatro meses decorridos, o que teria sido possível mudar naquilo que falhou em Pedrogão? E atenção ao verbo que utilizei: “teria sido” e “não deveria”, que faz toda a diferença.
Para tudo, há burocracias, contratos, concursos, protocolos, prazos, interesses e cenas e coisas a cumprir. Infelizmente, a máquina estatal é lenta, disso eu tenho a certeza! Mas fico contente, por a ignorância ser apenas da minha parte, porque todos parecem saber o que poderia ter sido feito em 4 meses, em cá acho que tenho apenas uma pequena noção do que deveria ter sido feito!
Um dos melhores apontamento, para todos nós, sobre este negro verão/outono.

“Quando é que foi a última vez em que repararam naquele eucaliptal a caminho da terra dos vosso pais? Sim, aquele aonde não levam os miúdos por estar cheio de mato, que eles ainda se aleijam e sujam todos. Quando é que foi a última vez que apanharam pinhas em vez de as comprarem no supermercado? Quando é foi a última vez que sentaram à sombra de um carvalho? A floresta faz muita decoração, é verdade, o verde enche muito olho, é ele e o azul do mar. Diz até que faz bem ao ar que a gente respira. Mas precisa que se torne parte da nossa vida para que possa existir. Sem isso é coisa para arder facilmente.”
Cristina Nobre Soares

Catequese e as cadernetas de cromos

Todos muito compenetrados e afinadinhos na missa de acolhimento da catequese mas o melhor estava para chegar.
No final, senhor padre dá vários recados ao (in)fiéis: a catequese não tem como função ocupar as crianças ou ser um espaço de babysitter, as catequistas desempenham o seu papel voluntariamente em prole da formação de uma nova geração cristã, não sendo por isso criadas dos papás ou de estar sujeitas aos seus desejos e horários, a catequese é para frequentar com assiduidade e não só quando se encaixe nas milhares de afazeres das crianças de hoje em dia. O discurso deixou parte da plateia adulta estupefacta e eu pensei “Dá-lhes com força que ainda mexe!”. A pequenada não mostrou sequer ter ouvido as suas palavras de tão a leste do paraíso que estavam mas o brilho e entusiasmo voltaram de imediato quando o senhor padre anunciou “Este ano, na catequese, vamos ter uma caderneta de cromos. Hoje vão receber todos 3 cromos e, ao longo da vossa caminhada, irão recebendo os restantes!”.
Foi vê-los a correr para o altar, de mãos estendida, para receber a caderneta e os 3 cromos do dia.
Riu-me, ao ouvir uma mãe atrás de mim dizer “Oh não, agora que acabámos a do Pingo Doce, começa a saga de nova, agora com os da catequeses!”.
Pensando cá para mim”Tempos modernos estes em que até na catequese há cromos. É capaz de ser bem eficaz para angariar seguidores assíduos. Desconfio que só vai fazer a 1ª comunhão quem tiver a caderneta completa! Será que há cromos repetidos? Quais serão os cromos difíceis?” Tudo um novo leque de perguntas e interpretações me suscita esta caderneta da catequese, à qual, devo confessar, estou a achar um piadão, é capaz de nos ensinar coisas bem interessantes, não necessariamente, as pensadas pelos seus criadores e pelo Criador.
Uma caderneta de cromos a guardar religiosamente, no verdadeiro sentido da palavra!!!

!

Do que se alimenta o Facebook?!

Sempre que a minha veia da escrita não está devidamente oxigenada, os senhores do facebook enviam-me um mail, de incentivo, para que a máquina comece a bombear devidamente, porque afinal há gente que gosta da página e está à minha espera!
Este é o segredo desta, e, provavelmente, de muitas outras redes sociais, fazer-nos crer que somos importante e que o que partilhamos é de extrema relevância para os outros, alimentar-nos o ego, portanto… só que não!
Somos realmente, não virtualmente (aí são às centenas), importantes para uma pequena minoria, certamente, suscitaremos a curiosidade, boa, má e invejosa, de alguns com os conteúdos que partilhamos, daí a ser relevante, vai um grande passo! Mas lá que estes senhores têm a máquina bem oleada e a psicologia toda, lá isso têm!
Nunca deixa de me admirar e assustar, o poder astronómico desta máquina e dos seus post patrocinado, parece que foi assim que o Trump conseguiu ganhar as eleições (um artigo muito interessante “Facebook wins, democracy loses”) e quem o tenha tentado também por cá nas autárquicas. Uma cena perigosa esta… nunca esquecer!
Estão pensando, sim mas resultou, o facebook encheu-te o ego! Publicaste! Ganhou! Só que não… E quem pensar que sim, desconhece por completo o que me inspira e move estes blogue, independentemente de gostar da página e ser meu amigo no facebook, hilariante e caricata esta era global, não?!!!

Extinção por falta de sexo?!!!

No Japão, um elevado número jovens não mostra grande ou qualquer interesse em relacionamentos, intimidade e sexo – dizem não ser uma prioridade, é uma escolha de vida consciente. O Japão tem uma das mais baixas taxas de natalidade de natalidade do mundo, aliado a esta forma de ser e estar das novas gerações, é coisa para se tornar uma  verdadeira preocupação social, dentro em breve, para aquelas bandas, digo eu!
Na América, os estudo dizem que os jovens fazem 6 vezes menos sexo do que os nascido na época de 30. Razão: a falta de tempo e o entretimento proporcionado pelas redes sociais e afins. Há ainda quem diga que desde que o iphone saiu, em 2007, modificou muito, e radicalmente, o relacionamento e interesse dos jovens e o intitule de – o destruidor de uma geração
Há ainda quem coloque a pertinente questão “Quem é o seu amante?” porque é preciso namorar a vida e, não necessariamente, passar a vida a namorar.
Cada fação terá a sua teoria, provavelmente, todas com alguma razão. O segredo e a resposta, a esta, como a outras questões, deve estar no meio termo, desconfio.
Face a tudo que li e citei anteriormente, assola-me apenas uma dúvida simples: caminharemos para uma extinção natural da raça humana, muito antes do previsto por todas as teorias do aquecimento global, previsões da ciência e afins, por uma decisão consciente dos ritmos e estilos de vida moderna (seja isso lá o que for)? Ah, espera, lembrei-me agora, teremos sempre a África e a Índia, onde tudo flui ao ritmo do costume, e de antigamente, que se conservem, e nos conservem, assim!

 

 

Contos de fadas – algumas questões pertinentes!

Nas férias, li um excelente artigo sobre os contos de fadas que levantava uma série de questões bastante pertinentes.
“Porque razão há tão poucas mães nos contos de fadas?” – uma excelente questão que nunca me tinha ocorrido. Ainda mais estranho parece, agora que penso nisso, sabendo que naquela época, a dos contos de fadas, eram as mães as grandes contadoras de histórias e responsáveis pela educação dos filhos.
Os contos vão sendo contados e repetidos de geração em geração, alguns com centenas, milhares de anos, e embora as histórias não sejam reais, há sempre alguma verdade ou mensagem subjacente aos mesmos, um facto aceite e reconhecido por crianças e adultos. Segundo a autora, dado a “antiguidade” dos contos de fadas, há poucas mães, nos mesmos, pois os tempos não eram fáceis para as mulheres (as doenças, os partos, a violência, as violações, etc) e as mães estavam a preparar os filhos, mais precisamente as filhas, para a possibilidade de terem de viver sem ela e alertar/preparar para as dificuldades e dissabores presentes na vida de uma mulher, na eventualidade, de estas as virem a afligir também a elas. E, em certa medida, estes avisos ainda fazem algum sentido e são verdadeiro segundo a autora porque, às vezes, o lobo aparece sem ser convidado, bonito e perigoso, e o mundo, as pessoas, a vida nem sempre são um conto de fadas, é preciso estar alerta e conhecer os perigos!
Termino com uma citação da autora bastante reveladora e com a recomendação de leitura pois o artigo é muito, muito interessante.

“I’ve been asked in interviews, in classrooms and by audiences, if I think fairy tales are feminist. I think they are, but not by our modern definition of feminism. Traditional fairy tales were created long before any such notion existed, and I’d say they help women, rather than lift up women. They warn, rather than extol. They’re useful, which is a much older kind of feminism.”

 

Amigos amigos, telemóveis à parte!

Durante um jantar entre amigos de longa data, um deles refere que os telemóveis são as nossas caixas negras, que “guardamos” tudo lá dentro, observação refutada pela maioria dos presentes. Então este sugere que todos coloquem os telemóveis em cima da mesa de forma a partilhar com todos, falando e lendo em alta voz todas as chamadas e mensagens que cheguem para cada um.
O resultado foi surpreendente pois afinal… todos temos segredos e o telemóvel, efetivamente, “esconde” muitos deles, os nossos amigos nem sempre são aquilo que parecem ou nos fazem crer!
Vale a pena ver, rir e meditar. O nome deste filme traduzido à letra é “Perfeitos estranhos!”, diria muito adequado… indeed!
O trailer em baixo e o filme completo aqui.

A Mafalda sabe!

Ao observar a encomenda, e o tamanho do caixote, que continha os livros escolares da pequenada, para este ano letivo, ocorreu-me logo esta tira da Mafalda. Não é brincadeira: 14,6kg de livros! Em contas redondas dá cerca de 5kg de conhecimento para cada um dos pequenos… e 15 metros de papel autocolante para proteger tanto conhecimento.

O impacto ambiental da forma como escolhemos secar as mão

Árvores versus brisa. Muito interessante, vale a pena pensar nisto! Mãos ao ar e ao vento, expostas e secas pelos elementos da natureza.
Encontrado na casa de banho do Centro de Investigação e Monotorização das Furnas ao lado do secador de mãos.

Porrajmos

Um livro que li, recentemente, chamou-me a atenção para alguns dados sobre a II Guerra Mundial que nunca antes tinha relacionado: ciganos e os nazis. Estranho? Pois parece que não, os ciganos foram perseguidos pela polícia nazi, proibidos de deixar os seus acampamentos, utilizados como escravos em várias indústrias alemãs, remetidos para campos de concentração e as suas câmaras de gás, cobaias em experiências científicas, desterrados para locais sem qualquer hipótese de sobrevivência, vítimas de ações de extermínios/fuzilamento em antigo território soviético. Antes do regime nazistas, já havia algum preconceito legislado contra a sua etnia: proibidos de casar com elementos da raça ariana, esterilizados para não se poderem reproduzir, entre outros.
A população de ciganos, na Europa, antes do início da Guerra, estima-se que fosse cerca de 1 milhão , teram morrido, durante a II Guerra Mundial, cerca de 500 000 a 600 000 ciganos.
Porrajmos é a palavra, em romani, que designa o extermínio de ciganos levado a cabo pelos nazis.
Devo ter estado muito distraída nas aulas de História ou então não nos me contaram a história toda. São estas, e outras, histórias que nos ajudam a ver sobre outro prisma a história e o viver de um povo.

Sala de 1º ano – outra perspetiva

A maioria dos meninos têm um banquinho para colocar os pés, pois não chegam com eles ao chão e os estudos indicam que é mau para a postura e concentração. Esta é a uma perspectiva da sala da pimpolha mais pequena. Tendo em conta que apenas 6 ou 7 não usam o banquinho, surgem-me algumas questões: “Estarão as carteiras e cadeiras mal dimensionadas?”, “Serão as crianças, destas sala apenas, mais pequenas do que a maioria?” ou será que “Começam esta fase cedo demais?”. Ou um misto das três? Tendo em conta que pimpolha mais velha decidiu que precisava de um banquinho e é percentil 95% na altura, das duas uma, ou há aqui algo profundamente mal dimensionado ou a rapariga não quis fugir à regra e adotou o banco! Dá que pensar…
Nota: Ao fundo vislumbram-se as famosas caixas transparentes e os maravilhosos dossiers verdes claros (lado direito) – a uniformização em todo o seu esplendor!!! Lado esquerdo, a explosão de cores e diversidade de dossiers – são os da disciplina de Inglês!!!

#Luso por ti

Bebendo uma água do luso para matar a sede num dia quente diz-me a mãe “Já reparaste na frase que está na tua garrafa? Todos têm e são sempre engraçadas!”. E, foi assim, que eu e pimpolha mais velha encetámos, literalmente, uma caça às frases #Luso por ti, fomos alvo, diz excelentíssimo esposo entre risos, de alguns olhares estupefactos de malta que ao vermos, no supermercado, virando garrafas pensou de certeza “Mas o que é que elas tanto observam e viram garrafas de água!”. São inúmeras frases “Bem giras!” diz pimpolha mais velha, não poderia estar mais de acordo! Curiosamente, constato que poucas são as pessoas que reparam nas frases e quando espreito e lhes chamo a atenção todas sorriem! Olhai, pois então, para o rótulo das vossas garrafas de àgua do luso com olhos de ver outros olhos e sorriam que faz bem à alma e aos músculos faciais! Uma pequena amostra do que nos fez sorrir mas há muitas mais!

Azulejos didáticos

Supõe-se que, provavelmente, eram centenas, embora apenas se conheçam 23, datam de meados do século XVII, feitos em Portugal, contém proposições e demonstrações matemáticas contidas nos primeiros livros dos Elementos de Euclides e “ilustradas e reproduzidas” por Tacquet (padre jesuíta). Tudo indica que estiveram expostos em salas de aula de matemática num colégio da Companhia de Jesus (jesuíta), de Coimbra, por volta de 1692 até 1759 (ano em que os jesuítas foram expulsos de Portugal).
No século XVI e XVII, houve bastantes Jesuítas, espalhados pelo mundo, com um papel importante no estudo da Matemática e da Ciências mas, em Portugal, (pre)dominava a corrente filosófica. Talvez este facto esteja na origem das indicações do Geral da Companhia de Jesus, Tirso Gonzales, que, em  1692, enviou para Portugal as Ordenações para estimular e promover o estudo da Matemática na Província Lusitana, onde se pode ler:

“Quinto: Procurem primeiro os Superiores dos colégios de Coimbra e Évora que cada um dos nossos filósofos tenha necessariamente para seu uso os seis primeiros livros dos Elementos de Euclides que contêm os elementos de geometria plana. São muito convenientes os que compôs o P. Andreas Tacquet […]. Na escola, ou em qualquer outro lugar destinado às demonstrações deve ser exposto um quadro das figuras principais, maior e mais amplo, que será comum a todos, e a que se deve adaptar um compasso para a demonstração das figuras […].”

Declarações que podem estar na origem, justificar a existência e os fins a que se destinavam estes azulejos, os azulejos que ensinam, ou didáticos como ficaram conhecidos. Os azulejos didáticos foram “eliminados” das salas de aula com a Reforma Pombalina, altura em que surgiu, em Inglaterra, uma outra edição dos Elementos de Euclides, com figuras e construções diferentes das de Tacquet, tendo muitos deles sido destruídos e entulhados. Nos dias de hoje, encontram-se espalhados por diversos museus nacionais e por colecções particulares mas não há duvidas que foram um género de powerpoint do século XVII e XVIII e ensinaram ciência nos colégios jesuítas em Coimbra.

Referências, fontes e imagens

Em Lisboa, no que hoje é o Hospital de São José, funcionou, desde o século XVI e durante cerca de 170 anos, o Colégio de Santo Antão (pertencente também aos Jesuítas).
A “Aula Esfera”, do Colégio de Santo Antão, é criada, por ordem e poder real do monarca D. Sebastião, através do cardeal D. Henrique, com a condição que nela se lecionasse Matemática e matérias de desenvolvimento e aprofundamento científico.
Entre finais do século XVI e meados do século XVIII, a “Aula Esfera” foi a mais importante instituição de ensino e prática científica de Portugal, onde depressa chegavam, através da “rede de comunicação” dos Jesuístas, os estudos feitos em outras parte do mundo. A “Aula Esfera” teve um papel crucial no estudo da astronomia e cosmografia num país de navegantes. Por exemplo, em 1612, na “Aula Esfera” já se estudavam as leis de Galileu e construíam telescópio.
Durante o século XVII, a “Aula Esfera” teve em média 2000 alunos anualmente. Durante o seu período de funcionamento, cerca de 300 cientistas, 1/3 estrangeiros, e estudioso, alguns figuras proeminentes da época, lecionaram na “Aula Esfera”. É inegável a enorme importância da “Aula Esfera” no estudo das Ciências e das Matemáticas e do seu papel na história da ciência em Portugal.
A “Aula Esfera” também estava repleta de azulejos alusivos às matérias ali estudadas e abordadas, contendo várias referências à matemática e à astronomia. A “Aula Esfera” funcionava, no espaço que hoje é o auditório do Hospital de São José, vários azulejos emblemáticos das atividades desenvolvidos no Colégio de Santo Antão podem ser encontrados na Biblioteca do Hospital de São José. Azulejos muitos semelhantes podem ser encontrados, em Évora, nas salas de aula do Colégio Espírito Santo.

Para saber muito mais sobre a “Aula Esfera”, fontes e imagens

Controvérsia do momento

Como é que vê a hipótese de um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer, como alegadamente foi o caso de Cristiano Ronaldo?
Considero um crime grave. É degradante, uma tristeza. O Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma.

(…)

Duas pessoas do mesmo sexo não podem amar-se?
Ouçam, é uma coisa simples: o mundo tinha acabado. Para que o mundo exista tem de haver homens e mulheres. Trato-os como a qualquer doente e estou-me nas tintas se são isto ou aquilo… Não vou tratar mal uma pessoa porque é homossexual, mas não aceito promovê-la. Se me perguntam se é correto? Acho que não. É uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam.

A MENSAGEM DE GENTIL MARTINS NA ÍNTEGRA

Face à minha entrevista ao Jornal Expresso e dada a celeuma, que nunca desejaria que tivesse acontecido, gostaria desde já esclarecer que me limitei a responder a perguntas directas dos entrevistadores do Expresso.

Quanto a Ronaldo não ser exemplo, referia-me exclusivamente à escolha por “Barrigas de Aluguer”, permitidas por lei, mas das quais discordo totalmente, quer como Pediatra quer como Ser Humano. Isso nada tem a ver com os excepcionais méritos desportivos de Ronaldo, nem com a sua generosidade para com Instituições Sociais e crianças com dificuldades.

Por outro lado nunca foi minha intenção ofender a Mãe de Ronaldo, pessoa que não conheço pessoalmente.

Quanto à homossexualidade, lamento quem sofra com essa questão, que continuo a considerar anómala, sem no entanto deixar de respeitar os Seres Humanos que são.

Independentemente, de concordar ou não com a sua opinião e/ou com a forma como a expressou, a controvérsia gerada em torno apenas destas 2 perguntas de uma longa lista, suscitou-me algumas dúvidas:
Questão 1: Só podemos ou devemos expressar a nossa opinião se ela for politicamente correta, a que outros desejam/esperam ouvir ou se esta seguir  a “norma”?
Questão 2: O que é e representa a tão apregoada liberdade de expressão?
Questão 3: Aplica-se a todos ou apenas a alguns? Em todos os momentos e em todas as temáticas?
Questão 4: Quem dá entrevistas e/ou é um figura pública, não deve dar o “corpo às balas”, defendendo as suas ideias, deve antes inibir-se, limitando-se a esquivar-se com meias respostas, ou respostas inócuas, a perguntas polémicas? É isso que pretendemos numa sociedade que apelidamos de democrática?
Questão 5:  O que é isso de viver em democracia? Enquadra o linchamento público assim que alguém manifesta uma opinião contrária à veiculada e aceite pela “maioria”? Não contempla o direito e o respeito pela diferença (neste caso de opiniões)?
Questão 6: Não valerá a pena meditar seriamente sobre algumas temáticas que abordou cruamente?
Hipocrisia, histerismos, falso moralismo e demagogia é o que alimenta estas e outras polémicas e, infelizmente, a sociedade! É caso para dizer, utilizando uma expressão brasileira, “Me engana, que eu gosto!”.
Um excelente pequeno vídeo, sobre a temática,”Não chamem a polícia por causa do Gentil Martins”