Tá-se, Tá-se!

Está explicado o lapso dos D.A.M.A, fazem surf na praia da Areia Branca e este é o seu bar de eleição! Tudo explicado, foram induzidos em erro!
Poucos se podem gabar de não dar erros ortográficos ou de nunca ter tido dúvidas como se escreve determinada palavra, eu cá às vezes até invento palavras, mas são poucas as figuras públicas que se podem dar ao luxo de tamanha arrogância e escapar incólumes! E vida, Às vezes, tem destas coisas… ironias do destino 🙂

Crianças e as suas indagações sobre sexo

No final de um dia de trabalho, pensava para consigo “Isto é apenas uma fase. Tenho que reagir com naturalidade ou eles nunca mais falam comigo sobre o assunto!”. Suspira e respira fundo, tentando adivinhar com que questões ou observações será agraciada dentro de momentos quando os for buscar à escola. Com 8 e 10 anos, os seus filhos, curiosos e permeáveis às conversas que vão ouvindo e tendo com os seus colegas da escola, nos últimos tempos, centraram todas as atenções num único tópico “Sexo”.
As diferenças na fisionomia do homem e da mulher, a sementinha, o óvulo, como se juntam e porque nem sempre se forma um bebé, à palavra feia fo****,  foram tudo temas mais que falados nos último dias  e não vê que mais poderão eles perguntar ou querer saber mas eles têm o dom de a conseguir sempre surpreender.
Prepara-se, mentalmente, para mais um eventual “round”, alimentando, bem lá no fundo, a esperança que outro tema lhes tenha despertado a curiosidade e a atenção. Rapidamente percebe que não, ainda não será desta vez, reza em silêncio para ter paciência e ser assertiva, quando o mais novo dispara “Hoje, a mãe e o pai vão fo****?”.
Sente os olhos a saírem das órbitas e a mente a fervilhar. Respira fundo, conta até 10, lembrando-se que o seu menino só tem 8 anos e não tem noção da crueza e magnitude da sua questão. Afagando-lhe o cabelo, aparentando uma calma que nãos sente, relembra-o que não se usa a palavra fo****, é feia, é uma asneira, que as pessoas que gostam verdadeiramente uma da outra fazem amor e que assim é infinitamente melhor, acrescentando que não se deve perguntar essas coisas a ninguém pois só dizem respeito aos dois e a mais ninguém, é como um segredo entre amigos. O seu menino acena com a cabeça ao seu discurso mas a a sua atenção já está centrada nos LEGOS espalhados pelo chão. Confiante que a sua resposta o aquietou e é invadida por um misto de sentimentos: alívio, embaraço e o de dever cumprido, assunto encerrado.
O pai chega a casa e o menino corre para o abraçar e, em, plenos pulmões pergunta “Quando tu e a mãe fizerem amor, eu e a mana podemos ver?” O pai olha para a mãe, recordando a conversa que tinham tido de “agir naturalmente quando os miúdos falarem sobre o assunto” e diz, sorrindo, naturalmente, “Claro que sim!” e a mãe abraçando ambos, lançando um olhar desconcertado ao marido, diz “Claro que não! Já falámos sobre isso hoje”, o seu menino sorri como quem diz “Há sim?”. Inspira, expira e suspira profundamente, preparando-se para botar discurso sobre a intimidade, e matutando “Here we go all over again! Olha se ele vai contar esta lá para a escola, vai ser bonito vai!”

As ventoinhas da vida

A sala está à pinha, máquinas fotografias e de filmar a postos, os artistas estão em pulgas, esperando que o pano suba e que se inicie, o culminar de um ano de trabalho, a sua peça de teatro. Está um dia abafado, típico dos dias de trovoada, na sala, não climatizada, a humidade e o calor ambiente e humano colam as roupas ao corpo, tudo pega, a ansiedade de uns e outro é grande. Lá bem no cimo, oito ventoinhas rodam em alta velocidade, cumprindo a sua missão (impossível): refrescar uma enorme sala, num dia quente, numa sala cheia de gente onde as luzes e todas as atenções estão focada no palco. Por detrás do pano, surge a professora de teatro e faz as apresentações e recomendações habituais. No final do seu discurso, ouve-se um grande estrondo num dos cantos da sala. O silêncio é sepulcral e todos olham em busca da razão de tamanho barulho. Alguém grita “Desliguem as ventoinhas imediatamente!”. No chão, aos pés de uma avó, jaz uma das enormes ventoinhas com um das suas pás amolgada. A avó esfrega a nuca, meio atordoada, e vai respondendo ao que lhe vão perguntando, enquanto, calmamente, é encaminhada para a saída, procurando o ar fresco e à espera da ambulância, que alguém previdente chamou de imediato, e vai dizendo “Estou bem, foi só o susto! Acho que nem a cabeça parti! Ainda bem que acertou em mim e não, nos meninos!”. A senhora seguiu para o hospital, onde, felizmente, se veio a confirmar, que, efetivamente, estava tudo bem, à parte da dor de cabeça, e imperou a máxima “The show must go on!”; o espetáculo seguiu o seu curso, deliciando a assistência e deixando imensamente felizes o pequenos atores.
A vida é feita de contratempos, às vezes, nas situações e alturas que menos esperamos, como esta ventoinha que, sem aviso prévio, saltou desalmada do seu eixo de rotação. O que tinha todo o potencial de correr seriamente mal, constatou-se não passar de um pequeno incidente. Se nos esqueceremos deste episódio com a ventoinha? Claro que não e procuraremos, consciente ou inconscientemente, não nos sentar debaixo de nenhuma nos próximos tempos, a pequenada tomou logo essa providência, mantendo-nos, no entanto, suficientemente perto para sentir as suas lufadas de ar fresco. No nosso caminho, todos os dias haverá ventoinhas, candeeiros, buracos no passeio, atravessar da estrada e mil e uma outras coisas que, normalmente, correm bem e que, por uma razão ou outra, num determinado dia/momento podem correr seriamente mal e alterar drasticamente o nosso curso de vida de um momento para o outro. É um medo consciente com qual nos debatemos todos os dias mas não é por isso que deixamos de viver! Recordaremos, certamente, o bonito e divertido espetáculo que assistimos, apesar do incidente com a ventoinha, não esquecendo que a sorte, o tempo e a esperança, no meio dos azares e percalços da vida, está sempre à espreita, é só uma questão de perspetiva e de olhar na direção da máxima “Carpe Diem”, no sentido do “The show must go on!” e com a intensidade de quem faz o melhor que pode e sabe todos os dias. Essencialmente, praticar algo benéfico a todos: descomplicar e deixar de remoer nos “ses” da vida, vivendo um dia de cada de vez, aproveitando o que ele nos trás, sempre com os olhos postos, e não os pés, no dia de amanhã!

Portugal second

5 Para a Meia Noite no seu melhor! Inspirados no vídeo holandês, após a famosa frase de Donald Trump, no seu discurso de tomada de posse, “From this day forward, it´s going to be only America first!”

Em “Who wants to be second?” podem ser visto as sátiras dos restantes países que aderiram a esta nobre causa de sensibilização.

Duas semanas depois da sua tomada de posse, o mundo “rejubila”, repleto com tanta trumpice, tentando adivinhar o que ele decidirá no dia seguinte.

The Simpsons, Trump and Hillary

Em 2000, no episódio “Bar to the future” da mítica série dos Simpson, Lisa assume a presidência do EUA (imitando o penteado e postura da Hillary Clinton???) referindo que herdou um “budget crunch from President Trump!”. Há 16 anos, curiosamente, os Simpsons referem-se  satiricamente a Trump como um dos Presidentes dos EUA (e que arruinou os seus cofres …)

Desde 1999 que Trump brincava/sonhava com a ideia de ser presidente, portanto a previsão dos Simpsons não era de toda descabida. Hoje, deixou de ser uma piada ou uma antevisão dos Simpson e tornou-se num “dream come true” para Trump! Os Simpson, há 16 anos, retrataram o caricato desta situação, desta (im)possibilidade e agora aqui estamos nós, incrédulos!!!! And yet and again, the Simpson rule. Medoooooo…

Pensando no futuro, que se deseja próximo, será que teremos uma mulher a assumir a presidência dos EUA a seguir a Trump, dando novamente razão aos Simpsons? The sooner the better, é caso para dizer!

Alunos com espírito

“Parece um radar, faça o teste e deixe-se estar sossegadito!” aviso em tom de brincadeira
“Sabe lá, stôra! Estou aqui a ver se apanho a melhor rede mas há aqui um forte bloqueio: o seu e o deles! Veja lá que até eu próprio estou bloqueado” diz o aluno muito sério
“Olha os malandros! E que tal trocar de antena? De operador?” acrescento, fazendo um grande esforço para não me rir
“Diz que nesta altura do ano já não é possível!” esclarece-me ele
“E que tal mudar de sistema?” sugiro inocentemente
“Pois, parece que não me resta grande alternativa!” diz rendido mas pouco convencido.
Um momento descontraído num teste de avaliação, para aliviar a tensão mas não o meu bloqueio. Há miúdos que têm muito espírito, valha-nos isso, sempre nos vamos divertindo, já que essa coisa do gostar de aprender e estudar parece ter caído em desuso!

Como bons e verdadeiros cristãos

 No Centro Paroquial, no final de mais uma sessão de catequese, as crianças extravasam as suas imensas energias fazendo o que sabem melhor, brincando. Um estojo anda pelo ar, na outra ponta da sala, alguém o apanha para logo o voltar a arremessar, na mesma direção. Não chega ao destino, não foi um bom arremesso, força insuficiente e um ligeiro desvio de trajetória. Por azar, quis o destino, que uma “senhora mãe”, com o seu petiz pela mão, tivesse um encontro imediato com o estojo. Talvez por o estojo não ser fashion, ou já não se lembrar do que é ser criança, ou porque estava em dia não, ou apenas porque sim, levantou a voz, dirigindo-se ao autor do arremesso, uma criança de 10 anos, exigindo-lhe que se identificasse e, sacando do seu iphone, de última geração, tirando-lhe uma fotografia. Acabrunhada, a criança disse-lhe o seu nome, pedindo desculpa pelo sucedido, enquanto o destinatário do estojo, preocupado, se dirigiu em passos largos à mãe do seu amigo em apuros, contado-lhe de imediato a sua versão dos acontecimentos e alertando que a “senhora mãe” lhe tinha tirado uma fotografia. A criança respira de alívio quando vê a sua mãe a aproximar-se que começa por exigir à “senhora mãe” que apague, imediatamente, a fotografia, tirado sem o seu consentimento e da sua cria. “Senhora mãe” empertiga-se, reclama que não é essa a questão, diz que não apaga porque o telemóvel é dela, mas a braços com uma advogada de peso cede a contragosto para, rapidamente, passar ao ataque. A ladainha de “senhora mãe” seguia a seguinte linha de pensamento “porque me dói a cabeça, porque não se faz, porque sei lá se não arranjei aqui um problema sério, porque, porque …” A mãe pediu desculpa em nome da criança, sugerindo, face ao mau estar referido, que o melhor seria chamar o 112. “Não é caso para tanto mas quero o seu nome completo e os contactos, caso venha a ter algum problema derivado desta situação!”. “Sendo assim, é melhor chamarmos a polícia para que possa apresentar a sua queixa. A polícia, e o seguro, que me parece querer acionar, farão as averiguações necessárias e em sede própria, para verificar se as suas alegações são válidas!” Senhora mãe, furiosa, virando-se para o seu petiz “Vamos embora meu querido, isto não é gente de bem!” mas reconsiderando, antes de abandonar a sala, volta atrás e diz “Doeu-me mesmo!” enquanto saca, novamente, do seu iphone e, sem hesitações, dá uma traulitada, com toda a sua força e raiva acumulada, na testa da outra mãe, acrescentando vitoriosa: “Veja lá se também não lhe doeu!”. Cada uma seguiu o seu caminho, carregando o seu galo (pergunto-me qual terá cantado mais alto nessa noite!!), em mais um feliz final de dia na catequese, cheio de princípios, moral e solidariedade, como todos desejam transmitir às suas crianças.

Salpicos

“Tem que ter cuidado, eu estou a usar lentes e acabei de ser atingida por uns salpicos de água nos olhos!” podia ser uma forma de entabular conversa entre dois adultos: um a apanhar banho de sol à beira da piscina e o outro a nadar! O cúmulo é passar-se entre dois adultos que estavam a banhar-se na mesma piscina: um apenas a refrescar a pele, num dia quente, e o outro, nadador exímio que ao fazer mais uma piscinas a crawl, ousou, perto de sua excelência, deslocar, devido ao seu movimento de pernas perfeito, algumas porções de água! Coisa inesperada, estranha e nunca vista quando se nada numa piscina! Haja paciência e poder de encaixe…

Cenas estranhas

Não sendo hábito do aluno faltar, e notando a sua  ausência, a professora questiona “Então o vosso colega está doente?”. Uma aluna prestável diz “Acho que não, professora! Ele, às vezes, chega atrasado mas não bate à porta, fica à espera à porta da sala que lhe abram a porta!”. “Se não bate à porta, como é que vamos adivinhar que eles lá está” replica a professora admirada, com a seriedade e convicção da aluna, caminhando em direção à porta, enquanto a aluna, e os restantes colegas, encolhem os ombros, trocando olhares. Abre a porta, de rompante, e dá de caras com o aluno, “Olha que coincidência, acabou de chegar, não?” disfarça a professora ao que o aluno, sorrindo, diz “Já aqui estava à espera há algum tempo!”. 18 anos, 12º ano, aluno considerado pelos professores como “normal”, na generalidade, dos aspectos, os seus colegas, provavelmente, terão uma opinião distinta, cenas como esta já assistiram a várias, e são, no mínimo, caricatas! Pancas… de quem não bate à porta. Este não era bom para ir pedir os bolinhos!

As figuras que fazes

É um trabalho de muita paciência, às vezes uma verdadeira dor de cabeça, procurar numa caixa cheia de LEGOS, e encontrar, as peças necessárias para a construção de cada figura. O esforço compensa: boneco de neve construído pela pimpolha mais velha, com a ajuda da mãe, pato bravo, construído pela mãe com a ajuda do pequeno do meio e pimpolha mais pequena. Um livro que é um must para os fãs de LEGOS.

Chocolate Box

My momma always said: “Life is like a box of chocolates. You never know what you´re gonna get”                                                                      Forrest Gump

Só se pode escolher os 3 dias para usufruir, a Chocolate Box trata do resto: o destino é surpresa e tudo o resto também! Claramente, o segredo aqui é a alma do negócio. Quem se aventura a gozar umas mini férias sobre as quais não tem qualquer informação?

No talho

No talho, aguardo a minha vez, enquanto observo o que as outras pessoas compram e a “montra”. Chegada a minha vez, o funcionário, simpático, enquanto avia o meu primeiro pedido, pergunta-me “Sabe como preparar?” sorri e disse “Acho que sim mas como é que aconselha?” e ele lá disse de sua justiça. Nos pedidos que lhe fiz a seguir, já não perguntou, enquanto embalava a carne, foi dando as suas sugestões. À saída, excelentíssimo esposo diz “Reparaste? Deve ter-te achado muito nova e inexperiente na arte da cozinha! Não perguntou a nenhuma dos clientes anteriores se sabia com fazer…Eheheheh, se ele soubesse!!!!!” E rimo-nos os dois, também eu, tinha reparado no que excelentíssimo esposo acabava de apontar… mas estou sempre pronta a aprender e confirma-se, de facto, aprendi!

Inesperado!

Excelentíssimo esposo admirado, ao folhear o livro de Educação Tecnológica da pimpolha mais velha “Olha, olha, este livro ensina mesmo coisas!” face ao meu riso e comentário irónico “Hummm, pois coisa muito estranha e inesperada num livro escolar!”
Aborrecido, assim em jeito de quem me diz deixa de ser parva, acrescenta “Não,não estás ver! Ensina coisas mesmo tecnológicas: circuitos elétricos, as partes do avião, como se fazem mapas… Muito interessante!” Excelentíssimo esposo completamente rendido e encantado com os ensinamentos do livro em questão ao que só me ocorreu apenas acrescentar “Vejam só, vejam só, parece que há livros que ensinam coisas!”. Frase que tem sido várias vezes aplicada desde então sempre que comentamos, todo e qualquer livro :).

Puzzle

Em tempos idos, era um dos meus hobbies preferidos, há vários “quadros” por aí espalhados, depois dediquei-me aos com 8/12/24/48/100 peças acompanhando a pequenada. Hoje foi o dia de eles me acompanharem e embarcámos num puzzle de 500 peças, explicados todos os procedimentos e cuidados, mais pequena decidiu dedicar-se aos legos, pequeno do meio entusiasmou-se, durante 30 minutos, pimpolha mais velha parece ter futuro. Resultado de um dia de “trabalho”… a pequenada entusiasmou-se ao ver a obra nascer… concluo que continua a ser um bom hobby para todos!

Atualiação

Ao terceiro dia, a obra ficou completa e a pequenada orgulhosa 🙂
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“Where to invade next?” (e ainda a Finlândia e o seu ensino)

“E agora invadimos o quê?” é o novo documentário de Michael Moore que estreou esta semana em Portugal.

Nas palavras do próprio “Os Estados Unidos têm sido uma força invasora nos últimos quinze anos ou mais. Porque não invadir países, de forma não violenta, para aprender algo lá fora e aplicá-lo em casa? É essa a explicação para o título do filme”, afirmou o realizador norte-americano, em Londres, durante a apresentação do documentário.

Visitou vários países e o seu objetivo era “capturar” os melhores sistemas e aplicá-los no EUA, denominando-as de invasões amigáveis, anexações para salvar os Estados Unidos e, de cada vez que encontrou algo de bom, colocou uma bandeira norte-americana em solo estrangeiro e pediu licença para copiar a ideia no seu país.

Da França, importava as ementas saudáveis das cantinas escolares, da Finlândia, levava o sistema educativo, sem TPC, de Portugal importava a política de descriminalização de drogas, aprovada em 2001 (onde ninguém é preso por consumir drogas ou por ter na sua posse uma quantidade considerada para consumo próprio e esta mudança legislativa não provocou um aumento de consumo de substâncias segundo Michael Moore).

Um documentário, ao género do Michael Moore, satírico e com um espírito crítico que tão bem o caracterizam, que vale a pena ver.

Aqui fica uma pequena parte do documentário referente ao sistema de ensino da Finlândia. Muito interessante,  vale a pena ver e refletir sobre o mesmo, não esquecendo que é um país em termos ambientais, culturais e civilizacionais bem diferente do nosso (para melhor, obviamente!), e isso faz toda a diferença, no sucesso e na aplicação deste sistem!