#Mais de quarenta

A mulher, a passagem dos anos, a idade, a imagem, a beleza, e o que realmente é esta amálgama de coisa que muitos mulheres têm alguma dificuldade em (di)gerir, é o que procuram mostrar e desmitificar estes retratos de mulheres com mais de quarenta – um projeto de Cristina Nobre Soares e Mário Pires.

Dedicado a todas a minhas amigas quarentonas :), em breve, vos apanho, não temeis, bem com a todas as mulheres!

Anúncios

Bojardas

Depois de um passeio pelo bonito jardim da Gulbenkian, de contemplarmos o extraordinário painel Começar, de Almada Negreiros e de nos deliciarmos, e refrescarmos, com os deliciosos gelados da IceGourmet (junto ao Centro Interpretativo Gonçalo Ribeiro Teles), perdemos a conta ao tempo mas o Luís Caramelo, com seu acordeão, entre histórias e rimas, conduziu-nos até à hora do conto, num belo cantinho do jardim.
Uma ambiente verde, calmo onde se ouviam os passarinhos, as almofadas coloridas e cubos vermelhos cobriam o chão e o poder da voz e da arte de saber contar de António Fontinha e Luís Caramelo transportavam-nos para outro tempo, aquele em que os animais ainda falavam.
Ploc… Qualquer coisa cai sobre o colorido das almofadas, ploc, e depois outra e ploc, mais outra, ploc… De repente, estamos todos a olhar para cima, contadores e plateia, procurando descobrir de onde provinha a “chuva”, e damos por nós a contemplar a dezena de pombos, certamente, encantado e enfeitiçados, pela história e nos deram a honra da sua presença, colocando-se, literalmente, à vontade, não se inibindo de soltar valentes bojardas sobre a malta.
O conto prosseguiu, os bombardeamento também, muitas trocas de lugar, muitas toalhitas para limpar a pontaria certeira de alguns bicharocos mas ninguém desistiu e olhem que a coisa estava crítica, o que só demonstra o poder dos bons contadores de histórias, cativam-nos, deixando-nos suspensos nas suas palavras e expressões, mesmo sob as condições mais adversas, mesmo quando estamos sobre ataque cerrado ou já fomos atingidos.
Com eles aprendemos 2 adivinhas engraçadas que não conhecíamos:

“Uma casa tem 12 damas. Cada uma com quatro quartos. Todas elas usam meias mas nenhum tem sapatos? Quem sou eu?”

A outra já não nos lembramos bem, só da resposta, andamos a ver se entre os 5 a conseguimos parafrasear. Quando conseguirmos coloco-a aqui.
E uma que pimpolha mais pequena conhecia e foi a única a responder, deixando tudo e todos meio perplexos… tinha aprendido com o avô!!

“Verde foi meu nascimento, e de luto me vesti, para dar luz ao mundo, mil tormentos padeci? Quem sou eu?”

 

Facebook no seu melhor!!

E eles, os senhores as máquinas do facebook, insistem em escrever-me, desta vez, a incentivar-me a promover (€€€) um post meu que, aparentemente, está a ter mais sucesso que os restantes. A missiva é-me conhecida e volta e meia lá me caí uma no mail, a ver se, desta vez, pega, pensarão eles. O caricato nesta situação é que o post (Do que se alimenta o FB?)que o facebook me convida, agora, a promover, é aquele em que, basicamente, digo mal deles! Está certo, há que respeitar este senhores pela imparcialidade e a promoção da liberdade de expressão… ou então não, é só um dos “problemas” de alguns sistemas serem controlados por máquinas!

Insólito, macabro ou apenas falta de jeito!

Será impressão minha ou é uma escolha infeliz de nome para este ramo de negócio. Ressalvo que é na Calçado da Ajuda, na zona da Boa Hora, de qualquer das formas com tanta opção de escolha… Não compõe um quadro bonito para quem passa e não sabe o nome da zona onde deambula!

Controvérsia do momento

Como é que vê a hipótese de um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer, como alegadamente foi o caso de Cristiano Ronaldo?
Considero um crime grave. É degradante, uma tristeza. O Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma.

(…)

Duas pessoas do mesmo sexo não podem amar-se?
Ouçam, é uma coisa simples: o mundo tinha acabado. Para que o mundo exista tem de haver homens e mulheres. Trato-os como a qualquer doente e estou-me nas tintas se são isto ou aquilo… Não vou tratar mal uma pessoa porque é homossexual, mas não aceito promovê-la. Se me perguntam se é correto? Acho que não. É uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam.

A MENSAGEM DE GENTIL MARTINS NA ÍNTEGRA

Face à minha entrevista ao Jornal Expresso e dada a celeuma, que nunca desejaria que tivesse acontecido, gostaria desde já esclarecer que me limitei a responder a perguntas directas dos entrevistadores do Expresso.

Quanto a Ronaldo não ser exemplo, referia-me exclusivamente à escolha por “Barrigas de Aluguer”, permitidas por lei, mas das quais discordo totalmente, quer como Pediatra quer como Ser Humano. Isso nada tem a ver com os excepcionais méritos desportivos de Ronaldo, nem com a sua generosidade para com Instituições Sociais e crianças com dificuldades.

Por outro lado nunca foi minha intenção ofender a Mãe de Ronaldo, pessoa que não conheço pessoalmente.

Quanto à homossexualidade, lamento quem sofra com essa questão, que continuo a considerar anómala, sem no entanto deixar de respeitar os Seres Humanos que são.

Independentemente, de concordar ou não com a sua opinião e/ou com a forma como a expressou, a controvérsia gerada em torno apenas destas 2 perguntas de uma longa lista, suscitou-me algumas dúvidas:
Questão 1: Só podemos ou devemos expressar a nossa opinião se ela for politicamente correta, a que outros desejam/esperam ouvir ou se esta seguir  a “norma”?
Questão 2: O que é e representa a tão apregoada liberdade de expressão?
Questão 3: Aplica-se a todos ou apenas a alguns? Em todos os momentos e em todas as temáticas?
Questão 4: Quem dá entrevistas e/ou é um figura pública, não deve dar o “corpo às balas”, defendendo as suas ideias, deve antes inibir-se, limitando-se a esquivar-se com meias respostas, ou respostas inócuas, a perguntas polémicas? É isso que pretendemos numa sociedade que apelidamos de democrática?
Questão 5:  O que é isso de viver em democracia? Enquadra o linchamento público assim que alguém manifesta uma opinião contrária à veiculada e aceite pela “maioria”? Não contempla o direito e o respeito pela diferença (neste caso de opiniões)?
Questão 6: Não valerá a pena meditar seriamente sobre algumas temáticas que abordou cruamente?
Hipocrisia, histerismos, falso moralismo e demagogia é o que alimenta estas e outras polémicas e, infelizmente, a sociedade! É caso para dizer, utilizando uma expressão brasileira, “Me engana, que eu gosto!”.
Um excelente pequeno vídeo, sobre a temática,”Não chamem a polícia por causa do Gentil Martins”

Rolos de cozinha

“A tua conversa está a faz-me lembrar o meu rolo de cozinha!” digo, em tom de brincadeira e a pessoa olhou para mim com um ar “Lá está ela na parvoeira! Again…”. Mostrei-lhe a prova do crime e rimo-nos um bom bocado! Os novos rolos de cozinha da Renova são muito espirituosos!
Mas, nesta onda, a melhor foi uma vez, em casa de um familiar, perguntei-lhe “Não tens rolo de cozinha? É mais prático para orientar a pequenada à refeição!”. Olhou-me com um ar espantado, um pouco preocupado, de quem conhece o perfil ruim da pequenada para comer. Começou a remexer em gavetas cheias de utensílio de cozinha e pensei “Mas que raio… o que é está à procura!” e, de repente, fez-se-me luz. Perdida de riso, esclareci “Não é o rolo da massa, embora às vezes vontade não me falte, é mesmo o de papel para ver se não se sujam todos e a tua bela toalha!”. O seu alívio foi notório e visível, ficou por pronunciar algo do género “Ufa, ufa, grande maluca!”.
Eu e os rolos de cozinha há anos a causar boas impressões… espera, espera, sou só mesmo EU!

Tá-se, Tá-se!

Está explicado o lapso dos D.A.M.A, fazem surf na praia da Areia Branca e este é o seu bar de eleição! Tudo explicado, foram induzidos em erro!
Poucos se podem gabar de não dar erros ortográficos ou de nunca ter tido dúvidas como se escreve determinada palavra, eu cá às vezes até invento palavras, mas são poucas as figuras públicas que se podem dar ao luxo de tamanha arrogância e escapar incólumes! E vida, Às vezes, tem destas coisas… ironias do destino 🙂

Crianças e as suas indagações sobre sexo

No final de um dia de trabalho, pensava para consigo “Isto é apenas uma fase. Tenho que reagir com naturalidade ou eles nunca mais falam comigo sobre o assunto!”. Suspira e respira fundo, tentando adivinhar com que questões ou observações será agraciada dentro de momentos quando os for buscar à escola. Com 8 e 10 anos, os seus filhos, curiosos e permeáveis às conversas que vão ouvindo e tendo com os seus colegas da escola, nos últimos tempos, centraram todas as atenções num único tópico “Sexo”.
As diferenças na fisionomia do homem e da mulher, a sementinha, o óvulo, como se juntam e porque nem sempre se forma um bebé, à palavra feia fo****,  foram tudo temas mais que falados nos último dias  e não vê que mais poderão eles perguntar ou querer saber mas eles têm o dom de a conseguir sempre surpreender.
Prepara-se, mentalmente, para mais um eventual “round”, alimentando, bem lá no fundo, a esperança que outro tema lhes tenha despertado a curiosidade e a atenção. Rapidamente percebe que não, ainda não será desta vez, reza em silêncio para ter paciência e ser assertiva, quando o mais novo dispara “Hoje, a mãe e o pai vão fo****?”.
Sente os olhos a saírem das órbitas e a mente a fervilhar. Respira fundo, conta até 10, lembrando-se que o seu menino só tem 8 anos e não tem noção da crueza e magnitude da sua questão. Afagando-lhe o cabelo, aparentando uma calma que nãos sente, relembra-o que não se usa a palavra fo****, é feia, é uma asneira, que as pessoas que gostam verdadeiramente uma da outra fazem amor e que assim é infinitamente melhor, acrescentando que não se deve perguntar essas coisas a ninguém pois só dizem respeito aos dois e a mais ninguém, é como um segredo entre amigos. O seu menino acena com a cabeça ao seu discurso mas a a sua atenção já está centrada nos LEGOS espalhados pelo chão. Confiante que a sua resposta o aquietou e é invadida por um misto de sentimentos: alívio, embaraço e o de dever cumprido, assunto encerrado.
O pai chega a casa e o menino corre para o abraçar e, em, plenos pulmões pergunta “Quando tu e a mãe fizerem amor, eu e a mana podemos ver?” O pai olha para a mãe, recordando a conversa que tinham tido de “agir naturalmente quando os miúdos falarem sobre o assunto” e diz, sorrindo, naturalmente, “Claro que sim!” e a mãe abraçando ambos, lançando um olhar desconcertado ao marido, diz “Claro que não! Já falámos sobre isso hoje”, o seu menino sorri como quem diz “Há sim?”. Inspira, expira e suspira profundamente, preparando-se para botar discurso sobre a intimidade, e matutando “Here we go all over again! Olha se ele vai contar esta lá para a escola, vai ser bonito vai!”

As ventoinhas da vida

A sala está à pinha, máquinas fotografias e de filmar a postos, os artistas estão em pulgas, esperando que o pano suba e que se inicie, o culminar de um ano de trabalho, a sua peça de teatro. Está um dia abafado, típico dos dias de trovoada, na sala, não climatizada, a humidade e o calor ambiente e humano colam as roupas ao corpo, tudo pega, a ansiedade de uns e outro é grande. Lá bem no cimo, oito ventoinhas rodam em alta velocidade, cumprindo a sua missão (impossível): refrescar uma enorme sala, num dia quente, numa sala cheia de gente onde as luzes e todas as atenções estão focada no palco. Por detrás do pano, surge a professora de teatro e faz as apresentações e recomendações habituais. No final do seu discurso, ouve-se um grande estrondo num dos cantos da sala. O silêncio é sepulcral e todos olham em busca da razão de tamanho barulho. Alguém grita “Desliguem as ventoinhas imediatamente!”. No chão, aos pés de uma avó, jaz uma das enormes ventoinhas com um das suas pás amolgada. A avó esfrega a nuca, meio atordoada, e vai respondendo ao que lhe vão perguntando, enquanto, calmamente, é encaminhada para a saída, procurando o ar fresco e à espera da ambulância, que alguém previdente chamou de imediato, e vai dizendo “Estou bem, foi só o susto! Acho que nem a cabeça parti! Ainda bem que acertou em mim e não, nos meninos!”. A senhora seguiu para o hospital, onde, felizmente, se veio a confirmar, que, efetivamente, estava tudo bem, à parte da dor de cabeça, e imperou a máxima “The show must go on!”; o espetáculo seguiu o seu curso, deliciando a assistência e deixando imensamente felizes o pequenos atores.
A vida é feita de contratempos, às vezes, nas situações e alturas que menos esperamos, como esta ventoinha que, sem aviso prévio, saltou desalmada do seu eixo de rotação. O que tinha todo o potencial de correr seriamente mal, constatou-se não passar de um pequeno incidente. Se nos esqueceremos deste episódio com a ventoinha? Claro que não e procuraremos, consciente ou inconscientemente, não nos sentar debaixo de nenhuma nos próximos tempos, a pequenada tomou logo essa providência, mantendo-nos, no entanto, suficientemente perto para sentir as suas lufadas de ar fresco. No nosso caminho, todos os dias haverá ventoinhas, candeeiros, buracos no passeio, atravessar da estrada e mil e uma outras coisas que, normalmente, correm bem e que, por uma razão ou outra, num determinado dia/momento podem correr seriamente mal e alterar drasticamente o nosso curso de vida de um momento para o outro. É um medo consciente com qual nos debatemos todos os dias mas não é por isso que deixamos de viver! Recordaremos, certamente, o bonito e divertido espetáculo que assistimos, apesar do incidente com a ventoinha, não esquecendo que a sorte, o tempo e a esperança, no meio dos azares e percalços da vida, está sempre à espreita, é só uma questão de perspetiva e de olhar na direção da máxima “Carpe Diem”, no sentido do “The show must go on!” e com a intensidade de quem faz o melhor que pode e sabe todos os dias. Essencialmente, praticar algo benéfico a todos: descomplicar e deixar de remoer nos “ses” da vida, vivendo um dia de cada de vez, aproveitando o que ele nos trás, sempre com os olhos postos, e não os pés, no dia de amanhã!

Portugal second

5 Para a Meia Noite no seu melhor! Inspirados no vídeo holandês, após a famosa frase de Donald Trump, no seu discurso de tomada de posse, “From this day forward, it´s going to be only America first!”

Em “Who wants to be second?” podem ser visto as sátiras dos restantes países que aderiram a esta nobre causa de sensibilização.

Duas semanas depois da sua tomada de posse, o mundo “rejubila”, repleto com tanta trumpice, tentando adivinhar o que ele decidirá no dia seguinte.

The Simpsons, Trump and Hillary

Em 2000, no episódio “Bar to the future” da mítica série dos Simpson, Lisa assume a presidência do EUA (imitando o penteado e postura da Hillary Clinton???) referindo que herdou um “budget crunch from President Trump!”. Há 16 anos, curiosamente, os Simpsons referem-se  satiricamente a Trump como um dos Presidentes dos EUA (e que arruinou os seus cofres …)

Desde 1999 que Trump brincava/sonhava com a ideia de ser presidente, portanto a previsão dos Simpsons não era de toda descabida. Hoje, deixou de ser uma piada ou uma antevisão dos Simpson e tornou-se num “dream come true” para Trump! Os Simpson, há 16 anos, retrataram o caricato desta situação, desta (im)possibilidade e agora aqui estamos nós, incrédulos!!!! And yet and again, the Simpson rule. Medoooooo…

Pensando no futuro, que se deseja próximo, será que teremos uma mulher a assumir a presidência dos EUA a seguir a Trump, dando novamente razão aos Simpsons? The sooner the better, é caso para dizer!

Alunos com espírito

“Parece um radar, faça o teste e deixe-se estar sossegadito!” aviso em tom de brincadeira
“Sabe lá, stôra! Estou aqui a ver se apanho a melhor rede mas há aqui um forte bloqueio: o seu e o deles! Veja lá que até eu próprio estou bloqueado” diz o aluno muito sério
“Olha os malandros! E que tal trocar de antena? De operador?” acrescento, fazendo um grande esforço para não me rir
“Diz que nesta altura do ano já não é possível!” esclarece-me ele
“E que tal mudar de sistema?” sugiro inocentemente
“Pois, parece que não me resta grande alternativa!” diz rendido mas pouco convencido.
Um momento descontraído num teste de avaliação, para aliviar a tensão mas não o meu bloqueio. Há miúdos que têm muito espírito, valha-nos isso, sempre nos vamos divertindo, já que essa coisa do gostar de aprender e estudar parece ter caído em desuso!

Como bons e verdadeiros cristãos

 No Centro Paroquial, no final de mais uma sessão de catequese, as crianças extravasam as suas imensas energias fazendo o que sabem melhor, brincando. Um estojo anda pelo ar, na outra ponta da sala, alguém o apanha para logo o voltar a arremessar, na mesma direção. Não chega ao destino, não foi um bom arremesso, força insuficiente e um ligeiro desvio de trajetória. Por azar, quis o destino, que uma “senhora mãe”, com o seu petiz pela mão, tivesse um encontro imediato com o estojo. Talvez por o estojo não ser fashion, ou já não se lembrar do que é ser criança, ou porque estava em dia não, ou apenas porque sim, levantou a voz, dirigindo-se ao autor do arremesso, uma criança de 10 anos, exigindo-lhe que se identificasse e, sacando do seu iphone, de última geração, tirando-lhe uma fotografia. Acabrunhada, a criança disse-lhe o seu nome, pedindo desculpa pelo sucedido, enquanto o destinatário do estojo, preocupado, se dirigiu em passos largos à mãe do seu amigo em apuros, contado-lhe de imediato a sua versão dos acontecimentos e alertando que a “senhora mãe” lhe tinha tirado uma fotografia. A criança respira de alívio quando vê a sua mãe a aproximar-se que começa por exigir à “senhora mãe” que apague, imediatamente, a fotografia, tirado sem o seu consentimento e da sua cria. “Senhora mãe” empertiga-se, reclama que não é essa a questão, diz que não apaga porque o telemóvel é dela, mas a braços com uma advogada de peso cede a contragosto para, rapidamente, passar ao ataque. A ladainha de “senhora mãe” seguia a seguinte linha de pensamento “porque me dói a cabeça, porque não se faz, porque sei lá se não arranjei aqui um problema sério, porque, porque …” A mãe pediu desculpa em nome da criança, sugerindo, face ao mau estar referido, que o melhor seria chamar o 112. “Não é caso para tanto mas quero o seu nome completo e os contactos, caso venha a ter algum problema derivado desta situação!”. “Sendo assim, é melhor chamarmos a polícia para que possa apresentar a sua queixa. A polícia, e o seguro, que me parece querer acionar, farão as averiguações necessárias e em sede própria, para verificar se as suas alegações são válidas!” Senhora mãe, furiosa, virando-se para o seu petiz “Vamos embora meu querido, isto não é gente de bem!” mas reconsiderando, antes de abandonar a sala, volta atrás e diz “Doeu-me mesmo!” enquanto saca, novamente, do seu iphone e, sem hesitações, dá uma traulitada, com toda a sua força e raiva acumulada, na testa da outra mãe, acrescentando vitoriosa: “Veja lá se também não lhe doeu!”. Cada uma seguiu o seu caminho, carregando o seu galo (pergunto-me qual terá cantado mais alto nessa noite!!), em mais um feliz final de dia na catequese, cheio de princípios, moral e solidariedade, como todos desejam transmitir às suas crianças.

Salpicos

“Tem que ter cuidado, eu estou a usar lentes e acabei de ser atingida por uns salpicos de água nos olhos!” podia ser uma forma de entabular conversa entre dois adultos: um a apanhar banho de sol à beira da piscina e o outro a nadar! O cúmulo é passar-se entre dois adultos que estavam a banhar-se na mesma piscina: um apenas a refrescar a pele, num dia quente, e o outro, nadador exímio que ao fazer mais uma piscinas a crawl, ousou, perto de sua excelência, deslocar, devido ao seu movimento de pernas perfeito, algumas porções de água! Coisa inesperada, estranha e nunca vista quando se nada numa piscina! Haja paciência e poder de encaixe…

Cenas estranhas

Não sendo hábito do aluno faltar, e notando a sua  ausência, a professora questiona “Então o vosso colega está doente?”. Uma aluna prestável diz “Acho que não, professora! Ele, às vezes, chega atrasado mas não bate à porta, fica à espera à porta da sala que lhe abram a porta!”. “Se não bate à porta, como é que vamos adivinhar que eles lá está” replica a professora admirada, com a seriedade e convicção da aluna, caminhando em direção à porta, enquanto a aluna, e os restantes colegas, encolhem os ombros, trocando olhares. Abre a porta, de rompante, e dá de caras com o aluno, “Olha que coincidência, acabou de chegar, não?” disfarça a professora ao que o aluno, sorrindo, diz “Já aqui estava à espera há algum tempo!”. 18 anos, 12º ano, aluno considerado pelos professores como “normal”, na generalidade, dos aspectos, os seus colegas, provavelmente, terão uma opinião distinta, cenas como esta já assistiram a várias, e são, no mínimo, caricatas! Pancas… de quem não bate à porta. Este não era bom para ir pedir os bolinhos!

As figuras que fazes

É um trabalho de muita paciência, às vezes uma verdadeira dor de cabeça, procurar numa caixa cheia de LEGOS, e encontrar, as peças necessárias para a construção de cada figura. O esforço compensa: boneco de neve construído pela pimpolha mais velha, com a ajuda da mãe, pato bravo, construído pela mãe com a ajuda do pequeno do meio e pimpolha mais pequena. Um livro que é um must para os fãs de LEGOS.