Top, top!

Jonas Blue, um DJ, inglês, e produtor musical, em ascensão, atuou, este anos, na semana académica de Lisboa. Aproveitou a sua estadia em terras lusas e filmou um videoclip da sua nova música “Rise” nas ruas da nossa capital, e este rapidamente chegou aos tops no Reino Unido. Passado um mês da sua publicação, no youtube, já tem  mais de 32 milhões de visualizações.
Lá fora, a música já é um sucesso, há quem diga mesmo que é o hit deste verão, por cá já passa nas rádios.
De realçar, que no vídeo, da Mouraria ao Skate Park do Parque das Nações, pouco se vê o sol, prevalece um céu macambúzio quando, até este verão, eramos conhecidos pelo nosso clima, sol e luminosidade maravilhosa… isso também parece estar a mudar!
Relativamente à letra da música retrata bem o espírito da malta jovem e a forma com encaram a vida, o futuro e a sua relação com os pais e as preocupações e dúvidas destes face à descontração, às deambulações e a ausência de perspectivas de futuro! Basta atentar na letra, que diz algo que imagino todos os pais de adolescentes (até aos 30 anos ou mais) ouçam com frequência dos seus rebentos:
“They think we’re just drop-outs
Living at our mom’s house
Parents must be so proud
They know it all
No, they don’t speak our language
They say we’re too savage, yeah
No, no we don’t give a… anymore”

Lisboa está na moda e os seus residentes esperam que rapidamente se volte à normalidade, parafraseando a letra da música, ironia das ironias:
“We’re gonna ri-ri-ri-ri-rise ‘til we fall
This time we got no no no no future at all…”
O aeroporto está rebentar pelas costuras com tanto turista e os problemas e reclamações sucedem-se, pela 1ª vez, em pleno verão, as taxas de ocupação hoteleira de Lisboa são superiores às do Algarve, os transportes públicos, os passeios e as zonas históricas da cidade estão invadidas de estrangeiros e fervilham os preços da restauração e não só, os preços das casas em Lisboa dispararam e são, neste momento, proibitivos para o comum português, o que se refletiu na entrada de Lisboa, recentemente, para o top 100 das capitais mais caras do mundo, na cauda da lista, é certo, mas com uma subida de mais de 40 lugares, os esquemas e as estratégias levadas da breca para “desalojar” os residentes das zonas mais pretendidas multiplicam-se, assim como as histórias dos maravilhosos vistos gold.
Quando passar a febre, restará alguma coisa para os alfacinhas poderem prosseguir com a sua vidinha tipica e modestamente portuguesa?

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Finalistas

Pequeno do meio e pimpolha mais velha são finalistas, de ciclo, do 1º e 2º ciclo, respetivamente.
Não tiveram fitas de finalista, nem traje (nem tudo está perdido) mas tiveram direito a uma versão light, desta moda que parece que pegou, um livro de curso e um jantar de pais, professores e alunos.
Para finalizar as comemorações dos finalistas e assinalar a conclusão de mais uma etapa, fomos abençoados com duas missas dos finalistas da casa nos dias mais quentes e, quiçá, emotivos do ano escolar.
Os finalista tocaram flauta, cantaram, encantaram, trocaram olhares de cumplicidade a ver quem se desmanchava primeiro, comoveram-se e comoveram a assistência.
“Tu choraste?” pergunta-me pimpolha mais velha.
“Hummm, Hummm…!” respondo
“Bem me parecia! Já te devias ter habituado a isto. Tu… e mais não sei quantas mães.” observa pimpolha mais velha cheia de contente.
Tanto pequeno do meio como pimpolha mais velha aguentaram-se lindamente, nem uma lágrima vertida, já alguns dos seus amigos, lavaram-se em lágrimas enquanto cantavam a música de despedida, e nem os abraços e sorrisos dos amigos pareciam consolá-los . No final, o senhor padre fez uma pausa, ao som dos snif snif,  e disse “Vamos lá! Respirar fundo. Inspira… Expira! Outra vez! Não vai ser tão difícil e doloroso como parece. Inspira… Expira!”.  Mais recompostos, aguentaram estoicamente, até ao final, para logo a seguir se entregarem às lágrimas nos braços uns dos outros e dos professores.
Foi bonito, emocionante e comovedor.
Mais uma vez se comprova que a chorona da casa sou eu, os outros elementos:”Firmos e hirtos que nem uma barra de ferro!”, aparentemente.

A música que comoveu os finalistas do 4º e do 6º ano – Amigo

A apoteose foi a versão adaptado do Hallelujah do Leonar Cohen pelos finalista do 6ºano. Fantástica, apesar de vários finalistas chorarem desalmadamente a partir de meio da música.

Senhor eu quero te louvar
Manter-te no meu coração
E sempre agardecer-te… Aleluia
Por perto eu quero estar senhor
E agradecer tudo o que sou
Pedir-te que me guies… Aleluia
Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluuuuuuuuuuuuia

Quando a tristeza me chamar
No teu abraço vou ficar
Pois tu és meu refúgio… Aleluia
E não importa onde eu estiver
Aqui ou num lugar qualquer
Sei que não vou estar só… Oh Aleluia
Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluuuuuuuuuuuuia

Cheguei ao fim desta estação
Sinto um vazio no coração
Mas sei que vais comigo… Aleluia
Foi bom chegar até aqui
Nesta família que escolhi
Comigo vou levar-vos… Aleluia
Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluuuuuuuuuuuuia

Letra adaptada por Diamantina Rodrigues (música Hallelujah de Leonard Cohen)

Lemon Tree

O vídeo e música que a pequenada gosta muito e lhes foi apresentado pela sua English Teacher, nas aulas.
Muito adequada a um fim de semana de junho cinzento e arejado, em que só se deseja que cheguem os dias quentes e luminosos com que junho nos costumava brindar!

(…) I’m hanging around
I’m waiting for you
But nothing ever happens and I wonder (…)

Olha o cigano na Terra de Ninguém!

Tudo a postos: os anfitriões todos aperaltados e para lá de contentes com a honra de receber personagens ilustres na sua “casa”.
Na mesa de honra, sobressaem os bonitos arranjos florais e os copos e garrafas de águas dispostas e alinhadas. O bem receber e bem parecer, tão tipicamente português…
À sua espera, para além dos ansiosos e vlangloriosos anfitriões, um anfiteatro… repleto de pessoas, que se pautam pela pontualidade, ao contrário dos ilustres por quem aguardam há 45 minutos, no final de um longo dia de trabalho.
Ouve-se um zuzuru e eis que chegam com pompa e circunstância: engravatados, sorridentes, cheios de charme e energia, prontos a deslumbrar, encantar e conquistar toda e qualquer audiência… ou, então, não!
Debitam números, os mais jeitosos e redondinhos, os estudos e as suas conclusões, realizados por e em contextos que lhes são convenientes, têm uma boa fluência verbal e capacidade de débito impressionante. Lamentável que o mesmo não se aplique à qualidade e exploração do conteúdo. A linguagem e a eloquência não estão entre os seus muitos dons, são corriqueiros, identifico-lhes a falta de nível e de empatia presente nos verdadeiros comunicadores, por outro lado, esxudam populismo.
Mau… Se calhar sou só eu que sou uma cliente díficil e desconfiada, por natureza, ou também porque li os estudos mencionados e outros!
Pregam ferozmente a flexibilidade curricular, os projetos, os entrusamentos, e mais não sei quantas ideias dos iluminados que agora se passeam pelo ministério da educação. Implementações, exemplos, limitações e concretizações nas escolas piloto do que profetizam não referiram um único… e era o que eu mais gostava de ter ouvido! Sou um pessoa muito pragmática e pouco dada a engolir dados, cassetes e evangelizações! Bem sei, tenho mau feitio, nada de novo aí…
Desvalorizam por completo os exames e a forma de avaliação… acrescentando mais tarde, disfarçadamente, sem fazer ligação entre os dois que em Portugal é onde o índice de reprovação é mais elevado na CE e que todos têm direito a ter sucesso, mesmos os mais desfavorecido, deve ser esse o objetivo de todo o professor. Hummm, hummm…
Adoçam-nos, logo de seguida, a boca com “Temos excelentes professores, sabemo-los, são a grande maioria, havendo execeções como em tudo. Gostava de ir à Finlândia, mostrar o por cá se faz, que é bom, muito bom… Mas ainda ninguém me convidou, teria muito gosto!”.
Ah, sim? Pois então onde andas tu, e os teus, e as tuas crenças, meu malandro querido, quando nos atacam vilmente em praça pública? Ah.. espera, isso é em Portugal… que ainda não é a Finlândia!
Dissertam sobre a importância de saber sorrir e da empatia no sucesso dos alunos, resultados de mais um dos “seus” estudos, mas também para encarar períodos mais adversos da nossa vida, em que embora desmotivados nos devemos sempre pautar pelo profissionalismo.
Assim como quem diz, “Esqueçam lá isso de 9 anos, 4 meses e dois dias de serviço, não contabilizados para a progressão, que, na função pública, só vos acontece a vocês! Sorriam, aguentem e cara alegre, continuem a portar-se bem e a fazer o mesmo que nos últimos 9 anos e pode ser, pode ser que vos contabilizemos os próximos anos!”
Morde aqui a ver se eu deixo, anda lá!
Reservo e partilho, a rodos, com os meus alunos, o que recuso, veemente, aos ilustres iluminados – sorrisos, empatia, eloquência, números e estudos e muito mais – mas agradeço a recomendação e a preocupação.
Houve quem gostasse de os ouvir e do que ouviu… não foi, claramente, o meu caso!
Ao senhor secretário de estado da educação e ao diretor geral da educação, informo que me roubaram algo muito precioso: o meu tempo (e não me refiro neste caso ao tempo de serviço) no final de um longo dia de trabalho, para ver apenas em ação essa coisa bem orquestrada, cínica e triste que é a política, e os políticos, nos dias de hoje.
Ao ouvi-los, durante mais de uma hora e meia (ninguém merece), pensei em muitas coisas e dei por mim a trautear vezes sem conta

” Viva o cigano
Um aldeeiro
Que vende o mundo por pouco dinheiro”

As minhas colegas riram-se, pensando lá está ela na parvoeira, nada de novo, portanto…
Logo me ocorreu que o Meio Conto é uma boa justificação para ao Estado a que chegámos!

Everglow

Há momentos em que as palavras e a vontade de, com veemência, espantar, dourar, dobrar e compreender os vértices e arestas mais agrestes da vida me abandonam, por completo, fase à violência, à magnitude e ao alcance do golpe.
Na ausência das palavras, restam os gestos: um abraço sentido e bem apertadinho e um afago na pele, que nunca serão suficiente, nada o é quando se perdem as referências e referenciais, na esperança de aquecer e consolar um pouco o coração de quem o recebe… e também o nosso, porque a dor e o sofrimento dos que nos são queridos também se torna um pouco nosso…
Difícl e doloroso o caminho rumo ao “Everglow” – o brilho e conforto das memórias e a felicidade das vivências e momentos partilhados que penetra a nuvem negra, carregada de tristeza e angústia, em que se vive e que, aos poucos, com o tempo, vai começando a deixar passar os raios de sol repletos de uma saudade reconfortante que nos aquece a alma! O tempo tudo traz e conquista, estaremos por cá e sempre convosco… Love you!

Chris Martin, vocalista dos Coldplay, explica a origem do termo “Everglow” –
“I was in the ocean one day with this surfer guy. He was like, ‘Yo dude, I was doing this thing the other day, man. It gave me this total everglow!’ I was like, ‘What an amazing word!’. Then the song came completely out. To me, it’s about–whether it’s a loved one or a situation or a friend or a relationship that’s finished, or someone’s passed away–I was really thinking about, after you’ve been through the sadness of something, you also get this everglow. That’s what it’s about.”

Letra da música “Everglow”
Well, they say people come
They say people go
This particular diamond was extra special
And though you might be gone, and the world may not know
Still I see you, celestial
And I should but I can’t let you go
But when I’m cold, I’m cold
Yeah, when I’m cold
Cold
There’s a light that you give me when I’m in shadow
There’s a feeling within me, an everglow
Like brothers in blood, or sisters who ride
Yeah we swore on that night we’d be friends ‘til we die
But the changing of winds, and the way waters flow
Life is short as the falling of snow
And I’m gonna miss you, I know
But when I’m cold, cold
In water rolled, salt
And I know that you’re with me and the way you will show
And you’re with me wherever I go
And you give me this feeling, this everglow
What I wouldn’t give for just a moment to hold
Because, I live for this feeling, this everglow
So if you love someone, you should let them know
Oh, the light that you left me will everglow

Despontar!

Óculos tartaruga, alto, esguio, bigode, barba e borbulhas a despontar, não enverga as típicas calças de ganga nem os ténis da moda, tem um estilo e postura muito próprio, que segundo o próprio já o fez ser vítima de bullying, “As pessoas são muito rápidas a julgar tudo e todos os que são diferentes. Aprendi a viver com isso”.
Entrava mudo e saí calado das minhas aulas, aluno aplicado e concentrado, que de quando em vez, lá me chamava baixinho para que lhe tirasse uma dúvida.
Ao longo do ano, o bigode e a barba afirmaram-se, continuou a não usar calças de ganga nem ténis, deixou de entrar mudo e sair calado das minhas aulas, sorria e ria, passou a interagir com os colegas, especialmente, com uma aluna. A aluna mais estouvada e extrovertida da turma, que com as suas intervenções malucas, despropositdas e rídiculas nos deixa a todos à beira das lágrimas de tanto rir, para depois afirmar “Sou alvo de chacota da turma” ao que eu lhe respondo, invariavelmente, “Não me parece que precise de ajuda nesse campo, faz um ótimo trabalho sozinha! Contar até 100 e pensar antes de falar é capaz de ajudar”. “Tem razão… Fogo, a professora é má! A minha mãe diz para eu contar só até 10!” diz-me ela. “Não me parece que esteja a resultar!” apontei-lhe. “Pois é! Até 100, como é que eu vou conseguir? Vou perder muita coisa enquanto me concentro a contar” constata ela. “Ou então não…!” conclui eu.
Não se sentam juntos, mas nunca demasiado longe, parecem cão e gato, não conseguem concordar em nada se um diz “Branco” o outro diz “Preto”, acusam e picam-se um ao outro, constantemente, mas aí de quem aponte ou “ataque” um dos dois, transformam-se num e num só, uma unidade imbatível e esquecidas ficam todas as picardias.
Observando este despertar do moço, a aceitação gradual pelos seus pares, vê-lo florecer e desabrochar tem sido um prazer.
“Professora, já correm apostas! Não precisa de dizer… todos sabemos qual seria a sua aposta! A professora ainda vai ser a madrinha de casamento!” dizem os colegas entre risos. Os visados trocam olhares, encolhem os ombros e sorriem e ele diz, piscando-lhe o olho “Ainda não me decidi… não sei, não, ela é meio maluca!” e ela responde “Olha, olha, quem fala, grande lata!”, eu penso “Here we go again” e é aqui que começo a dar, e a impor, limites 🙂
As correntes e subcorrentes de uma aula de matemática de 11ºano com meninos e meninas de 17 anos… Caraças, divirtimo-nos à brava entre números, senos, cossenos, tangentes, algumas secantes (eheheh), funções, sucessões, limites, derivadas e continuidades! Impossível não gostar destes miúdos, é um verdadeiro prazer trabalhar e estar com eles!

Muitas vezes, associo músicas a livros/histórias que ando a ler. Se tivesse que escolher uma para ilustrar esta história, escolheria “Só nas Canções” do Martim Vicente. Uma música e letra que descrevem na perfeição o que leio nas trocas de olhares e interações entre os meus alunos e que com a chegada da primavera de intensifica! É  bonito de ver e nunca deixa de me fazer sorrir e recordar… porque há amores que começam nesta idade e duram uma vida toda mas não, necessariamente, a vida toda.

“Whatever it takes!”

O conformismo, o desânimo, o cansaço, a falta de esperança, a atitude derrotista face a um futuro mais risonho que não se vislumbra, o desejo de ser respeitado, reconhecido e não injustiçado por quem nos (des)governa, parece ter conduzido a um baixar dos braços e a níveis de indiferença e alheamento extraordinariamente altos enraizados em muitos professores, extremamente perigosos para a “saúde” da comunidade escolar.
“Quero lá saber, tanto me faz. Eu não quero é chatices. Estou cansado/a e farto/a disto tudo! Não vale a pena remar contra a maré!” é algo que se ouve com frequência.
O espírito de entrega e de missionário, bem como o envolvimento e o entusiasmo, está pelas ruas da amargura.
Todos os dias vejo a luz a morrer nos olhos de uns e de outros por mais um “golpe” deferido ou diferido e sigo, resistindo e sorrindo, na companhia de alguns, cada vez menos, “dando”, ou procurando dar, com rigor, alma e coração, aos meus alunos aquilo que gostaria que os meus filhos encontrassem nos seus professores, meus colegas.
A dúvida que me assola, cada vez com mais frequência, é “Até quando resistirei?”. Pelos meus alunos, e acreditando na minha essência utópica, desconfio, ou tenho esperança, que sempre – “Whatever it takes!” – mas não está fácil e promete piorar e muito… Perdemos todos!

Falling too fast to prepare for this
Tripping in the world could be dangerous
Everybody circling, it’s vulturous
Negative, nepotist

Everybody waiting for the fall of man
Everybody praying for the end of times
Everybody hoping they could be the one
I was born to run, I was born for this

Whip, whip
Run me like a race horse
Pull me like a ripcord
Break me down and build me up
I wanna be the slip, slip
Word upon your lip, lip
Letter that you rip, rip
Break me down and build me up

Whatever it takes
‘Cause I love the adrenaline in my veins
I do whatever it takes
‘Cause I love how it feels when I break the chains
Whatever it takes
You take me to the top, I’m ready for
Whatever it takes
‘Cause I love the adrenaline in my veins
I do what it takes

Always had a fear of being typical
Looking at my body feeling miserable
Always hanging on to the visual
I wanna be invisible

Looking at my years like a martyrdom
Everybody needs to be a part of ‘em
Never be enough, I’m the prodigal son
I was born to run, I was born for this

Whip, whip
Run me like a race horse
Pull me like a ripcord
Break me down and build me up
I wanna be the slip, slip
Word upon your lip, lip
Letter that you rip, rip
Break me down and build me up

Whatever it takes
‘Cause I love the adrenaline in my veins
I do whatever it takes
‘Cause I love how it feels when I break the chains
Whatever it takes
You take me to the top, I’m ready for
Whatever it takes
‘Cause I love the adrenaline in my veins
I do what it takes

Hypocritical, egotistical
Don’t wanna be the parenthetical, hypothetical
Working onto something that I’m proud of, out of the box
An epoxy to the world and the vision we’ve lost
I’m an apostrophe
I’m just a symbol to remind you that there’s more to see
I’m just a product of the system, a catastrophe
And yet a masterpiece, and yet I’m half-diseased
And when I am deceased
At least I go down to the grave and die happily
Leave the body of my soul to be a part of me

I do what it takes

Whatever it takes
‘Cause I love the adrenaline in my veins
I do whatever it takes
‘Cause I love how it feels when I break the chains
Whatever it takes
You take me to the top, I’m ready for
Whatever it takes
‘Cause I love the adrenaline in my veins
I do what it takes

 

 

A nós

Somamos e seguimos, cantando e rindo, não com a mesma leveza de outrora mas com o mesmo afinamento, descontração e rumo, bafejdos pela sorte, que também se procura e constrói, espintalgados com cabelos brancos, rugas, dores nas cruzes e apoquentamentos pois a idade não perdoa… e os filhos e a vida também não!
Como lembrança nesse e desse dia, escolhemos partilhar/registar uma história simples, a nossa, com a cor, o sentido de humor e as bonitas ilustrações do Mordillo, prometemos, aos presentes, a edição de uma enciclopédia com vários volumes, aqui encontram-se alguns deles, e porque o mundo dá voltas engraçadas, voltámos a “encontrar” o Mordillo para celebrar a passagem do tempo.
Que nunca percamos a capacidade de completar as frases e pensamentos um do outro, a verdadeira sintonia, de ler no olhar o que nos vai na alma e no pensamento, o silêncio dos cúmplices na melhor e nas piores alturas, de sorrir com as parvoeiras e marotices da pequenada, é quase sempre o melhor remédio, de rir, parvejar e manter o sentido do humor, pois a vida não é para ser levada demasiado a sério, especialmente, nos momentos críticos, e mais um sem fim de coisas que regam e condimentam, para o bem e para o mal, na alegria e na tristeza, o nosso dia a dia. Que o futuro e a vida nos continuem a sorrir como até aqui !!

Para começar, agora em bom!

Comemorámos o 94º aniversário da bisavó com a família toda reunida e com uma aniversariante bem disposta, não fossem as artroses, típicas da idade, expressão que ela detesta e a aborrece que a lembrem, tem uma cabeça e memória que tomara a muitos.
Assistimos a um fantástico concerto vienense de ano novo, pela Orquestra Promenade, em terras lusas, obviamente, durante o qual pimpolha mais pequena dormiu um belo e descansado soninho ao colo da mãe e os manos mais velhos, ao fim de duas horas, começaram a pintar a manta, num altar ao fundo da igreja. Um grande concerto… com dançarinos, fazendo lembrar as dezenas de salas de Viena que diariamente fazem pequenos concertos para turista ver (sim, já estivemos num dessas! É quase o equivalente a ir a Roma e não ver o Papa )

(imagens retiradas daqui)

O avô, finalmente, tem um blogue para partilhar, e guardar, as suas escritas, mea culpa, mea culpa, a do blogue, não das escritas, e pimpolha mais velha entusiasmou-se com a ideia e decidiu que também queria ter um blogue. Como não tem idade, nem discernimento, para isso, acordámos que o faria aqui, passando eu a ter, oficialmente, a função de lápis azul! Portanto, temos uma nova aquisição, milionária, direi mesmo visionária, agora na 1ª pessoa, no nosso plantel. Um bom início de ano por estas bandas! Todos os seus textos terão a sua imagem de marca e virão “assinados” com pimpolha mais velha, espero que gostem, e não se esqueçam, ao ler os seus textos, que a rapariga só tem 11 anos! O próximo post é dela!

Danças Ocultas&Orquestra Filarmonia das Beiras

Numa triste, chuvosa, e fria noite de outono, agasalhados até aos dentes, tinham-nos avisados de antemão que o ar condicionado da sala estava avariado, fomos ouvi-los, numa sala muitíssimo longe de ter lotação esgotada, apesar do espetáculo ser gratuito e de os “artistas” terem, recentemente, esgotado o CCB e a Casa da Música.
Foi sublime, são simplesmente fantásticos!
Quem perdeu? Quem escolheu ficar em casa! Não consigo perceber se é falta de informação, interesse, vontade ou se as pessoas, simplesmente, não querem mesmo saber! É triste porque os artistas mereciam uma plateia muito mais composta, em número!

Sons e recordações da minha infância

Concerto de ano novo foi a última vez que nos encontrámos, cada um muito bem acompanhado das suas caras metades e respetiva pequenada. Conversa puxa conversa e diz-me ele “Então e já ensinaste os teus filhos a cantar a Bicicleta?” ao que eu respondi “Já me ouviram cantá-la, inclusivamente, quando eram bebés e eu ainda não tinha o repertório que tenho hoje em dia mas ensiná-los, ensiná-los, não!”. Entre risos, diz-me “Isso é que é uma grande falha, como é que é possível? Tens que remediar isso!”. Lembrei-me então de perguntar, inocentemente, “Então e tu já a ensinaste aos teus?”. Ele olhou para mim, sorriu, e acrescentou “Agora apanhaste-me! Reparo agora nesta minha enorme falha. Também eu ainda não ensinei a música da Bicicleta aos meus!” Retruco “Bem, que grande falha senhor maestro!” e ele responde-me “Olha quem fala senhora solista”. E assim nos despedimos com mais um ano a começar e a promessa, não verbalizada, de cada um ensinar aos seus a famosa música da Bicicleta.
Quis o destino, e as voltas da vida, que só nos reencontrassemos volvidos 2 anos, e diz-me ele “Que grande murro no estômago me deste naquele dia mas fica sabendo que já ensinei a música da bicicleta os meus filhos!”. Ri-me retribuindo um “Eheheheh e eu aos meus!”.
Memórias felizes de tempos passados de pessoas que serão sempre importantes, uma referência, que acompanha determinada fase da nossa vida e por isso, não estando presentes, farão sempre parte das nossa vida e das nossas aprendizagens, porque nos viram crescer e que, por sua vez, também vimos crescer, quem recordamos com carinho e com quem é sempre um enorme prazer, por breves instantes, voltar a ter a idade que os meus pequenos têm agora, voltar a estar nos estrados do coro, repletos de malta fixe da minha idade, sempre pronta para cantar (e desafinar), num convívio animado e saudável e muito mais, sobre a batuta de um ótimo maestro, um tipo bem disposto, porreiro e que fazia umas funny faces a cantar (por causa da importância da respiração, disse-nos ele), que, para nós, do coro, é, e será, sempre o Miguel.
Ora então para recordar a música “Uma Bicicleta” pelas vozes desafinadas da malta cá de casa, (não estavas cá Miguel, foi o melhor que conseguimos!). Dedicado, em primeiro lugar, ao grande Miguel, à Rita e a todos os meus companheiros do orfeão pois juntos cantámos esta música vezes sem fim e a sua letra é, ou deveria ser, intemporal!

Se não me falha a memória, a letra da “bicicleta” foi escrita pela Rita Colaço, que também andava no coro, e musicada pelo Miguel, o nosso maestro, fazia parte do repertório de todos os concertos e a solista começou por ser, obviamente, a Rita.
A Rita que conheço desde pequena e que não vejo, se calhar, há mais de duas dezenas de anos (fogo que uma pessoa está velha), mas que, com 6 ou 7 anos, me lembro, enquanto brincávamos, de ouvir dizer, agarrada a um microfone que estava ligado a um leitor/gravador de cassetes (brinquedo muito à frente para a época), “Eu quero ser jornalista e vou ser, vais ver!”. Talvez, nessa idade, se sentisse inspirada pelas experiências piratas, e não só, do seu pai na área ou, porque afinal, corria e corre-lhe nas veias o mesmo sangue ou, simplesmente, porque sim ou porque quem sai aos seus não degenera.
A Rita correu atrás do seu sonho de menina e, hoje em dia, é uma jornalista da Antena 1 com vários prémios ganhos. A imagem que retenho dela será sempre a da menina de microfone em riste que queria ser jornalista, que escreveu/cantou a Bicicleta e das brincadeiras com ela e com o João enquanto os nossos pais conversavam animadamente (o 1º sonho, doce de natal, que comi e apreciei foi na casa dos seus pais, ele há coisas e memórias, senhores!)

“Uma bicicleta
para qualquer miúdo
pode não ser nada
mas para mim é tudo

Pela estrada fora
sempre em linh reta
quem é que não gosta
de uma bicicleta”

Que ano…

Seguem-se uma atrás das outras, querem-se quentes e boas mas só que não… um bocadinho farta deste 2017, cheio de triste notícias e ainda falta 1 mês para terminar, MEDO…! Que o fim de 2017 chegue mansinho, sem delongas e sem mais “novidades, notícias e eventos” deste género, bolas que já chega, por mim, falo!
Não me lembro de quantas vezes os vi ao vivo, de quantas cassetes e CD´s tenho deles, o Circo de Feras será sempre uma referência, mas sei de cor muitas das suas músicas, cujas letras são intemporais e, regra geral, muito boas, ao longo de quase 40 anos, tocaram (n)as vidas de muitos e isso não é para todos, só para os melhores, os que permanecem humildes, fieis e sem tiques de estrela, assim foram, e são, para mim, os Xutos. O Zé Pedro será sempre o eterno bom rebelde, o irreverente que viveu plena, assumidamente e sem pudor, a máxima “Sex, drugs anda rock and roll”, não sendo o único, foi único, de sorriso nos lábios, à beira do abismo, entre a vida e a morte, repensou e escolheu outro caminho mantendo a mesma aura, carisma, rebeldia e simpatia, seguindo admirado e estimado por todos. Os Xutos perderam um bocado da sua alma e nós sentimos no fundo do coração a sua, mas também um pouco nossa, perda!

“Pensas que eu sou um caso isolado 
Não sou o único a olhar o céu 
A ver os sonhos partirem 
À espera que algo aconteça 
A despejar a minha raiva 
A viver as emoções 
A desejar o que não tive 
Agarrado às tentações 

E quando as nuvens partirem 
O céu azul ficará
E quando as trevas abrirem 
Vais ver, o sol brilhará 
Vais ver, o sol brilhará 

Não, não sou o único 
Não, sou o único a olhar o céu 
Não, não sou o único 
Não, sou o único a olhar o céu 

Pensas que eu sou um caso isolado 
Não sou o único a olhar o  céu 
A ouvir os conselhos dos outros 
E sempre a cair nos buracos 
A desejar o que não tive 
Agarrado ao que não tenho 
Não, não sou o único 
Não sou o único a olhar o céu”

Zé Pedro

Big Bang 2017

Na caixa de ressonância, tocámos instrumentos e “escondemo-nos”, lá em baixo, sentindo a ressonância, fomos até ao aconchegante quarto da Joana e mergulhámos um pouco no seu mundo do violoncelo, com as suas caixas iluminadas e ventoinhas com fitas; conhecemos o admirável mundo do Vicent e da sua música, os efeito especiais, com os seus encadeamentos e ciclos, e soubemos que aprendeu eletrónica e programação para conseguir desenhar este espetáculo, que inicialmente era destinado a crianças com deficiência; marchámos e batemos palmas ao som dos Tocá Rufar; fizemos um piquenique no bonito jardim das oliveiras, desfrutando da vista; subimos as escadas até ao paraíso num concerto de Bach; construímos uma pirâmide de cubinhos enquanto o pai comia um chocolatinho que custa a módica quantia de 80€ o kg mas diz que é magnifico, só pode; fomos até à Bertrand conhecer novos livros e os cinco delirámos com “O Caderno das Piadas Secas”, comemos um belo, e saboroso, gelado italiano e, para finalizar, as atividades no CCB, deixámo-nos embalar pelas bonitas vozes e sonoridades do espetáculo “Como dormirão os meus olhos?”. Foi um lavar de olhos e ouvidos este dia repleto de música e atividade no CCB. O espetáculo que a pequenada mais gostou foi o do Bach e isto, sim, surpreendeu-me!
Aproveitámos a parceria do Big Bang com a Hipotrip, e os preços mais maneirinhos, para experimentar esta forma de navegar no Tejo. A pequenada estava entusiasmadíssima, há muito que pediam para realizarmos esta experiência, os graúdos nem por isso. Ficámos todos alegremente surpreendidos, foi muito divertido, muito graças ao excelente guia/animador Paulo. A pequenada adorou e nós também aprendemos umas coisitas e entrar no Tejo num “autocarro” é emocionante. Para concluir o dia beleza, fomos degustar uns deliciosos Pastéis de Belém 🙂

Um outro lado de São Miguel

Rabo de Peixe não consta nos roteiros mais turísticos de São Miguel mas vale a pena uma visita. Situada sobre uma escarpa, encontra-se sempre gente junto ao paredão conversando ou passando o tempo, nas escadas da igreja, gente sentada em amena cavaqueira, os cafés são à moda antiga, crianças brincam livremente na rua, uma terra grande, com bastantes infraestruturas, mas que poucos diriam que tem cerca de 10 000 habitantes.
Junto ao Porto de Pesca, vislumbram-se as casas coloridas, grupos de jovens conversando e ouvindo música, sentados no chão, os mais novos mergulhando do cais para o mar, fazendo praia a Açores, numa espécie de lota, vários moços amanhando e lavando peixe e colocando nas camionetas. Nas paredes das casas, pode-se admirar a street art que tem colorido, de uns anos para cá, as paredes da ilha, do VHILS, encontramos as caras de alguns pescadores residentes mas muitas outras se podem ver por lá, lembrando o que foi feito em Loures, na Quinta do Mocho ou, em Lisboa, no Bairro Padre Cruz.
Sim, sente-se no ar, e vive-se o ambiente de bairro social, talvez por não estarem habituados a visitas de turistas, olham-nos um pouco estupefacto, desconfiados, não interagindo mas falando entre si com um sotaque acentuado numa linguagem crua, para logo prosseguirem com a sua labuta. É coisa para deixar alguns turistas um pouco relutantes em continuar a sua exploração mas vale a pena não desistir.
Uma população, essencialmente, jovem onde continua a haver muito desemprego, alcoolismo, drogas, etc, tudo aquilo que carecteriza um meio socioeconómico desfavorecido. Vivem, essencialmente da pesca, sujeitos aos arrufos da mãe natureza e do mar, e dos donos das embarcações, não é vida fácil.
Vale a pensa conhecer Rabo de Peixe, descer ao Porto e perceber que nem tudo na ilha é verde, florido, com casas bonitas e pastos repletos de vacas felizes e gente contente com a sua vidinha. A pobreza não oculta a beleza do local, de uma gente e terra que parece  querer desafiar as leis da natureza, sujeito aos humores dos Neptunos e Adamastores desses mares e da vida e/ou não desiste de tentar.

Sandro G. foi o primeiro rapper açoriano, trouxe um novo sotaque para o rapp, é uma referência em Rabo de Peixe e nos Açores, talvez porque para muitos colocou Rabo de Peixe e as ilhas no mapa e nas bocas do mundo, no início do milénio. Em 2003, foi ao Herman e a tudo o que era programa do género, ficou “famoso” mas pouco ganhou com isso, nas palavras de Sandro G., transformaram Rabo de Peixe e a si próprio numa anedota/brincadeira quando com a sua música “Eu não vou chorar”, pretendia alertar para os problemas existentes em Rabo de Peixe, acabou por ficar conhecido pela música da “galinha”. O mundo do VIPS e das editoras é muito isto, fogo de vista, o importante não é comercial logo não interessa.
A letra da sua música “Não vou chorar” traduzia e traduz muito bem as vivências e o sentir das gentes Rabo de Peixe, então como agora.

Saudade

“Esta rapariga tem porras!” é uma expressão que ouvi, muitas vezes, em pequena o meu tio avô, de acordeão na mão, proferir. Não me lembro se era referindo-se a mim, inserido em conversas ou um misto dos dois.
“Esta rapariga tem porras!” é uma expressão que, hoje em dia, associo, de imediato, a pimpolha mais pequena, assenta-lhe que nem uma luva dado o seu feitiozinho e, muitas vezes, quando ela está num dos seus momentos é assim que me refiro a ela!
De outro querido tio, ficou o tratar, carinhosamente, por “Lesma” quando estamos naquelas nossos momentos ou intervenções mesmo “DAHHH”. Como estas tantas outras, tantas outras dele, que inconscientemente utilizamos… e caramba, que saudades, de quem partiu cedo demais, dono de um coração do tamanho do mundo e um sorriso tímido!
Ironias da vida, lembrar-nos que afinal quem sai aos seus não degenera e recordar que pessoas que já há muito partiram deixam sempre um pouco delas connosco e levam um pouco de nós consigo.

Eles andem aí e as naves também!

“Onde é que vocês deixaram a nave estacionada?” é uma pergunta que faço, em tom de brincadeira com alguma frequência, aos meus alunos e a melhor resposta que já lhes ouvi foi “Uiiii, uiii, sabe lá, hoje estava o parque cheio! Tive algumas dificuldades” e assim nos rimos e descontraímos. Cada vez mais, tenho que morder a língua para não perguntar seriamente o mesmo a muitos graúdos. Provavelmente, eu é que sou do Espaço ou de outro mundo.

Fernando Pessoa by Salvador Sobral

Admiro-lhe entre outras coisas: o espírito, o sentido de humor, a musicalidade, a expressividade, a maestria e a qualidade com que articula, com naturalidade, este dons. Bons presságios, que o futuro lhe sorria!

“Presságio” de Fernando Pessoa cantado por Salvador Sobral

O amor, quando se revela
Não se sabe revelar
Sabe bem olhar p’ra ela
Mas não lhe sabe falar

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse
Se pudesse ouvir o olhar
E se um olhar lhe bastasse
P’ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar
Fernando Pessoa

Dia da Criança

Uma ideia engraçada, colorida, original, até a escola ganhou um outro ar! Os miúdos são muito castiços  e dizem coisas fantásticas.
Pimpolha mais pequena encarnou a sua melhor versão materialista – anda uma pessoa convencida que anda a fazer alguma coisa de jeito com esta malta e vai-se a ver… parece que nem por isso 🙂 Ao ver o seu dizer, ri-me e disse-lhe “Presentes, hã?” e ela respondeu com o seu sorriso maroto, aquele de quem tem sempre resposta na ponta da língua e me dá um grande desconto, “Recebeste algum hoje?” – é tão parecida com o seu mano e… com a mãe, dizem as más línguas, obviamente.


Os meus preferidos são

Mas há lá muitos simplesmente deliciosos

Ser criança não é fácil! Corresponder às expectativas dos pais pode ser tramado e, ao que parece, desde muito cedo, se aos 5 anos, uma mãe, que lia o “mural” com o filho pela mão, observa com um ar desiludido “Então e só disseste isto? Os teus amigos disseram muito mais coisas!” imagino como será daqui a uns anos, o filho limitou-se a olhar para ela, dando de ombros, como quem diz “O que é que querias que eu dissesse mais?”.

Espíritos livres, criativos, críticos, genuínos, energéticos, brincalhões, de sorriso fácil, marotos, aventureiros, assim são as verdadeiras crianças, independentemente da sua idade 🙂 E tão bem que eles sabem viver, são verdadeiramente felizes, relembremos e aprendamos com eles!

Neste dia, a RFM, em honra das crianças e da palavra que elas mais odeiam ouvir “Não”, com mais uma excelente letra musicada. Vale a pena ouvir, rir e mostrar à pequenada, aqui por casa apreciaram mas gostaram mais da da Comercial (eu também não… )