Um outro lado de São Miguel

Rabo de Peixe não consta nos roteiros mais turísticos de São Miguel mas vale a pena uma visita. Situada sobre uma escarpa, encontra-se sempre gente junto ao paredão conversando ou passando o tempo, nas escadas da igreja, gente sentada em amena cavaqueira, os cafés são à moda antiga, crianças brincam livremente na rua, uma terra grande, com bastantes infraestruturas, mas que poucos diriam que tem cerca de 10 000 habitantes.
Junto ao Porto de Pesca, vislumbram-se as casas coloridas, grupos de jovens conversando e ouvindo música, sentados no chão, os mais novos mergulhando do cais para o mar, fazendo praia a Açores, numa espécie de lota, vários moços amanhando e lavando peixe e colocando nas camionetas. Nas paredes das casas, pode-se admirar a street art que tem colorido, de uns anos para cá, as paredes da ilha, do VHILS, encontramos as caras de alguns pescadores residentes mas muitas outras se podem ver por lá, lembrando o que foi feito em Loures, na Quinta do Mocho ou, em Lisboa, no Bairro Padre Cruz.
Sim, sente-se no ar, e vive-se o ambiente de bairro social, talvez por não estarem habituados a visitas de turistas, olham-nos um pouco estupefacto, desconfiados, não interagindo mas falando entre si com um sotaque acentuado numa linguagem crua, para logo prosseguirem com a sua labuta. É coisa para deixar alguns turistas um pouco relutantes em continuar a sua exploração mas vale a pena não desistir.
Uma população, essencialmente, jovem onde continua a haver muito desemprego, alcoolismo, drogas, etc, tudo aquilo que carecteriza um meio socioeconómico desfavorecido. Vivem, essencialmente da pesca, sujeitos aos arrufos da mãe natureza e do mar, e dos donos das embarcações, não é vida fácil.
Vale a pensa conhecer Rabo de Peixe, descer ao Porto e perceber que nem tudo na ilha é verde, florido, com casas bonitas e pastos repletos de vacas felizes e gente contente com a sua vidinha. A pobreza não oculta a beleza do local, de uma gente e terra que parece  querer desafiar as leis da natureza, sujeito aos humores dos Neptunos e Adamastores desses mares e da vida e/ou não desiste de tentar.

Sandro G. foi o primeiro rapper açoriano, trouxe um novo sotaque para o rapp, é uma referência em Rabo de Peixe e nos Açores, talvez porque para muitos colocou Rabo de Peixe e as ilhas no mapa e nas bocas do mundo, no início do milénio. Em 2003, foi ao Herman e a tudo o que era programa do género, ficou “famoso” mas pouco ganhou com isso, nas palavras de Sandro G., transformaram Rabo de Peixe e a si próprio numa anedota/brincadeira quando com a sua música “Eu não vou chorar”, pretendia alertar para os problemas existentes em Rabo de Peixe, acabou por ficar conhecido pela música da “galinha”. O mundo do VIPS e das editoras é muito isto, fogo de vista, o importante não é comercial logo não interessa.
A letra da sua música “Não vou chorar” traduzia e traduz muito bem as vivências e o sentir das gentes Rabo de Peixe, então como agora.

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Saudade

“Esta rapariga tem porras!” é uma expressão que ouvi, muitas vezes, em pequena o meu tio avô, de acordeão na mão, proferir. Não me lembro se era referindo-se a mim, inserido em conversas ou um misto dos dois.
“Esta rapariga tem porras!” é uma expressão que, hoje em dia, associo, de imediato, a pimpolha mais pequena, assenta-lhe que nem uma luva dado o seu feitiozinho e, muitas vezes, quando ela está num dos seus momentos é assim que me refiro a ela!
De outro querido tio, ficou o tratar, carinhosamente, por “Lesma” quando estamos naquelas nossos momentos ou intervenções mesmo “DAHHH”. Como estas tantas outras, tantas outras dele, que inconscientemente utilizamos… e caramba, que saudades, de quem partiu cedo demais, dono de um coração do tamanho do mundo e um sorriso tímido!
Ironias da vida, lembrar-nos que afinal quem sai aos seus não degenera e recordar que pessoas que já há muito partiram deixam sempre um pouco delas connosco e levam um pouco de nós consigo.

Eles andem aí e as naves também!

“Onde é que vocês deixaram a nave estacionada?” é uma pergunta que faço, em tom de brincadeira com alguma frequência, aos meus alunos e a melhor resposta que já lhes ouvi foi “Uiiii, uiii, sabe lá, hoje estava o parque cheio! Tive algumas dificuldades” e assim nos rimos e descontraímos. Cada vez mais, tenho que morder a língua para não perguntar seriamente o mesmo a muitos graúdos. Provavelmente, eu é que sou do Espaço ou de outro mundo.

Fernando Pessoa by Salvador Sobral

Admiro-lhe entre outras coisas: o espírito, o sentido de humor, a musicalidade, a expressividade, a maestria e a qualidade com que articula, com naturalidade, este dons. Bons presságios, que o futuro lhe sorria!

“Presságio” de Fernando Pessoa cantado por Salvador Sobral

O amor, quando se revela
Não se sabe revelar
Sabe bem olhar p’ra ela
Mas não lhe sabe falar

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse
Se pudesse ouvir o olhar
E se um olhar lhe bastasse
P’ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar
Fernando Pessoa

Dia da Criança

Uma ideia engraçada, colorida, original, até a escola ganhou um outro ar! Os miúdos são muito castiços  e dizem coisas fantásticas.
Pimpolha mais pequena encarnou a sua melhor versão materialista – anda uma pessoa convencida que anda a fazer alguma coisa de jeito com esta malta e vai-se a ver… parece que nem por isso 🙂 Ao ver o seu dizer, ri-me e disse-lhe “Presentes, hã?” e ela respondeu com o seu sorriso maroto, aquele de quem tem sempre resposta na ponta da língua e me dá um grande desconto, “Recebeste algum hoje?” – é tão parecida com o seu mano e… com a mãe, dizem as más línguas, obviamente.


Os meus preferidos são

Mas há lá muitos simplesmente deliciosos

Ser criança não é fácil! Corresponder às expectativas dos pais pode ser tramado e, ao que parece, desde muito cedo, se aos 5 anos, uma mãe, que lia o “mural” com o filho pela mão, observa com um ar desiludido “Então e só disseste isto? Os teus amigos disseram muito mais coisas!” imagino como será daqui a uns anos, o filho limitou-se a olhar para ela, dando de ombros, como quem diz “O que é que querias que eu dissesse mais?”.

Espíritos livres, criativos, críticos, genuínos, energéticos, brincalhões, de sorriso fácil, marotos, aventureiros, assim são as verdadeiras crianças, independentemente da sua idade 🙂 E tão bem que eles sabem viver, são verdadeiramente felizes, relembremos e aprendamos com eles!

Neste dia, a RFM, em honra das crianças e da palavra que elas mais odeiam ouvir “Não”, com mais uma excelente letra musicada. Vale a pena ouvir, rir e mostrar à pequenada, aqui por casa apreciaram mas gostaram mais da da Comercial (eu também não… )

Irmãos

Hoje, como todos os dias, é dia dos irmãos mas parece que se assiná-la hoje, nesta moda dos dias que pegou.
A RFM presenteou-nos, a nós, sortudos que temos irmãos (dos bons), com uma música alusiva a esta relação tão estreita, às vezes demasiado. Uma letra bonita, de Rodrigo Gomes, que, acima de tudo, retrata na perfeição a relação entre irmãos (pelo menos para mim) e aquilo que observo todos os dias nos manos cá de casa e, muitas vezes, me faz sorrir, e relembrar, e outras me deixa com vontade de arrancar cabelos, nem sei bem se os meus se os deles. Suponho que os nossos progenitores, enquanto irmãos e pais, tenham sentido exatamente a mesma coisa. São as tais cenas e coisas intemporais…provavelmente, as melhores!
Dedicado ao meu mano: obrigada por estares sempre por aí/aqui, apesar de, como costumas dizer vezes sem fim, “Tu móis-me o juízo!(…) Agora não tenho tempo”, obviamente que moo, faz parte da minha missão função mas sempre como muito amor e carinho, e sabes bem que gostas pois há sempre aquela mítica frase “O que é que tu queres agora?!” e afinal, afinal, tens arranjas sempre tempo, love you. À pequenada cá de casa, love you too, e vocês são tão, mas tão, assim, meus lindos!

Letra:
(Rodrigo Gomes)

É para sempre o amor de irmãos
Nada vai separar você de mim
Eu sei que vou contigo até ao fim

Por cada turra e cada empurrão
Eu só quero ver você sorrir
Nem que seja por nos ver cair, no chão

Yeah
Ainda me lembro quando chegaste ao mundo
Tive ciúmes mas eu sei que lá no fundo
Tu vieste para me completar
Foi contigo que tive de aprender a partilhar

E nós parecemos bipolares
Tanto andamos à tareia
Como te abraço para acalmares

Imaginação, nada nos batia
A fazer tendas com lençóis
Em casa da nossa tia

E o mano vai estar cá sempre para te ouvir
E esta roupa vai ser tua quando já não me servir

As nossas lutas…
Desculpa usar-te sempre para te pôr as culpas

Juntos cantamos e berramos no banco de trás
Iluminamos e esgotamos a paciência dos papás

Os irmãos quando se unem têm uma força brutal
Vê só o que conseguiram juntos os irmãos Sobral

É para sempre o amor de irmãos
São as pessoas com que se despacha
Um pacote inteiro de bolacha

É claramente uma união
Que ultrapassa toda e qualquer mágoa
E servem para ir buscar um copo de água

No final do dia, de banhos tomados
Manos de pijama a brincar aos penteados
Quando te sentes à deriva ter um irmão é ter um cais
Porque há determinadas coisas que não se contam logo aos pais

E é claro que o sangue pesa
Mas também há os irmãos que nós ganhámos na guerra
Adoptivos ou Amigos que estão sempre na vigília
Um por todos e todos por um
é o lema da família

É para sempre o amor de irmãos
Nada vai separar você mim
Eu sei que vou contigo até ao fim

Por cada turra e cada empurrão
Eu só quero ver-te a sorrir
Nem que seja por nos ver cair, no chão

…. ninguém consegue desligar os fios
e o amor cresce quando formos tios
‘Props’ para os sobrinhos…

Frutologia no Jardins da Gulbenkian

Dois dias repletos de atividades gratuitas para os mais pequenos, com um ambiente fantástico, num belo cenário – os jardins da Gulbenkian – numa parceria da Compal com programa Descobrir da Gulbenkian. Vale a pena passar por lá, desfrutar do ambiente e das atividades, quiçá fazer um piquenique e dos bonitos jardins da Gulbenkian (horários e atividades). Se estiverem pela capital, é aproveitar, amanhá há mais e vale mesmo a pena!!!
Adorámos rever e ouvir a fantástica Ana Sofia Paiva (matando saudades do Pinhal das Artes), e que desta vez nos trouxe uma adaptação da história da “A tartaruga e a fruta amarela” , adivinhas com frutas, e canções sobre frutas, cantou uma parte da Senhora do Almurtão “olha a laranjinha que caiu, caiu!” (que tantas vezes ouvi e cantei em miúda), muitos trava línguas e um bonito poema de Miguel Torga. Tudo isto regados com o ritmo, a musicalidade, a expressividade, o espírito, a empatia e o profissionalismo que caracterizam uma excelente contadora de histórias! Para terminar, o concerto dos Clã, dedicado à pequenada, que deixou muitos com “asas nos pés”.
Nota: Se almoçarem por lá, no interregno das atividades ainda podem visitar a exposição do Almada Negreiro, que está quase a terminar. Fica a sugestão!!!

A felicidade, a primavera e o dia do pai – uma verdadeira mixórdia de temáticas!

Dia 20 de março, respiramos fundo e suspiramos sentindo no ar a chegada da primavera, pelo menos oficialmente, é também o dia em que se comemora o dia da felicidade, nesta moda instaurada de que tudo tem um dia. Foi também o dia que ficámos a saber que segundo um estudo recente, Portugal ocupa no ranking a posição 89 entre 155 países, onde, mais uma vez, os nórdicos lideram a tabela, somos o quarto país menos feliz da Europa.

O sol que nos aquece a pele, e o coração, na maioria dos dias, boas paparocas que nos enchem a barriguita e consolam a alma, um país de uma beleza surpreendente, de cortar a respiração, queiramos nós explorá-lo e aproveitar o que tem para nos oferecer, um país seguro, apesar dos gatunos, aparentemente inocentes, que nos roubam milhões, um país de gente calma e pacífica, especialista em queixumes e lamentos, o país onde existem mais telemóveis per capita, onde os centros comerciais e as grandes superfícies comerciais proliferam, onde, por ano, os seus cidadãos investem mais em cápsulas de café Nespresso do que em livros, onde se valoriza o ter em detrimento do ser, onde se escolhe ostentar em vez de vivenciar… Temos tudo isto e muito mais, no entanto, o problema não foi só a crise que nos toldou o entendimento mas a mentalidade e a forma como escolhemos viver/encarar a vida: entre reclamar por tudo e por nada, conscientemente, sabendo que nada faremos para modificar a realidade que tanto criticamos, ou deitar mãos à obra e tirar o melhor partido do que se tem, apreciando e dando valor a cada momento, mesmo os maus, a cada aprendizagem, mesmo as dolorosas, a cada sorriso, aos genuínos mas, principalmente, aos esforçados, descartando de imediato os cínicos, sabendo rir de si próprio e fazendo sorrir os outros, não perdendo nunca o sentido de humor e o poder de encaixe; o que será que a grande maioria escolhe?

Dou comigo a sorrir ao (re)ler um artigo do presidente e fundador do Happiness Research Institute, quando esteve em Portugal, a promover o seu livro intitulado “O Livro do Hygge — O segredo dinamarquês para ser feliz“. Um dinamarquês cheio de espírito, sentido de humor e que tem um discurso bastante interessante e que até me ensinou uma palavra nova “hygge” para algo que, em certa medida, há muito pratico, ou pelo menos tento, ou então vivo só na ilusão de… whatever! Não, não comprei, não li e não tenciono ler o seu livro mas não deixa de ser um entrevista que vale a pena ler. Alguns excertos abaixo

E porque foi, oficialmente, dia do pai, partilho, um tema que não faz bem o meu género, mas cuja letra, de forma simples, bonita, verdadeira, espelha na perfeição o que qualquer pai, e mãe, deseja para os seus filhos, e curiosamente, sobre estar bem com a vida, ser feliz.

Ao(s) meu(s) pai(s),

“I love my life
I am powerful
I am beautiful
I am free
I love my life
I am wonderful
I am magical
I am me
(…)And finally
I’m where I wanna be “
And all of this
thanks to you
I love my life
and I´m grateful
for all the things you
have taught me
and done for me
and above all,
I love you
(acrescento eu :))

À pequenada cá de casa, dedico esta parte, que eles tão bem conhecem na prática…

“Tether your soul to me

I will never let go completely
One day your hands will be
Strong enough to hold me
I might not be there for all your battles
But you’ll win them eventually
I’ll pray that I’m giving you all that matters
(…)
I am not my mistakes
And God knows I’ve made a few
I started to question the angels
And the answer they gave was you
I cannot promise there won’t be sadness
I wish I could take it from you
But you’ll find the courage to face the madness
And sing it because it’s true
(…)
Find the others
With hearts
Like yours
Run far, run free
I’m with you”

O segredo está na forma

Mais importante que o que se diz, é a forma como se diz – parece ser uma técnica que revela bom senso comum e fruto de uma experiência de anos acumulados a comunicar com os outros quase desde o berço (e atenção que as crianças são exímias nesta arte), no entanto, e infelizmente, constato todos os dias que afinal não! A mesma frase dita com um sorriso nos lábios, de forma afável mas incisiva, ou dita de forma rude e pouco simpática, provocam, no imediato, reações bem diferentes no recetor, e condicionam a forma como nos “verá/ouvirá” no futuro. Obviamente que há que ter também em consideração a necessidade de adaptar o discurso, não só ao recetor, como ao contexto e à circunstância. A forma é o segredo, não tenho dúvidas, claro que há sempre exceções à regra: os intragáveis. Complicado esta coisa da comunicação efetiva.
António Zambujo mostra-nos que com a música acontece algo semelhante, não é a letra mas a forma como é cantada e “musicada” que condiciona/influencia a nossa interpretação da letra, especialmente quando é feito com tamanha maestria!

O original

Outro bom exemplo  (e o original)

É o amor!!

Na escola, escreveu-lhe uma carta mas não teve coragem oportunidade de lha entregar, diz ele.
Chegado a casa decidiu fazer-lhe o postal da imagem!
8 anos e é isto, uma lábia invejável que não faço a mais pálida ideia onde aprendeu mas os clichés estão quase todos lá. Medo, muito medo!
“Então é amanhã que lhe dás o postal?” pergunto
“Claro! Ninguém me resiste!” responde confiante com o seu grau de auto estima sempre nos píncaros… mas lá chegará o dia!
Pimpolho do meio, who else?

É por esta e por outras, que sempre que pequeno do meio demonstra a sua veia de namoradeiro, aqui por casa, lhe cantamos a música “Isso é amor!” que ficou no ouvido, depois de vermos a Cinderela no Gelo. Assenta-lhe que nem um luva e rimo-nos sempre!

issoeamor from infinitoemais on Vimeo.

Estilhaços

“Sabes que a mãe da A. não a deixa desligar os dados móveis do telemóvel?” contava-me pimpolha mais velha e eu a pensar WHAT?, vendo o meu ar de espanto, esclarece “Sabes que os pais da A. estão separados e é o pai dela que paga o telemóvel. Acho que a mãe da A. é um bocadito má!”
Achei por bem não fazer qualquer comentário acrescentando apenas “Deves ter percebido mal!” e ela abanou a cabeça assim como quem diz “Olha que não, olha que não!”

Os nosso votos de Feliz Natal!


Quase, quase que parecemos aquela família que nos enche a música e (n)o coração todos os natais, os famosos Von Trapp! Só não temos é a mesma experiência, parecendo que não eles já andam nisto desde 1965, com tempo a coisa compõe-se, literalmente :)!
A todos os que perdem, dedicam, partilham um pouco do vosso precioso tempo, acidental, esporadica ou habitualmente a acompanhar as nossa aventuras, desventuras e delírios, FELIZ NATAL!

Letra

O que faremos neste Natal?
O que faremos neste Natal?
Existe um pedido único, tão único, que tal:
Vida

É lindo partilhar o que se tem
Leite, pão, agasalhos, importar-se com alguém
Lindo é fazer o bem sem olhar a quem
Falar de amor com alguém

Uma mesa p’ra jantar, mais alguém?
Uma frase p’ra cantar, mais alguém?
Vida, Vida,
Vida!

É Natal em todo o lado, no centro,
ou no bairro, num lar pobre, na prisão,
num quarto triste do hospital
Em todo o lado é Natal

Sejas feliz, é Natal, um dia especial
P’ra sorrir, p’ra cantar a vida
Sejas feliz, é Natal, Um dia especial
P’ra sorrir, enfeitar a vida.

Sejas feliz, é Natal, um dia especial
P’ra sorrir, p’ra cantar a vida
Sejas feliz, é Natal, Um dia especial
P’ra sorrir, enfeitar a vida.

“Veste o pijama e vem ter comigo”

Nos últimos dias, pimpolha mais pequena recebia-me na escola cantando alegremente “Veste o pijama e vem ter comigo” ou então “Hoje vou estar de pijama e vou vesti-lo contigo!” super entusiasmada e eu, várias vezes, pensei, parafraseando a malta nova, “WHAT?”. Intrigada, perguntei-lhe “Não conheço essa música, qual é?” e ela, matreira, limitava-se a sorrir e a dizer “Logo vais perceber. Foi a professora de música que nos ensinou.” Demorei mas cheguei lá, finalmente, fez-se luz. É a música do dia do pijama deste ano. É mais gira e fica no ouvido, ao contrário da do ano passado, a avaliar pela pimpolha mais pequena, mas com uma letra sui generis quando descontextualizada 🙂

Festival Big Bang 2016

Um projeto europeu que visa dar a conhecer novas abordagens artísticas à música, fomentando o desenvolvimento, produção e apresentação de música não comercial paras crianças entre dos 4 aos 12 anos. Simplesmente fantástico, os concertos, o espaço, a diversidade, o ambiente, os miúdos adoraram e os graúdos também!

Soleo foi eleito o melhor espetáculo pela malta cá de casa: diferente, multifacetado, magnífico. O baile dos Parapente 700 foi muito divertido. Num ambiente muito diferente, com um público alvo um pouco mais “maduro” mas com um se sente algumas “vibrações” e espírito do Pinhal das Artes. Recomendamos vivamente, para o ano prometemos voltar 🙂

Recordando alguns sons do Pinhal das Artes

Os Naragonia um projeto da Pascale e Toon, um casal simpático, com 3 filhos, com quem nos cruzámos inúmeras vezes no parque de campismo durante várias edições Pinhal das Arte, trocando os olhares típicos entre pais de 3 filhos, e, onde “os seus sons” foram sempre paragem obrigatória no Pinhal das Artes! Curiosidade: os Naragonia tiveram origem, em 2003, no Andanças! Calimero é um dos seus temas mais apreciado e conhecido pela pequenada!

Saudades do Pinhal… mais que muitas!

Me before you

“Me before you” é um belo livro polvilhado de momentos verdadeiramente divertidos, de pura ironia, comoventes, tristes e avassaladores. É um romance que quando se começa a ler não apetece pousar, faz-nos questionar as nossas vivências, os caminhos que decidimos trilhar, o papel das nossas escolhas na vida dos que nos são próximos, a liberdade de escolha de viver ou morrer, a eutanásia na perspetiva de quem ama e de quem deseja partir.

Escrita fluída (li em inglês), personagens cativantes, numa história que tem tanto de bonita como de perturbadora. Depois de ler, é impossível ficar indiferente, não relembrar opções, sensações e o final “desassossegante”, acompanhados pela questão “E se fosse eu o que faria?”

O filme estreia, em Portugal, em meados de agosto, e quase, quase que me apetece quebrar a minha regra de ouro: nunca ver o filme de um livro que já li! Mas acho que ainda não vai ser desta… mas afinal foi, não resisti, nas internets (sem legendas)! E não falha, o livro é infinitamente melhor, sem comparação, as usual! Fica a sugestão: leiam o livro enquanto ouvem a soundtrack do filme e esqueçam o filme!

“After you”, é a 2ª parte desta história, e a “banda sonora” que lhe assenta que nem uma luva é:

Nota: Quando vi a capa do livro e o título pensei “Nahhhh, isto deve ser super lamechas. Não vale o esforço!”. Não poderia estar mais enganada…

Muito, muito bom, marcante, vale a pena ler