Saltar à corda

Pimpolha mais pequena na última semana de aula descobriu, pela mão e corda de uma amiga, o seu enorme interesse e gosto em saltar à corda.
Porquê?
A amiga levou uma corda para a escola e todo o santo recreio praticavam, praticavam!
Perfeito, uma excelente brincadeira!
Curioso, curioso, e eu sou má língua, foi o timing! Esta ideia maravilhosa surgiu logo a seguir a ser anunciado o ralatório das provas de aferição de 2º ano que dizia, em letras gordas, e que chocou muita gente, que os meninos não sabiam saltar à corda.
Ri-me sozinha, mas com vontade, da minha maldicência e desta coincidência tão curiosa na forma e no timing.
Uma mãe prevenida, uma vez que no próximo ano, caberá à sua filha, e à minha por arrasto, ter um bom desempenho na prova de Expressão Físico Motora do 2ºano.
Uma mãe empreendedora e que decidiu atalhar e tomar o assunto em mãos ou mais precisamente colocá-lo nas mãos da filha.
Os senhores do IAVÉ, e outros que tais, lá saberão os desígnios a avaliar no próximo ano mas desconfio que não será o saltar à corda, essa coisa corriqueira e badalada!
Outros interesses e apontamentos se levantarão dependendo para que lado puxa a corda.
Resumindo, é ver pimpolha mais pequena a saltar energicamente à corda, de pés juntos, com um pé à frente e outro atrás e/ou a correr, com as faces coradinhas que dá gosto.
Prova superada, valeu, como dizem os nosso amigos espanhóis( será que por lá também avaliam o salto à corda?)!

Nota: Depois de observar vários espécies, ocorreu-me a dúvida: saltar à corda a pés juntos, like a pro e como deve ser, ou com um pé à frente e outro atrás, para despachar e facilitar, será esta um questão de géneros?
Saltem à corda, observem e concluam!

Ao Ar Livre 2018

Destinado a crianças e jovens, um grande Ato Coletivo com oficinas, performances, espetáculos, instalações, um jantar comunitário e um baile – um até já no último Ao Ar Livre!
Ao Ar Livre 2018 – Dia 14 de julho, das 15h00 às 22h00, no Bairro de Alvalade, na Rua Bulhão Pato e no Jardim do Bairro das Estacas.
O seu rico e variado programa pode ser consultado aqui.

“O Teatro Maria Matos está a mudar. A partir de setembro de 2018, será arrendado a agentes culturais privados e passará a apresentar teatro para o grande público. A missão desenvolvida pelo Maria Matos Teatro Municipal será continuada noutros espaços da cidade, o LU.CA – Teatro Luís de Camões e o Teatro do Bairro Alto. Para continuarem a par das novidades, inscrevam-se nas novas newsletters clicando no link.”

A Leis da Matemática aos olhos de Escher

“The laws of mathematics are not merely human inventions or creations. They simply ‘are’; they exist quite independently of the human intellect. The most that any(one) … can do is to find that they are there and to take cognizance of them.”

M.C. Escher

Uma excelente definição do que são as leis da matemática, de M.C. Escher que, no entanto, humildemente, afirmava que:

Apesar de não possuir qualquer conhecimento ou treino nas ciências exatas, sinto muitas vezes que tenho mais em comum com os matemáticos do que com os meus colegas artistas.”

 

A não perder a Exposição de Escher, até 16 de setembro, no Museu de Arte Popular

Bugiando até à Quinta Real de Caxias

Distraídos, à conversa, escapou-nos a saída indicada pelo GPS. Porquê? Observávamos a paisagem, o rio, o mar, a costa, o Forte do Bugio e perguntava eu à pequenada na altura “O que é aquilo ali no meio, sabem?”. E zás, falhei totalmente no papel de co piloto, o que é frequente, e mandei-nos, literalmente, bugiar! Eheheh… a ironia da cena e do termos bem aplicado!
10  minutos depois, e mais uns quilómetros percorridos do que os inicialmente previsto, não fosse o “enamoramento” pelo Forte do Bugio, chegámos ao nosso destino – mesmo em frente à estação de comboio de Caxias, mas que passa bastante despercebido – a Quinta Real de Caxias.
Um jardim muito arranjadinho, a fazer lembrar os jardins de Versalhes, em ponto pequeno, mas onde não faltam os repuxos, arbustros com bonitas disposição geométrica, ai a bela da simetria, e uma incontornável cascata cujo lago já foi adornado por estátuas em terracota da escola de Machado de Castro (retratavam uma cena mitológica com a Deusa Diana e o seu amado adormecido numa das grutas). É possível subir ao cimo da cascata, um excelente miradouro (sobre o jardim, Caxias e a zona) e passear pela várias galerias comunicante por detrás da mesma, fazer búuuuuu e pregar uma valente susto a quem se passeia nas galerias inferiores (EUUUU, quase que me ia dando uma coisinha má!).
Este jardim está inserido no Paço Real de Caxias, onde uma da fachadas repleta de azulejos semelhantes aos do Palácio de Queluz, anuncia que este foi uma antiga, não tão sumptuosa, residência de férias da família real (século XVIII e XIX). O Paço Real encontra-se completamente ao abandono, muito destruído e vandalizado.
O jardim, que tem entrada livre, está a cargo da Câmara Municipal de Oeiras e vale a pena uma visita.

À chegada, ao explicar por que nos tinha mandado a todos bugiar por Caxias, é lançada a pergunta “Será que a expressão vai bugiar tem alguma coisa a ver com o Forte do Bugio?”
Ninguém fazia a mais pequena ideia e prometi investigar.
A palavra bugio, no século XIII, era utilizada para designar uma vela feita de sebo.
No século XVI, passou também a ser utilizada para designar um macaco. Por exemplo, Gil Vicente utiliza no seus escritos a expressão bugiar, como uma conotação semelhante ao nosso “pentear macacos”.
Bugio era também o nome de um instrumento, género de martelo, que servia para pregar estacas em terrenos alagadiços. Foi instrumento fundamental na reconstrução do Terreiro do Paço, um trabalho duro e pouco desejado, sendo “atribuído em convite “forçado e irrecusável” criminosos e vadios. Nesta época, o “vai bugiar” assumui um sentido mais pejorativo!
O Forte do Bugio é um pequeno farol, situado na foz do rio Tejo, a “meio caminho” entre Cova do Vapor – Trafaria  e Oeiras, no único banco de areia situado sempre acima da linha das marés. Várias fonte consideram que o seu nome – “Bugio” tem origem no vocábulo francês bougie (que significa vela) e à semelhança da sua estrutura e função, com uma vela acesa num castiçal.
A expressão “Vai bugiar” parece, originalmente, ter sido coisa de, ou para, macacos; com a reconstrução do Terreiro do Paço, depois do Terramoto de 1755, passou a ser coisa de malandros e/ou maltrapilhos. Mandar, uns e outros, a nado, em busca da “luz”, para o “Bugio” que “alumia” e auxília a navegação, há séculos, não me parece mal pensado, seria um “Vai bugiar” na plenitude, contemplando os vários significados do termo.
Just saying…que eu percebo pouco disto!

Tudo está bem quando termina bem?!

Causa-me sempre um friozinho e mau estar na “barriga” ler em vários textos de pequeno do meio o quanto o marcou, custou e deixou triste a sua mudança de turma, embora não tenho qualquer dúvida que a mudança de professora/turma, no final do 1ºano, foi a decisão acertada e o melhor para ele a todos os níveis…
As crianças não têm filtros nem capacidade para entender a razão e alcance de algumas decisões dos adultos, naturalmente, partilham muito do que ouvem e das suas preocupações e apreensões com as professoras e colegas, as professoras são “amigas” e ambas tentaram, discretamente, tirar nabos da púcara entender a razão da sua mudança, ouviram o mesmo discurso de mim e de pequeno do meio; uma vez que, procurando assegurar um bom ambiente e “bem estar”, pois pequeno do meio permaneceu na mesma escola, assim como as manas, nunca foi tema de conversa, com ele, a verdadeira razão da sua mudança de professora “Entraram meninos novos na turma e tu saíste porque NÓS e a tua professora achámos que era o melhor para ti!” sem entrar em grandes justificações, pormenores e divagações.
Essencialmente, no meu entender, há questões que as crianças, aos 6/7 anos, não têm capacidades de avaliar ou decidir, com tal não se lhes colocam, as decisões são da responsabilidade e estão nas mãos dos adultos que devem proceder com calma, ponderação, cabeça fria e algum distanciamento. Bem sei que muitos discordam desta forma de pensar, embora todos procuremos o melhor para os nossos filhos, é importante perceber que as crianças tendem a escolher a “satisfação imediata”, o pensar a curto prazo; eu tendo, não ignorando o imediato, pensar a médio/longo prazo – é também esta valiosa capacidade que distingue uma criança de um adulto!
Educar é também ter muitas dúvidas, tomar decisões difíceis, não tendo muitas vezes a certeza se as nossas opções, são, ou serão, efetivamente, o melhor para eles, é, até determinada idade, dizer várias vezes, e agir em conformidade, “É assim porque eu decidi que é assim por ser o melhor para ti!”, é rezar, ajudar e fazer para que tudo corra bem e que não nos arrependamos, é seguir o coração apertadinho e a nossa intuição/razão, trilhando não o caminho mais fácil, ou o do deixa andar, mas o que consideramos ser melhor para eles, apesar das contrariedades, dissabores e tristezas que lhes “provocamos”, momentaneamente, mas que carregamos aos ombros .
As coisas são como são, a vida é mesmo assim…  se fosse, hoje, faria exatamente a mesma coisa.
Pequeno do meio reagiu e superou bem este marco como se pode constatar no final da sua composição e no texto que dedicou à sua professora de 2º ao 4º ano (até se esqueceu que ela não tinha sido a sua professora no 1º ano).
Nunca teceu nenhuma comparação entre as suas duas professoras do 1º ciclo apenas uma vez comentou para pimpolha mais velha quando esta alegava que a sua era a melhor professora do mundo, o rapaz rematou com “Só eu é que sei comparar as professoras de 1º ciclo, tive duas. Tu só tiveste uma! São as duas muito diferente e eu sei bem quem é a melhor!”. E mais não disse apesar de todas as perguntas e insistência de pimpolha mais velha às quais assisti igualmente curiosa. O moço brindou-nos a ambas com o seu sorriso maroto e nada mais acrescentou! Está tudo dito… Tudo está bem quando acaba bem, será?!

O rapaz e as suas pedras preciosas 🙂

Flores e borboletas na nossa janela

Depois das cortinas de outono e das cortinas da primavera a que juntámos as nossas tulipas, este verão decidimos fazer umas flores e as borboletas para alegrar a nossa janela!

Para fazer as nossas flores inspirámo-nos aqui, aqui e aqui e as borboletas aqui.

Finalistas

Pequeno do meio e pimpolha mais velha são finalistas, de ciclo, do 1º e 2º ciclo, respetivamente.
Não tiveram fitas de finalista, nem traje (nem tudo está perdido) mas tiveram direito a uma versão light, desta moda que parece que pegou, um livro de curso e um jantar de pais, professores e alunos.
Para finalizar as comemorações dos finalistas e assinalar a conclusão de mais uma etapa, fomos abençoados com duas missas dos finalistas da casa nos dias mais quentes e, quiçá, emotivos do ano escolar.
Os finalista tocaram flauta, cantaram, encantaram, trocaram olhares de cumplicidade a ver quem se desmanchava primeiro, comoveram-se e comoveram a assistência.
“Tu choraste?” pergunta-me pimpolha mais velha.
“Hummm, Hummm…!” respondo
“Bem me parecia! Já te devias ter habituado a isto. Tu… e mais não sei quantas mães.” observa pimpolha mais velha cheia de contente.
Tanto pequeno do meio como pimpolha mais velha aguentaram-se lindamente, nem uma lágrima vertida, já alguns dos seus amigos, lavaram-se em lágrimas enquanto cantavam a música de despedida, e nem os abraços e sorrisos dos amigos pareciam consolá-los . No final, o senhor padre fez uma pausa, ao som dos snif snif,  e disse “Vamos lá! Respirar fundo. Inspira… Expira! Outra vez! Não vai ser tão difícil e doloroso como parece. Inspira… Expira!”.  Mais recompostos, aguentaram estoicamente, até ao final, para logo a seguir se entregarem às lágrimas nos braços uns dos outros e dos professores.
Foi bonito, emocionante e comovedor.
Mais uma vez se comprova que a chorona da casa sou eu, os outros elementos:”Firmos e hirtos que nem uma barra de ferro!”, aparentemente.

A música que comoveu os finalistas do 4º e do 6º ano – Amigo

A apoteose foi a versão adaptado do Hallelujah do Leonar Cohen pelos finalista do 6ºano. Fantástica, apesar de vários finalistas chorarem desalmadamente a partir de meio da música.

Senhor eu quero te louvar
Manter-te no meu coração
E sempre agardecer-te… Aleluia
Por perto eu quero estar senhor
E agradecer tudo o que sou
Pedir-te que me guies… Aleluia
Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluuuuuuuuuuuuia

Quando a tristeza me chamar
No teu abraço vou ficar
Pois tu és meu refúgio… Aleluia
E não importa onde eu estiver
Aqui ou num lugar qualquer
Sei que não vou estar só… Oh Aleluia
Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluuuuuuuuuuuuia

Cheguei ao fim desta estação
Sinto um vazio no coração
Mas sei que vais comigo… Aleluia
Foi bom chegar até aqui
Nesta família que escolhi
Comigo vou levar-vos… Aleluia
Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluuuuuuuuuuuuia

Letra adaptada por Diamantina Rodrigues (música Hallelujah de Leonard Cohen)

Bolo de queijo quark

Pequenada são os verdadeiros apreciadores deste bolo, dizem que sabe a Manhãzitos! Pouco doce, húmido e muito agradável!

Ingredientes
500g de queijo batido (quark) – uso o do Lidl
5 ovos
100g de açúcar
200g farinha
1 colher de chá de fermento
1 colher de chá de açúcar baunilhado ou aroma de baunilha(opcional)
Raspa de 1 limão

Preparação
Numa taça, as claras em castelo e reservar. Numa tigela, bater bem as gemas com o açúcar, até obter um creme esbranquiçado e com o dobro do volume inicial. Adicionar o queijo e a raspa de limão, envolver bem. Juntar a farinha, envolver e bater bem. Deitar o preparado numa forma redonda com fundo forrado com papel vegetal e as paredes untadas com manteiga. Levar ao forno, pré aquecido a 180ºC, cerca de 35 a 40 minutos (fazer o teste do palito).

Perfect fit

Quando a vi achei que lhe assentava que nem uma luva, em todos os aspetos! Uma excelente “prenda”.
Excelentíssimo esposo deu de ombros, pensamento não verbalizado “És pior que ele!”.
Pequeno do meio nunca desilude, sempre à altura (da fama) e com muito espiríto –  é a sua camisola preferida, a eleita para ocasiões especiais. !
Eheheheheheh… é esta a cantiga que nos tenta vender todos os dias e nós vamos dizendo “Olha que não, olha que não!”. Ele lá se vai deixando levar, ou faz-nos acreditar que sim, ahahah a ilusão, oferecendo toda a sua muita resistência no caminho, só para dar emoção e luta, caso contrário não tinha piada nenhuma :).
Pimpolha mais nova segue o modelo, à risca, com os requintes típicos de gaja… MEDO!

Bolo de chocolate e caramelo

Foi muito apreciado pelos 3 verdadeiros apreciadores de chocolate cá de casa.

Ingredientes
150g açúcar
2 colheres de sopa de água
1 pacote de natas (200ml)
70g manteiga
sal (q.b)
200g chocolate preto
100g farinha
4 ovos
1 colher de chá de aroma de baunilha
1 colher de chá de fermento em pó

Preparação
O primeiro passo é fazer o caramelo. Num tacho, em lume brando, colocar o açúcar a água, não mexer, agitar apenas o tacho de quando em vez, até ficar douradinho (em caramelo). Retirar do lume. Colocar as natas numa taça e aquecer 30 segundo no microondas. Lentamente, e com cuidado, juntar as natas ao caramelo, mexendo sempre. Levar novamente 1 ou 2 minutos ao lume para obter um creme mais espesso. Retirar do lume e juntar a manteiga aos pedacinhos, mexendo sempre até dissolver e, por fim, juntar um pedrinhas de sal, mexendo bem (melhor ainda se utilizar flor de sal). Reservar até arrefecer e colocar no frigorífico três horas ou até ao momento de o utilizar.
Partir o chocolate para uma tigela e levar ao microondas 1 minuto e meio. Retirar e mexer bem, se necessário colocar mais uma segundo no microondas.
Numa taça, bater bem os ovos inteiros com metade do creme de caramelo. Juntar o aroma de baunilha e o chocolate derretido, envolvendo e batendo bem. Adicionar a farinha, o fermento em pó ao preparado anterior, envolver e bater bem.
Forrar uma forma de aro amovível com papel vegetal, untado com manteiga e polvilhado com farinha. Deitar metade o preparado na forma, deitar o restante creme de caramelo sobre o preparado de chocolate. Colocar o resto do preparado de chocolate e levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 25 minutos (fazer o teste do palito). Depois de frio, desenformar e polvilhar com açúcar em pó.

A Feira do Livro

Um jardim separa as duas maiores editores, frente a frente, nas duas “avenidas” principais” do Parque Eduardo VII, Porto Editora e a Leya, bem ao centro, abarcam quase metade de cada uma das avenidas, linhas de caixas tipo fnac, detetores e segurança à entrada e à saída, grandes, e simpáticos, espaços para receber os grandes escritores nacionais constantes na sua linha editorial; gosto e atraem-me, particularmente, por várias razões, todas as que à sua volta pululam – as outras – as pequenas editoras e algumas bancas com jogos didáticos e de raciocínio lógico para miúdos de todas as idades.
Muitas analogias e metáforas se poderiam fazer acerca desta distribuição e do meu gosto, em particular… fica para outra altura.
Vários livros despertam a atenção de Pimpolha mais velha. Estudo as suas opções, analisando a sinopse, o número de páginas e o tamanho da letra, estimando, automaticamente, “quanto” durariam nas suas mãos, maioria 2 a 3 horas. Bem sei, peco e sou injusta,  um livro não se “mede” de todo assim mas dado o ritmo, o número e a vontade de “ter e ler” da miúda, há necessidade de colocar um travão e este é um critério rápido e fácil de aplicar.
Dei comigo a fazer e a dizer, exatamente, o mesmo que a minha mãe me disse quando tinha a sua idade “Ao ritmo que tu lês, despachas esse em 2 horas. Não há dinheiro que chegue nem carteira que aguente. É um ótimo livro para requisitares nesse ótimo, e amigo, sítio que é a biblioteca!”.
Depois de analisadas as várias hipóteses, chegamos a um acordo: eu e pimpolha mais velha. Resultado da nossa visita à feira do livro: 3 livros para ela, 1 para pequeno do meio e 1 para mim. Pimpolha mais pequena ainda não está bem nesta onda, tudo a seu tempo Curiosidade: nenhum deles foi comprado nas 2 grandes editoras (eheheheh). Pimpolha mais velha despachou os 3 em 2 dias, zás! Pequeno do meio, vai a mais de meio do seu. Eu, pois eu, sou a que vai mais atrasada mas não perde pela demora!

“Cruzámo-nos” com muita figura conhecida a “confraternizar” com os seus ávidos leitores: António Lobo Antunes (sempre com ar de poucos amigos), Rodrigo Guedes de Carvalho (com um ar snob importante e compenetrado), Alice Vieira (com um ar simpático e sorridente), Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada (com um ar verdadeiramente enfadado), Nuno Caravela (em amena e animada cavaqueira com um fã do seu Bando das Cavernas), Mário Augusto a fazer uma entrevista e a quem reconhecemos pela voz, ainda antes do ver, Francisco Moita Flores a passear na “Avenida da Leya”.
Surpreendeu-me, desiludiu-me, aquele ar enjoado, pouco amistoso e convidativo a dois dedos de conversa com a pequenada, ou simplesmente o pedir o autografo, precisamente, naquelas que foram as escritoras cujos livros devorei na minha infância juvenil da série “Uma aventura”, às “Viagens no tempo” e muitos outros… e sim, muitos fui requisitá-los à biblioteca (foi com um livro delas na mão que a minha mãe, rapidamente, me explicou, na altura, a questão dos € versus horas de leitura).
Comento, com uma amiga que também leu os livros de Ana Maria Magalhãe e Isabel Alçada, tão ou mais avidamente que eu, esta minha impressão (podia estar eu a ver mal ou a interpretar erradamente os sinais) e eis quando ela me diz “Deixa lá, o ano passado, a minha pequena comprou um livro delas e, nesse dia, estava cá a Ana Maria Magalhães. A rapariga foi lá, toda entusiasmada, pedir-lhe um autografo e comentou com ela que já tinha lido muitos livros dela porque a sua mãe gostava muito dos seus livros e tinha muitos. Sabes o que é que ela respondeu à miúda? Disse-lhe “Tens que dizer à mãe para te comprar uns novos, esses já têm o papel amarelo e cheiram a velho!”
E a minha alma ficou parva (mais ainda) e incrédula… Com tanto coisa que poderia ter dito: louvar os livros que atravessam gerações e continuam a ser atuais e a despertar o interesse dos mais novos, que é um feito, um mérito, seu; elogiar e agradecer o gosto pela leitura da sua obra por mãe e filha e incentivar que continuassem a partilhar livros e histórias, o legado familiar e dos livros, sei lá… tanta coisa bonita e vai-se a ver, o que lhe ocorreu foi os € que estava a perder e poderia vir a ganhar! Pode ter sido apenas uma observação infeliz num dia menos bom, acontece a todos mas…
Confesso que ando há uns dias a pensar na sua infeliz resposta e em como ela traduz na perfeição a sociedade atual e a forma como esta lida com os seus “velhos”, sejam ele livros, outros objetos e/ou, principalmente, as pessoas idosas. Parece ter desaparecido a  necessidade de  estimar, valorizar a experiência e o passado, o sentimentalismo, o apego, o carinho, a estima e isto é profundamente triste. Por outro lado, e numa vertente completamente diferente e pessoal, o gostar de ler o que alguém escreve(u), com quem de, certa forma, passámos bons momentos (através da sua escrita) e com quem sentimos alguma afinidade,  e que, de repente, defrauda as nossas expectativas, e passamos a ver de outra forma. No extremo, a prova que quem escreve, pode fazê-lo com uma sensibilidade  esplendorosa e fazê-lo magnificamente bem, ser soberbo na sua arte, mas uma besta quadrada enquanto pessoa e ser humano, e alguém que não consegue escrever uma frase, ser uma excelente pessoa, que receberíamos de braços abertos sem hesitações. Ironias da vida… estar a escrever isto, tipo besta quadrada!

Passando a palavra

Fim de semana de 22 e 23 de junho, na Fábrica da Pólvora, no âmbito das festas de Oeiras, a Festas dos Ofícios do Narrar, para pais e filhos (programa)!
Passa a palavra uma, das muitas, iniciativas inseridas num programa das festas de Oeiras, a decorrer de 7 a 30 de junho, bem recheado (Rodrigo Leão, Capicua, Resistência, DAMA (para o pre teenagers, e não só, festival de marionetas, maratonas de fotografia, entrada gratuita em alguns museus e palácios, uma marginal cheia de atividade e muito mais)

Torta rica de bacalhau, camarão e delícias do mar

Desapareceu num instante! Muito boa e fresquinha, ótima como entrada ou como prato principal servido com uma bela salada. Excelente ideia, por exemplo, para aproveitar os restos de bacalhau cozido da noite de natal.

Ingrediente (14 fatias)
500g de lascas de bacalhau (usei bacalhau desfiado congelado)
1 cebola
salsa q.b.
3 ovos
3 colheres de sopa de farinha
3 colheres de sopa, bem cheias, de maionese
300g de miolo de camarão
8 “barrinhas” de delícias do mar
azeite q.b.

Preparação
Cozer o miolo de camarão em água e sal. Escorrer e reservar.
Cortar a cebola em pequenos cubos fininhos. Num tacho, colocar azeite a tapar o fundo e levar a cebola a refogar. Juntar as lascas de bacalhau e envolver bem. Deixar cozinhar até estar cozido e/ou muito macio, a desfazer-se (com o bacalhau congelado demorou cerca de 15 minutos, com restos de bacalhau cozido, deve ser bem mais rápido). Juntar a salsa, envolvendo bem. Retirar do lume e deixar arrefecer 3 a 4 minutos. Juntar a farinha e misturar muitos bem. De seguida, juntar as gemas batidas, envolvendo, energicamente. Bater as claras em castelo e juntar ao preparado anterior.
Numa forma ou pirex retangular, forrar o fundo com papel vegetal e untá-lo com um pouco de azeite. Deitar o preparado na forma e levar ao forno, pré aquecido a 180ºC, até ficar douradinho (10 a 15 minutos). Retirar a torta do forno e 2 ou 3 minutos depois desenformar. Espalhar a maionese em cima da massa, dispor o miolo de camarão e as delicias, cortadas em pequenos cubinhos. Enrolar, cuidadosamente, a torta (tem que ser feito com a massa ainda quente para que não quebre). Deixar arrefecer e colocar no frigorífico até servir.

Nota: desconfio que também deve ser muito boa com este recheio.

RGPD: o problema não és tu, sou eu!

A malta é persistente e insiste na importância que é manter o contacto com a pessoa, sempre na privacidade e recatez que tão bem apregoa o RGPD.
Eu sigo ignorando a largar maioria dos seus pedidos, na esperança que se esqueçam de mim e me deixem de melgar contactar, com ou sem, RGPD. Estou por tudo… (Des)larguem-me…!
Nesta segunda ronda de tentativas, graças ao RGPD, o óscar para a mais original pertence, mais uma vez, à Newsletter da ViaVerde.

Nota – não recebo pontos, nem nenhum desconto, embora dessem jeito, com este post, apenas aprecio malta com espiríto e que me faz (sor)rir.
Novamente, quem recebeu o mail foi excelentíssimo esposo. Não fosse a mensagem do mail que recebeu personalizado (com o seu nome e número de pontos acumulados) estar escarrapachada no site da ViaVerde e estaria seriamente precupada relação tão intíma!

Bela separação!

Quis o destino, a conversa e o convívio, que só à 1h00 da manhã de um sábado, iniciássemos o regresso a casa, para logo nos vermos a avançar muito lentamente, numa via de sentido único e apertadinha, atrás de um camião de recolha de lixo.
Observámos, atentamente e na linha da frente, incrédulos a recolha do lixo.
De caixote em caixote, amarelo, azul e cinzento, o destino era o mesmo: o habitual camião de lixo indiferenciado.
Primeiro achámos que estávamos a ver mal, dado o avançado da hora, mas nos cerca de 5 minutos que estivemos retidos, observámos abismados o processo demasiadas vezes, para perceber que a cor do caixote nenhum importância tinha, era pegar e despejar, o destino era todo o mesmo!
E assim se deita, literalmente, para o lixo, a reciclagem dos residentes… uma separação e um tratamento de lixo supereficientes.
Valeu-nos pequenada estar a dormitar no banco de trás e não se ter apercebido desta tristeza, como exemplos práticos desta natureza torna-se difícil sensibilizar para o que quer que seja…!