Bons livros e boas descobertas!

Há hábitos, há a curiosidade, o gosto pela pesquisa e/ou o saber mais, que, por vezes, nos levam a descobrir muito além do que esperávamos, quando não nos ficamos apenas pelas primeiras entradas do google ou seguimos alguns dos links. Uma facto que nunca deixa de me espantar e deslumbrar. Acontece-me com livros, artigos, lugares, pessoas, dados históricos e científicos, receitas, etc., e, por vezes, dou comigo perdida, mas orientada, entre tantas janelas abertas repletas de informação interessante. Registo, aprendo e anoto que, às vezes, a verdadeira pérola, ou a mais preciosa, encontra-se bem escondida como um  segredo bem guardado.
Depois das férias, ainda vivendo na teia de encantamento dos Açores e pensando/preparando um regresso num futuro próximo, entre blogs de viagens e blogues pessoais, encontrei várias referências aos artigos e livros do Joel Neto, cronista, escritor, açoriano de gema, viveu em Lisboa 2 décadas e regressou à sua ilha (Terceira) para ficar?! Entre os livros, em inglês, no Kindle, e as “borlas” que o google dá, escapou-se-me o que é nosso e muitas vezes superior! Tomei nota “Presta atenção”. E, de imediato, senti-me acometida pela febre que só quem adora ler, reconhece, e tipo viciada “corri”, vá, contive-me um dia, para comprar os seus dois últimos livros (Arquipélago e Vida No Campo), sim que, aos nossos, leio-os sempre em papel, são os únicos! Perante o sorriso de excelentíssimo esposo, resignado à ideia que há coisa que nunca mudarão, e há um certo conforto nestas constante da vida, esta é uma delas, espero… e aquela que ele nunca diz mas pensa, assim me dizem os seus olhos,  “Quando se lhe mete uma coisa na ideia, saiam da frente e se for um livro…ui,ui!”
O “Arquipélago” – uma história sobre um homem que não sente os terramotos e uma criança desaparecida. Um livro que nos guia, através das suas personagens e enredo, pelas paisagens e locais da Terceira, ao terramoto de 1980: a destruição, o medo, a vida, a reconstrução, aos vários achados arqueológicos da ilha, encarados com temor desconfiança pela comunidade científica do continente, aos viveres e ritmos do campo, às singularidades de viver numa ilha, às peculiaridades das comunidades pequenas, da familiaridade às suas tricas, guerrilhas e desconfianças e um passeio pela fabulosa, mas traiçoeira, natureza e psicologia humana, cheia de certezas mas coberta de incertezas. Um livro que nos transporta à ilha, quase que conseguimos sentir o seu cheiro tão característico, nas palavras do Joel “a erva húmida, leite morno e bosta de vaca” e ouvir o som ensurdecedor dos cagarros, numa noite verão. Relembra-nos terras e lugares que já pisámos e apreciámos, se calhar, não tanto como devíamos, obrigando-nos a vê-los segundo uma nova luz e outro prisma, aguçando-nos, ainda mais, a vontade de voltar (e aqui excelentíssimo esposo suspira e eu digo “Temos de voltar e fazer as pazes com a Terceira”. A última vez aconteceram-nos por lá uma série de peripécias engraçadas, que na altura não achámos grande piada, mas o tempo e idade têm essa capacidade de nos fazer ver as coisas e sítios de outra forma… fica para outro post).
Vida No Campo é uma espécie de diário delicioso, cheio de histórias, pessoas reais e vivências comuns mas ao mesmo tempo singulares e pessoais, características não só do campo mas da insularidade, reflexões, comparações, desejos e anseios de quem já viveu na cidade e agora vive no campo e numa ilha. Essencialmente, a beleza das coisas e das pessoas simples e a constatação que a vida, pois a vida, pode não ser assim tão complicada, é e será sempre uma questão de perspetiva. Um livro que nos deixa saudades dos seus habitantes e de quem lhes dá vida e voz. Numa breve pesquisa, descobri que posso continuar a encontrá-las, todas as semanas, por aqui, na rubrica semanal do Joel Neto, no DN, ou por aqui, o que me deixa com um sorriso nos lábios e feliz e contente da vida! Enquanto espero pelo seu novo livro, agendado para a primavera de 2018!
Em pouco menos de uma semana, algumas horas roubadas ao sono, andei embrenhadas nestas belas histórias. Surpreendeu-me, sorri, refleti, fiquei curiosa, pesquisei um pouco da história e costumes da Terceira, aprendi e gostei muito do processo, da história, da escrita. Os dois livros têm todos os ingredientes que definem um bom livro! Recomendo a leitura, conhecendo ou não, esse pedacinho do paraíso que são os Açores!

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Gelado de doce de morango

Para a despedida do verão, agora que, finalmente, chegou a chuva, um gelado fácil e rápido de fazer e também muito bom! Seria melhor ainda se tivesse sido feito com 500g de morangos fresco mas “Quem não tem cão, caça com gato!”, não havendo morango, improvisa-se e utiliza-se doce de morango.

Ingredientes
500g de queijo quark
1 lata de leite condensado magro
1 frasco de doce de morango

Preparação
Misturar muito bem o queijo com o leite condensado. Adicionar o doce, aos poucos, envolvendo bem. Colocar no congelador 3 a 4 horas antes de consumir.

Outono

Um outono invulgarmente quente e incendiário!
Um país que acima do Tejo ardeu praticamente de lés a lés, entre junho e este negro fim de semana de outubro.
Um tempo pautado por muita falta de tento na língua, sentido de oportunidade, bom senso, racionalidade, responsabilidade e sensibilidade a quem lhe compete e, por outro lado, uma sede de “sangue” que não compreendo, no imediato, que vantagens trará para os principais visados, os que tudo perderam e se veem rodeados de nada, para além do negrume e das cinzas, e para restabelecer as nossas florestas e evitar novas desgraças!
Sim, o sistema voltou a falhar, os meios voltaram a ser poucos e sabia-se que o risco era elevado! Se deveria ter acontecido depois do que se verificou em Pedrogão, Mação e por aí em diante, certamente que não!
Quatro meses decorridos, o que teria sido possível mudar naquilo que falhou em Pedrogão? E atenção ao verbo que utilizei: “teria sido” e “não deveria”, que faz toda a diferença.
Para tudo, há burocracias, contratos, concursos, protocolos, prazos, interesses e cenas e coisas a cumprir. Infelizmente, a máquina estatal é lenta, disso eu tenho a certeza! Mas fico contente, por a ignorância ser apenas da minha parte, porque todos parecem saber o que poderia ter sido feito em 4 meses, em cá acho que tenho apenas uma pequena noção do que deveria ter sido feito!
Um dos melhores apontamento, para todos nós, sobre este negro verão/outono.

“Quando é que foi a última vez em que repararam naquele eucaliptal a caminho da terra dos vosso pais? Sim, aquele aonde não levam os miúdos por estar cheio de mato, que eles ainda se aleijam e sujam todos. Quando é que foi a última vez que apanharam pinhas em vez de as comprarem no supermercado? Quando é foi a última vez que sentaram à sombra de um carvalho? A floresta faz muita decoração, é verdade, o verde enche muito olho, é ele e o azul do mar. Diz até que faz bem ao ar que a gente respira. Mas precisa que se torne parte da nossa vida para que possa existir. Sem isso é coisa para arder facilmente.”
Cristina Nobre Soares

Bolachas de amêndoa, quinoa e sementes

Fáceis de fazer, relativamente saudáveis (ora espreitem os ingredientes), estaladiças, não muito doces mas estão cheias de fibra e coisas boas como as sementes da moda que nós muito apreciamos!!! Uma inovação fazer bolachas sem manteiga, sem ovos e sem açúcar (vá o mel, não é açúcar!), foi um sucesso!

Ingredientes
1 chávena de farinha de quinoa (triturei a quinoa)
1 1/2 chávena de amêndoa laminada
1/2 chávena de mel (mal cheia)
2 colheres de sopa, mal cheias, de azeite
1 colher de chá de fermento em pó
Mix de sementes (abóbora, girassol, linhaça,…)

Preparação
Triturar muito bem a quinoa e as amêndoas. Numa taça, juntar a quinoa e as amêndoas e envolver. Adicionar o fermentos e azeite, mexendo bem. Adicionar o mel aos poucos enquanto se envolve muito bem. Com a massa formar uma bola e colocar no frigorífico cerca de 20 a 30 minutos. Colocar a massa sobre uma folha de papel vegetal e sobre a massa estender outra folha de papel vegetal. Com o rolo da massa, sobre a folha de papel vegetal, esticar muito bem a massa e cortar na forma que se deseja as bolachas (utilizei um copo). Colocar as bolachas sobre um tabuleiro, forrado com papel vegetal, e dispor as sementes sobre cada bolacha, calcando um pouco. Levar ao forno, pré aquecido a 180º, cerca de 10 a 15 minutos (é preciso ter atenção porque elas cozem muito rápido)

Do que se alimenta o Facebook?!

Sempre que a minha veia da escrita não está devidamente oxigenada, os senhores do facebook enviam-me um mail, de incentivo, para que a máquina comece a bombear devidamente, porque afinal há gente que gosta da página e está à minha espera!
Este é o segredo desta, e, provavelmente, de muitas outras redes sociais, fazer-nos crer que somos importante e que o que partilhamos é de extrema relevância para os outros, alimentar-nos o ego, portanto… só que não!
Somos realmente, não virtualmente (aí são às centenas), importantes para uma pequena minoria, certamente, suscitaremos a curiosidade, boa, má e invejosa, de alguns com os conteúdos que partilhamos, daí a ser relevante, vai um grande passo! Mas lá que estes senhores têm a máquina bem oleada e a psicologia toda, lá isso têm!
Nunca deixa de me admirar e assustar, o poder astronómico desta máquina e dos seus post patrocinado, parece que foi assim que o Trump conseguiu ganhar as eleições (um artigo muito interessante “Facebook wins, democracy loses”) e quem o tenha tentado também por cá nas autárquicas. Uma cena perigosa esta… nunca esquecer!
Estão pensando, sim mas resultou, o facebook encheu-te o ego! Publicaste! Ganhou! Só que não… E quem pensar que sim, desconhece por completo o que me inspira e move estes blogue, independentemente de gostar da página e ser meu amigo no facebook, hilariante e caricata esta era global, não?!!!

Beringelas recheadas

Esta é uma receita que costumo fazer frequentemente para aproveitar os resto de carne à bolonhesa (ou faço logo a mais para depois fazer as beringelas ou lasanha). É um receita fácil, deliciosa e relativamente saudável!

Beringelas recheadas
Ingredientes
4 beringelas
300g de carne bolonhesa
3 dentes de alho
azeite óregões
200g de queijo mozarella
sal q.b

Preparação
Cortar as beringelas no sentido longitudinal. Colocá-las de molho em água e sal para perder um pouco da sua acidez. Retirar a polpa das beringelas e cortar fininho (para esta tarefa ser mais fácil, antes podem-se colocar no forno 10 minutos para amolecer) e guardar o exterior de beringela. Num tacho, refogar o alho e juntar as beringelas. Deixar cozinhar, mexendo frequentemente. Juntar os orégões e envolver. Adicionar a carne à bolonhesa, envolvendo bem. Deixar cozinhar entre 5 a 10 minutos. Dispor os barcos de beringela num pirex e dentro colocar o preparado anterior. Cobrir com queijo mozarella. Levar ao forno, a 180ºC, durante 15 a 20 minutos, ou até estarem douradinhos.

Carne à bolonhesa à nossa moda
Ingredientes
1kg de carne picada
1 alho francês
2 cenouras
1 cebola
8 colheres de sopa de polpa de tomate
1 copo de vinho branco
azeite
sal e orégões q.b.

Preparação
Ralar as cenouras e cortar o alho francês bem fininho. Num tacho, refogar a cebola cortada fininha. Juntar a cenoura e os alho francês, envolvendo bem. Deixar cozinhar. Juntar a polpa de tomate o copo de vinho. Deixar ferver 3 minutos e juntar a carne. Temperar com sal e envolver bem. Deixar cozinhar, mexendo de vez em quando. Ao fim de 10 minutos, adicionar orégões a gosto. Deixar cozinhar mais 10 minutos.

Amigos amigos, telemóveis à parte!

Durante um jantar entre amigos de longa data, um deles refere que os telemóveis são as nossas caixas negras, que “guardamos” tudo lá dentro, observação refutada pela maioria dos presentes. Então este sugere que todos coloquem os telemóveis em cima da mesa de forma a partilhar com todos, falando e lendo em alta voz todas as chamadas e mensagens que cheguem para cada um.
O resultado foi surpreendente pois afinal… todos temos segredos e o telemóvel, efetivamente, “esconde” muitos deles, os nossos amigos nem sempre são aquilo que parecem ou nos fazem crer!
Vale a pena ver, rir e meditar. O nome deste filme traduzido à letra é “Perfeitos estranhos!”, diria muito adequado… indeed!
O trailer em baixo e o filme completo aqui.

A Mafalda sabe!

Ao observar a encomenda, e o tamanho do caixote, que continha os livros escolares da pequenada, para este ano letivo, ocorreu-me logo esta tira da Mafalda. Não é brincadeira: 14,6kg de livros! Em contas redondas dá cerca de 5kg de conhecimento para cada um dos pequenos… e 15 metros de papel autocolante para proteger tanto conhecimento.

O impacto ambiental da forma como escolhemos secar as mão

Árvores versus brisa. Muito interessante, vale a pena pensar nisto! Mãos ao ar e ao vento, expostas e secas pelos elementos da natureza.
Encontrado na casa de banho do Centro de Investigação e Monotorização das Furnas ao lado do secador de mãos.

Sala de 1º ano – outra perspetiva

A maioria dos meninos têm um banquinho para colocar os pés, pois não chegam com eles ao chão e os estudos indicam que é mau para a postura e concentração. Esta é a uma perspectiva da sala da pimpolha mais pequena. Tendo em conta que apenas 6 ou 7 não usam o banquinho, surgem-me algumas questões: “Estarão as carteiras e cadeiras mal dimensionadas?”, “Serão as crianças, destas sala apenas, mais pequenas do que a maioria?” ou será que “Começam esta fase cedo demais?”. Ou um misto das três? Tendo em conta que pimpolha mais velha decidiu que precisava de um banquinho e é percentil 95% na altura, das duas uma, ou há aqui algo profundamente mal dimensionado ou a rapariga não quis fugir à regra e adotou o banco! Dá que pensar…
Nota: Ao fundo vislumbram-se as famosas caixas transparentes e os maravilhosos dossiers verdes claros (lado direito) – a uniformização em todo o seu esplendor!!! Lado esquerdo, a explosão de cores e diversidade de dossiers – são os da disciplina de Inglês!!!

Listas de material – Agoiros

Confesso que detesto, abomino listas de material, especialmente porque quando penso que já tenho tudo, depois de correr algumas capelinhas, descubro que afinal não e ainda falta não sei o quê! Mas este ano descobri que há listas de material e depois há as listas de material muito específicas – o meu novo ódio de estimação. Deve ser de estar a ficar velha mas juro que não tenho paciência, nem feitio, para isto, portanto vou destilar e sublimar em busca da purificação!
Ora, pois então, na lista de pimpolha mais pequena um dos itens enumerado era “1 caderno quadriculado agrafado A5 com capa lisa verde claro”. Nas capelinhas onde fui, não encontrei nenhum que reunisse estas quatro maravilhosas, e fundamentais, características (A5, quadriculado, capa lisa e verde claro) e, por descargo de consciência, na reunião de pais, perguntei “Não consigo encontrar o caderno verde claro em lado nenhum, pode ser de outra cor?” e a resposta foi peremptória “NÃO!”. Tal não foi o meu espanto pela resposta e o tom utilizado que, conhecendo-me fiz, certamente, uma daquelas minhas caras, e saiu-me, de imediato, um “COMO?”, não sei em que tom mas desconfio que foi naquele que utilizo com os meus alunos quando algo me desagrada profundamente. “Tem que ser verde claro e sem bonecos!” frisa a senhora professora. “Porquê?” questiono. “Para uniformizar e todos os anos vou escolher uma cor diferente!”. Assim como quem diz habitua-te porque isto ainda é só o 1º ano. Devia Podia não ter dito nada, mas lá está, às vezes, não consigo mesmo e acrescentei “No próximo ano, seria uma boa ideia escolher uma cor que seja fácil de encontrar em qualquer lado! Uniformização? Num caderno de TPC? Não percebo!”. A senhora professora nada mais disse.
Sabem aquela prazer que todos temos/tivemos de escolher os nossos cadernos, dossier e afins. Esqueçam, tudo a bem da uniformização, obviamente! Raios parta se isto faz algum sentido mas isto deve ser só o meu mau feitio a falar mais alto. Com dois filhos que já passaram pelo 1º ciclo, sem mariquices, agora no 3º filho apanho com a uniformização, juro que não tenho paciência para estas picuinhices.
Entretanto um outro pai, do género dos que perguntam se o caderno tem mesmo que ser verde claro, pergunta “A caixa de material que arranjei não tem 10 cm mas 15 cm há algum problema?” e eu pensei cá para os meus botões “Caixa, transparente, 10 cm? Hummm, esta do transparente escapou-me. Estava mesmo a pensar trazer uma qualquer que tivesse lá em casa de cartão, dentro das dimensões, tipo as que utilizaram os manos. Reutilização, reciclagem, esquece lá isso… Quem é que pergunta isto? Por mais 5 cm?Trazes a que tens e acabou-se!”. Mantive-me calada e sossegadita, já a ficar com umas comichões valentes mas vá. Ser transparente, parece que também é fundamental, os 5 cm a mais condescendeu com um “desde que caiba naquela estante”. E, logo vários pais observaram “Pois não encontrei caixas com essas dimensões em lado nenhum!” e eu pensei “Oh não. Here I go again!” e até que um pai diz “As do IKEA tem essas dimensões!” e a senhora professora diz com um ar satisfeito “Exato”. Toda a gente sabe que para comprar material escolar o IKEA é o sítio ideal e mesmo ali à mão, certo? Pumba e não me contive novamente e disse “Se calhar, no próximo ano, também seria boa ideia, à frente de cada material, colocar o sítio onde o devemos adquirir!”
Com estes preciosismo todos, o meu mau feitio começa a revelar-se com alguma intensidade e, às vezes, apetece-me ser assim mázinha, ruinzinha, mesmo. Para quem pregou o rigor científica e a correção de linguagem, uma reunião inteira, e aqui estamos plenamente de acordo (deve ser porque não envolve cores, opacidades e materiais), atentemos pois então no item “1 caixa de plástico transparente tamanho A4 e altura cerca de 10 cm”. Tamanho A4? Área, volume, 2D, 3D? Nop… talvez algo como “Altura da caixa: 10cm, base da caixa deve ter as dimensões de um folha A4”. Talvez lhe faça esta sugestão para o próximo ano, a bem do rigor e da correção, obviamente!
Haja paciência, que já não me aguento a mim própria, mas esta obsessão pelas cores perturbou-me mas é coisa que não se nota nada! Digo a excelentíssimo esposo “Nas próximas reuniões, vais tu!” e ele, entre risos, diz “Claro que não! Tens tanto jeito para isso!”. Brincalhão… que escolheu o caderno da pimpolha mais pequena – lindo: verde claro na capa, azul na contra capa, e umas semicircunferências nos cantos superior e inferior e na lombada (não são bonecos, ok? São construções geométricas, belas, coloridas, discretas). Foi o melhor que encontrámos (depois de mais umas horas em busca do verde claro, grrrr) mas foi tão bem escolhido, não foi?

Torta de Santiago – uma variante

Deliciosa esta adaptação da Torta de Santiago, doce galego (diminui o açúcar e aumentei o limão relativamente à receita original). Fofinha, húmida e docinha!

Ingredientes
5 ovos
200g açúcar
250g amêndoa (moída)
1/2 colher de café de canela
raspa de 1 limão
açúcar em pó q.b. (cobertura)

Preparação
Picar a amêndoa. Numa taça, bater os ovos com o açúcar até formar uma massa homogénea esbranquiçada e volumosa. Adicionar a amêndoa, a canela e a raspa de limão. Envolver muito bem. Levar ao forno, pré aquecido a 180º, numa forma de fundo amovível, untada com manteiga, durante 25 a 30 minutos.

Bons regressos e um bom ano!

Pimpolha mais velha, organizando e arrumando os seus pertences para este novo ano letivo, diz-me orgulhosa “Acho que vais gostar desta etiqueta, ora lê lá!!!”. Acertou e arrancou-me uma bela gargalhada o “Remover a criança do interior antes de colocar na máquina de lavar”
Depois de uma belas e retemperadoras férias em família, com muitos momentos para mais tarde recordar, com os amigos de sempre, e para sempre, do matar saudades dos avós e dos amigos, sem ser em contra relógio, dos longos almoços e jantares aos piqueniques, dos mergulhos demorados aos tardios entrelaçando o cheiro de mar e de protetor solar, da leveza e suavidade da pele, da alma e do espírito, dos dias sem grandes rotinas e horários, das experiências à descoberta, dos dias grandes e solarengos, da lazeira dos dias, das brincadeiras e passeios temperados pelos melhores gelado do mundo, das caminhadas à descoberta de pequenos paraísos intocados, deambulando no meio de bonitas florestas, ao subir das árvores, ao brincar com paus, ao brincar com a terra e na terra; é verdade que a malta às vezes vem um bocado encardida e, no regresso, pode haver a tentação de colocar tudo, mas mesmo tudo, na máquina!!! Por outro lado, nem tudo na vida é um mar de rosa e as férias não são exceção: das brigas aos constantes embirranços entre a pequenada, das brincadeiras sem jeito nenhum, das diferentes agendas, gostos e desejos, há muita coisa cuja gestão não é fácil no estar SEMPRE com os irmão e pais a tempo inteiro e sim, cansa, e muito, é expectável que surjam atritos, momentos acesos, puxões de cabelos e afins e, às vezes, bem às vezes, já nem nós nos aturamos a nós próprios, quanto mais eles. Daí a tentação de, no regresso, lavar na máquina a alma de uns e outros, descansar das férias, desfrutando daqueles últimos resquícios, repletos de uma boa nostalgia “Foi tão bom, não foi?”, enquanto se pensa e planeia as próximas :), não deixando de constatar que a pequenada já estava a precisar de retomar as suas rotinas pois as férias também cansam, dizem eles… nós, as rotinas, é que nem por isso!!! Bons, e espirituosos, regressos embora que sejam sempre dolorosos para todos! Um bom ano, que por aqui o ano começa sempre em setembro, entre livros, listas de materiais e sei lá que mais, o desfalque é muito semelhante ao do início do novo ano civil!!!!

Boas férias!

Chegou agosto, o mês mais aguardado do ano por muitos – mês de férias de eleição dos portugueses e dos emigrantes. O sol, os mergulhos, a praia, a piscina, a barragem e o rio, as aldeias, a sua pacatez e animação das suas festas, as serras e o seu encanto, as cidades onde tudo corre agora mais devagar (a não ser nas algarvias)!
O nosso cartaz alusivo às férias inspirado nos cartões de verão da krokotak

 

Tarte de Oreo

Como estes ingredientes… é o esperado: deliciosa!

Ingredientes
1 lata de leite condensado
1 pacote de natas
1 embalagem de queijo creme
5 folhas de gelatina
1 pacote de bolachas Oreo
1 pacote de bolachas de chocolate (utilizei das que vêm em sacos de 1kg)
6 bolachas Maria (opcional)
50g de manteiga

Preparação
Colocar as folhas de gelatina numa tigela com água. Picar as bolachas oreo e as bolachas de chocolate. Reservar 1/4 das bolachas para juntar ao recheio. Derreter a manteiga e juntar às restantes bolachas, envolvendo bem. Dispor o preparado numa forma de fundo amovível, calcando bem, para formar a base da tarte. Colocar no congelador. Bater as natas (frias) em chantilly, juntar o leite condensado e o queijo creme, envolvendo bem. Escorrer as folhas de gelatina, colocá-las numa tigela com um pouco de água no fundo e levar ao microondas, cerca de 20 segundos. Mexer bem para dissolver completamente e juntá-las ao preparado anterior, mexendo sempre com a batedeira. Juntar as bolachas picadas reservadas ao preparado, envolver bem. Deitar o preparado anterior na forma. Levar o frigorífico durante 5 a 6 horas. Decorar a gosto (bolacha maria ralado e 3 ou 4 bolachas oreo)