Hour of code

Sugestão da semana para crianças e adultos de todas as idades: vamos programar com a Hour of Code?
Experimentem, não custa nada, vão ver que os mais pequenos, assim como os adultos, apreciarão: é uma boa forma de passar um bom bocado utilizando as novas tecnologias, discutindo estratégias e soluções, umas mais elegantes ou práticas que outras, mas todas elas recorrendo a algo precioso que precisa de ser exercitado com frequências: as cabecinhas pensadoiras e não só as pontas dos dedos! Em alternativa às atividades do Hour of Code também têm as dinamizadas pela FCT no âmbito do Codemove Portugal que decorrem esta semana e tem o seu terminus dia 10, domingo, no Pavilhão do Conhecimento, com muitas atividades e workshops para os mais novos.
Give it a try and have fun. Enjoy :). Nós já experimentámos e ficámos fãs!

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Animais feitos com jornal

Inspiradas nos “Big trash animals” de Bordalo II e na sua exposição Attero, decidimos, eu e pimpolha mais nova, fazer uns small animals com jornais velhos, copiando as ideias que encontrámos neste blogue (cheio de coisas giras para fazer com a pequenada).
Começámos muito bem as duas, terminámos comigo a trabalhar e pimpolha mais pequena a tratar de muitos assuntos em simultâneo, a mandar bitaites de braços cruzados, dando uso ao seu olho clínico, enquanto dizia “Está giro mas ainda falta…”. Esta miúda é muito forte!

Aqui continuamos

à espera da chuva!
Dizem que é hoje! Dizem também que não vem resolver a seca, suponho que sejam os que acreditam nas rezas e danças da chuva e em milagres… Dizem, dizem, dizem… Haja paciência para as gentes deste país que, com dizia o outro, falam, falam…, tudo criticam, onde nunca nada parece estar bem, a não ser o próprio obviamente, que querem tudo para ontem!
A natureza não obedece aos nossos timings mas mostra-nos, a cada ano que passa, a outra face da moeda da nossa falta de consicência e ação ambiental porque “A vingança é um prato que se serve frio” e acompanhado com muita sede, acrescentaria eu.
Ocorre-me o “Quem semeia ventos, colhe tempestades”, “Quem não tem paciência, não vê a pedra florar!”, “Grão a grão enche a galinha o papo”, entre outros e que, efetivamente, se perdeu muito respeito pela grande sabedoria popular: ditada, vivida e adquirida pela observação milenar, respeitosa e cuidadosa dos ciclos da natureza.

“Palavras bonitas sobre contas”

É este o título do mais recente livro infantil de Valter Hugo Mãe. Ao contrário dos seus livros para adultos, com uma escrita crua e dura, por vezes, um pouco díficl de digerir, os seus livros infantis são deliciosos e com mensagens fabulosas, o que faz deles verdadeiros tesouros para crianças de todas as idades, onde vale mesmo a pena refletir, individualmente e em conjunto, sobre a(s) ideia(s) subjacentes.
“Palavras bonitas sobre contas” é a história de dois amigos, um menino e uma menina, dos seus gostos e aspirações, das suas diferenças e semelhanças, sobre o papel do homem e da mulher na História mas sobretudo sobre o que é isso da diferença de géneros e a razão pelo qual podíamos viver tão bem sem ela.
Tal como o seu livro “O Paraíso são os outros”,  este “Palavras bonitas sobre contas” é um excelente livro para miúdos e graúdos e qualquer um dos dois é uma ótima prenda de natal para crianças de todas as idades.
Um pequeno excerto que transparece a dinâmica e o potencial da história, para aguçar a curiosidade.

“A Maria, a minha amiga, é das contas. (…)
Ela quer salvar o mundo através das contas, eu quero salvar o mundo com as palavras.
A nossa maior diferença, como se pode reparar, não vem de ela ser menina e de eu ser menino, vem das ideias. A nossa maior diferença, também é verdade, não nos separa. Ser-se diferente não implica ser-se oposto.
(…) Tenho a impressão de que ser menino ou menina é algo íntimo, não é coisa de saia nem de cabelo. É sobretudo íntimo, uma identidade bem interior que cada um de nós vai definie de maneira muito única.
As pessoas deviam ser tratadas como pessoas, mais do que como homens ou mulheres. A cidadania devia ser assim.
(…) Já vi homens quase com mamas e mulheres quase com bigode. Na hora de trabalharem, nem ter mamas parece ajudar nem ter bigode parece complicar. Não importa nada.
(…) Na escola, a Maria refila muito porque aprendemos a História do mundo a partir de um sem-fim de homens bravos. (…) Fico com a impressão que as mulheres foram inventadas recentemente (…) e talvez ainda nem existam em alguns países. Há que inventá-las urgentemente!
(…) Como se entre mim e a Maria me escolhessem sempre, inclusive para explicar e contar a vida e as ideias da Maria. Que desgraça. O mundo haveria de ficar cheio de palavras bonitas mas muito torto de contas.
(…) Eu e a Maria vamos crescer para melhorar o mundo. Fizemos um pacto.
Nunca nos esqueceremos de usar palavra e gesto para que o mundo seja melhor.
Isso não é ser menino ou menina, é ser pessoa.”
Valter Hugo Mãe  in “Palavras bonitas sobre contas”

Attero de Bordallo II

Uma exposição que vale a pena a visitar, para todos e por todos, desperta a curiosidade dos mais pequenos e a consciência dos mais velhos, e com ela a transmissão e a chamada de atenção do papel que escolhemos ter na mudança, que passará indiscutivelmente pelas gerações mais novas.
É simplesmente magnífica e espetacular em vários aspectos apesar do tempo de espera, dada a enorme afluência. É gratuita e esta patente numa espécie de edíficio devoluto da CML, que o artista transformou em estúdio para compor as obras de arte expostas. Pode ser visitada até dia 3 de dezembro de 4ª a domingo das 14h00 às 20h00, na Rua de Xabregas nº49, pertinho, pertinho do Teatro Ibérico e da Marítima de Xabregas.
Para abrir o apetite logo ali na esquina da Rua da Manutenção, encontramos uma enorme e colorido sapo da autoria de Bordallo II. Antes de entrarmos no edifício, onde decorre a exposição, somos saudados por um enorme e simpático macaco dependurado, e, enquanto se aguarda a vez de entrar, fica a sugestão para o observar com atenção e perceber de que materiais é feito e começar logo ali uma viagem surpreendente. Na Avenida 24 de julho, diz que há uma cativante e amistosa raposa também de Bordallo II.

Toda a tónica da exposição é colocada na enorme quantidade de lixo urbano produzida por todos nós, a matéria prima de todas as suas obras, os perigos que elas representam para o planeta e o papel importante da reciclagem e da necessidade urgente de mudança da nossa parte face a esta realidade inegável.
Numa 1ª sala, temos aquilo que o artista chama de realidade invertida, uma troca de papéis, uma sátira , ou verdadeira crítica, social para que nos possamos colocar no papel do nosso planeta doente, da natureza, dos animais e Homem morto vivo, tudo representado recorrendo a restos de madeira, cerâmica, circuitos integrados, telemóveis, etc. Muito interessante, vale a pena observar os pormenores com atenção, meditar um pouco sobre o seu significado, lendo o título sugestivo e elucidativo que deu a cada uma das obras.

Na 2ª sala, temos uma sala repleta de animais fofinhos todos feitos essencialmente à base de metais e objetos do nosso dia a dia (calculadores, telemóveis, circuitos elétricos, espanadores, escovas, sapatos e sei lá que mais), mais uma vez fica a dica de observar os títulos das obras. A minha preferida a “A cabra calculista”.

A 3ª sala, começa com animais fofinhos em que uma das suas metade é feita com plásticos (brinquedos, funis, etc) e outra com metais. Um efeito curioso e colorido na parte plástica e um mais parecido com a imagem que temos do animal na metade de metal. Esta conceção despertou a curiosidade da pequenada, talvez pelo facto de verem lá alguns dos seus brinquedos: uma mão do mickey, uma pá da praia, entre outros. Termina com animais feitos total com resíduos plásticos, dá uma ar espalhafatoso, colorido e pouco feroz aos animais retratados.

Na 4ª sala, começamos por ver dois vídeos de uma caveira e uma tartaruga a flutuar no mar feitos de lixo plástico recolhido junto à costa de Lisboa por Bordallo II e depois devolvidos ao mar nesta nova forma procurando chamar a atenção dos frequentadores do local e alertar a sua consciência.  Um espaço correspondente ao seu estúdio de trabalho repleto de “lixo” e um quadro que retrata o mesmo. Para finalizar, um enorme e colorido rinocerante  feito de resíduos plásticos.

De seguida, passamos num corredor que retratada o fundo do mar, com a particularidade de que todo ele é feito com resíduos plásticos.

E a mensagem final, bofetada de luva branca, igualmente potente e letal, desta vez sem animais fofinhos apenas com o Homem e o seu papel, ou falta dele, na preservação da Mãe Terra nas suas várias vertentes.

Um espanto, um verdadeiro lavar e abrir de olhos regado com muita criatividade e sentido crítico, caracterísitcas de todos os grandes artistas.
Recomendamos vivamente!

A boa mãe é a que se vai tornando desnecessária

“A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.
Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar  desnecessária. Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autónomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão.
Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.”

Texto de Márcia Neder

Duas palavras que desconhecia

Ao folhear um livro amarelecido, da 2º classe, em vigor em Moçambique no finais da década de 70, é curioso compará-los com os livros da primária de então, em Portugal. Mudam os cenários, os campos com o horizonte a perder de vista, os tons amarelos e laranjas prevalecem,as habitações típicas, a cor das personagens, entre outras coisas, mas em termos de conteúdo, vocabulário e tipo textos são muito similares aos nossos. Chamaram-me a atenção duas palavras que desconhecia: capulana (pano repleto de cores e motivos, utilizado pelas mulheres como saia ou vestido) e machibombo (uma machine que faz brumbrum??, ou seja um  autocarro): Mas dos seus textos podemos retirar muito mais, basta ler com atenção e nas entrelinhas, por exemplo, de que lado se conduz por terras de Moçambique?
Sempre a aprender!

Broas de batata doce

Muito, muito boas estas broas!
Não sendo as “nossas” tradicionais dos santos e num género completamente diferente, não se lhes ficam atrás, mais leves!

Ingredientes
2 ovos
1kg de batata doce cozida
1kg de farinha
2 colheres de sobremesa de fermento em pó
500g açúcar amarelo
100g de manteiga
200g de nozes picadas
Raspa de 1 limão
2 colheres de sobremesa de canela
6 colheres de sopa de um mix de sementes (usei de girassol, de abóbora, linhaça e pinhões). É opcional, se quiser colocar, utilizar mais nozes
1 ovo batido para pincelar

Preparação
Descascar as batatas doce e levar a cozer até ficarem bem tenrinhas. Depois de cozida e escorrida a batata doce, esmagá-la com um garfo. Num tigela grande e larga, colocar o puré de batata doce, o açúcar, a canela e a manteiga, batendo bem. Adicionar os ovos, as raspas de limão e as nozes, envolvendo muito bem. Por fim, juntar a farinha e o fermento, e com as mãos, envolver muito bem, até obter uma massa fofa, maleável e que se solta das paredes da taça. Formar pequenas bolinhas de massa e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal. Pincelar as bolinhas com o ovo batido, no cimo colocar umas pitadas de açúcar branco e uma metade de noz. Levar ao forno, pré aquecido a 180º, até ficarem douradinhas (20 a 25 minutos)

Broas dos santos

Porque a tradição ainda é o que era… e elas são tão boas!

Ingredientes
1l de água
250ml de mel
0,5l de azeite
1 kg de farinha
0,5 kg de açúcar
200g de nozes
30g de erva doce
10g de canela

Preparação
Colocar num tacho grande a água, o azeite, o mel, o açúcar, a erva doce, a canela e as nozes picadinhas. Deixar ferver 2 ou 3 minutos. Retirar do lumo e juntar a farinha, envolvendo muito bem até obter uma massa que se solte das paredes do tacho. Deixar arrefecer. Moldar, com as mãos, as pequenas broas, colocá-las num tabuleiro forrado com papel vegetal e com as costas de uma faca fazer pequenos cortes em xadrez. Levar ao forno, pré aquecido a 180ºc,  até ficarem douradinhos. Aqui por casa gostamos delas assim para o tostadinho. Depois de frias polvilhar com açúcar branco.

Big Bang 2017

Na caixa de ressonância, tocámos instrumentos e “escondemo-nos”, lá em baixo, sentindo a ressonância, fomos até ao aconchegante quarto da Joana e mergulhámos um pouco no seu mundo do violoncelo, com as suas caixas iluminadas e ventoinhas com fitas; conhecemos o admirável mundo do Vicent e da sua música, os efeito especiais, com os seus encadeamentos e ciclos, e soubemos que aprendeu eletrónica e programação para conseguir desenhar este espetáculo, que inicialmente era destinado a crianças com deficiência; marchámos e batemos palmas ao som dos Tocá Rufar; fizemos um piquenique no bonito jardim das oliveiras, desfrutando da vista; subimos as escadas até ao paraíso num concerto de Bach; construímos uma pirâmide de cubinhos enquanto o pai comia um chocolatinho que custa a módica quantia de 80€ o kg mas diz que é magnifico, só pode; fomos até à Bertrand conhecer novos livros e os cinco delirámos com “O Caderno das Piadas Secas”, comemos um belo, e saboroso, gelado italiano e, para finalizar, as atividades no CCB, deixámo-nos embalar pelas bonitas vozes e sonoridades do espetáculo “Como dormirão os meus olhos?”. Foi um lavar de olhos e ouvidos este dia repleto de música e atividade no CCB. O espetáculo que a pequenada mais gostou foi o do Bach e isto, sim, surpreendeu-me!
Aproveitámos a parceria do Big Bang com a Hipotrip, e os preços mais maneirinhos, para experimentar esta forma de navegar no Tejo. A pequenada estava entusiasmadíssima, há muito que pediam para realizarmos esta experiência, os graúdos nem por isso. Ficámos todos alegremente surpreendidos, foi muito divertido, muito graças ao excelente guia/animador Paulo. A pequenada adorou e nós também aprendemos umas coisitas e entrar no Tejo num “autocarro” é emocionante. Para concluir o dia beleza, fomos degustar uns deliciosos Pastéis de Belém 🙂

Bons livros e boas descobertas!

Há hábitos, há a curiosidade, o gosto pela pesquisa e/ou o saber mais, que, por vezes, nos levam a descobrir muito além do que esperávamos, quando não nos ficamos apenas pelas primeiras entradas do google ou seguimos alguns dos links. Uma facto que nunca deixa de me espantar e deslumbrar. Acontece-me com livros, artigos, lugares, pessoas, dados históricos e científicos, receitas, etc., e, por vezes, dou comigo perdida, mas orientada, entre tantas janelas abertas repletas de informação interessante. Registo, aprendo e anoto que, às vezes, a verdadeira pérola, ou a mais preciosa, encontra-se bem escondida como um  segredo bem guardado.
Depois das férias, ainda vivendo na teia de encantamento dos Açores e pensando/preparando um regresso num futuro próximo, entre blogs de viagens e blogues pessoais, encontrei várias referências aos artigos e livros do Joel Neto, cronista, escritor, açoriano de gema, viveu em Lisboa 2 décadas e regressou à sua ilha (Terceira) para ficar?! Entre os livros, em inglês, no Kindle, e as “borlas” que o google dá, escapou-se-me o que é nosso e muitas vezes superior! Tomei nota “Presta atenção”. E, de imediato, senti-me acometida pela febre que só quem adora ler, reconhece, e tipo viciada “corri”, vá, contive-me um dia, para comprar os seus dois últimos livros (Arquipélago e Vida No Campo), sim que, aos nossos, leio-os sempre em papel, são os únicos! Perante o sorriso de excelentíssimo esposo, resignado à ideia que há coisa que nunca mudarão, e há um certo conforto nestas constante da vida, esta é uma delas, espero… e aquela que ele nunca diz mas pensa, assim me dizem os seus olhos,  “Quando se lhe mete uma coisa na ideia, saiam da frente e se for um livro…ui,ui!”
O “Arquipélago” – uma história sobre um homem que não sente os terramotos e uma criança desaparecida. Um livro que nos guia, através das suas personagens e enredo, pelas paisagens e locais da Terceira, ao terramoto de 1980: a destruição, o medo, a vida, a reconstrução, aos vários achados arqueológicos da ilha, encarados com temor desconfiança pela comunidade científica do continente, aos viveres e ritmos do campo, às singularidades de viver numa ilha, às peculiaridades das comunidades pequenas, da familiaridade às suas tricas, guerrilhas e desconfianças e um passeio pela fabulosa, mas traiçoeira, natureza e psicologia humana, cheia de certezas mas coberta de incertezas. Um livro que nos transporta à ilha, quase que conseguimos sentir o seu cheiro tão característico, nas palavras do Joel “a erva húmida, leite morno e bosta de vaca” e ouvir o som ensurdecedor dos cagarros, numa noite verão. Relembra-nos terras e lugares que já pisámos e apreciámos, se calhar, não tanto como devíamos, obrigando-nos a vê-los segundo uma nova luz e outro prisma, aguçando-nos, ainda mais, a vontade de voltar (e aqui excelentíssimo esposo suspira e eu digo “Temos de voltar e fazer as pazes com a Terceira”. A última vez aconteceram-nos por lá uma série de peripécias engraçadas, que na altura não achámos grande piada, mas o tempo e idade têm essa capacidade de nos fazer ver as coisas e sítios de outra forma… fica para outro post).
Vida No Campo é uma espécie de diário delicioso, cheio de histórias, pessoas reais e vivências comuns mas ao mesmo tempo singulares e pessoais, características não só do campo mas da insularidade, reflexões, comparações, desejos e anseios de quem já viveu na cidade e agora vive no campo e numa ilha. Essencialmente, a beleza das coisas e das pessoas simples e a constatação que a vida, pois a vida, pode não ser assim tão complicada, é e será sempre uma questão de perspetiva. Um livro que nos deixa saudades dos seus habitantes e de quem lhes dá vida e voz. Numa breve pesquisa, descobri que posso continuar a encontrá-las, todas as semanas, por aqui, na rubrica semanal do Joel Neto, no DN, ou por aqui, o que me deixa com um sorriso nos lábios e feliz e contente da vida! Enquanto espero pelo seu novo livro, agendado para a primavera de 2018!
Em pouco menos de uma semana, algumas horas roubadas ao sono, andei embrenhadas nestas belas histórias. Surpreendeu-me, sorri, refleti, fiquei curiosa, pesquisei um pouco da história e costumes da Terceira, aprendi e gostei muito do processo, da história, da escrita. Os dois livros têm todos os ingredientes que definem um bom livro! Recomendo a leitura, conhecendo ou não, esse pedacinho do paraíso que são os Açores!

Gelado de doce de morango

Para a despedida do verão, agora que, finalmente, chegou a chuva, um gelado fácil e rápido de fazer e também muito bom! Seria melhor ainda se tivesse sido feito com 500g de morangos fresco mas “Quem não tem cão, caça com gato!”, não havendo morango, improvisa-se e utiliza-se doce de morango.

Ingredientes
500g de queijo quark
1 lata de leite condensado magro
1 frasco de doce de morango

Preparação
Misturar muito bem o queijo com o leite condensado. Adicionar o doce, aos poucos, envolvendo bem. Colocar no congelador 3 a 4 horas antes de consumir.

Outono

Um outono invulgarmente quente e incendiário!
Um país que acima do Tejo ardeu praticamente de lés a lés, entre junho e este negro fim de semana de outubro.
Um tempo pautado por muita falta de tento na língua, sentido de oportunidade, bom senso, racionalidade, responsabilidade e sensibilidade a quem lhe compete e, por outro lado, uma sede de “sangue” que não compreendo, no imediato, que vantagens trará para os principais visados, os que tudo perderam e se veem rodeados de nada, para além do negrume e das cinzas, e para restabelecer as nossas florestas e evitar novas desgraças!
Sim, o sistema voltou a falhar, os meios voltaram a ser poucos e sabia-se que o risco era elevado! Se deveria ter acontecido depois do que se verificou em Pedrogão, Mação e por aí em diante, certamente que não!
Quatro meses decorridos, o que teria sido possível mudar naquilo que falhou em Pedrogão? E atenção ao verbo que utilizei: “teria sido” e “não deveria”, que faz toda a diferença.
Para tudo, há burocracias, contratos, concursos, protocolos, prazos, interesses e cenas e coisas a cumprir. Infelizmente, a máquina estatal é lenta, disso eu tenho a certeza! Mas fico contente, por a ignorância ser apenas da minha parte, porque todos parecem saber o que poderia ter sido feito em 4 meses, em cá acho que tenho apenas uma pequena noção do que deveria ter sido feito!
Um dos melhores apontamento, para todos nós, sobre este negro verão/outono.

“Quando é que foi a última vez em que repararam naquele eucaliptal a caminho da terra dos vosso pais? Sim, aquele aonde não levam os miúdos por estar cheio de mato, que eles ainda se aleijam e sujam todos. Quando é que foi a última vez que apanharam pinhas em vez de as comprarem no supermercado? Quando é foi a última vez que sentaram à sombra de um carvalho? A floresta faz muita decoração, é verdade, o verde enche muito olho, é ele e o azul do mar. Diz até que faz bem ao ar que a gente respira. Mas precisa que se torne parte da nossa vida para que possa existir. Sem isso é coisa para arder facilmente.”
Cristina Nobre Soares

Bolachas de amêndoa, quinoa e sementes

Fáceis de fazer, relativamente saudáveis (ora espreitem os ingredientes), estaladiças, não muito doces mas estão cheias de fibra e coisas boas como as sementes da moda que nós muito apreciamos!!! Uma inovação fazer bolachas sem manteiga, sem ovos e sem açúcar (vá o mel, não é açúcar!), foi um sucesso!

Ingredientes
1 chávena de farinha de quinoa (triturei a quinoa)
1 1/2 chávena de amêndoa laminada
1/2 chávena de mel (mal cheia)
2 colheres de sopa, mal cheias, de azeite
1 colher de chá de fermento em pó
Mix de sementes (abóbora, girassol, linhaça,…)

Preparação
Triturar muito bem a quinoa e as amêndoas. Numa taça, juntar a quinoa e as amêndoas e envolver. Adicionar o fermentos e azeite, mexendo bem. Adicionar o mel aos poucos enquanto se envolve muito bem. Com a massa formar uma bola e colocar no frigorífico cerca de 20 a 30 minutos. Colocar a massa sobre uma folha de papel vegetal e sobre a massa estender outra folha de papel vegetal. Com o rolo da massa, sobre a folha de papel vegetal, esticar muito bem a massa e cortar na forma que se deseja as bolachas (utilizei um copo). Colocar as bolachas sobre um tabuleiro, forrado com papel vegetal, e dispor as sementes sobre cada bolacha, calcando um pouco. Levar ao forno, pré aquecido a 180º, cerca de 10 a 15 minutos (é preciso ter atenção porque elas cozem muito rápido)

Do que se alimenta o Facebook?!

Sempre que a minha veia da escrita não está devidamente oxigenada, os senhores do facebook enviam-me um mail, de incentivo, para que a máquina comece a bombear devidamente, porque afinal há gente que gosta da página e está à minha espera!
Este é o segredo desta, e, provavelmente, de muitas outras redes sociais, fazer-nos crer que somos importante e que o que partilhamos é de extrema relevância para os outros, alimentar-nos o ego, portanto… só que não!
Somos realmente, não virtualmente (aí são às centenas), importantes para uma pequena minoria, certamente, suscitaremos a curiosidade, boa, má e invejosa, de alguns com os conteúdos que partilhamos, daí a ser relevante, vai um grande passo! Mas lá que estes senhores têm a máquina bem oleada e a psicologia toda, lá isso têm!
Nunca deixa de me admirar e assustar, o poder astronómico desta máquina e dos seus post patrocinado, parece que foi assim que o Trump conseguiu ganhar as eleições (um artigo muito interessante “Facebook wins, democracy loses”) e quem o tenha tentado também por cá nas autárquicas. Uma cena perigosa esta… nunca esquecer!
Estão pensando, sim mas resultou, o facebook encheu-te o ego! Publicaste! Ganhou! Só que não… E quem pensar que sim, desconhece por completo o que me inspira e move estes blogue, independentemente de gostar da página e ser meu amigo no facebook, hilariante e caricata esta era global, não?!!!

Beringelas recheadas

Esta é uma receita que costumo fazer frequentemente para aproveitar os resto de carne à bolonhesa (ou faço logo a mais para depois fazer as beringelas ou lasanha). É um receita fácil, deliciosa e relativamente saudável!

Beringelas recheadas
Ingredientes
4 beringelas
300g de carne bolonhesa
3 dentes de alho
azeite óregões
200g de queijo mozarella
sal q.b

Preparação
Cortar as beringelas no sentido longitudinal. Colocá-las de molho em água e sal para perder um pouco da sua acidez. Retirar a polpa das beringelas e cortar fininho (para esta tarefa ser mais fácil, antes podem-se colocar no forno 10 minutos para amolecer) e guardar o exterior de beringela. Num tacho, refogar o alho e juntar as beringelas. Deixar cozinhar, mexendo frequentemente. Juntar os orégões e envolver. Adicionar a carne à bolonhesa, envolvendo bem. Deixar cozinhar entre 5 a 10 minutos. Dispor os barcos de beringela num pirex e dentro colocar o preparado anterior. Cobrir com queijo mozarella. Levar ao forno, a 180ºC, durante 15 a 20 minutos, ou até estarem douradinhos.

Carne à bolonhesa à nossa moda
Ingredientes
1kg de carne picada
1 alho francês
2 cenouras
1 cebola
8 colheres de sopa de polpa de tomate
1 copo de vinho branco
azeite
sal e orégões q.b.

Preparação
Ralar as cenouras e cortar o alho francês bem fininho. Num tacho, refogar a cebola cortada fininha. Juntar a cenoura e os alho francês, envolvendo bem. Deixar cozinhar. Juntar a polpa de tomate o copo de vinho. Deixar ferver 3 minutos e juntar a carne. Temperar com sal e envolver bem. Deixar cozinhar, mexendo de vez em quando. Ao fim de 10 minutos, adicionar orégões a gosto. Deixar cozinhar mais 10 minutos.

Amigos amigos, telemóveis à parte!

Durante um jantar entre amigos de longa data, um deles refere que os telemóveis são as nossas caixas negras, que “guardamos” tudo lá dentro, observação refutada pela maioria dos presentes. Então este sugere que todos coloquem os telemóveis em cima da mesa de forma a partilhar com todos, falando e lendo em alta voz todas as chamadas e mensagens que cheguem para cada um.
O resultado foi surpreendente pois afinal… todos temos segredos e o telemóvel, efetivamente, “esconde” muitos deles, os nossos amigos nem sempre são aquilo que parecem ou nos fazem crer!
Vale a pena ver, rir e meditar. O nome deste filme traduzido à letra é “Perfeitos estranhos!”, diria muito adequado… indeed!
O trailer em baixo e o filme completo aqui.