Cansaço

 

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Top, top!

Jonas Blue, um DJ, inglês, e produtor musical, em ascensão, atuou, este anos, na semana académica de Lisboa. Aproveitou a sua estadia em terras lusas e filmou um videoclip da sua nova música “Rise” nas ruas da nossa capital, e este rapidamente chegou aos tops no Reino Unido. Passado um mês da sua publicação, no youtube, já tem  mais de 32 milhões de visualizações.
Lá fora, a música já é um sucesso, há quem diga mesmo que é o hit deste verão, por cá já passa nas rádios.
De realçar, que no vídeo, da Mouraria ao Skate Park do Parque das Nações, pouco se vê o sol, prevalece um céu macambúzio quando, até este verão, eramos conhecidos pelo nosso clima, sol e luminosidade maravilhosa… isso também parece estar a mudar!
Relativamente à letra da música retrata bem o espírito da malta jovem e a forma com encaram a vida, o futuro e a sua relação com os pais e as preocupações e dúvidas destes face à descontração, às deambulações e a ausência de perspectivas de futuro! Basta atentar na letra, que diz algo que imagino todos os pais de adolescentes (até aos 30 anos ou mais) ouçam com frequência dos seus rebentos:
“They think we’re just drop-outs
Living at our mom’s house
Parents must be so proud
They know it all
No, they don’t speak our language
They say we’re too savage, yeah
No, no we don’t give a… anymore”

Lisboa está na moda e os seus residentes esperam que rapidamente se volte à normalidade, parafraseando a letra da música, ironia das ironias:
“We’re gonna ri-ri-ri-ri-rise ‘til we fall
This time we got no no no no future at all…”
O aeroporto está rebentar pelas costuras com tanto turista e os problemas e reclamações sucedem-se, pela 1ª vez, em pleno verão, as taxas de ocupação hoteleira de Lisboa são superiores às do Algarve, os transportes públicos, os passeios e as zonas históricas da cidade estão invadidas de estrangeiros e fervilham os preços da restauração e não só, os preços das casas em Lisboa dispararam e são, neste momento, proibitivos para o comum português, o que se refletiu na entrada de Lisboa, recentemente, para o top 100 das capitais mais caras do mundo, na cauda da lista, é certo, mas com uma subida de mais de 40 lugares, os esquemas e as estratégias levadas da breca para “desalojar” os residentes das zonas mais pretendidas multiplicam-se, assim como as histórias dos maravilhosos vistos gold.
Quando passar a febre, restará alguma coisa para os alfacinhas poderem prosseguir com a sua vidinha tipica e modestamente portuguesa?

Alta costura

by Dior ou by Bihor?

For years, big fashion houses have been using inspiration from local cultures. Lately, this has turned into a global phenomenon, with names like Tory Burch, Valentino or Louis Vuitton presenting original traditional designs from all over the world as new items in their collections.
And right here in Romania, there are multiple examples. Just last year, Dior included a Romanian jacket from Bihor in their couture collection. And sold it for 30.000 euro.
While it makes sense for inspiration to happen, we think it’s a bit unfair that nothing returns in terms of money or even PR to the community that’s struggling to keep traditions alive. As a result, these traditions are dying.
So, in Romania, the very first steps are being taken.
Beau Monde, the fashion magazine with 100% original Romanian content, wants to step in and support authentic Romanian design.
Bihor Couture is an authentic Romanian brand with local craftsmen as designers. It was created to help local creators sell their clothes and continue their craft.
Take a look at some of the pieces from Bihor and be mindful that the majority of them take a lot of time to make- so they are only available on pre-order.
Good luck shopping the Romanian way!

Lemon Tree

O vídeo e música que a pequenada gosta muito e lhes foi apresentado pela sua English Teacher, nas aulas.
Muito adequada a um fim de semana de junho cinzento e arejado, em que só se deseja que cheguem os dias quentes e luminosos com que junho nos costumava brindar!

(…) I’m hanging around
I’m waiting for you
But nothing ever happens and I wonder (…)

Charlie Brown e o cancro

Vídeo que me foi dado a conhecer pela pequenada da casa, que, por sua vez, lhes foi mostrado pelas suas professoras, na semana em que a sua escola recebeu uma menina com leucemia e “careca”.
Um vídeo que vi outra mãe, cujo filho também teve leucemia, elogiar, e enaltecer a ideia das professoras, e recomendar vivamente para intorduzir o tema entre as crianças.
Trouxe-me à memória, uma entrevista interessante que li, no verão, com o presidente da liga portuguesa contra o cancro em que este referia, resumindo por palavras minhas, algo do género: é preciso acabar com este preconceito, estigma e negativismo em relação ao cancro, é uma doença cada vez mais comum e que tem de ser encarada como outra qualquer, e há outras doenças complicadísimas e não tão estudadas; muito se evolui e descobriu nos últimos tempos, a tecnologia aliada à investigação tem produzidos resultados e avanços fantásticos, são conhecidas muitas formas de cancro perfeitamente curáveis e/ou tratáveis. Essencialmente, as pessoas têm que aceitar, com “normalidade” a doença, pois é um facto que 50% desta nova geração vai ter uma ou outra forma de cancro contra os 25% de afetados na geração anterior.

Eles andem aí e as naves também!

“Onde é que vocês deixaram a nave estacionada?” é uma pergunta que faço, em tom de brincadeira com alguma frequência, aos meus alunos e a melhor resposta que já lhes ouvi foi “Uiiii, uiii, sabe lá, hoje estava o parque cheio! Tive algumas dificuldades” e assim nos rimos e descontraímos. Cada vez mais, tenho que morder a língua para não perguntar seriamente o mesmo a muitos graúdos. Provavelmente, eu é que sou do Espaço ou de outro mundo.

“Good night stories for rebel girls”

Seguindo a linha da coleção Antiprincesas surge agora um livro que reúne 100 mulheres, de várias nacionalidades e interesses que, em comum, têm o facto de terem tido um papel relevante na História e nas suas histórias (ex: Frida Kahlo, Simon Biles, Michelle Obama, Serena Williams). 100 mulheres são ilustradas por outras 100 mulheres, dos príncipes não reza nenhumas destas histórias, é assim o livro infantil intitulado “Good night stories for rebel girls”

Um livro dedicado às princesas, que não almejam um príncipe, mas principalmente construir e governar o seu reino e conquistar o mundo, nem que seja apenas o seu. Um livro recomendado a todos os miúdos e graúdos porque os sonhos não escolhem géneros nem idades.
Vale a pena ver o vídeo e meditar sobre a presença e o papel das mulheres nos contos infantis “tradicioniais”! Contém dados bastante interessantes, os quais, desde cedo, aceitámos sem questionar, de tão enraizados que estavam os contos e os estereótipos mas que não condicionaram o futuro que escolhemos ou será que…?!

How small are we in the scale of the universe?


Pequenos, interessantes e repletos de informações pertinentes, como os vídeos anteriores, O dilema dos carros sem condutor ou A História tortuosa das passadeiras rolantes, têm um denominador comum o diretor e ilustrador chinês Yukai Du. Vale a pena ver, aprender e meditar!

Quadrado preto

Um passatempo giro, ao género do Sudoku, baseado numa ideia simples e apelativa que utiliza as áreas, estimula o domínio e a memorização das tabuadas, perceção geométrica e o raciocínio lógico, com graus progressivos de dificuldade. Muito giro e da autoria de uma professora, portuguesa, de Geometria Descritiva, com algum gosto/queda para a Matemática, Ana La Féria, da Alfii!. Experimentem e divirtam-se!

Era uma vez…

Pequeno do meio estudou, em Estudo do Meio, o sistema circulatório, digestivo, urinário e reprodutor. Mas o que agradou ao rapaz e o deixou curioso, e sedento de mais foi a série Era uma vez a vida, anda ansioso por ver todos os episódios. Uma série da qual eu, na sua idade, ou mais nova, não perdia nenhum episódio, e com a qual aprendi muito, e da qual me lembro perfeitamente bem dos glóbulos vermelho com as bolinhas de “ar” às costas e dos glóbulos brancos, os polícias mauzões, e o anticorpos, aquela espécie de moscos a circular sempre a alta velocidade. Há histórias intemporais mas também há séries intemporais (com as outras da mesma coleção Era uma vez o espaço e o Era uma vez o homem).

Portugal second

5 Para a Meia Noite no seu melhor! Inspirados no vídeo holandês, após a famosa frase de Donald Trump, no seu discurso de tomada de posse, “From this day forward, it´s going to be only America first!”

Em “Who wants to be second?” podem ser visto as sátiras dos restantes países que aderiram a esta nobre causa de sensibilização.

Duas semanas depois da sua tomada de posse, o mundo “rejubila”, repleto com tanta trumpice, tentando adivinhar o que ele decidirá no dia seguinte.

A Educação do Futuro?! Creepy …

Um possível, adequado e straight to the point, enquadramento para o triste futuro que parece, infelizmente, avizinhar-se a passos largos, pode ser encontrado excelente artigo!

“Da desconsideração e da falta de respeito à violência o caminho não é longo nem demorado. Em Portugal, foi percorrido num ápice. Da política educativa à prática pedagógica, não esquecendo o fulcral nível da gestão escolar, é vastíssimo o grupo daqueles que, generosamente, têm contribuído para a celeridade deste vergonhoso retrocesso civilizacional.

Ao longo da última década, salvo raras exceções (muito pontuais), o poder político, direta e indiretamente, ora por razões economicistas, ora por razões ideológicas (ou ambas), não se limitou a desconsiderar os professores, desrespeitou-os reiteradamente e apontou-lhes, publicamente, o dedo da culpa pelo insucesso escolar. Do amplo leque, destaco algumas evidências: a constante degradação da carreira (congelamentos e conversão de escalões); a crescente precariedade laboral (nos vínculos, nas contratações…); a efetiva redução salarial; as sucessivas alterações das normas de avaliação e dos conteúdos programáticos (frequentemente no decorrer do ano letivo, sem ouvir os professores ou contra a sua opinião); o real aumento do horário semanal de trabalho (quer na escola quer em casa); a progressiva instrumentalização dos professores; a pérfida confusão entre atividades letivas e não letivas; a inibidora carga burocrática; as constantes, circunstanciadas e individualizadas justificações que é preciso fornecer (quer por motivos disciplinares quer na atribuição de níveis negativos); as frequentes e venenosas declarações sobre a necessidade de melhorar a formação dos professores (especialmente corrosivas quando feitas a propósito de resultados dos alunos). É um autêntico arraial de chicotadas que vergam, descredibilizam e desautorizam publicamente os professores, estimulando assim o recrudescer das más vontades, das desconfianças, das desobediências… do desrespeito. E quando tudo se consubstancia na barbárie contra docentes… só o granítico silêncio da tutela responde aos professores e à comunidade.

Duplamente entalados (entre Ministério da Educação e professores; entre professores e encarregados de educação) os diretores escolares (salvo raras e louváveis exceções) encostam-se invariavelmente ao lado mais forte: falam fininho para cima e grosso para baixo; dizem “não”, por defeito, para dentro e “sim”, por feitio, para fora. Comprometidos, superiormente, com determinadas metas e taxas; comprometidos com certos enlatados pedagógicos que subscreveram (por crença e/ou a troco de reforço de meios), estão normalmente dispostos a fazer o necessário para que os resultados numéricos beijem os objetivos subscritos: impõem as suas ideias em todos os órgãos e grupos disciplinares (incluindo as práticas pedagógicas), desvalorizam, ignoram ou vetam o pensamento divergente. Face à crescente falta de empenho e de respeito dos alunos e ao progressivo aumento da pressão dos encarregados de educação, não hesitam (na maior parte dos casos) em fazer ceder os ex-colegas, seja em questões disciplinares, seja no domínio da avaliação. Para a comunidade, passa a ideia (não descabida) de que os professores são os elos mais fracos, que ninguém os defende e que muito boa gente está mesmo disposta a expô-los à desautorização e à humilhação. Aos docentes, este contexto provoca intimidação, medo e… silêncios, que não são completamente injustificados. Na verdade, quando um dedo acusador entra na escola e aponta um professor, o visado, normalmente, fica só. Na verdade, quando um troglodita qualquer invade o espaço escolar para esbofetear e pontapear um professor diante dos seus alunos, o que se segue, muitas vezes, é o desfazer das verdadeiras solidariedades geradas, o estigmatizar das vozes inconformadas que apelam à reação, a apologia do sofrimento abafado, o esconjuro da má fama que a divulgação de tais atos, alegadamente, acarreta… uma discreta participação, um cinzento e mui pachorrento processo disciplinar e… toneladas de silêncio em decomposição.

No fundo da cadeia alimentar está aquele que deveria ser uma sólida referência para os alunos e o braço direito dos encarregados de educação. Isolado, entalado por todos (frequentemente pelos próprios alunos), reage da forma mais inadequada: teme, aceita, cala, age frequentemente contra os seus princípios e ideias, e vai deixando cair, um atrás do outro, quase todos os baluartes do respeito (dentro e fora da sala de aula), muitos baluartes da exigência académica, muitos baluartes da consciência, do orgulho e do amor-próprio. Só isso justifica que o número de participações e de sanções disciplinares não seja verdadeiramente aterrador. Os professores estão em modo de sobrevivência, mas a ruir por dentro, o que é terrivelmente preocupante, esmagador, visto que todos nós ensinamos muito mais o que somos do que o que sabemos.

É neste estranho campo que os alunos medram e aprendem a ser. Sem as devidas e benéficas cumplicidades entre os adultos, sem firmes referências de postura e de autoridade, sem claros e bem definidos limites, sem rigorosa exigência, sem verdadeiras consequências… alimentam a boçalidade, o despropósito, a desconsideração, o desrespeito, o sentimento de impunidade, a falta de ambição… E vão criando os seus próprios códigos de conduta, as suas próprias (i)moralidades, as suas próprias intransigências, as suas autolegitimadas insubordinações… Nesta seara negligenciada (que, dizem, prepara para a vida), é muito natural que o joio vença o trigo, que a indisciplina, a violência e mesmo a criminalidade se normalizem e se vão tornando progressivamente banais.

Esta espiral involutiva só poderá conhecer reversão quando as REFERÊNCIAS se libertarem do medo e decidirem, efetivamente, ocupar o lugar que é seu POR DIREITO E POR DEVER.”

Luís Costa

Na via láctea

Emir Kusturica, a “sua” música inconfundível, que neste 9 anos de interregno reencontrei nos Kumpania Algazarra, o non sense, as gargalhadas, as cenas surreais dos filmes que revisitavamos, vezes sem conta, na tonteira, reinventando e aplicando ao, e aos, que nos rodeavam, private jokes, muitas risadas. Associarei sempre os seu filmes, aos tempos de faculdade, aos bons momentos de convívio e tonteiras, às infinitas vezes que me enganei a mencionar “Gato preto, gato branco”, inventando variantes a cada referência!

O Teorema de Pitágoras utilizando Legos

Legos é algo com que todas crianças, e adultos, gostam de brincar, é para muitos uma atividade (re)criativa. É uma excelente ideia utilizá-los também para explorar (de forma apelativa, prática, e à mão de semear) e perceber alguns conceitos matemáticos.

Vídeo original retirado daqui