Velhos do Restelo

Observo a pequenada esparramada, no meio do chão, a jogar um jogo de tabuleiro: falam alto, entusiasmados, conjuram uns contra os outros, vigiam-se para não haver batota, desentendem-se porque nem sempre sabem perder, inventam variantes e novas regras, às vezes, as que lhes dão mais jeito. Brincam e viram os seus quartos do avesso: às bibliotecas, às escolas, aos organizadores de festas e sei lá que mais, gritam, desentendem-se, batem-se, fazem as pazes, desentende-se novamente porque alguém tem que arrumar o que está espalhando pela casa, e nunca foi nenhum deles, chegam a um compromisso, maquinam e conspiram teorias, e práticas, para endrominar os pais, convivem salutarmente como irmãos. Os gadgets não fazem parte do seu dia a dia, desconhecem as password de telemóveis e computadores da casa, embora estejam sempre à coca para ver se as descobrem, às vezes, conseguem e nós voltamos a mudar e eles ficam piursos!
Observo, nos intervalos, a generalidade dos alunos, agarrados ao telemóvel, não olham nem conversam uns com os outros; numa aula durante um discussão entre dois alunos. dei com uma aluna a gravar a cena, justificando o injustificável com “já percebi que quando as pessoas estão a discutir, se virem que estamos a filmar, acalmam-se e param de discutir! Pelo menos lá em casa funciona”, os envolvidos, e eu, obrigámo-la a apagar o vídeo e a aluna prevaricadora ficou recalcitrante; verifico os grupos de whatsup que pimpolha mais velha criou no meu telemóvel, e que ela raramente pede para consultar, e passados 3 ou 4 dias são mais de 2000 “mensagens” trocadas, onde em algumas arrepia-me o tipo de conversa, noutras o tipo de linguagem, noutras as fotografias que partilham e/ou editam, em vários os vídeo de colegas que partilham; em muitas as horas e a frequência com vão surgindo.
Espanta-me ouvir uma mãe de uma menina de 10 anos dizer “A minha filha ficou a jogar Sims até às tantas, quando me fui deitar, ela lá ficou, quando acordei lá estava ela no sofá!” ou o pequeno do meio a dizer que um amigo seu de 8 anos instalou uma aplicação chamada “100 maneira de morrer!” ou o outro que vê todos os filmes  dos youtubers da moda e que agora já se denomina youtuber mas que atenção nunca filma a sua cara, ou aquilo que pimpolha mais velha conta que os seus amigos andaram a ver ou a fazer na rede, que estão sempre online, etc… sem rei nem roque, sem controlo!
Oficialmente e com orgulho, somos uns verdadeiros Velhos do Restelo nesta matéria, os pequenos dizem apenas “Vocês são maus!” mas não insistem, nem ficam ressentidos, já sabem do que a casa gasta. Não sei bem como lidar com estas novas realidades e os novos problemas que elas acarretam ou acarretarão, só sei que me preocupam e muito…!

Queijada de mascarpone e limão

Húmida, levezinha, saborosa!

Ingredientes
50g manteiga
250g queijo mascarpone
1 pacote de natas
150g farinha
150g açúcar
3 ovos
raspa e sumo de 1 limão
1 colher de chá de aroma de baunilha
3 colheres de sopa de sementes de papoila (opcional)
Açúcar em pó para polvilhar

Preparação
Numa taça, bater bem a manteiga com o queijo. Juntar a baunilha, o sumo e raspa de limão, a farinha e o açúcar, batendo bem. Adicionar os ovos, um a um, envolvendo bem. Juntar as natas e sementes de papoila (opcional) e mexer bem.
Levar ao forno pré aquecido a 180º, numa forma de fundo amovível, forrada com papel vegetal, cerca de 30 minutos. Deixar arrefecer antes de desenformar.

Sozinha em casa!

No seu 1º dia útil de férias, pimpolha mais velha foi à escola. Com as temperaturas a rondar os 40º e um ar perto de irrespirável, de tão quente que era, passou o dia a fazer jogos e a confraternizar ao ar livre; vinha esbaforida e perguntou, com um ar suplicante “Achas que amanhã posso ficar em casa?”.  Com o crescimento, a autonomia, a responsabilidade e a confiança devem seguir de mão dada e depois de ponderar e lhe explicar que ficaria sozinha uma belas horas, inclusivamente, à hora de almoço, ao que ela anuiu com “Sim, eu sei!”, ocorreu-me “Porque não? Já tem 11 anos!”.
E, assim foi, tinha como tarefas dobrar as meias secas que estavam no estendal e estender a roupa. A TV, ler os seu livros, pintar os seu mandalas antistress, aquecer e comer o seu almoço, fazia tudo parte dos seus entretens. Sem qualquer gadget com exceção do telefone fixo para ligar caso acontecesse alguma coisa ou se sentisse sozinha. Adorou a experiência de ter a casa só para si. Nos dias seguintes, quis ficar em casa. Por sua auto recriação: fez as camas, arrumou a sua estante, os livros e materiais escolares e ainda passou com a esfregona no chão (não se lembrou do detergente mas não se pode ter tudo), acabou o seu livro, encharcou-se em desenhos animados, telefonou à sua best friend e falaram sobre desenhos animados :), fez limonada, pintou mandalas para toda a família, telefonou à avó para dar dois dedos de conversa, tentou fazer pipocas – percebeu que não ia correr bem, desistiu, lavou o tacho e guardou os ingredientes -, telefonou várias vezes ao pai e à mãe para saber se estava tudo bem, quando chegavam ou pedir alguma indicação, colocou o almoço num tabuleiro e comeu no sofá, descascou a sua fruta e cenouras para comer, assaltou as bolachas mas, essencialmente, fez muitas coisas, mas no seu tempo e à sua vontade, vegetou no sofá e não fez nada, ou seja, férias a seu gosto.
Para a semana, começa as atividades com a escola (muita praia e piscina) e, embora, não confesse, acho que a moça se habituava a esta vida… faz lembrar alguém da família: caseirinha, caseirinha!
Não pegou fogo à casa, nenhum vizinho chamou a segurança social, UFA, UFA, está crescida, e responsável, a miúda!  Já o seu mano parece longe de atingir este patamar, com as suas ideias mirabolantes, experiências malucas e um campo de futebol chamado casa, muito ao género do “Sozinho em casa”! Vamos ver…

Transições

Parte do texto, que recebemos da escola de pimpolha mais pequena, prelúdio ou justificação para uma reunião com todos os pais das salas dos 5 anos e a psicóloga da escola. Terminava com “As turmas só serão divulgadas no final julho”, assim como quem diz “Vejam lá se se acalmam” ou, como diria o outro, “Take it easy!”.
Quando li o mail sorri e pensei, deve haver malta a “stressar” à grande: eles e, por arrasto, os filhos e educadora. Não me lembro das outras duas vezes que vivemos esta transição receber um mail destes, embora a escola seja a mesma, também, tal como agora, não me lembro de sofrermos por antecipação, ou falarmos muito do assunto cá por casa.
Depois há aqueles momentos em que, em conversa com outros pais, percebemos que se calhar, mas só se calhar, somos um bocadinho desnaturados descontraídos de mais, ou que essa é a perceção que têm de nós e com a qual vivemos felizes e contente. Mas quando terminam dizendo, preocupados, “De há uns tempos para cá tem pesadelos com o 1º ano! Acorda a chorar e sobressaltado e diz que quer ficar para sempre na sala dos 5 anos”., pensamos, talvez a descontração e distração seja uma coisa boa 😉
Efetivamente, cada vez me convenço mais que os pais, os pais, estão na origem de muitas cenas e coisas que enfim… podiam ser facilmente evitáveis. Os tempos mudaram, os pais também em alguns aspetos, claramente, para pior, basta falar com qualquer educador ou professor e a 1ª queixa é, geralmente, “O problema, muitas vezes, não são os miúdos, são os graúdos!”

Pessoas realmente importantes

Pimpolha mais velha está a terminar o 5º ano e decidiu, no final de mais um ano letivo, escrever uma carta, talvez um bocadinho, mas só um bocadinho, exacerbada, à sua professora do coração. Da sua diretora de turma, diz que sim, que gosta e que é fixolas mas não há nada como a sua professora do 1º ciclo, essa é, claramente, “The special one”.
Revela bem o papel e a “importância” que tem, ou pode ter, um bom professor do 1º ciclo, o que raramente se verifica nos ciclos seguintes ou pelo menos com tal intensidade.

Fim de semana: o fenómeno

Durante a semana, o difícil é tirá-los da cama: porque têm sono, porque são só mais 5 minutos, porque não me apetece e estou cansado, porque, porque… Ao fim de semana, nenhum destes males os aflige e é ouvi-los, em plenos pulmões, às 7h00 da manhã, ou antes grrr, “Onde é que esconderam o comando da televisão?”
Lembro-me bem de também ser assim e ansiar pelo sábado de manhã para ver os bonecos. Na altura, não havia canais a dar bonecos a toda a hora mas havia este despertador natural, típico em muitas crianças, que os pais tanto adoram quando procuram apenas mais uns minutos de descanso e sossego, porque hoje não é dia de despertador, porque têm sono, porque estão cansados, porque, porque… Tão diferente mas tão iguais, apenas com timings desfasados no tempo e no espaço.

Século XXI ?!

Aborrece-me constatar que, no nosso dia a dia, nos cruzemos com malta ocidental, nova, onde as mulheres têm de pedir autorização ao namorado/marido para cortar o cabelo (e este é que decide o estilo e/ou o tamanho do corte e este dá lá um salto só para ter a certeza que está tudo nos conformes) ou que tenham que pedir autorização para gastar do seu, dela, dinheiro, independentemente, de pretender gastar 1€, 10€ ou 1 milhão e, no final, havendo autorização para gastar, têm que apresentar todas as faturas. Tudo me pareceria tão bem e normal, seja lá o que isso for, se em vez de autorização, buscassem apenas a opinião, ao género de uma parceria onde predomina a confiança, o respeito e a igualdade de direitos e deveres.

 A rapariga contempla-se longamente no espelho, visivelmente satisfeita com a imagem que este lhe devolve – o seu lindo e longo cabelo, cheio de madeixas, habilmente penteado, uma perfeição os efeitos e as suas unhas de gel e a maquilhagem realça a cor dos seus olhos – e pensa que o outro que apregoa que “Ela é linda sem makeup”, não sabe o que diz, ou se calhar até sabe, ela é que não se lembrou da música que mais se adequa a este seu momento:“Ela é linda, ela é special… Ela parte-me o pescoço”.
Olha impaciente para a sua mãe que está quase pronta, faltam os últimos pormenores. Os seus lindo vestidos longos, como é da praxe em qualquer gala ou festa que se preze, aguardam-nas. Não podem chegar atrasadas, é a sua festa de finalista, no próximo ano letivo, já vai para o 5ºano. Uma mulher portanto…

As coisas que se aprendem numa ida, rápida, ao cabeleireiro! Qualquer uma destas cenas de mulheres, e protótipos, me impressiona… e não é pela positiva!

“Good night stories for rebel girls”

Seguindo a linha da coleção Antiprincesas surge agora um livro que reúne 100 mulheres, de várias nacionalidades e interesses que, em comum, têm o facto de terem tido um papel relevante na História e nas suas histórias (ex: Frida Kahlo, Simon Biles, Michelle Obama, Serena Williams). 100 mulheres são ilustradas por outras 100 mulheres, dos príncipes não reza nenhumas destas histórias, é assim o livro infantil intitulado “Good night stories for rebel girls”

Um livro dedicado às princesas, que não almejam um príncipe, mas principalmente construir e governar o seu reino e conquistar o mundo, nem que seja apenas o seu. Um livro recomendado a todos os miúdos e graúdos porque os sonhos não escolhem géneros nem idades.
Vale a pena ver o vídeo e meditar sobre a presença e o papel das mulheres nos contos infantis “tradicioniais”! Contém dados bastante interessantes, os quais, desde cedo, aceitámos sem questionar, de tão enraizados que estavam os contos e os estereótipos mas que não condicionaram o futuro que escolhemos ou será que…?!

Crianças e as suas indagações sobre sexo

No final de um dia de trabalho, pensava para consigo “Isto é apenas uma fase. Tenho que reagir com naturalidade ou eles nunca mais falam comigo sobre o assunto!”. Suspira e respira fundo, tentando adivinhar com que questões ou observações será agraciada dentro de momentos quando os for buscar à escola. Com 8 e 10 anos, os seus filhos, curiosos e permeáveis às conversas que vão ouvindo e tendo com os seus colegas da escola, nos últimos tempos, centraram todas as atenções num único tópico “Sexo”.
As diferenças na fisionomia do homem e da mulher, a sementinha, o óvulo, como se juntam e porque nem sempre se forma um bebé, à palavra feia fo****,  foram tudo temas mais que falados nos último dias  e não vê que mais poderão eles perguntar ou querer saber mas eles têm o dom de a conseguir sempre surpreender.
Prepara-se, mentalmente, para mais um eventual “round”, alimentando, bem lá no fundo, a esperança que outro tema lhes tenha despertado a curiosidade e a atenção. Rapidamente percebe que não, ainda não será desta vez, reza em silêncio para ter paciência e ser assertiva, quando o mais novo dispara “Hoje, a mãe e o pai vão fo****?”.
Sente os olhos a saírem das órbitas e a mente a fervilhar. Respira fundo, conta até 10, lembrando-se que o seu menino só tem 8 anos e não tem noção da crueza e magnitude da sua questão. Afagando-lhe o cabelo, aparentando uma calma que nãos sente, relembra-o que não se usa a palavra fo****, é feia, é uma asneira, que as pessoas que gostam verdadeiramente uma da outra fazem amor e que assim é infinitamente melhor, acrescentando que não se deve perguntar essas coisas a ninguém pois só dizem respeito aos dois e a mais ninguém, é como um segredo entre amigos. O seu menino acena com a cabeça ao seu discurso mas a a sua atenção já está centrada nos LEGOS espalhados pelo chão. Confiante que a sua resposta o aquietou e é invadida por um misto de sentimentos: alívio, embaraço e o de dever cumprido, assunto encerrado.
O pai chega a casa e o menino corre para o abraçar e, em, plenos pulmões pergunta “Quando tu e a mãe fizerem amor, eu e a mana podemos ver?” O pai olha para a mãe, recordando a conversa que tinham tido de “agir naturalmente quando os miúdos falarem sobre o assunto” e diz, sorrindo, naturalmente, “Claro que sim!” e a mãe abraçando ambos, lançando um olhar desconcertado ao marido, diz “Claro que não! Já falámos sobre isso hoje”, o seu menino sorri como quem diz “Há sim?”. Inspira, expira e suspira profundamente, preparando-se para botar discurso sobre a intimidade, e matutando “Here we go all over again! Olha se ele vai contar esta lá para a escola, vai ser bonito vai!”

Ética para um jovem, pai e mãe

Take 1
Conversando, com uma mãe, sobre o teste de inglês do dia seguinte de pequeno do meio e sobre a sua falta de estudo, diz-me ela “Dá-lhe o teste que a tua pimpolha mais velha fez no 3º ano! São sempre iguais! É assim que o meu estuda, não faz mais nada! Quero lá saber! O problema é da professora.”.
Os olhos de pequeno do meio brilham, pensando certamente “Estou safo!”

Take 2
Falando sobre 0 5º ano: a adaptação e as resmas de disciplinas, testes e trabalhos, com uma mãe, minha colega – professora de Educação Física, diz-me ela “Olha tenho lá os três trabalhos escritos de Educação Física do meu filho, devem ser iguais este ano. Posso enviar-tos, estão muito bons! Ele foi buscar muita coisa aos meus livros da faculdade! Ficas já com isso despachado”. Pimpolha mais velha observa, seguindo atentamente a nossa conversa, esperançosa!

Em ambas as conversas, disfarcei o meu espanto, recusei simpaticamente a oferta e enfrentei os olhares da pequenada expressando um clamoroso “WHAT?”, não pronunciado.
Se poderia ter poupado tempo e chatice aos meus filhos e a mim? Provavelmente, sim!
Se teriam tido melhores resultados? É possível!
Então porque não o fiz? Porque sou parva, dirão muitos, com alguma razão, mas essencialmente, por uma questão ética e de exemplo. A responsabilidade de estudar e de fazer o trabalho é deles e como tal devem, desde sempre, habituar-se a, com o seu esforço e trabalho, cumprir na íntegra com as mesmas em toda e qualquer situação.
Se acho benéfico a professora de Inglês dar sempre os mesmos testes? Obviamente que não mas sabendo que tem cerca de 10 turmas e 300 alunos, quase, quase que a percebo!
Se acho que o tipo de trabalhos de Educação Física propostos trazem alguma mais valia para pimpolha mais velha? Tenho sérias dúvidas.
Se partilhei ou fiz alguma observação sobre estas questões com a pequenada? Certamente que não.
Cada um cumpre as suas funções: um a de estudar, se ele não aprender, o problema não vai ser da professora mas dele, mais tarde ou mais cedo; ao outro a de fazer os trabalhos que lhe são pedido, o melhor que conseguir e, a mim, cabe-me procurar transmitir-lhes que os princípios e valores começam, e aprendem-se, em casa, muitas vezes, pelo exemplo que damos ou modelo que decidimos seguir, independentemente do que os outros fazem e das suas atitudes estarem certas ou erradas. A ver se consigo, às vezes, é difícil e a tentação está sempre à espreita!

Um artigo interessante sobre o tema “Is it possible to be both an ethical and a good parent?”

Fernando Pessoa by Salvador Sobral

Admiro-lhe entre outras coisas: o espírito, o sentido de humor, a musicalidade, a expressividade, a maestria e a qualidade com que articula, com naturalidade, este dons. Bons presságios, que o futuro lhe sorria!

“Presságio” de Fernando Pessoa cantado por Salvador Sobral

O amor, quando se revela
Não se sabe revelar
Sabe bem olhar p’ra ela
Mas não lhe sabe falar

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse
Se pudesse ouvir o olhar
E se um olhar lhe bastasse
P’ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar
Fernando Pessoa

“Treino da mente para gente ocupada”

“Sabes, recebi um mail sobre uma nova formação online gratuita dos mesmo dos Emails efetivos! Inscrevi-me…” comento com excelentíssimo esposo, ao final de uma dia de trabalho. Ele sorri e diz “Recebi o mesmo mail e… também me inscrevi!”. Sintonia…!!!
“Treino da mente para gente ocupada”  é o nome do novo curso que funcionará de forma semelhante ao dos “emails efetivos”, (onde aprendi umas coisas), através do nosso mail recebemos um documento pdf, que podemos abrir quando desejarmos com a lição do dia! Fácil, rápido, indolor e aprende-se sempre! Inscrições até dia 12 de junho, basta indicar o vosso mail e esperar que a lição chegue! Todas as informações aqui

Nota: se não se inscreveram mas estão inscritos, provavelmente é porque alguém considerou que seria benéfico 🙂

Pais do tipo Big Brother?

Devemos controlar os nossos filhos através do telemóvel (e não só)? é um artigo interessante, no qual ando a matutar há um par dias. Retrata uma realidade que ainda não é a nossa, talvez por termos uma verdadeira, ou aparente, política de proteção de dados – a realidade americana (câmaras nas escolas, nas sala de aula, etc., onde os pais têm acesso às imagens “live”).
Provavelmente, daqui a uns anos mudarei de opinião com uma casa cheia de adolescentes, mas por agora não me passa pela cabeça, mesmo que tivesse acesso, estar sempre a monitorizar os meu filhos, numa primeira abordagem porque não se justifica, porque se pode tornar num tipo de obsessão doentia, num jogo de adivinhar e saber ler atos e reações mudas,  mas principalmente porque cada um, eles e eu, tem o direito a ter o seu espaço e nele interagir naturalmente como e com quem entender (dentro das normas), sem estar a pensar que olhos estarão postos em si e que julgamentos farão. Há qualquer coisa de estranho e perverso nesta redoma, com um, aparente, e forte perímetro de segurança, em que se procura controlar criar os mais pequenos (os seus e os alheios).
Por outro lado, na ótica do professor, as câmaras, só por si, colocadas nas salas de aula, eram capaz de ser um elemento dissuasor de alguns comportamentos!

O poder de um simples “obrigada” por pimpolha mais velha

É o título que pimpolha mais velha escolheu, no teste de português, para uma notícia. Não escreveu uma notícia mas uma dissertação sobre o tema, não se pode ter tudo! E que bela dissertação, o princípio parece estar lá! A ver se a moça começa a dar um pezinho na escrita aqui neste humilde estaminé, ela sim, era capaz de nos ensinar qualquer coisita!
“Então e a notícia, onde está?” perguntei “Isso é uma notícia” responde ela segura do seu saber. “Ok, então diz-me lá o que caracteriza uma notícia e onde encontras isso no teu texto” digo-lhe e ela rende-se “Ok, eu sei que não é uma notícia mas com aqueles título não me lembrei de nada! E não fui a única!”. Entre risos começo a dar exemplos de possíveis notícias com o título “O poder de um simples obrigada!”, ela limita-se a dar de ombros, como quem diz não percebes nada disto, e remata com “Tu não és nada criativa!” ao que observei apenas “São notícias ou não, os exemplos que dei?” e entre dentes resmunga “Sim, sim! São!” como quem diz leva lá a bicicleta (nada criativa!)

Este estaminé pelos olhos e mãos de pimpolha mais velha

Quando decidimos brindar aqui o burgo com nova cara, pedi a pimpolha mais velha que, num desenho seu, retrata-se o que por aqui se passa. Ora a moça fez o seu desenho mas depois o mesmo desapareceu, de tão bem que ela o guardou, no meio de tanta ideia e projeto criativo. Este fim de semana deu à costa, depois de uma longa viagem no mundo dos seus muitos rascunhos e rabiscos!
Nota: Sim, lemos-lhes, ou damos a ler, o que por aqui se vai dizendo, especialmente quando são eles os visados, uma vezes antes outras depois de publicarmos, eles riem-se e dizem, “Passa à próxima, essa já lemos” e assim se entretém um bom bocado a avivar a memória.

Lendo Mario Quintana

Este interessante poeta brasileiro assinava Mario, sem acento pois foi assim, por erro da conservatória, que foi registado. Lendo, gostando e apreciando a sabedoria de viver, de Mario Quintana: gosto especialmente do Poeminho do Contra, do nome ao conteúdo, ajuste perfeito! Passarinhando… 🙂

Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!

 

A arte de viver
A arte de viver
É simplesmente a arte de conviver…
Simplesmente, disse eu?
Mas como é difícil!

 

Da Observação
Não te irrites, por mais que te fizerem…
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e subtil recreio…

 

Da Discrição
Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também…

 

Bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda…

 

Canção para uma valsa lenta
Minha vida não foi um romance…
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amas, não digas, que morro
De surpresa… de encanto… de medo…

Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance…
Pobre vida… passou sem enredo…
Glória a ti que me enches a vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance…
Ai de mim… Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso… de um gesto… um olhar…

Bolo de baunilha e frutos vermelhos

Fresquinho, leve, doce q.b., um verdadeiro e saboroso bolo da época 🙂

Ingredientes
Bolo
1 chávena de açúcar amarelo
2 chávenas de farinha
1 chávena de buttermilk (1 chávena de leite+1 colher de sopa de vinagre)
100g de manteiga derretida
3 ovos
1 colher de chá de aroma de baunilha
1 colher de sopa de açúcar baunilhado
1 colher de café de bicarbonato de sódio

Recheio e cobertura
3 ovos
6 colheres de sopa de açúcar em pó
1 colher de chá de essência de baunhilha
250g de queijo mascarpone
200ml natas
1kg de morangos
100g de amoras
100g de framboesas

Preparação
Bolo
Começar por preparar o buttermilk, a 1 chávena de leite adicionar 1 colher de sopa de vinagre (ou de sumo de limão), deixar repousar durante 10 minutos antes de utilizar (fica um género de leite talhado. Num taça, bater bem o açúcar (amarelo+baunilhado) com a manteiga amolecida. Juntar a essência de baunilha e envolver bem. Adicionar os ovos um a um, batendo bem entre cada adição. Juntar lentamente o buttermilk ao preparado anterior, mexendo sempre. Por fim, adicionar a farinha e o bicarbonato de sódio, envolvendo bem. Levar ao forno pré aquecido a 180º, numa forma de fundo amovível forrada com papel vegetal, durante cerca de 30 minutos (fazer o teste do palito)

Recheio e cobertura
Numa taça, bater as gemas com 3 colheres de sopa de açúcar em pó e o aroma de baunilha até obter um creme esbranquiçado. Envolver bem o mascarpone. Levar o ao frigorífico. Bater as claras em castelo e depois adicionar, envolvendo bem, 3 colheres de sopa de açúcar em pó. Bater as natas em chantilly. Adicionar o chantilly às claras, envolvendo bem. Adicionar ao preparado das gemas e levar ao frigorífico.

Montagem
Cortar o bolo ao meio. Num prato, dispor uma metade do bolo, colocando sobre as mesma os morangos fatiados, cobrir com um dose generosa de recheio e colocar, em cima, a outra metade do bolo. Cobrir o bolo com o restante recheio e decorar a gosta (morangos, amoras e framboesa)
Colocar o bolo no frigorífico.

“De que forma é que as crianças (0 aos 8 anos)e as suas famílias utilizam as tecnologias (online)? “

Um estudo piloto europeu, realizado em 18 países, procura dar resposta a esta pergunta, explorando a dinâmica entre pais e filhos, as utilizações e as perceções de crianças e pais relativamente à utilização destes dispositivos, a fim de identificar as atividades digitais e práticas, benefícios e riscos associados.
Em todos os países, o relatório tem como base uma amostra incluiu 10 famílias com crianças com 6 ou 7 anos de idade, que frequentavam o 1º ou 2º ano de escolaridade do 1º Ciclo do Ensino Básico e que utilizavam, pelo menos uma vez por semana, um dispositivo digital.

As principais conclusões referidas no relatório português (vale a pena dar uma vista de olhos)

Dia da Criança

Uma ideia engraçada, colorida, original, até a escola ganhou um outro ar! Os miúdos são muito castiços  e dizem coisas fantásticas.
Pimpolha mais pequena encarnou a sua melhor versão materialista – anda uma pessoa convencida que anda a fazer alguma coisa de jeito com esta malta e vai-se a ver… parece que nem por isso 🙂 Ao ver o seu dizer, ri-me e disse-lhe “Presentes, hã?” e ela respondeu com o seu sorriso maroto, aquele de quem tem sempre resposta na ponta da língua e me dá um grande desconto, “Recebeste algum hoje?” – é tão parecida com o seu mano e… com a mãe, dizem as más línguas, obviamente.


Os meus preferidos são

Mas há lá muitos simplesmente deliciosos

Ser criança não é fácil! Corresponder às expectativas dos pais pode ser tramado e, ao que parece, desde muito cedo, se aos 5 anos, uma mãe, que lia o “mural” com o filho pela mão, observa com um ar desiludido “Então e só disseste isto? Os teus amigos disseram muito mais coisas!” imagino como será daqui a uns anos, o filho limitou-se a olhar para ela, dando de ombros, como quem diz “O que é que querias que eu dissesse mais?”.

Espíritos livres, criativos, críticos, genuínos, energéticos, brincalhões, de sorriso fácil, marotos, aventureiros, assim são as verdadeiras crianças, independentemente da sua idade 🙂 E tão bem que eles sabem viver, são verdadeiramente felizes, relembremos e aprendamos com eles!

Neste dia, a RFM, em honra das crianças e da palavra que elas mais odeiam ouvir “Não”, com mais uma excelente letra musicada. Vale a pena ouvir, rir e mostrar à pequenada, aqui por casa apreciaram mas gostaram mais da da Comercial (eu também não… )

Irmãos

Hoje, como todos os dias, é dia dos irmãos mas parece que se assiná-la hoje, nesta moda dos dias que pegou.
A RFM presenteou-nos, a nós, sortudos que temos irmãos (dos bons), com uma música alusiva a esta relação tão estreita, às vezes demasiado. Uma letra bonita, de Rodrigo Gomes, que, acima de tudo, retrata na perfeição a relação entre irmãos (pelo menos para mim) e aquilo que observo todos os dias nos manos cá de casa e, muitas vezes, me faz sorrir, e relembrar, e outras me deixa com vontade de arrancar cabelos, nem sei bem se os meus se os deles. Suponho que os nossos progenitores, enquanto irmãos e pais, tenham sentido exatamente a mesma coisa. São as tais cenas e coisas intemporais…provavelmente, as melhores!
Dedicado ao meu mano: obrigada por estares sempre por aí/aqui, apesar de, como costumas dizer vezes sem fim, “Tu móis-me o juízo!(…) Agora não tenho tempo”, obviamente que moo, faz parte da minha missão função mas sempre como muito amor e carinho, e sabes bem que gostas pois há sempre aquela mítica frase “O que é que tu queres agora?!” e afinal, afinal, tens arranjas sempre tempo, love you. À pequenada cá de casa, love you too, e vocês são tão, mas tão, assim, meus lindos!

Letra:
(Rodrigo Gomes)

É para sempre o amor de irmãos
Nada vai separar você de mim
Eu sei que vou contigo até ao fim

Por cada turra e cada empurrão
Eu só quero ver você sorrir
Nem que seja por nos ver cair, no chão

Yeah
Ainda me lembro quando chegaste ao mundo
Tive ciúmes mas eu sei que lá no fundo
Tu vieste para me completar
Foi contigo que tive de aprender a partilhar

E nós parecemos bipolares
Tanto andamos à tareia
Como te abraço para acalmares

Imaginação, nada nos batia
A fazer tendas com lençóis
Em casa da nossa tia

E o mano vai estar cá sempre para te ouvir
E esta roupa vai ser tua quando já não me servir

As nossas lutas…
Desculpa usar-te sempre para te pôr as culpas

Juntos cantamos e berramos no banco de trás
Iluminamos e esgotamos a paciência dos papás

Os irmãos quando se unem têm uma força brutal
Vê só o que conseguiram juntos os irmãos Sobral

É para sempre o amor de irmãos
São as pessoas com que se despacha
Um pacote inteiro de bolacha

É claramente uma união
Que ultrapassa toda e qualquer mágoa
E servem para ir buscar um copo de água

No final do dia, de banhos tomados
Manos de pijama a brincar aos penteados
Quando te sentes à deriva ter um irmão é ter um cais
Porque há determinadas coisas que não se contam logo aos pais

E é claro que o sangue pesa
Mas também há os irmãos que nós ganhámos na guerra
Adoptivos ou Amigos que estão sempre na vigília
Um por todos e todos por um
é o lema da família

É para sempre o amor de irmãos
Nada vai separar você mim
Eu sei que vou contigo até ao fim

Por cada turra e cada empurrão
Eu só quero ver-te a sorrir
Nem que seja por nos ver cair, no chão

…. ninguém consegue desligar os fios
e o amor cresce quando formos tios
‘Props’ para os sobrinhos…