Bonnie Scotland – II
A nossa visita à Escócia em números:
- 10 dias bem passados
- 1260 milhas percorridas, cerca de 2016 km
- 10 dias a conduzir do lado
erradoesquerdo da estrada, em que apenas 1 vez, à saída de um estacionamento, íamos entrando em contra mão (corrigido de imediato) - 5 é o número de estrelas que atribuímos à condução de Excelentíssimo Esposo do lado
erradoesquerdo - 10 dias a olhar primeiro para direita e depois para a esquerda na estradas e nos passeios
- ZERO é o número de susto que Excelentíssimo Esposo apanhou ao conduzir do lado
erradoesquerdo e, atenção, as estradas rurais são fortes em termos de emoção/adrenalina e não são para gente desatenta ou pouco habilidosa - incontáveis são o número de “sustos” que eu apanhei quando me vi do lado
erradoesquerdo de estradas rurais e/ou sem bermas – sou uma caguinchas, não há volta a dar. Fiquei conhecida pelos meus saltos e pela minha expressão mais recorrente nas estradas rurais – “Vem aí um BIG”. Resumindo, eu é que prego valentes sustos a Excelentíssimo Esposo à esquerda… e à direita, a torto e a direito. É aceitar que dói menos! - Zero foi o número de mudanças colocadas com a mão esquerda, o nosso carro tinha mudanças automáticas, o que foi PERFECT, menos um ajuste a fazer na nossa mente. Quando fomos levantar o carro, ia tendo uma coisa má quando o senhor nos disse que o carro tinha mudanças manuais. Começámos logo a abanar a cabeça e a dizer que não era isso que tínhamos alugado, enquanto sacávamos do telemóvel para ver o contrato. O senhor olha para nós, durante uns longos segundos, com um ar muito sério e diz impávido e sereno: “Don’t worry, Your car has automatic transmission. I was only joking… and you totally fell for it! They always do, eheheheh! ” Voltei a respirar… e a apreciar o sentido de humor desta gente.
- 9 numa escala de 1 a 10 é como avaliamos a facilidade de conduzir do lado
erradoesquerdo da estrada com um carro com mudanças automáticas. Superou largamente as nossas expectativas. - 30 km delinearam as pernas de cada um de nós
- 6 autoestradas e mais de meia centena de estradas rurais e nacionais percorridas com mais de uma centenas de lochs, incontáveis munros, cascatas e praias a alegrar-nos a vista
- 3 casas que fizemos “nossas”
- 4 dias passados na nossa casa mais remota e que foi a nossa preferida
- 4 cidades calcorreadas e dezenas de aldeias
- 1 sessão de cinema em família para ver o “Braveheart” – Pequenada ofereceu resistência inicialmente, mas apreciou embora tenha achado muito “crú”

- 2 livros lidos (eu) contra 1 lido por pimpolha mais velha
- dezenas de episódios de séries e jogos (pequenada e Excelentíssimo Esposo)
- 2 dezenas de sessões de Duolingo (a tradicional diária e as outras de Gaélico Escocês) realizadas por Excelentíssimo Esposo
- 1 ilha visitada
- 15ºC – temperatura média com que fomos agraciados
- 2 dias em que não choveu
- 4 dias em que não vestimos os impermeáveis
- 1 dia em o tempo este realmente feio, cinzento e com pouca visibilidade. Era dia de caminhada, pequenada apreciou o cancelamento(menos uns km nas pernas)
- 10 dias em que o sol esteve sempre presente ou deu um ar da sua graça
- 0 dias de vento forte, 3 com vento (fraquinho)
- 1 castelo visitado e uma dúzia “à porta”
- 1 free walking tour realizada
- 2 catedrais visitadas (1 protestante, outra católica)
- 1 museu visitado – Museu Nacional da Escócia (um must)
- 5 cemitérios por onde nos passeámos
- 2 campus universitários que conhecemos
- 1 concerto ao pôr do sol com vista sobre Edimburgo, no Calton Hill
- Zero é o número de mergulhos que demos em lagos, cascatas e no mar – os escoceses são valentes em vários sentidos
- incontáveis os miradouros onde parámos
- centenas de parques de campismo por onde passámos e em cenários idílicos
- dezenas de homens de kilt com quem nos cruzámos

- uma dúzia de gaiteiros que ouvimos
- centenas de vacas vislumbradas
- milhares de ovelhas a pastar em todos os sítios onde passámos
- 4 corços que nos (as)saltaram e atravessaram a vista
- 2 esquilos vermelhos avistados a passear nos bosques
- várias aves de rapina sobrevoaram as nossas cabeças
- milhares de mosquitos e moscos (os famosos midges) que se nos (a)pousaram e nos deixaram cheios de comichões, embora não tenhamos sido mordidos.
- 15 visitas a supermercados (Spar, Coop, Aldi, Lidl e Sainsburry)
- 1 visita a um parque de esculturas no meio da floresta (recomendado por um tuga amigo que já por lá viveu), onde Excelentíssimo Esposo apelidou uma cabra de garganeira por estar a comer fora da cerca com tanta erva dentro. Depois de concluir que ela tinha era a cabeça “presa” na vedação, “salvou-a”, ajeitando e empurrando-a com força pelos cornitos, para espanto/consternação da plateia
- 4 a 5€ por um café
- 2€ por 1,5 litro de água no supermercado
- 2,5€/kg maçã
- 3,5€ uma dúzia de ovos
- 450€ gastos em supermercados
- 3 visitas a bombas de gasolina
- 1,90€/litro de gasolina
- 200€ gastos em gasolina
- 250€ investidos em visitas culturais
- 20€ em deslocações em transportes público (o metro de Glasgow é muito fofo/pequenino e com uma linha circular e mais do que “Mind the gap” é importante lembrar “Mind the head”
- 30€ em estacionamentos vários
- 1 numa escala de 1 a 10 a dificuldade em perceber as interações com os escoceses, embora na zona de Glasgow o sotaque seja mais cerrado. Piada típica dos escoceses sobre o seu inglês quando os estrangeiros pedem desculpa por não os terem entendido “The problem isn’t your English, we are the ones with the bad English, who speak it wrong!”. Não sei se já mencionei que aprecio muito o sentido de humor deste povo.
Números e algumas estimativas sobre a Escócia
- 1 de 4 países que integram o Reino Unido
- 3 são as zonas em que está dividida, a norte, as Highlands, as zonas planas e mais populosas (como Edimburgo e Glasgow) integram o Central Belt e, a sul, temos Southern Uplands
- 50% do seu território situa-se nas Highlands
- 32 “concelhos”
- 57 452 quilómetros de estradas, mais de metade deles são estradas rurais e apenas 7% são em estradas principais
- 20 mph (aprox. 32 km/h) é o limite de velocidade dentro das localidades
- 60 mph (aprox. 96 km/h) é o limite de velocidade nas estradas rurais com uma única faixa (ahahahahahahahah)
- 70 mph (aprox. 112 km/h) é o limite de velocidade nas autoestradas e vias rápidas
- 8 cidades
- 31 000 lochs
- 230 metros de profundidade máxima tem o Loch Ness, 132 metros de profundidade média, é o lago com maior volume de água e o 2º lago mais profundo da Escócia
- 900 ilhas e ilhéus (apenas cerca de 10% são habitadas) divididas em 3 arquipélagos
- 282 munros
- 3 000 castelos, onde apenas 750 estão intactos e mais de metade são apenas vestígios arqueológicos
- 12 a 24£ – variação do preço de 1 bilhete para visitar os castelos mais conhecidos
- 1,2 é o número de vezes que, em termos de área, Portugal é maior que a Escócia
- 5,5 milhões de habitantes, cerca de 30% vivem nas Highlands
- 4 línguas oficiais
- 10 000 gaiteiros (de foles)
- 13% da população possui cabelos ruivos (natural). É, mundialmente, o país com maior percentagem de pessoas com cabelo ruivo, seguido da Irlanda
- 40% da população é portador do gene (recessivo) do cabelo ruivo
- 15ºC a 17ºC de temperatura média nos meses de verão
- 200 dias/ano, em média, de chuva (varia consoante as zonas)
- 270 clãs históricos com brasão e tartan
- 10 000 tartans registados
- 150£ para registares o teu próprio tartam
- 6,5 milhões de ovelhas
- 1,65 milhões de vacas
- 14 raças de cães escocesas, entre elas o tão popular e conhecido Golden Retrevier (para além dos Terriers e os Collies)
- 154 destilarias ativas
- 400 anos sem celebrar o Natal (Yule). Foi proibido com a Reforma Protestante (século XVI – iniciada por John Knox), o natal foi um dia normal de trabalho e só voltou a ser um feriado nacional em 1958. Razão pela qual as celebrações do ano novo (Hogmanay) se tornaram tão efusiva na Escócia – válvula de escape para celebrar o Inverno e trocar presentes

- 292 anos sem Parlamento (de 1707 a 1999). Com o Tratado de União, que fundiu os reinos da Escócia e de Inglaterra, todos os poderes legislativos foram transferidos para o Parlamento da Grã-Bretanha, em Londres. Decisão muito impopular na Escócia, mas o país estava à beira do colapso financeiro e a a Inglaterra ofereceu uma enorme compensação financeira em troca da união… Após o resultado do referendo realizado em 1997, a Escócia voltou a ter o seu próprio parlamento, em 1999, com poderes legislativos na área da saúde, educação, justiça, habitação, ambiente, agricultura, cultura e desporto
- 36 anos (de 1746 a 1782) de proibição, do governo britânico, do uso de kilts, tartans, armas e gaitas de foles (foram consideradas armas de guerra), com exceção para os Highlanders que se alistassem no exército britânico que tinham autorização legal para, em guerras, no estrangeiro, usar o kilt e tocar gaita de foles (razão pela qual ficaram conhecidos mundialmente). Terminada a proibição, o kilt nunca mais voltou a ser uma roupa do dia a dia, passou a ser um símbolo de identidade cultural e orgulho nacional, usado em celebrações e ocasiões especiais. O principio do fim dos clãs surgiu, em 1747, com a retirada, aos chefes dos clãs, do poder legal e judicial sobre as suas terras e de governar o seu povo e convocar o seu próprio exército.









Sorri ao ver a mensagem da filha da minha amiga, revi-me bem no sentimento. A saudades da comida, dos cheiros, do espaço, dos nossos, da terra…








