Amigo secreto

Enquanto não encontrou a prenda “certa” não descansou.
Seguiu-se outra preocupação o que é que poderia fazer para “ajudar” sem a sua amiga secreta se aperceber.
Ajudar à hora da refeição a arrumar a mesa foi a primeira ideia que teve.
Ri-me e disse a pequeno do meio “É melhor pensares noutra coisa porque à velocidade que tu comes só se for ela a ajudar-te a ti”.
“Ahahahah que gracinha! Levar mochila, trazer mochila, ajudar nos trabalhos da escola… ” dizia-me ele.
Tudo boas opções!
Dois dias antes andava em pulgas “Não me posso esquecer de levar a prenda!” dizia sem parar.
No final do tão ansiado dia, o rapaz vinha cabisbaixo.
“Então que se passa? Como correu?” perguntei-lhe.
“O meu amigo secreto não me trouxe nenhuma prenda. Ela nunca participa em nada da escola nem faz os trabalhos, não responde aos professores…! Tinha logo que me calhar a mim! Houve mais duas pessoas que não receberam prenda mas foi porque os seus amigos se esqueceram. Vão trazer amanhã e eu nada. Ainda por cima houve amigos meus que receberam prendas bem fixes… bem também houve quem recebesse umas meias” desabafa pequeno do meio com uma lágrima no canto do olho, verdadeiramente desiludido.
“Não fiques triste se é só por causa da prenda podes ir ao saco das prendas que temos de reserva para dar nos aniversários dos amigos e escolher uma prenda para ti.” disse-lhe.
“Também quero” diz de imediato pimpolha mais pequena.
Eu e pequeno do meio acenamos-lhe que “Não” e ela olhou-nos de lado mas dado o estado do mano acho que reconsiderou e não refilou.
Chegado a casa, a primeira coisa que pequeno do meio fez foi tratar do assunto.
Escolheu um Lego e observou “Acho que fiquei com uma prenda melhor do que as dos meus colegas mas ainda assim fiquei um bocadinho triste.”
Esta coisa dos amigos secretos tem muito que se lhe diga…

 

Um bom título

Assim que entramos na livraria cada um zarpou para a sua seção predileta para deambular e folhear as novidades ou os livros que se cobiçam desdes as últimas visitas.
De repente, dou uma gargalhada ao vislumbrar uma das novidades.
Excelentíssimo esposo encolhe os ombros e pergunta “Então o que se passa?”
“Olha só este livro! Priceless! Tenho que chamar o rapaz”observo.
Excelentíssimo esposo sorri como quem diz ” não deixas passar uma!”
“Anda cá ver uma coisa engraçada que eu encontrei!” peço a pequeno do meio
“Olha o título deste livro….parece que há mais! É aquilo que me estás sempre a dizer!” observo
“Arghhh, tu às vezes só me irritas!” voltou costas e foi-se embora piurso.
O livro era este e está na minha lista de leituras desde então!

Refilona

Dedicado a todos aqueçes que dizem, com toda a razão, que sou refilona e que estou sempre a reclamar:

“Em Portugal, em virtude de uma história social e política que não se pode esconder, por vezes confundimos rezingar e reclamar. Reclamar é uma coisa séria, não é uma coisa agressiva. A expectativa é que a pessoa com quem reclamamos possa ser capaz de nos escutar. Dizer não a alguém é dizer aquilo que sentimos, com a convicção de que a outra pessoa é capaz de nos conhecer e de gostar de nós ao ponto de aceitar os nossos nãos. É dizer sim à relação onde estamos a dizer que não. Um não são tantos sins que, às vezes, é quase escandaloso o modo como algumas pessoas aprendem a dizer não. Insultamo-nos quando dizemos ‘nim’, que é aquilo que os adultos passam a vida a fazer uns aos outros. (…) Reclamar é um exercício de esperança.”

O que é afinal o Artigo 13?

Nos estúdios da TSF, decorreu um debate improvável.
Tema: artigo 13.
Intervenientes: a Chefe de Representação da Comissão Europeia em Portugal e 4 jovens, com 12-13 anos.
Foi assim que nasceu um artigo muito esclarecedor com base nas dúvidas e medos da malta jovem.
Vale a pena ler e aprender!

Intenso

Ao olhar para a galeria do telemóvel constato espantada que tirei uma dúzia de fotografias desde finais de agosto.
O cartão da máquina fotográfica apresenta exatamente a mesma sintomática.
Mais frustante ainda, das poucas fotografias tiradas, a maioria tem a ver com trabalho…
“Investi” vários fins de semana em formação e cenas da escola…
Faltou o tempo para passear e viajar para fora cá dentro…
Também não houve muito tempo, nem disposição, para escrever no blogue com a regularidade que gostaria… fez-me falta porque gosto de escrever!
Disse muitas vezes, em tom de brincadeira mas falando a sério, “Este ano (letivo), é só coisas que me aborrecem!”

No entanto,
– há alguns/poucos registos de invenções culinárias e cenas giras da pequenada – resultado dos nossos fins de semana preguiçosos em casa 🙂

– graças ao Netflix, com pimpolha mais pequena vi partes dos “My little Pony” e dos “Mundos de Mia”, com pequeno do meio do “Flash”, com pimpolha mais velha do “Once upon time”, registando, especialmente, o esforço, o gosto e a paciência com que os três me explicaram as partes que perdi de cada episódio por esta ou aquela razão.

– li vários livros que me encheram a alma.

– vi pimpolha mais velha “crescer” cheia de ingenuidade, fazer novas amizades, dar um bom uso do seu poder de organização e o seu bom coração para ajudar um amigo, aprender a gostar e a gerir a sua liberdade e tempo, falar, reagir e reclamar como uma verdadeira adolescente, haja paciência, a cometer erros e aprender da maneira mais difícil que nem tudo nem todos são o que parecem, limpei-lhe muitas lágrimas, não pelas reprimendas que lhe dei nem pelos castigos, embora tenham exisitido, mas segundo ela pelo que viu/sentiu no meu olhar face a algumas das suas atitudes.

– vi pequeno do meio tirar excelentes notas sem estudar rien de rien e dizer-me “Não te preocupes! Está tudo controlado!”, vi-o testar as águas com os novos professores no início do ano letivo, como é seu hábito, correu-lhe mal na escola e em casa, amansou, debateu-se, sem dar parte de fraco, com o primeiro resultado um pouco abaixo de excelente e a começar a vislumbrar que talvez, mas só talvez, tenha que se começar a dedicar ao estudo para manter a sua fasquia, há esperança,  utilizou o seu espiríto crítico optando ser leal ao seu amigo e aos bons valores, escolhendo o lado certo da “barricada”, apesar de não ser o mais fácil, continua a ser uma meia leca de gente, é só costelas, mas já calça o meu número, medo!!!!

-pimpolha mais pequena reclama e contesta porque quer porque não quer, porque sim porque não, porque lhe apetece, quando não resulta chora, tem a sua estratégia muito bem delineada. Tem uma personalidade forte. É a mais distraída e gulosa dos três. É uma princesa on the making: “Hoje não quero essa roupa! Quero esta, combina mesmo bem, não achas? Só falta o laço no cabelo ou a trança.” O pai é o seu maior aliado nas tarefas que sabe fazer sozinha mas não lhe apetece tipo: vestir-se, lavar os dentes. A mãe não lhe dá abébias e ela nem tenta. É muita amiga dos manos mas não os deixa por o pé em ramo verde e é a primeira a levantar a voz e a mão se for preciso. Irrita-se solenemente quando lhe chamam “o nosso bebé”. É uma miúda engraçada, sem medos, segura de si mas a única que fica nervosa para os testes, talvez sentindo a “pressão” do desempenho dos manos, não que alguma vez nós, pais, o tenhamos comentado mas pequeno do meio, o “macaco”, não perde a oportunidade.  Pede para lhe comprarmos livros de problemas de matemática porque diz “as contas eu sei bem mas tenho que treinar os problemas”, desprezando completamente os olhares de gozo e de escárnio que os dois manos mais velhos lhe lançam ao ouvir o seu pedido! Uma rapariga com mau feitio mas engraçada.

Foi intenso este 1º período!

Resolução

Não é uma resolução de ano novo, não sou muito apologista dessa moda.
Talvez por isso, a tenha posto em prática em novembro.
Decidi que todos os meses irei dar um pequeno contributo (10€) para uma (boa) causa/organização.
Dificuldades: qual a causa a escolher sendo que há tantas e tão variadas.
Solução: uma que me diga algo.
Apoiarei sempre a mesma? Não!
Estabeleci um período mínimo de “fidelização”: 12 meses.
12 meses para escolher a causa que irei apoiar nos 12 meses seguintes.
Alguns dirão “Só 10€?”.
Outros por sua vez acharão que 10€/mês é muito e podia empregá-los de melhor maneira! Em mim e nos meus pois estou muito longe de ser rica, sendo uma mera professorazeca, o dinheiro faz falta e custa a ganhar a todos, etc!
Certo, ainda assim…
É o que é, foi o que decidi!
Podia ter sido mais, podia ter sido menos. Este ano serão 10. Para o próximo logo se vê até porque dizem que vou ser aumentada em 19% (a piada do ano, só pode!).
Os pessimistas argumentaram “Sabes lá se o teus €€€ serão devidamente canalizados! Neste país, o mais certo é irem parar ao bolso de quem tem mais que tu!”
Correto mas há que ter esperança e ser otimistas e acreditar que ainda há gente série e boa. Conheço vários dessa espécie e acredito que existem muitos mais.
Tentar mudar o mundo e fazer a diferença, há muito que percebi que está fora do meu alcance.
Nesse tempo, resignei-me… com dificuldade e não sem refilar com tudo e todos!
Recentemente, ocorreu-me que dentro da teoria do caos há o efeito borboleta… “um leve bater de asas aqui pode gerar um tufão do outro lado do mundo”.
Desde novembro 2018 até novembro de 2019, a minha doação de 10€ mensais é para as Aldeias SOS.

Convivências

Não nos “procuramos”.
Quando é preciso alguma coisa, muito esporadicamente, trocamos mensagens no telemóvel que eu só vejo ou respondo, quando respondo, muito depois.
Circulamos pelos mesmos espaços e corredores mas raramente nos cruzamos perdidas na multidão.
Ambas procurando ser discretas e passar entre os pingos de chuva.
Calhou um dia cruzarmo-nos à porta, ela a entrar e eu a sair.
Tal não foi o espanto de ambas que, espontaneamente, sorrimos e demos um beijinho.
Ao meu lado um colega olhava para mim espantada e diz-me a rir-se “Então mas agora cumprimentas os teus alunos com um beijinho sempre que te cruzas com eles à porta da escola? Que raio de intimidades são essas?”
Era pimpolha mais velha.

Árvores de Natal

Todos os anos costumamos fazer umas decorações de Natal com a pequenada. Estes foram os nossos projetos de manualidades DIY deste ano.
Quando digo o nossos projetos referi-me a pimpolha mais pequena e pais pois os manos mais velhos a sua idade e parvoíce natural agenda já não lhes permitem participar nestas infatilidades.
A inspiração para a primeira.
A segunda foi mesmo uma inspiração do momento quando encontrámos umas palhilhas de papel com as cores do Natal.

Traços vincados

“Umas meninas do 4º ano queriam que nós fossemos brincar com elas a não sei o quê.
Nós não queríamos, estávamos a gostar da nossa brincadeira.
Dissemos que não e continuámos a brincar.
Elas depois voltaram e disseram que davam slime a quem fosse brincar com elas.
A Inês foi.
Eu não fui!
Achas que por causa do slime ia deixar a minha brincadeira e as minhas amigas?
Só não percebo porque que é que Inês foi.
Deixar as minhas amigas por causa de slime?
Que raio de coisa sem jeito nenhum!”
Relato de pimpolha mais pequeno indignadíssima no final de mais um dia de escola.
Com diria alguém da família, esta miúda tem porras e… dizem, as más línguas, obviamente, que tem muito a quem sair!

Tal e qual!

Quem lê livros, com regularidade, por hábito e/ou verdadeiro prazer não pode deixar de sorrir e rever-se nesta resposta.

“Dessa (sua) biblioteca, qual a percentagem de livros que já leu?
Não sei… aliás, quando o carpinteiro vai lá acrescentar mais prateleiras, uma das perguntas clássicas é “eh pá, oiça lá, você já leu isto tudo?”. Não só não li como não vou ler. É óbvio que nunca vou ler os livros todos que ali tenho. Mas várias vezes os livros não são para ler, são para consultar, primeira coisa. Outras vezes, sei logo no ato de o comprar que é provável que nunca vá ler aquele livro. Mas tranquiliza-me ter ali o livro. Se for preciso, ele está lá. Tenho muitos livros no iPad porque dá jeito, vamos de avião e tenho ali 200 livros… é a tal coisa, tenho ali à disposição. E se o avião cair numa montanha e ficarmos lá dois meses até que alguém nos venha buscar…”

Ricardo Araújo Pereira numa interessante entrevista ao Observador que vale a pena ler.

Desabafo

2ª feira pela manhã, uma mãe suspira ao deixar os filhos na escola e sentindo-se de repente “livre e aliviada” verbaliza em voz alto o que estava a sentir “Ufa! Este fim de semana já está… o silêncio e o descanso de ir para o trabalho na 2ª feira é maravilhoso!”.
Foi um desabafo, saiu-lhe, calhou eu estar perto e ouvir.
Olhou para mim, percebeu que eu tinha ouvido a sua observação e ficou meio envergonhada. Não nos conhecíamos de lado nenhum.
“Fique descansada. Poucos o confessam mas aposto que são muitos os que sentem exatamente o mesmo!” disse-lhe sorrindo.
Suspirou, nova e verdadeiramente, aliviada, dizendo “Ainda bem que não sou só eu! Fico mais descansada. Um bom dia e uma boa semana para si.”
Ri-me sozinha quando me ocorreu que estava na hora de começar a minha semana de trabalho – sim, porque há aqueles grandes malucos e apoucados que passam a semana a “aturar” os filhos dos outros em magotes de mais de 30 de cada vez! Vá-se lá perceber as ironias da vida… Rir é sempre o melhor remédio!

Maria Capaz

Conta-me pimpolha mais pequena, no regresso a casa, no final de mais um dia de escola: “Hoje tive que ir falar com a Diretora!”
“Humm… Então o que se passou?” perguntei estranhando.
Pequeno do meio sorri de orelha a orelha, feliz e contente enquanto diz “Conta lá, conta lá o que fizeste!”.
Este contentamento de pequeno do meio deveu-se, certemamente, ao facto de estar a avivar as suas memórias, contabilizando a frequência das conversas que também ele teve com a Diretora.
Talvez se tenha apoderado dele apenas aquele sentimento tão típico de irmãos “Toma lá que também foste apanhada! Só para não dizerem que sou só eu!”.
“Então foi assim: eu e minhas amigas estavamos a brincar, sem chatear nem incomodar ninguém. Vêm os rapazes e metem-se à frente e acabam com a nossa brincadeira. Nós avisámos. Eles não quiseram saber. Nós demos-lhes umas “cachaporradas”. Eles fugiram e foram buscar os amigos! Os amigos deles chegaram e viram quem estava a ganhar. Juntaram-se a nós! Como os miúdos agora é que são os mariquinhas, eles fugiram e foram fazer queixinhas! E nós, as raparigas, é que fomos falar com a diretora. Achas normal?! Eles é que se meteram connosco! Mariquinhas”
“Eh lá! Isso no meu tempo não era nada assim!. exclama pequeno do meio.
“No teu tempo, quem é que não era assim, os rapazes ou as raparigas?” pergunto, entre risos, a pequeno do meio.
“Os dois, obviamente!” diz pequeno do meio fazendo o seu ar és mesmo dahhh!
Até parece que tem muitos anos de diferença da sua mana mais nova e não apenas 3. São 3 que valem por muitos, aparentemente!
Maria rapaz não é mas como diria a música da Capicua receio que, para além de sindicalista e refilona, pimpolha mais nova é uma verdadeira Maria Capaz.
E antes que me deitem o fogo porque ah e tal deu uma palmadas aos amigos e a violência blábláblá, aviso já que, com conta peso e medida, acho estas interações entre crianças perfeitamente normais e saudáveis, desenrascam-se, tratam de vida. Bem sei que muitos pais não concordam comigo…  temos pena! É, literalmente, a vidinha!

Balizar

Num auditório repleto de adolescentes, aguardo sentada, junto dos meus alunos o início de um workshop sobre “Sonhos e preconceitos”.
Sentados atrás de mim, dois moços dos seus 16/17 anos cumprimentam uma rapariga acabado de chegar e que se senta atrás deles.
“Ouve lá para que é que a estás a cumprimentar? Não vale a pena, ela já tem namorado!” diz um dos moços.
“Então porquê? Lá porque a baliza tem guarda redes não quer dizer que não marques golo!” rematou o outro.
“Bem visto, tens razão! Sim, senhor!” anuiu o outro.
Sentada à sua frente, debati-me, por segundos, se me haveria de voltar para trás e fazer alguma consideração sobre a troca de galhardetes que lhes tinha acabado de ouvir!
Volto-me para trás pronta a dizer-lhe nem sei bem o quê. … Olharam o dois para mim, intrigados. E eis que se inicia o workshop.
Salvos, não sei bem se eles se eu!
Andei o dia todo a matutar nesta forma de estar e ser da malta jovem!

A diferença que faz…

Num dia de chuva intensa, ao primeiro tempo da manhã, observo a minha sala de aula!
Há lugares vazios, vários.
É mais fácil circular e… respirar.
Estranhei!
Estão a faltar muitos alunos, conclui.
Podia ser assim todos os dias. Todos beneficiavamos com a redução de “cabeças” naquela sala de aula.
Espontaneamente, partilhei, em voz alta, este meu pensamento com os presentes.
Os alunos riram-se… dando-me o desconto, por esta altura já estão habituados às minhas tonteiras!
Decidi contá-los, só porque sim ou porque os números, às vezes, são a minha praia!
Espantada constatei que no meu “paraíso” de sala estavam, naquele momento, 28 alunos!
Faltavam apenas 5 alunos!
Pareceram-me muitos mais.
A diferença que faz e muitos pouco percebem… a não ser quem anda nestas lides ( alunos e professores).
O melhor remédio é rir para não chorar do triste que isto é, uma pessoa ficar contente e lhe parecer o paraíso ter apenas 28 alunos na sala!
28 em vez da habitual mutlidão de 33!
1 faz toda a diferença, 5 então é para lá fantástico! Uma pessoa até fica assim a modos que parva, mais que o habitual, obviamente!

Apocalipse de seu nº13

O tema dominante das conversas de pequeno do meio e pimpolha mais velha, na semana passada, era o famoso artigo nº13.
Apanharam-me desprevenida, alheada mesmo! O que me valeu um repreensão oral da sua parte “Como é que não sabes? TODA a gente sabe e só se fala nisso!”
Sem tempo para me dedicar a este e outros assuntos, igualmente prementes, ainda não tinha atentado e debruçado sobre o famoso 13. Como é que é possivel? Imperdoável… aos olhos dos dois pequenos mais velhos.
Muito preocupados, os pequenos mais velhos vaticinavam o fim do youtube e das imagens no google e sei lá que mais.
O fim do mundo em cuecas… sem internet e youtube está a chegar e com data anunciada para breve!
Nunca mais nada seria a mesma coisa!
“Ri-te, ri-te… espera até te tirarem coisas do teu blogue!” dizia pequeno do meio.
Ri-me ainda com mais vontade!
Perguntei-lhes onde tinham ouvido falar do bem dito 13, tema (pre)dominante em todas as refeições cá em casa.
“Na aula de cidadania!” diz-me pimpolha mais velha.
“Na escola, os meus amigos viram o vídeo do Wuant a falar sobre isso e depois contaram-me!” responde pequeno do meio.
Curiosamente, aos meus alunos (todos entre os 15 e so 18 anos) não ouvi qualquer comentário sobre o assunto! Bom sinal! Podem andar simplesmente alheados como eu ou então já têm 3 dedos de testa e de capacidade para não ligar a este malta profissional do youtube a que alguns chamam influencers! Com youtube ou sem youtube, há esperança… quero crer!
Esta semana, tudo muito mais calmo, já quase não falam do nº13.
Dramas alarmistas… e passageiros de malta pequena, com acesso livre a uma carrada de conteúdos que não sabe digerir, interpretar e relativizar, que não se mobiliza por uma causa mas por influência de alguém! Perigoso e assustador… o poder desta malta profissional das internets! Isto sim dá que pensar. Olha se mobilizassem a sua influência para uma causa social, isso é que era conversa. Agradecíamos todos até o 13!